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domingo, 20 de outubro de 2013

Dica literária: Saga

Saga é uma HQ de sci-fi da editora Image Comics, que se encontra, atualmente, no 14º volume ou algo assim.
Ela conta a história de um casal alienígena de raças diferentes, que disputam uma guerra intergalática e por esse motivo, os dois não deveriam ter se envolvido, mas não só tem um affair juntos, como também têm uma filha. Por essas e outros, os dois decidem fugir, sem destino, apenas para proteger sua filha.
Essa história é escrita por Brian K. Vaughan, um renomado escritor de HQ's que escreveu a ótima (ou não) Y: The Last Man, no entanto, ele também é conhecido por fazer finais horríveis, então você nunca pode esperar algo de bom vindo das HQ's dele.
Mesmo assim, vale a pena por que ele escreve muito bem, é só notar as falas, com termos fantasiosos brilhantes e tiradas inteligentes, além dele ser muito bom ao escrever sci-fi, um gênio do gênero.
Sem contar a arte de Fiona Staples, que não é uma coisa de outro mundo, mas é muito boa, principalmente por que ela faz tudo através de meios digitais, então ela se encaixa perfeitamente numa tela de pc ou numa revista, com ótimas cores e efeitos incríveis.
A HQ ainda está em publicação e eu geralmente não indico HQ's em andamento, por que não dá pra se avaliar uma obra-prima por um pedaço, devemos avaliar o todo. Saga não é uma obra-prima, mas é uma ótima HQ, com uma história cativante e arte chamativa.
Vale a pena ler, por enquanto.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Dica literária: Turma da Mônica: Laços

Faço minhas as palavras da Giovana Medeiros: "Isso, minha gente, tá lindo de morrer!"
Turma da Mônica: Laços é o segundo livro da série/campanha/selo(?) Graphic MSP, em que o Maurício de Sousa, lá no longínquo ano de 2011 convidou artistas para fazerem uma releitura em forma de graphic novel de alguns de seus personagens. O primeiro foi Astronauta Magnetar, o qual eu não li, por que sei lá... Não me interessei tanto, mas acho que vou comprar algum exemplar agora e o segundo a sair é esse aí: Laços, feita por Vitor e Lu Cafaggi, dois irmãos mineiros que já faz um tempinho que eu ando acompanhando o trabalho dos dois.
Virei fã do Vitor Cafaggi com o Valente, a tira que ele publica no jornal O Globo. E também virei fã da Lu Cafaggi com o projeto ousado dela de criar umas micro hq's e compilá-las no projetinho dela: O Mixtape.
No entanto, acima disso, virei fã dos dois mais por causa do traço deles.
O estilo de desenho deles é muito único, sério, eu nunca vi algum artista fazer algo parecido, é muito suave, fofo, limpo e cativante ao mesmo tempo.
O traço do Vitor Cafaggi é até um pouco mais comum, talvez ele tenha feito escola ou algo assim, ou vai ver é por que ele é homem mesmo e tenha um traço mais prático. Mas o da Lu Cafaggi é muito único. Os desenhos dela esbanjam fofura e a maioria são feitos com uns tons de sépia bonitos demais.
Sem contar que eles têm um dom muito grande de criar histórias emocionantes e nostálgicas ao mesmo tempo. As tiras do Valente do Vitor são verdadeiras pérolas, que esbanjam emoção e simplicidade no modo como são retratados os relacionamentos e é tudo tão natural que você fica com dó de terminar de ler.
Essa graphic novel é a mesma coisa: Dá dó de terminar de ler de tão boa que é.
A cada página você fica mais e mais arrepiado e dá vontade de chorar, mas o final é tão belo e simples que você fica tão feliz que até esquece das lágrimas.
Na história o Floquinho sumiu e os quatro principais do bairro do Limoeiro se unem parar achá-lo. Diversas vezes durante a história são feitas referências à antigas histórias da turma da Mônica, que despertam um sorriso em todo mundo que teve a infância marcada pelos gibis dessa maravilhosa turminha.
Enfim, vale muito a pena comprar essa graphic novel e acreditar nesses talentos dos quadrinhos nacionais.
E que venha as próximas, acho que a próxima a sair será do Chico Bento, feita pelo dono do traço mais firme e simples do Brasil: Gustavo Duarte (sério, o traço dele é tão bom que alguns já perguntaram pra ele se ele não faz todos os desenhos no computador mesmo e não na mão, mas, pasmem, ele faz tudo a mão) e também terá do Pineco e acho que do Horácio também, mal posso esperar.

domingo, 14 de abril de 2013

Dica cinematográfica: Cowboy Bebop: The Movie

Já disse aqui que Cowboy Bebop é o melhor anime de todos os tempos, certo?
Não só isso, é a melhor série de animação que alguma vez já existiu.
E não é pra menos, Cowboy Bebop é uma série muito original, criando cowboys do espaço em uma espécie de futuro onde os seres humanos podem viajar por todo o universo e os cowboys voltam para batar ordem.
Sem contar na trilha sonora, os efeitos especiais e seus personagens, que uma vez que entram na sua vida, nunca mais irão sair.
Esse é o filme do Cowboy Bebop, que se passa em alguma época entre o episódio 20 e o 21, eu acho, mas foi feito depois do término da série. Em 2001, se não me engano.
Conta a história de mais uma caçada na vida de Spike e cia, no entanto, é um vilão muito mais sinistro e misterioso, com habilidades além da compreensão, envolvendo drogas e assassinatos em massa.
A trama é sinistra e você tem que ficar atento aos detalhes, mas quand o filme termina, você fica com uma sensação de alívio e felicidade no peito, além daquela estranha tristeza de saber que este é o último material inédito que você verá da série. Nada mais foi criado depois do filme, infelizmente.
Enfim, aproveitem a primeira parte do filme e terminem de assistí-lo, vale muito a pena.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dica musical: "Strange Pleasures" de Still Corners

Still Corners é um duo britânico formado em 2007, como ideia do profutor musical Greg Hughes e a vocalista Tessa Murray. O som deles é voltado pro indie pop, com umas pegadas bem eletrônicas, lembrando um pouco o MGMT às vezes e outras cantoras pop indies em suas melhores fases.
No entanto, ao contrário de outras bandas e tal, esse duo ainda está no começo da carreira, "Strange Pleasures" é seu segundo CD e conta com ótimas músicas.
O duo faz um som legal de ser ouvido e talvez você escute eles em alguma baladinha indie da sua cidade, se tiver alguma na sua cidade na minha não tem! Droga!!!
Eu ouvi Berlin Lovers no Youtube, através do clipe da música e logo pensei que valeria a pena ouvir mais da banda. Aí eu ouvi o primeiro CD deles, que tem uma pegada mais introvertida, com músicas ótimas, só que mais voltadas à vertente ambient da música eletrônica, o que não é um ponto negativo.
Depois decidi ouvir o segundo CD e aí virei fã. As músicas são mais dançantes, ainda com um pé no ambient, só que com batidas mais rápidas e uns toques eletrônicos pegajosos.
E não adianta falar que algumas músicas são chatas, elas são tão curtas, que mesmo as chatas se tornam legais de ouvir. E as boas deixam com aquele gostinho de quero mais nos ouvidos.
Enfim, vale a pena ouvir e re-ouvir Still Corners.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dica musical: Jimi Hendrix "People, Hell and Angels"


Jimi Hendrix já morreu. Mas o cara trabalhava tanto que até hoje, 33 anos após a sua morte, continuam sendo lançados CD's com músicas inéditas suas.
"People, Hell and Angels" é um exemplo disso, lançado no dia 5 de Março desse ano, contém 13 músicas inéditas e muito boas, diga-se de passagem.
Algumas pessoas, como o meu irmão, ousam dizer que existem guitarristas por aí que são melhores que o Jimi, mas esse cara, esse guitarrista lendário reinventou a guitarra, um instrumento tão simples e ao mesmo tempo tão essencial para a música.
Mas o que seria da música sem Jimi Hendrix? Hoje em dia, pouco se fala dele e fala-se muito de Renato Russo, Beatles, John Lennon e Kurt Cobain, no entanto é o Jimi Hendrix que ocupa o trono sagrado do rock.
É o Jimi Hendrix que foi proclamado pelos melhores rockeiros, artistas, críticos e revistas especializadas como o deus do rock.
Tá certo, se você procurar na internet, achará muitos vídeos de guitarristas que tocam 500 notas por segundo, mas esses caras apenas tocam suas guitarras, eles não a manuseiam como Jimi fazia.
Quem assistiu a um show de Jimi Hendrix ao vivo, disse que sentia uma energia transcendental percorrer seus ouvidos.
De fato, é só procurar alguma apresentação do Jimi ao vivo que você poderá sentir que o cara não tocava apenas guitarra, ele a tranformava em parte integrante de seu corpo, de sua alma aliás. Os solos que ele fazia no palco eram improvisados e mesmo assim não eram só uma sequência de notas difíceis, eram solos, mas que se tranformavam em música. Eram solos dançantes, sensíveis, interessantes, que nos fazem pensar, dançar, meditar, sonhar, enfim, solos únicos que nos fazem sentir um mix de sensações incríveis, entrando em nossos ouvidos e tocando nossas almas.
No entanto, esse gênio já morreu. E morreu cedo. Em uma época que a informação demorava a chegar para os que viviam longe dos grandes centros urbanos dos anos 60. Uma época que vivia sendo aterrorizada pela guerra. Um época onde as pessoas construíam abrigos no fundo de suas casas em fazendas. E exatamente por viver em uma época assim, Jimi deixou um legado musical muito importante, mas breve. Bandas relativamente novas e com menos história tem mais tempo de músicas do que todos os CD's de Jimi juntos. No entanto nenhuma dessas bandas são tão genias quanto o próprio deus do rock.
"People, Hell and Angels" serve para nos deixar com um gostinho de quero mais, serve para nos deliciarmos com ótima música, serve para nos fazer sentir inveja de nossos avós e pais que puderam pisar no planeta Terra na mesma época que o deus vivo do rock desceu dos céus para nos agraciar com seus solos maravilhosos de guitarra.
"People, Hell and Angels" é um ótimo CD, mas não é perfeito, pois ao final de suas 13 maravilhosas músicas nos faz sentir tristes.
Muito tristes.
Ficamos tristes por saber que o deus do rock já nos abandonou e só poderemos vê-lo novamente ao vivo, quando concluirmos a nossa caminhada por aqui.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Dica cinematográfica: La Robe Du Soir

Esse é um filme francês de 2009, que conta a história de Juliette, uma menina de 12 anos que, como todas as pessoas nessa idade, começa a perceber e a se confundir quanto a sua sexualidade e comete coisas no mínimo embaraçosas para ela e a sua família.
Erroneamente esse filme é classificado como um filme com temática lésbica, mas há pessoas, como eu, que discordam disso, visto que ele é mais um drama psicológico e como tal filme do gênero é aberto à várias interpretações.
Juliette tem 12 anos, vive com sua mãe e seus dois irmãos em um bairro de classe média de alguma cidade de Paris. Como ela não é rica, acaba "herdando" as roupas de seu irmão mais velho, o que a fez se vestir como um menino sempre e a deixa envergonhada quando ela usa roupas mais femininas, com decotes, babados, etc...
Aliado à isso está o fato dela ser muito tímida, o que acaba afastando os garotos. Já a sua professora de francês é totalmente o contrário.
A mulher tem 30 anos, é independente, bonita (?) - apesar de eu discordar nesse ponto - e desinibida, deixando todos os alunos gamados nela, inclusive o garoto mais popular e idiota da classe, Antoine.
Inclusive, a professora dá aulas particular à Antoine, por que ele é burro mesmo, e Juliette começa a desenvolver estranhos sentimentos, que ficam confusos até mesmo para quem está assistindo, por que não chega a ser uma obscessão, nem a ser ciúmes, afinal, não fica claro de quem Juliette gosta ou o que ela quer de verdade.
Provavelmente, Juliette só queria ser como sua professora, bonita, desinibida e desejada por todos os garotos da escola.
Mas o filme é bem ambiguo nesse quesito e deixa essa questão livre a interpretações, mas o final dá a entender que Juliette supera os seus problemas e fica de bem com a vida, pelo menos eu prefiro pensar assim.
Já a parte técnica do filme não deixa dúvidas: É muito boa!
A fotografia é ótima, é muito bem filmado e as locações são um colírio para os olhos.
Enfim, se você quer assistir à um ótimo filme nesse feriado, alugue "La Robe du Soir" ou fique ligado no iSat, talvez o canal reprise o filme esses dias...
Até mais.

terça-feira, 19 de março de 2013

Dica literária: Nineteen-Twenty one

Hoje eu vou indicar um manhwa (ou será mangá mesmo?) que acabei de ler.
É coreano, feito por um dos melhores artistas digitais da atualidade que é o Zhena, o mesmo autor de Girls of Wild's uma das melhores hq's digitais da atualidade, se não a melhor.
O Zhena é um artista que faz quadrinhos para a internet e eu acho que ele ganha dinheiro com isso sim, sabe com propagandas no seu site, essas coisas, além de que alguns de seus trabalhos, como o Nineteen-Twenty -one foi publicado por uma editora em um livro em formato hq, o que é muito legal.
No entanto, eu acho difícil alguma editora trazer as ótimas histórias desse cara pra cá, pro Brasil.
Mesmo assim, vale a pena ler. Mesmo que você demore uns dois meses pra achar tempo de terminar de lê-las por completo, como eu.
Nineteen-Twenty one conta a história de uma garota de 21 anos que, por causa de um acidente de carro, ainda não passou no teste nacional da Coréia do sul pra entrar em uma faculdade.
No sintervalos do cursinho que ela faz, ela vai pra uma rua muito bonita e cheia de flores alimentar uns gatos de ruas e é numa dessas saidinhas dela que a menina conhece um bonito rapaz de 19 anos, que ia lá na rua todos os dias para brincar com os gatos.
Os dois acabam desenvolvendo uma certa relação mútua, mas não revelada, devido ao elemento em comum para os dois que são os gatos. Além dos problemas com a decisão do que fazer para o futuro, que nenhum dos dois sabe, eles ainda tem que lidar com os inimigos dos gatos e com a relação que cresce entre eles.
Essa história é um romance, com gatos, garotos bonitos típicos de mangá e uma protagonista bobinha, mas é uma história encantadora.
Não é nenhum crepúsculo da vida, não! É uma história boa de verdade, com gatos engraçados, personganes cativantes e, eu não sei se sou só eu por causa do período de vida que estou passando, de fácil identificação com os questionamentos deles sobre a vida.
Enfim, ótima indicação!

sábado, 16 de março de 2013

Dica televisiva: Baccano!

Hoje trago uma dica televisiva, televisiva por que é de um anime, mas você provavelmente não vai vê-lo na tv, mas isso não importa, o que importa é que hoje vou indicar o anime "Baccano!" de Ryohgo Narita, o mesmo criador de Durarara!!
Este é um ótimo anime, afinal, não poderia esperar-se menos do criador de Durarara!!, que é um dos melhores animes de todos os tempos.
Baccano! tem uma história bem diversificado, tudo gira em torno de um trem, onde se encontram diversos tipos de criminosos, imortais, monstros e pessoas normais que deram o azar de estar no lugar errado, na hora errada.
Esse é o estilo de história de Ryohgo Narita, cheia de personagens, situações bizarras e muita ação.
Aliás, boa ação nisso, a série é cheia de sangue e assassinatos, o que me deixou um pouco assustado no começo, visto de Durarara!! não tem tanta violência assim.
Mas, enfim, é um ótimo anime, com uma ótima história, bons personagens e uma boa arte.
Vale muito a pena assistir.

sábado, 9 de março de 2013

Dica cinematográfica: Samurai X

Eu não assisti o anime, tampouco li o mangá, então não sou um fã de Samurai X, mas esse filme é demais, pelo menos para um leigo no assunto, como eu.
Assisti esse filme, mais por que a capa me chamou a atenção. O cara que interpreta o Kenshin tá muito parecido com o personagem do mangá, não só nas roupas, mas no cabelo, na expressão facial, etc...
Mais um vez, digo isso como um leigo, que já deu umas olhadas no mangá e tal, mas nunca leu um volume inteiro de Samurai X, então para o fã talvez não esteja nem um pouco parecido, mas para um fã de cultura japonesa em geral, ficou muito similar e isso é um ponto forte para o filme.
Esse filme conta a história de Kenshin Himura, um ex-samurai que vive na era Meiji, lutou ao lado do exército durante a guerra civil que fez o Japão entrar numa era era, transformando-o de um país tradicional por excelência em um país mais ocidentalizado, ou pelo menos era o que queriam alguns líderes japoneses. Nessa época, os samurais perderam seus empregos, pois não era mais necessário o uso de espadas e o jeito de "fazer a justiça com as próprias mãos" havia se transformado em um crime, para tudo era necessário provas e a intervenção policial para resolver os problemas.
Nesse cenário, apareceu Kenshin Himura, um andarilho, que num passado nem tão distante (apenas 10 anos) lutou na guerra civil, ao lado daqueles que queriam uma nova era para o Japão. No entanto, ele é consumido pela culpa de ter matado tantas pessoas e jura nunca mais matar ninguém, apesar de ter sido conhecido como "O retalhador" no passado.
Para que ele não mate ninguém, Kenshin usa uma katana com a lamina invertida, assim todo grande adversário que ele enfrenta, acaba sendo ainda mais forte, visto que um golpe em sua katana, pode se virar contra ele, machucando-o.
Após 10 anos, Kenshin volta a Kyoto (se não me engano) e lá ele faz novas amizades e, infelizmente, encontra inimigos do passado que voltam a assombrar a sua vida.
Bem, a história é basicamente essa, Kenshin volta, luta, é preso, etc... São as crônicas de um espadachim que busca redenção na era Meiji, uma era onde os valores tradicionais, que os samurais tanto valorizavam começam a perder forças e a serem rapidamente ignorados, visto que todos precisam de dinheiro e fazem tudo por alguns trocados a mais.
No entanto, além de história, esse filme tem uma ótima fotografia, as imagens são colírios para os olhos. Não só por que os atores são bonitos (Temos que admitir, asiáticos são fodas até nisso), mas também por causa dos efeitos, das cenas muito bem ensaiadas, os locais muito bem projetados, sem contar os efeitos especiais como flores de cerejeira caindo no meio das batalhas e sendo jogadas na frente da câmera quando os personagens se movimentos e as gotas de água da chuva que saltam das roupas e dos cabelos deles, ao mais leve movimento corporal.
Sem contar a trilha sonora, que dá um todo um ar de épico a esse maravilhoso filme.
É impressionante a qualidade técnica.
Muito recomendado Samurai X, live action de 2012, já está na minha lista de filmes favoritos.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dica musical: "water" de Blood Red Shoes

Não, eu não sou um indie super vidrado em músicas e tal, tanto é que eu só fico sabendo que uma banda lançou CD novo uns 3 meses depois, mas e daí? O importante é ouvir, gostar e ajudar a banda!
Por isso, decidi fazer essa dica musical (Esse ano terão muitas, pois tem umas bandas muito boas que vão lançar CD's novos esse ano, como o Wavves e o Bring Me The Horizon \o/).
A dica é o EP Water do duo britânico Blood Red Shoes.
O último CD deles, devo confessar, não achei grande coisa, é bom, mas não é tão bom quanto o primeiro, tem umas músicas mais lentas e chatinhas e eu prefiro um rock mais pesado, agressivo, agitado, dançante, sabe?
Mas no último CD tem músicas boas pra quando você estiver em depressão, após ter levado aquele fora da garota do colégio, após aquela noite fracassada na festa da república... Então, tem músicas boas pra esses momentos.
Mas o estilo deles é mais agitado, mais agressivo, mais rock e é esse o estilo que eles recuperam com esse EP.
E dá pra ouvir inteiro no soundcloud da banda, afinal são só três músicas! =/
Deixa com um gostinho de quero mais nos ouvidos... -___-

Water EP by bloodredshoes

segunda-feira, 4 de março de 2013

Dica literária: A metamorfose

Eu não disse que não iria parar com os posts normais? Pois é, já voltei, com uma dica de um ótimo livro que li ontem.
A metamorfose é um desses livros que de tanto que você já ouviu falar, nem se interessa mais... Afinal, nós vemos esse livro em apostilas na escola, em listas dos melhores livros de todos os tempos, em filmes, em músicas, em games até!
Tudo isso me afastou um pouco desse livro por um bom tempo, mas na sexta, estava eu sem nada pra ler. Decidi pegar esse livro e comecei a devorá-lo.
Devorá-lo não seria a palavra certa, pois é meio repugnante o seu conteúdo, pelo menos se você ter uma imaginação fértil como a minha.
O livro conta a história de Gregório Samsa, um caixeiro viajante que um dia acorda e se vê tranformado em uma barata!
Na verdade o livro não especifica se é barata ou não, mas tudo dá a entender que é uma barata.
E assim o livro começa e continua com Gregório escondido em seu quarto, sua família o mantendo escondido dos olhares dos outros humanos e tudo bem em uma casa normal com pessoas normais que decidem acolher uma barata em um quarto.
Tudo mais do que normal, não é?
Aí fica o ponto forte da obra: O surrealismo absurdo que fica brigando com a realidade e a história flui como uma simples história normal. Como se o fato de Gregório ter se transformado em um inseto do dia pra noite não fosse algo fora do comum, digno de uma odisséia dos dias modernos em busca de respostas.
Não! As pessoas são ocupadas demais, endividadas demais, retraídas demais para fazerem tal ação.
Tudo corre de forma tão natural que chega até a angustiar em alguns momentos e de repente você se vê rindo diante do absurdo.
Eu não sei se o classificaria como uma das melhores obras de todos os tempos, mas com certeza é um livro bom que merece ser lido.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Dica literária: O Grande Gatsby

Hoje decidi postar a dica de um grande livro, que conta a grande história do grande Gatsby aos olhos do grande Nick.
A história conta os fatos ocorridos no verão em que Nick Carraway (O personagem principal) passou no West Egg, para onde ele havia acabado de se mudar.
Seu vizinho é um jovem muito rico chamado Gatsby, que dá grandiosas festas todas as noites.
Nick é convidado para uma dessas festas e logo se torna amigo de Gatsby, os dois meio que se conheceram na guerra. Na verdade, lutaram juntos uma vez.
Apesar de não se rico, Nick conhece pessoas muito ricas, como Tom Buchanan, um CRETINASSO milionário que trai a esposa com uma gorda, mulher de um velho, dono de uma garagem.
A esposa de Tom, Daisy, se apresenta ao leitor como uma pobre coitada, que amava a filha e servia apenas como um enfeite para acompanhar Tom em algumas festas, além de saber dos casos extraconjugais do marido e não fazer nada a respeito.
No entanto, não precisa sentir muita dó dela não. No final é revelado o nível de cretinisse da mulher.
Nick também começa a sair com Jordan, uma jogadora de golfe de família abastada e metida como o quê!
Bem, só por isso já dá pra perceber o quão odioso esse livro é.
Cheio de glamour, gente metida, ricassos arrogantes, infiéis e medíocres.
No entanto, o trunfo desse livro está no final.
Aliás, é só pelo final que esse livro está sendo indicado aqui.
Eu li por aí que o Fitzgerald era um cara que idolatrava a vida glamurosa de Nova yorque dos anos 20, mas não dá pra acreditar, por que o final guarda uma das maiores críticas aos ricos miseráveis que desgraçam esse belo planeta de Deus que eu já li em algum livro.
É sério, nos últimos capítulos o leitor se vê preso à desolação de Nick, ao descobrir o quão vazia é a vida dessas pessoas que viviam cercadas de glamour, festas, bebedeiras e pseudo-alegria.
Não vou contar o final pra não estragar o prazer de quem vai lê-lo, mas posso garantir pra você: É épico!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dica literária: O mundo de sofia

Finalmente terminei de ler esse livro.
Por vários motivos ficava dias sem lê-lo e aí voltava do ponto onde parava para continuar a leitura.
Provavelmente por que esse livro não é lá essas coisas.
Eu gostei, já vou avisando e recomendo, mas não espere nada do nível de "O livro das coisas perdidas", "Memórias de um sargento de milícias" ou "Apanhador no campo de centeio".
Esse livro é bom... E só.
Aliás, ele só é bom por que dá uma verdadeira lição de história e filosofia de um jeito que deixa o leitor completamente envolvido com a história e o faz querer saber cada vez mais dos grandes filósofos apesentados no livro.
E o livro seria memorável se apenas se concentrasse nisso: Na história da filosofia.
Mas não, tinha que ter uma histórinha meia boca envolvendo dimensões mentais, histórias infantis, romance e claro, filosofia.
É nesse ponto, de tentar criar uma história paralela ao ensino da filosofia que o autor peca.
Pois nota-se que ele apenas foi escrevendo as coisas, sem se importar muito com o final, até que chega em um ponto onde nem mesmo ele consegue achar uma saída para salvar os protagonistas e então ele dá uma desculpinha meia boca que os leitores são forçados a engolir e digerir, mas de muita má vontade, por que o final não agrada.
No entanto, mesmo com essa enorme falha no roteiro, que todos nós, escritores, estamos fadados a sofrer o livro ainda vale a pena ser lido.
Não para descobrir o que acontecerá com Sofia e Alberto, os protagonistas da história, mas para conhecer melhor a história da humanidade.
Sim, por que o livro pode ser considerado até didático, sem ser chato, pois ensina de verdade.
Talvez até ensine mais do que os professores de filosofia espalhados pelas escolas por aí.
Enfim, recomendo a leitura desse livro. Esqueça a histórinha paralela bem mal-feita contida nele e se delicie descobrindo sobre a história da filosofia, algo que você com certeza não descobrirá nos livros do colégio.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Dica cinematográfica: Cantando na chuva

Voltando á lista de filmes que recebi pra assistir... Cantando na chuva é um deles.
Nunca dei moral pra musicais, pois acho eles muito chatos, mas esse filme é clássico e tal, recebi a indicação de alguém muito confiável, então... Decidi dar uma chance.
Ainda acho musicais chatos, mas esse filme é bom.
As músicas são bem chatinhas sim, mas o filme vai muito além de um simples musical.
É um filme de comédia, com críticas à Hollywood e me surpreendeu.
O filme conta a história de Don Lockwood, um bem sucedido ator de cinema mudo que, para agradar ao público, finge estar em um relacionamento com Lina Lamont, a atriz mais bem sucedida do cinema mudo na época do filme. No entanto, os dois se odeiam e ela não suporta ter que exercer o papel de amante calada que apenas acompanha o querido namorado. No entanto, a voz da mulher é muito, mas muito feia mesmo e nenhum produtor ameaça colocar a voz dela em público para que os fãs continuem amando ela e dando lucros ao estúdio em que os dois trabalham.
As coisas começam a mudar quando Don conhece uma atriz de teatro que não gosta de cinema, por que, para ela, os atores não sabem interpretar, apenas movem os lábios e fazem gestos escandalosos para agraciar a platéia. Realmente é só isso que eles fazem e Don começa a questionar seus supostos talentos teatrais.
Com a chegada da tecnologia do cinema falado, todos no estúdio têm que se adpatar aos novos tempos e o único que se dá bem nessa é Cosmo, o melhor amigo de Don, que é promovido e acaba virando diretor de músicas nos filmes.
Com a chegada do cinema falado, Don realmente se perde, pois todos tem que se acostumar com microfones, fios e o pior: Decorar falas!!!
Pois é... Essa é a minha indicação de hoje: Cantando na chuva, um filme que me surpreendeu!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Dica cinematográfica: Fish Tank

Hoje eu decidi assistir Fish Tank após ter dado umas voltas para esfriar a cabeça pela cidade.
Fish Tank trata da descoberta do amor por alguém mais velho pela visão de uma menina de 15 anos, que não se dá bem com a família, nem com os amigos e provavelmente não sabe o que fazer da vida, se não dançar hip hop.
Essa menina briga com a mãe, que é uma cadela. Briga com a irmã, que é uma pestinha endiabrada. Briga com as meninas da sua idade, que apesar de terem 15 anos, comportam-se como vadias de 25 anos. E também briga com o novo namorado de sua mãe.
No entanto, o namorado de sua mãe é a única pessoa que não age como se ela fosse apenas uma rebelde de 15 anos, com titica de galinha na cabeça. Ao contrário; mesmo com o comportamento infantil da menina, ele continua agindo normalmente perto dela. Sorri, faz brincadeiras e não se deixa atingir por seus insultos infames.
E é aí que se esconde o perigo, pois quando um adolescente perdido na vida, descobre alguém que age de forma amistosa e diferente dos outros, ele tende a querer se aproximar cada vez dessa pessoa.
Só que o novo namorado da mãe da menina pode esconder alguns segredos que ninguém está realmente pronto para descobrir, nem mesmo o telespectador.
Fish Tank é um filme bem legal pra você que não gosta de carnaval, odeia batuques irritantes e gente transmitindo suas herpes pra qualquer um na avenida.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Dica cinematográfica: A onda

Eu penso que o sistema político e econômico que vivemos é completamente errado. Existem algumas poucas coisas boas, como por exemplo quando o Lula criou vários programas para acabar com os miseráveis do nosso país. Ou algumas ideias menos conhecidas como a Economia de Comunhão.
No entanto, nada disso é 100%.
Todas essas coisas tirão nota 10 comparadas ao que já foi criado, mas não quer dizer que sejam boas. Elas são ruins e fracas, mas comparadas com o resto que já fora criado, são ótimas.
Na verdade, são boas, mas não irão mudar o mundo.
E eu tinha esse sonho de mudar o mundo.
Criar um sistema em que a solidariedade mandasse, onde o dinheiro não existisse e onde as pessoas não precisassem trabalhar. Imagine só, você acorda a hora que quiser e faz o que quiser fazer, se quiser tirar um dia de folga, por que não? Se quiser produzir comidas, produza! Se não quiser, não produza! O mundo não precisa dessas coisas mesmo, tem comida o bastante pra todo mundo. A ciência já avançou demais para que mais gastos fossem feitos com observatórios e centros de pesquisa. Os carros populares já são rápidos o bastante, pra que construir mais carros, mais rápidos, caros e poluentes? Pra que tanto lixo? Pra que tanta sobra?
Imagine viver num mundo onde essas coisas não existissem, onde todos se ajudassem mutuamente? E quem não gostasse, poderia viver do jeito que quisesse. Sozinho, claro, pois nós, pessoas visionárias de um mundo melhor não iríamos dar atenção à essa pessoa.
E eu seria o cara que tivesse iluminado todas as pessoas para essa melhor e nova realidade.
No entanto, sexta-feira eu assisti Die Welle (A Onda, se preferir). Um filme alemão de 2008 baseado em um livro que é leitura obrigatória nas escolas alemãs, que foi inspirado em um caso verídico que ocorreu em uma escola da Califórnia, nos EUA.
No filme, há um professor, que é meio que forçado a dar aula de autocracia, uma forma de governo onde todo o poder se concentra na mão de uma pessoa. Todo o poder. Ou seja, uma ditadura basicamente. Só que na Alemanha, os jovens estão de saco cheio desse assunto (vide Nazismo) e acham que seria impossível uma nova ditadura na Alemanha e então o professor resolve fazer uma pequena experiência: Da porta pra dentro ele seria o novo líder da sala e todos os seus alunos seriam os governados. Ele começa ordenando que eles se levantem para falar, sentem corretamente em suas carteiras e tal, colocando em prático um dos fundamentos para que uma autocracia funcione: Disciplina é poder.
Alguns alunos não concordam e são prontamente expulsos da sala de aula. Outros começam a achar que a coisa é boa e à um pequeno prazo todo o lance da "A Onda", como eles decidem chamar esse movimento é bom. Os alunos começam a prestar mais atenção nas aulas, acabam as panelinhas, todos começaram a interagir entre si e a participar de eventos na escola, como torcer pelo time de pólo aquático.
No entanto, para se alcançar esses bons resultados são necessários sacríficios, como a idealização de uma só pessoa, o fim da liberdade e a exclusão de alguns alunos. O que ninguém esperava, nem mesmo o telespectador, é que "A onda" tomasse proporções tão grandes como tomou, arranjando brigas com gangues ideológicas, atraindo estudantes de outras classes e atos de vandalismo por toda a cidade.
E no final, como a história já nos mostrou inúmeras vezes, um governo autocrático sempre termina de forma trágica e sangrenta.
Esse filme foi uma iluminação para mim, por que eu percebi que eu seria apenas mais um ditador no mundo. Infelizmente, por enquanto, o nosso sistema é o melhor que tem pessoal e temos que nos acostumar com ele ou encontrar uma saída.
Eu estou procurando uma saída.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Dica televisiva: Äkta Människor

Ou Real Humans se preferir, mas já vou avisando, terá poucos resultados se for procurar sobre essa série com seu nome ocidentalizado.
Não é surpresa para ninguém que os EUA deixou de ser o manda-chuva no quesito séries de TV. De vez em quando aparece algo digno de atenção, que prende a atenção do telespectador por uma ou duas temporadas, mas logo você enjoa, pois o roteiro vai ficando fraco e já não chama tanta atenção quanto antes.
A única saída é procurar saciar sua sede por entretenimento em algum lugar onde os roteiristas são mais criativos, o povo não é tão ímbecil e as redes de TV não são tão sensacionalistas.
Você pode procurar na Ásia, onde irá achar séries dramáticas divertidas, mas com uma trilha sonora péssimo, visto que a maioria dos astros das TV's japonesas e coreanas são também horríveis cantores de música pop ou você pode procurar séries européias, mais precisamente nos frios países nórdicos.
E é da Suécia, lar de "Os homens que não amavam as mulheres" que sai essa brilhante série de sci-fi/drama.
Real Humans conta a história de uma Suécia do futuro, onde os Hubbots(Human Robots) foram criados para ajudar os seres humanos em todas as suas necessidades diárias, desde o preparo de um simples café-da-manhã pra família até uma noite fria e solitária de inverno.
Essa série é simplesmente brilhante. Se você pensar bem, de tempos em tempos surge algum filme ou série com essa temática de robôs parecidos com seres humanos com inteligência artificial e de como isso iria prejudicar o nosso planeta e nós, seres humanos e ilumina a cabeça das pessoas, mostrando que um futuro onde exista inteligência artifical e um perfeccionismo maldito em todo canto pode ser, e será, muito ruim.
Só que as pessoas esquecem isso e, após alguns meses, nem se preocupam mais com o assunto.
E pior: Existem pessoas que anseiam pelos avanços nessa área, sonham com o dia em que seres humanos e robôs andarão lado a lado e ninguém saberá a diferença entre um e outro.
No entanto, um mundo assim não seria bom, pelo contrário, seria horrível.
Numa escala pequena, seria ótimo, imagina você acordar todos os dias com uma linda mesa, cheia de comidas e bebidas quentinhas esperando por você. Imagine-se sentado no banco do passageiro do seu carro, enquanto seu amigo robótico faz compras pra você. Imagine que você poderia ter uma mulher linda a sua disposição sempre que quisesse na cama.
Seria ótimo.
Mas e quando esses amigos robóticos começarem a tomar nossos empregos, nossas famílias e o nosso mundo? Como ficariam os humanos?Isso sem falar que nós somos fracos e nos afeiçoamos facilmente às coisas.
Séries como essa são muito importantes por questionar esse tipo de coisa que parece inofensiva e legal, mas é muito perigosa a longo prazo.
E também coloca em questão até que ponto seria possível avançar com a inteligência artificial. Por que se um robô pensa sozinho, o que o impede de criar sentimentos? Mesmo que sejam virtuais, ainda assim são sentimentos e eles podem ficar atormentados com pensamentos sobre suas vidas, o por que deles estarem aqui, o que irá acontecer com eles quando tudo acabar, se acabar um dia, afinal eles serão infinitos.
Para nós seres humanos é fácil pensar sobre como será o futuro, para nós é uma linha com dois pontos, um de começo e um de fim. Um dia, todos iremos morrer. Se o sol ficar tão grande a ponto de nos engolir um dia, tudo bem, iremos morrer milhares de anos antes disso. Se o mundo acabar amanhã, tudo bem, iremos morrer de qualquer jeito um dia. A morte é uma espécie de alívio para nós.
Mas os robôs não teriam essa opção. Eles continuariam alí mesmo após as pessoas pelas quais eles criaram sentimentos estiverem morrido. Eles continuariam aqui mesmo após um meteoro cair na Terra e criar uma nuvem de poeira por todo o planeta. Eles continuariam aqui até que o sol deretesse seus circuitos.
E depois disso, nada, por que eles não tem alma.
Pensa bem... Se nós conseguíssemos avançar tanto na tecnologia da inteligência artificial, em que ponto nós seríamos diferentes deles? O que evitaria que eles se apaixonassem, sentissem alegria, sonhassem ou pensassem sobre a vida após a morte?
Eu acho que um futuro onde robôs e seres humanos existam sem saber a diferença entre um e outro assustador e desejo que isso nunca chegue a acontecer.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dica cinematográfica: Violência gratuita

O nome do título em inglês é "Funny Games", muito bem bolado, mas temos que bater palmas pro cara que traduziu o nome do filme pro português, afinal, esse título caiu como uma luva, mas você só percebe isso nos momentos finais.
É um filme de suspense, não se engane pela capa do DVD que diz que é terror, pois não é. Remake de um filme de 1997, de mesmo nome. Eu li que esse remake foi feito exatamente igual ao original, atores super parecidos com os originais, roupas iguais, até a proporção da casa foi mantida.
Conta a história de uma família, que vai passar duas agradáveis semanas em uma casa de veraneio (Acho que é esse o nome) e recebem a visita de dois jovens psicopatas que resolvem jogar alguns "joguinhos" com eles.
É um filme bem bolado, fica meio chato no meio, mas vale a pena assistir.
É um usado um sistema que eu nunca tinha visto antes, em que a câmera não focaliza na ação principal, é focalizado no rosto de algum personagem, enquanto a ação da cena (Por ação, entenda-se tortura, espancamento, etc...) fico sob segundo plano, atrás de algum objeto de cena, etc...
Também é um filme meio maluco, se já não fosse maluquice o bastante terem dois psicopatas, pela forte metalinguagem usada. Algumas pessoas irão achar o uso de metalinguagem algo absurdo, nonsense, mas eu achei demais.
Enfim, o filme é provocador, com certeza divide opiniões, mas vale a pena assistir, seja para falar mal, seja para elogiar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Top 5 Anime/Manga

Olá, se você não sabe, eu sou um grande fã de animes e cultura pop japonesa em geral e assisto o vídeo daquele gordo, rolha de poço urso e daquele boiola escândaloso, fresco Kitsune, o Video Quest. Essa semana eles postaram um vídeo em comemoração aos 50 vídeos do canal e eu decidi fazer um post-reposta não um vídeo, por que sou feio demais para qualquer câmera me filmar com a minha lista dos 5 melhor animes/mangás de todos os tempos.
5º Lugar: Death Note
Tudo bem, tem que ser muito idiota e sem noção para não gostar desse anime, mas é perdoável ele não estar em uma lista dos cinco melhores, afinal, é um anime longo e cansativo. Não pelo número de episódios, mas sim pela forma como ele é narrado. Você tem que prestar atenção em tudo que acontece na história, ficar ligado nos mínimos detalhes e ter paciência e calma, pois ele te dá muita raiva em alguns momentos, principalmente depois da morte de um dos melhores protagonistas de todos os tempos. No entanto, já é um clássico. Um dos melhores animes e mangás da história universal. Isso ninguém pode negar.
4º Lugar: Ben-To
Tudo bem, beleza... Agora alguns otakus, ou melhor, muitos otakus irão me xingar e os que não me xingarem vão sair procurando que anime é esse. Pois bem, Ben-To é um anime "indie" lançado em 2011 de comédia e ação, mais comédia que ação. É muito engraçado e é inspirado em uma light-novel de mesmo nome. Conta a história de um garoto colegial, que passa a viver sozinho com uma mesada pequena e tem que comer comida barata. Mas em Tóquio, você tem que lutar, literalmente, para conseguir comida barata e esse menino descobre todo um submundo de lutas violentas em supermercados e lojas de conveniência para conseguir comida barata. É um anime muito divertido, ao menos na minha opinião e por essa lista ser pessoal, mas com valores universais, ele fica em quarto lugar, na frente até de Death Note.
3º Lugar: Tengen Toppa Gurren Lagann

Exagero. Se há uma palavra que defina esse anime é essa: Exagero! Por que o anime é muito exagerado e muitas vezes acaba se tornando sem noção. Isso poderia ser chato se ele apelasse para o humor pastelão tão característico dos japoneses, mas ele não apela para a comédia. Pelo contrário, se mantém focado na ação e os exageros te fazem gritar de emoção. O fim é bem triste, mas é lindo e, com certeza, tirou lágrimas das meninas que assistiram ele. E dos meninos também.
2º Lugar: Durarara!!
Só pela arte Durarara!! já merecia estar em qualquer lista dos melhores animes da história, no entanto, ele não se trata de apenas um anime comum com uma bela arte ou melhor, uma arte do caralho Durarara!! é genial no quesito narrativa. Eu, como escritor, fico observando o modo como uma história é contada, mas esse não é um fator que me faça gostar ou não de um filme, anime, mangá, HQ, série ou livro. Eu só observo o modo como é contada a história e se for algo além do normal (Além do modo linear) uma espécie de "lâmpada" ilumina a minha mente e me faz pensar "Foda o cara que escreveu isso!". Como a narrativa do anime é bem interessante, decidi ler a light novel. Não tem no Brasil, nem nos EUA e eu tive que recorrer a fansubers e fóruns de fãs para ler o primeiro volume e achei demais. O escritor fragmenta toda a história em pedacinhos e vai avançando os capítulos, cada um na visão de um personagem. É até melhor que o anime, mas eu acho que se o anime fosse mostrar cada episódio na visão de um único personagem ia ser algo muito maçante e cansativo de assistir, por isso eu acho que o modo como a história foi adaptada é digna de estar em todas as listas de melhores animes desde a sua estréia, em 2009, eu acho.
1º Lugar: Dragon Ball Z
Sem surpresa nenhuma, Dragon Ball Z está em primeiro lugar. Esse é, sem dúvida alguma, o melhor anime de todos os tempos e mangá também. Apesar de ser muito comprido, ele não é chato, nem maçante e o Akira Toriyama é um gênio. O cara criou um universo tão único, característico e pirado que já podemos chamar o universo de DBZ como parte da mitologia de Akira Toriyama. Criar um novo universo digno de ser chamado de mitologia é algo para poucos. Poucos gênios da humanidade conseguiram fazer isso, Tolkien é um deles e Akira Toriyama é outro. Enfim, se esse anime não figura em pelo menos um dos primeiros lugares da sua lista de animes/mangás favoritos, você tem que se internar em um hospital psiquiátrico, meu amigo.
Menção Honrosa: Cowboy Bebop
E aí você chega no fim da lista e se pergunta: "Mas Felipe, e aquele seu anime favorito, aquele anime muito foda, o Cowboy Bebop?"; e eu te respondo: "Ele está bem aqui, na menção honrosa!".
Cowboy Bebop não pode ficar na lista dos 5 melhores animes, nem dos 10 melhores, nem dos 100 melhores, nem dos 1000 melhores, por que seria concorrência desleal.
Cowboy Bebop é o melhor anime de todos.
Nunca na face da Terra irá existir um anime melhor do que esse. Todo o gênero de animes de ação começou com ele. Hoje em dia é até comum comprarmos quadrinhos violentos e assistirmos a desenhos violentos voltados para o público adulto, cheios de sangues, tiros, filosofias, etc... Mas como será que isso tudo começou. Será que foi com a era de ouro dos quadrinhos estadunidenses? Será que foi com o boom dos quadrinhos europeus na década de 80? Será que foi com Akira, no Japão? Bem... Sinto lhe dizer, mas nem os melhores quadrinhos, mangás ou animes dessas épocas ousaram tanto quando Cowboy Bebop. Cowboy Bebop é cheio de lutas, ele inovou no modo como foi feita toda a animação e a trilha sonora é impecável. Alguns momentos do anime são tão ricos de detalhes e tão belos que faz até a arte de Durarara!! sentir vergonha. Isso sem contar na história, cheia de mistério, um clima noir que perdura em todos os animes e se você acha que isso é coisa de otaku fresco, indie cult que assiste filmes de baixo orçamento com a namorada, então você precisa assistir logo de cara o episódio em que o Spike Spiegel enfrenta o Pierrot, o Louco. Provavelmente Christian Bale assistiu aquele episódio para poder criar o Coringa, do Batman, o cavaleiro das trevas.
Isso sem contar que as personagens são super carismáticas e caracetrísticas sem serem clichês. Aliás, clichê é algo que não existe em Cowboy Bebop. Ou melhor, até que existe, no passado oculto de um dos personagens principais, mas é um clichê que te surpreende, por que você não espera que aquele personagem tenha um passado assim.
Cowboy Bebop é tão bom que virou cult, sim. Praticamente todas as grandes revistas e sites especializados em animes inserem Cowboy Bebop entre os melhores animes de todos os tempos. Merecidamente, afinal é um clássico, que merece ser visto, revisto, revisto de novo e que você deve mostrar aos seus filhos e eles aos seus netos e assim sucessivamente até o fim dos tempos.
Cowboy Bebop não é um anime, mas sim o anime.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Melhores músicas de 2012


Desde que ganhei meu primeiro mp3 vivo ouvindo música, se não tenho nada pra fazer, deito na minha cama, coloco os fones de ouvido e fico ouvindo músicas, enquanto penso na vida, fico me imaginando em uma banda descolada, fazendo clipes e muito sucesso, salvadores do rock n' roll.
Esse foi um ano com muitos lançamentos no mundo da música, muitos CD's, muitos artistas viram que o fim do mundo está próximo e decidiram fazer seus últimos shows com novos fãs e fãs antigos, agraciando seus ouvidos com novas músicas.
Por esse motivo decidi colocar aqui minha pequena lista de melhores músicas do ano.
1-Arctic Monkeys- R U Mine? 
2- All Time Low-For Baltimore
 3-Best Coast-The Only Place
4-The Black Keys-Little Black Submarines
 5-Bloc Party-Octopus
6-Blood Red Shoes-Je Me Perds
7-Eu, Você e a Manga-Só
8-The Hives- Take Back the Toys
9-Japandroids-The Boys are Leaving Town
10-Passion Pit-Constant Conversations
11-Two Door Cinema Club-Sun
12-Veronica Falls-My Heart Beats
13-Vivendo do Ócio-Nostalgia
 14- Now Now-Thread

15-Wavves-Hippies is Punks
Bem... É claro que tem muito mais músicas boas lançadas esse ano, mas eu decidi colocar apenas uma por banda, mas a maioria delas lançaram CD's, então, procure os CD's, ouça essas bandas, garanto que todas valem a pena, se você tiver um bom gosto musical, claro.