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terça-feira, 22 de maio de 2018

Dica especial do melhor livro já escrito por um único ser humano.

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Recentemente terminei o titã chamado "Guerra & Paz". Não é um romance histórico, nem um épico, é um evento.

Tolstoi, um dos poucos autores que debatiam abertamente sobre seus livros, uma vez disse que ele queria que seus livros mudassem as pessoas e eu sinto que ele foi muito bem sucedido nessa empreitada, pois "Guerra & Paz" é um livro que provoca o que há de melhor em você.

Isso tem raízes na filosofia que motivava os russos do século XIX a escreverem obras que são atuais até hoje é só são atuais por causa dessa característica que irei mencionar: eles se consideravam diferentes do resto da Europa e como diferentes (às vezes até superiores), seus livros deveriam ser diferentes também.

Dessa forma, as melhores partes de sua literatura não são encontradas nos grandes conflitos, mas nas reuniões de família, como em "Pais e Filhos", nos funerais em "Os irmãos Karamazov" e nas divagações românticas em "Felicidade Conjugal". Porém, Tolstói dá um passo além e transforma os grandes eventos das Guerras Napoleônicas em momentos ordinários onde heróis nacionais russos, figuras lendárias e membros de toda a realeza europeia se transformam em pessoas comuns, com medo de tiros e explosões, cansados e irritados, fanfarrões e bêbados, mas também humanos e ainda assim com aquele ar de heroísmo, que não é idealista, mas totalmente real. Lendo "Guerra & Paz" você realmente sente aí é pode ser herói e para isso não precisa matar Napoleão, nem liderar um exército na batalha de Borodinó. Você pode ser herói simplesmente sendo humano, com defeitos, perdas, responsabilidades e pequenas vitórias.

Tudo escrito da melhor forma possível. Tolstói encontra jeitos novos e inesperados de contar o que já foi contado um milhão de vezes, o que todo mundo viveu e o que todos já vivemos, dando a esses pequenos acontecimentos um ar de novidade, que irá te fazer querer abraçar seus pais. Eu comecei a ler durante as férias de final de ano e acho que já dá pra ter uma ideia de como ter sido ler esse livro.

Aliás, ele é gigante e assusta, mas uma vez que você entra nele não consegue mais sair. A linguagem é clara e a narrativa, cadenciada, de forma que uma vez que você inicia a leitura, ela se transforma numa bola de neve e vai crescendo e ganhando velocidade e então você leu 50 páginas num dia e nem percebeu e ainda aguentar ler outras 50.

Em meio a tudo isso, temos ainda a apresentação da filosofia histórica de Tolstói, rejeitando a interpretação materialista que ainda está em voga (ao menos nesse canto de mundo abandonado) e também rejeitando as interpretações tradicionalistas, simplistas e que colocavam tudo nas mãos de Deus, através de divagações enormes que ocupam quase que tomos inteiros do livro. Ele não se posiciona de um lado ou de outro, embora você possa interpretar assim se quiser, mas uma leitura atenta e crítica, revela que ele não estava de lado nenhum e também não queria criar nada, mas ele sabia o que estava errado e queria destruir aquilo. Era um niilista, mas do tipo bom, o niilista produtivo que Dostoiévski falava. E ao destruir, ele ia abrindo caminho para algo que fosse certo. Ele pode não ter deixado tudo pavimentado, mas mostrou uma direção e abriu um trecho de terra batida pra gente seguir. Essa sua teimosia, nos leva até o melhor monólogo de encerramento na história da literatura (sim, dane-se Ulisses!!!), mais de 40 páginas que encerram o livro com uma extensa explicação sobre a filosofia histórica de Tolstói.

É um livro, genuinamente, fantástico.

E mais fantástico é se sentir amigo dos membros das 5 famílias centrais da história, ver a beleza nos olhos de Marie, a conversão do príncipe Bolkonski, a beleza serelepe de Natasha, as andanças sem rumo de Pierre, o crescimento de Nicolau, a voluptuosidade de Hėlene, o heroísmo de Kutúzov e todos os outros mais de 500 personagens que aparecem na obra e que não dá pra favoritar apenas um, porque são todos humanos e ao mesmo tempo falhos, mas isso apenas os faz mais próximos de nós.

Esta é uma dica diferente e tem que ser. Como eu disso, isso não é um livro, é um acontecimento. Lê-lo não é um passatempo, é uma viagem e não dá pra deixá-lo do mesmo jeito que você o iniciou. Não valeria uma nota aqui, mas eu lembrei que na criação do blog, criei um sistema de notas que ia além das cinco estrelas, havia uma a mais, a supernova, a estrela que de tão grande deixou de ser estrelas e, no começo do blog, a dei para alguns clássicos absolutos, mas com o passar do tempo, percebi que esse blog era a minha opinião pessoal e não tem como eu disser o que é um clássico absoluto.

No entanto, esse é um clássico absoluto e para esse livro vale a pena ressuscitar essa nota, mas apenas para nunca mais usá-la em nenhuma dica literária de novo.

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domingo, 6 de março de 2016

Dica televisiva: "A escolinha do Golias" (1990-1997)

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"A escolinha do Golias" foi um programa humorístico exibido no SBT em diferentes horários (TV aberta é sempre uma bagunça) entre 1990 e 1997, contando com 3 temporadas, 81 episódios unindo suas 2 primeiras temporadas e uma terceira temporada que ninguém encontra em lugar nenhum pra assistir, por que não foi reprisado pelo SBT em 2007 e ninguém gravou na época que passou, originalmente.

Ao contrário de outros programas estilo "Escolinha do prof. Raimundo", "A escolinha do Golias" concentra todo o humor em um só personagem, o Pacífico, interpretado por Ronald Golias. Todos os outros alunos da classe, com exceção da aluna que senta a esquerda de Golias são inteligentes, assim o programa foge da fórmula de unir um bando de humoristas sem talento contando piadinhas lamentáveis e estereotipadas ao longo do programa.

No programa, Pacífico geralmente chegava atrasado para a aula do professor Cagliostro (interpretado por Cazalberto) e aí a aula não prosseguia de forma alguma. As alunas lembravam o professor de algum fato que ele iria ensinar a elas naquele dia ou faziam perguntas, mas tudo virava motivo para piada na mente de Pacífico, ora suja, ora criativa, sempre de maneira excelente, muitas vezes sem seguir o roteiro, seguindo a linha de humor de improviso que só Ronald Golias dominou com maestria.

De fato, "A escolinha do Golias" é um dos poucos registros que sobraram do verdadeiro maior gênio do humor brasileiro, Ronald Golias. Muito se diz do pulha do Chico Anysio, mas ele nunca chegou aos pés de Golias, um verdadeiro gênio. A escolinha que Golias criou sempre foi e, provavelmente, sempre será o programa estilo "escolinha" mais engraçado, inovador e criativo da televisão brasileira. Seu típico humor de improviso é genial, sempre com ótimas tiradas, piadas prontas na ponta da língua, nunca apelando para o pastelão ridículo e chulo.

Por decisão judicial, "A escolinha do Golias" foi tirada do ar pela maldita rede Globo de televisão que acusou-os de plágio, de forma completamente injusta e numa demonstração ridícula de poder e prepotência. Felizmente, em 2007, o SBT fez uma reprise nas tardes dos dias de semana do programa, época em que o conheci e que alegrava muito minha família inteira, que se reunia em torno da TV para assistir o programa. Quem dera mais programas com conteúdo realmente interessante como esse atraísse mais famílias inteiras em torno da TV...

Enfim, "A escolinha do Golias" é o melhor programa humorístico estilo "escolinha" da história, um dos melhores humorísticos de maneira geral, do verdadeiro maior gênio do humor brasileiro, Ronald Golias e todos devem assistir, para passar o tempo, para conhecer humor em sua melhor forma, para se divertir e para reunir a família.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Dica cinematográfica: "3 homens em conflito" (1966)

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A última parte dessa trilogia que me laçou de jeito e me deixou preso no sofá nos três dias em que assisti a cada um de seus filmes, dando um final extremamente bem bolado para a série.
Nesta história somos apresentados a mais 2 personagens que podem ser tidos como protagonistas além do herói sem nome, um criminoso mexicano, que por um momento se alia ao herói sem nome, mas é traído e passa o resto do filme o perseguindo e um caçador de recompensas que, para pegar um criminoso caolho, faz de tudo, desde se misturar aos batalhões de guerreiros que lutam na guerra civil estadunidense até torturar aqueles que vê pela frente a fim de conseguir as informações que quer.
Após uma série de infortúnios, aparentemente, no começo, sem conexão entre si e que parecem que não levarão a lugar algum, esses 3 personagens irão se encontrar e trilhar caminhos juntos numa jornada por ouro, vingança e traição, mostrando o poder da narrativa nessa película maravilhosa.
A qualidade cinematográfica desse filme é incomensurável e incomparável, do começo ao fim, as cenas entram em uma escala crescente de qualidade que parece não abaixar mais, terminando num gritante ápice estiloso e berrante.
Este não merece o título apenas de clássico, merece o título de clássico dos clássicos e é fácil, notar hoje, a influência dele sobre todos os cineastas do mundo, mas nenhum consegue chegar aos pés do que esse filme é, como qualidade narrativa, visual e cinematográfica.
Um filme como nenhum outro.

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domingo, 24 de maio de 2015

Dica cinematográfica: "Koyaanisqatsi - Uma vida fora do equilíbrio" (1982)

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Um clássico cult, "Koyaanisqatsi" é o primeiro da trilogia de filmes experimentais "qatsi".

Trata-se de uma obra de arte, sustentada apenas com as belíssimas imagens feitas pelo diretor de fotografia Ron Fricke e a lendária trilha sonora composta por Philip Glass, orquestrada e concebida pela direção genial de Godfrey Reggio.

"Koyaanisqatsi" começa nos apresentando o mundo natural, o modo como ele foi concebido por Deus, um ponto azul único no meio do universo e logo prossegue para nos mostrar como transformamos esse mundo, retirando o que ele tem de mais precioso para usufruir pouco ou nada disso, vivendo uma existência que clama por outro estilo de vida.

Tudo isso num filme sem diálogos, apenas imagens, aceleradas e incrivelmente traduzidas aos nossos sentidos com a trilha sonora fenomenal.

O diretor explica a falta de diálogo dizendo: "Não é por falta de amor à linguagem que este filme não têm palavras. É, por que, do meu ponto de vista, a linguagem está num constante estado de humilhação. Não descreve mais o mundo em que vivemos".

De fato, ao ver as exuberantes imagens naturais, em contraste com o frenesi urbano, constata-se que a linguagem não teria como descrever o que é impensável, o que é tão absurdo e errado que espanta e assusta.

"Koyaanisqatsi" é, sem sombra de dúvida, umas das maiores obras de arte que a humanidade já viu.

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Dica literária: "Tekkon Kinkreet" (1993) de Taiyo Matsumoto

tekkonkinkreet-cover"Tekkon Kinkreet" ou, como foi traduzido aqui no Brasil, "Preto & Branco" é um mangá lançado entre os anos de 1993 e 1994, de autoria do genialíssimo Taiyo Matsumoto, autor de outras obras, já clássicas, como "Nº 5" e "Sunny".

"Tekkon Kinkreet" se passa na cidade de Treasure Town, uma metrópole em constante expansão e cheia de elementos nefastos. No meio dessa selva cinza, dois irmãos, orfãos, Preto e Branco passam suas vidas arranjando brigas com outros delinquentes juvenis, roubando lojas e vendedores ambulantes, além de arranjar confusão com os policiais da cidade. No entanto, a vida deles começa a mudar com a volta de um mafioso poderoso chamado Rato e a chegada de um novo criminoso, que almeja dominar Treasure Town.

Este é, sem sombra de dúvida, o mangá mais famoso de Taiyo Matsumoto, apesar de só ter dado o devido sucesso ao seu criador depois do filme homônimo de 2006, mas isso é assunto para outro post. Neste mangá, Taiyo Matsumoto explora a relação de dois irmãos, órfãos, com a cidade e as pessoas à sua volta, crescendo sem um modelo para seguir, sendo forçados a aprender tudo o que sabem sozinhos, muitas vezes esquecendo as próprias ambições para continuar vivendo.

Trata-se de um mangá muito sensível e com uma grande carga dramática, na verdade, podendo ser dividido em duas partes principais; a primeira, centrada em Preto, preenche os dois primeiros volumes do mangá e a segunda parte, centrada em Branco, preenche o terceiro e último volume do mangá.

Curto, porém profundo, "Tekkon Kinkreet" tem todos os elementos que consagram Taiyo Matsumoto como um dos melhores mangakas da história, cheio de influências europeias, ele fica perdido num limbo criativo entre mangás e graphic novels, contendo o melhor dos dois mundos. De um lado, a arte rápida e empolgante do mangá, do outro o roteiro bem elaborado, diálogos longos, cheio de uma certa aura intelectual dos quadrinhos europeus. Em alguns momentos, você se sente assisitndo a um filme do Godard, provavelmente pela ambientação numa metrópole moderna, deixando o mangá ser mais realista, um realismo fantástico, na verdade.

Há ótimas cenas de ação neste mangá também, muito bem desenhadas, com ceerta influência dos quadrinhos ocidentais do nosso continente.

Some-se a tudo isso, a genialidade de Taiyo Matsumoto, sempre encaixando "plot twists" imprevisíveis no meio da história, fazendo você se surpreender a cada capítulo que lê deste ótimo mangá.

Fortemente recomendado.

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Dica televisiva: Cowboy Bebop (1998)

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Difícil escrever esse texto.

Cowboy Bebop foi um anime exibido entre 1998 e 1999 no Japão, criado por Shinichiro Watanabe e logo tornou-se um clássico moderno.

Cowboy Bebop conta a história de um grupo de caçadores de recompensa no ano de 2071, onde a humanidade avançou tanto tecnologicamente que conseguiu colonizar diversos planetas e luas do sistema solar, após um acidente com o portal hiperespacial, que liga todos esses planetas e destruiu grande parte do planeta Terra, tornando nosso planeta inabitável, apesar de muitas pessoas ainda morarem na Terra.

Cowboy Bebop acompanha a vida de Spike, Jet, Faye, Ed e Ein, a exótica tripulação da Bebop, um cargueiro transformado em nave. Cada um desses personagens recebe especial atenção e têm seus momentos mágicos, por assim dizer, agradando a muitas pessoas, transformando-se num clássico cult e elevando a carreira do seu diretor, Shinchiro Watanabe.

Mas engana-se quem pensa que o mérito é todo dele, Shincihiro teve uma grande ajuda para completar o seu anime, que tinha como premissa ser apenas uma série que pudesse vender naves espaciais. Esse foi o pedido feito pelo estúdio à Shinichiro, que a partir dai elaborou com uma equipe extremamente competente um dos melhores animes do mundo.

Cowboy Bebop é feito no formato de episódios fechados, ou seja, cada episódio conta uma história, a não os episódios que se centram em Spike (Esses são geralmente episódios com continuação), podendo ser assistido em qualquer ordem, apesar de ser recomendado assistir na ordem correta.

Logo no primeiro episódio já dá pra perceber que Cowboy Bebop não é um anime comum. Neste episódio somos apresentados a Jet, o capitão da Bebop e Spike, um caçador de recompensas desleixado e como ele mesmo diz: "A moda antiga". Em um só episódio podemos ver referência a Clint Eastwood e seus filmes de faroeste, MPB, jazz, blues e até Robert Rodriguez (Que gosta muito do anime, por sinal), mas sem tornar-se uma miscelania ordinária, tudo é muito bem encaixado, até passa despercebido, podendo até resignificar as referências, tirando-as de seu contexto original, algo muito complicado de ser feito, mas que virou marca registrada de Shinichiro Watanabe, afinal ele é um dos poucos que sabe fazer isso com maestria. E esse é o grande trunfo da série, você poderá notar diversos elementos narrativos que fazem referência à filmes, livros, músicas e outros animes.

Outro grande trunfo narrativo da série são os temas abordados. Cowboy Bebop não se trata de um anime que simplesmente faz referência à outros animes, Cowboy Bebop têm profundidade e logo no segundo episódio já são feitas brincadeiras com Goethe, por exemplo. E se você for se aventurar e assistir a todos os episódios, poderá notar a presença de 3 grandes temas ao longo de toda o anime: O passado, a busca por um sentido e o equilíbrio.

O passado é o tema recorrente mais usado ao longo da série, afinal acompanhamos personagens perturbados por fantasmas de anos atrás e todos eles buscam superar os seus problemas. No entanto, para eles isso torna-se um objetivo difícil de ser conquistado, por que eles tem que superar o seu passado e encontrar novos objetivos na vida e aí entra a busca por um sentido. Os personagens se atormentam por que não sentem que vivem, em suma, eles só existem, mas há aqueles que encontram algo para viver e em sua nova vida, acham o equilíbrio que precisavam. Esse é o tema mais complicado de ser identificado na série, mas você pode notar que os personagens menos trágicos e por consequência, os que acabam não tendo tanta participação nos episódios finais são aqueles que acabaram encontrando um ponto de equilíbrio em suas vidas. O passado ainda está lá, ele existe, mas eles não podem mudá-lo, apenas superá-lo, o que eles acabam fazendo e seguem suas vidas, mesmo que distante daqueles que os acompanharam por tanto tempo.

Enfim, como você pode perceber, Cowboy Bebop têm personagens únicos e única também é a qualidade técnica do anime, contando com uma animação soberba, ainda mais para os padrões da época de lançamento dele.Por terem tanta liberdade para trabalhar, os animadores e roteiristas da série inseriam aquilo que eles mais gostavam e guardavam na memória do que foi influência para eles, por isso alguns episódios são inteiramente feitos com uma atmosfera noir ou têm elementos de filmes de faroeste, chegando ao extremo de criarem um episódio inteiro baseado em Batman. Um ponto alto da animação também é o uso de CG, não parece artificial e colocado por cima da cena, como em outros animes do século passado, as animações em CG realmente parecem pertencer, quadro a quadro, das cenas e não atrapalham em nada, pelo contrário, só acrescentam. A trilha sonora também é o ponto mais alto da série, que foi feita "de última hora" para cada episódio. Yoko Kano, responsável pela trilha sonora de Cowboy Bebop, criou uma banda só para fazer a trilha sonora do anime e por contar com tanta liberdade, criavam músicas para cada cena do anime, o que resultou em episódios com músicas originais e sempre diferentes, além de 10 CD's com músicas do anime e um DVD ao vivo.

Cowboy Bebop, assim como muitos animes do final do milênio, contam com um final trágico, mas entram para a história, por que se trata de um trabalho realizado por jovens profissionais que queriam dar todo o seu melhor em um projeto com liberdade quase total. É um marco na história dos animes, sendo um dos animes de maior sucesso tanto no ocidente quanto no oriente, abusando de influências dos dois lados do planeta e influenciando pessoas de todos os cantos também.

Infelizmente, eu escrevi muito e sinto que não escrevi nada. Cowboy Bebop merece muito mais do que um texto desses.

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terça-feira, 29 de abril de 2014

Dica literária: "Coraline" de Neil Gaiman

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Terminei ontem de ler "Coraline", o livro que inspirou o filme homônimo do estúdio Laika.

Não é segredo que eu sou fã do filme, mas ainda não havia lido o livro, que acabou me surpreendendo. Grande parte da surpresa veio do fato do livro ter muitas diferenças em relação ao filme, como ausência de personagens no livro, descrições completamente diferentes do que foi apresentado no filme e o curso da história também é diferente, um pouco mais lenta, no entanto, igualmente interessante e surpreendente.

A história é basicamente a mesma. Num verão nublado, Coraline Jones, uma menina grandinha, mas não tão grande para deixar de ser chamada de criança, muda-se com os pais para um apartamento, que é dividido com outros moradores, mais velhos e estranhos do que seus pais, com conversas confusas e mirabolantes. No entanto, dentro do apartamento há uma porta grande, velha e misteriosa, que aparentemente leva ao apartamento abandonado do lado, mas na verdade, esconde um mundo completamente diferente, dominado pela sua outra mãe, que têm botões negros no lugar dos olhos.

O livro têm aquele mesmo tom de terror e suspense que o filme, cheia de influências á clássicos da literatura do horror  e fantasia fantástica como, por exemplo, Stephen King e C.S.Lewis. Em alguns momentos, especialmente no final do livro, você chega a se assustar, se tiver uma grande imaginação e estiver fazendo sua leitura no meio da madrugada.

Neil Gaiman também é um gênio, conseguindo guiar a narrativa por caminhos impensáveis, elaborando frases enroladas, mas cheias de sinais simbólicos do que vai acontecer na aventura, criando palavras e descrições completas, porém curtas, perfeitas para fazer você mergulhar de cabeça no mundo secreto de Coraline.

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domingo, 27 de abril de 2014

Dica cinematográfica: Hexalogia Star Wars

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Nunca havia assistido Star Wars antes. Não, essa série de filmes não fez parte da minha infância, graças a Deus, já fui zoado demais por gostar de DBZ e Pokémon quando moleque.

Mas decidi assistir esse ano, por causa dos novos filmes que vão sair e nesse final de semana terminei de assistir os 6 filmes, na ordem da história, ou seja, assisti os mais recentes primeiro e depois os mais antigos.

Com eu sou curto e grosso, já vou dizendo: É uma série foda! Gostei de Star Wars. Têm personagens muito carismáticos, uma narrativa interessante, reviravoltas surpreendentes e batalhas empolgantes, além de se passar em um universo complexo, cheio de simbolismos intrigantes, que só ajudam a tornar a história mais empolgante.

No entanto, não me tornei fã, como muitos outros caras mais velhos do que eu, ou até mais novos, até por que não cresci assistindo a série e sendo mais fã a cada 3 anos. Sem contar que o modo como cada filme acaba e começa, sem muita ligação com o anterior, iniciando um outro "arco" da história não me pareceu tão interessante e aquele papo do George Lucas de ter esperado para fazer os filmes mais recentes por que queria uma tecnologia melhor em pareceu papo furado para justificar uma tentativa (bem sucedida devo admitir) de abocanhar mais dinheiro com uma boa série de filmes. Aproveitando para aumentar a empatia pelo vilão mais emblemático do cinema (a trajetória do Darth Vader é incrível).

Aliás, toda a narrativa do filme, acompanhando 2 gerações de uma família é extremamente bem construída e interessante.

Já os efeitos especiais variam muito de filme para filme, mas eu achei os efeitos dos filmes antigos melhores, talvez por que eu goste mais de ver robôs e bonecos animatrônicos no lugar de CG.

Enfim, vale a pena assistir essa brilhante hexalogia.

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domingo, 20 de abril de 2014

Dica cinematográfica: "Genius Party" (2007)

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O nome já diz tudo.

Esse filme é uma festa de gênios, elaborada, idealizada, organizada por gênios.

Tudo começa em 2006, com um ideia provindo do estúdio de animação japonês 4ºC: Produzir uma antologia com grandes gênios do mundo da animação mundial, com liberdade total para fazer o que quisessem desde que o tema central girasse em torno dos "limites da imaginação". 22 foram convidados, 14 aceitaram, 7 foram compilados em "Genius Party", 5 foram compilados em "Genius Party: Beyond" e 2 não foram finalizados.

Como uma antologia, são contadas 7 histórias, cada uma sem ligação com a outra, o que aumenta a diversão. A primeira, "Genius Party" é apenas uma apresentação do que se pode esperar; uma história completamente non-sense, mas com uma certa profundidade ao ser melhor analisada, cheia de simbolismos, acompanhada de uma animação estonteante e emocionante.

Logo após somos apresentados a diversos mundos, cheios de elementos de sci-fi, monstros convivendo em uma realidade alternativa onde todos são monstros, a sombria história de um rapaz que encontra seu doppelgänger, o monólogo filosófico de um mero ser humano com várias convicções religiosas e morais a nos apresentar, recheado de imagens surreais e psicodélicas como num sonho nutrido a LSD, a trajetória bizarra da raça humana um mundo pós-apocalíptico, distópico e lindo, finalizando com uma belíssima crônica no melhor estilo coming-of-age, sobre dois adolescentes que se separam, após anos de convivência.

Todas essas histórias são apresentadas sem uma ordem exata, sendo um pouco chocante você sair de um mundo perturbador e ir para um mundo sincero e infantil, ou vice-versa; mas isso não estraga a diversão do filme.

A parte técnica é belíssima. A trilha sonora de todos os filmes é ótima, as animaçõpes também, sendo leves, fluindo naturalmente na frente dos seus olhos, te encantando a cada momento.

"Genius Party" é um clássico moderno. Um perfeito exemplo do que o mundo da animação têm a nos mostrar. Um "must-see" para todos aqueles que se dizem amantes dessa arte, que serve para todas as idades.

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domingo, 8 de dezembro de 2013

Dica cinematográfica: Frances Ha (2013)

frances-ha"Frances Ha" ou "A versão feminina de Oh Boy" é um filme estadunidense de 2013, que conta a história de Frances, uma mulher de 27 anos, que ambiciona um trabalho como dançarina de uma companhia de balé de Nova Yorque. Ela divide um apartamento com sua melhor amiga e passa os dias entre bebedeiras noturnas, seu trabalho como assistente na companhia de balé e divagações silenciosas.

Mas, a vida começa a lhe dar um choque quando ela termina com o namorado e sua amiga decide morar em outro apartamento. Sendo assim, Frances começa a perceber como o tempo tem passado e ela nada tem feito, mas sem perder o otimismo e a esperança de que algo novo e bom irá acontecer no futuro.

Assim como a dica de ontem, Frances Ha é um belo retrato da juventude atual, a nossa geração perdida, irresponsável, bagunçada (Como Frances), desorganizada, completamente dependente e perdida, num mundo que não dá chances para os sonhadores, como Frances. A diferença é que Frances não se mantém deprimida ou chateada. Muito pelo contrário, ela tenta ser pró-ativa, corre atrás das coisas, mas sua inocência, desatenção e comodismo fazem com que tudo se dissolva entre seus dedos.

Exatamente como "Oh Boy", esse filme é todo em preto e branco, mas não conta com a mesma trilha sonora soberba e refinada do primeiro. Na verdade, a trilha sonora de "Frances Ha" é até ingênua, com algumas músicas pop's reconhecíveis, mas o resto são apenas canções de trilhas sonoras comuns.

Outra grande diferença são os personagens, em "Frances Ha" somos apresentados ao inteiro universo de Frances, conhecendo pouco até mesmo seus amigos mais próximos. Algo que pode ser explicado pela personalidade da menina, muito otimista, alegre e esperançosa, o que a faz se tornar aquele "ombro amigo" que todos gostam.

E ainda assim, Frances fica entediada e na maior parte do tempo, vemos uma menina vazia, fechada em seus pensamentos, mas que sorri, ao menor sinal de alma amiga.

Isso também explica o final, que é otimista, esperançoso e alegre, como a personalidade de  Frances.

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sábado, 7 de dezembro de 2013

Dica cinematográfica: "Oh Boy" (2012)

Oh_Boy-962283944-largeOh Boy é um filme alemão de 2012 que conta a história de Niko, um rapaz com vinte e tantos anos, que largou a faculdade de direito há dois anos e vive numa inércia ociosa, até o dia em que tem que enfrentar as consequências de sua vida vadia, quando seu pai corta sua mesada, um psicólogo do sistema de trânsito o reprova no teste psicológico por considerá-lo desequilibrado emocionalmente e ele termina com sua namorada. Ao mesmo tempo, uma garota dos seus tempos de colégio reaparece em sua vida, enquanto seus amigos divagam pelas ruas de Berlim, no entanto, tudo o que ele quer é um pouco de café.

Niko é a personificação de uma geração perdida, carente, desastrada, mimada, indecisa e pensativa. Uma geração fraca, sem coragem, nem motivações que os impulsione a ir para frente. Uma geração fruto de uma outra geração irritada, neurótica, exigente, apressada, decidida e egoísta, personificada na figura de seu pai, dos outros adultos e até na de sua mãe, que não aparece, mas é citada.

Na verdade é disso que esse filme se trata, retratar a geração de nossos pais e a nossa. Somos perdidos, como Niko, fracos e impulsivos, como Julika, ambiciosos, como Malkte, além de autodestrutivos, como visto nos vagabundos que mexem com Niko e Julika. Tudo isso, consequência de uma geração que exigiu demais, preocupou-se demais e mimou demais a nossa, não dando espaço para que as crianças dentro de cada um crescesse, deixando-os se afundar em vícios, pensamentos autodestrutivos e que remoíam seu passado, criando novas neuroses e pensamentos vingativos.

Tudo isso é abordado de forma sútil, leve e que poucas pessoas irão perceber de verdade, com uma qualidade de imagem impecável e ousada (o filme é todo em P&B), além da excelente trilha sonora.

Enfim, "Oh Boy" é um dos melhores filmes que assisti esse ano e merece o título de "clássico moderno", por isso, a classificação de Supernova para ele.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dica cinematográfica: Upstream Color

Upstream-Color-2013"Upstream Color" é um filme indefinido. Ele parece um drama melancólico com ar de indie, mas quando você o assiste percebe que é muito mais do isso. É claro que o tom de todo o filme é melancólico e parece um drama profundo, mas o filme passa por temáticas sci fi, absurdas e até um certo tom de humor negro, pelo filme usar e abusar do absurdo.

No filme, um casal é vítima de um experimento científico em que suas vidas são ligadas à de porcos vivos. No entanto, esse experimento sofre um baque quando esse casal se conhece, se apaixona e por fim, se casam.

Essa sinopse apenas dá um arranhão no todo que o filme representa, que já pode ser considerado cult, pela sua temática nada usual, ou melhor, suas várias temáticas nada usuais. Afinal, não é um filme fácil de assistir.

A fotografia, apesar de bela, pode se tornar maçante, visto que muitas ações são vistas por inteiro, como os personagens andando ou nadando, sem contar essas cenas para a ação propriamente dita.

A trilho sonora também é maçante, apesar de ser gostosa de ouvir, mas como abusas dos tons eletrônicos, em notas de sintetizador longas, se torna cansativa, visto que é o tipo de coisa para escutar num dia nublado, chuvoso e perfeito para dormir.

No entanto, apesar de alguns pontos fracos, o filme não deixa de ser ótimo, afinal seu roteiro é impecável e se a fotografia pode se tornar maçante, só serve para elevar o seu status para uma verdadeira obra-prima do cinema.

Conectando vidas qu8e se cruzam e passam, fazendo uma ligação estreita com o menor, mais insignificante, porém imortal dos seres vivos, Upstream Color é um desses filmes que irá explodir a sua mente, criando paradoxos que irão permanecer em sua cabeça por muito tempo e você achará respostas, algumas que contradirão outras, mas é assim mesmo com esse tipo de filme... Clássicos, sacumé, né?

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dica literária: "Three Stories" de J.D. Salinger

JDSalinger-three-storiesA dica de hoje é obscura e merece uma explicação contextual.

J.D. Salinger fez muito sucesso ao lançar seu primeiro e único livro "O apanhador no campo de centeio", mas acabou entrando em reclusão pelo resto de sua vida, mantendo-se longe da mídia e dos olhares de interesseiros, sendo visto poucas vezes até o dia de sua morte.

No entanto, ele nunca parou de escrever. Nem de fazer livros.

"Three Stories" é uma coletânea de textos que Salinger copiou e imprimiu 29 cópias, distribuindo-as para parentes e amigos, deixando uma cópia numa biblioteca de uma das várias faculdades que têm alguns de seus textos inéditos. Sabia-se da existência de apenas uma cópia, a da faculdade, mas em Setembro foi vendida pelo eBay uma cópia perdida desses livros.

O comprador escanou o livro e disponibilizou num site de torrents e logo outros sites de torrent estavam com esse livro e por fim, um usuário do Reddit espalhou a notícia pelo mundo.

Para quem duvida, especialistas dizem que esses são sim os contos originais.

O primeiro é o excelente "The ocean is full of bowling balls", que conta como Allie, o irmão de Holden morre, contado do ponto de vista de quem viu tudo (D.B.) e apresentando para nós uma visão diferente, interessante e comprovadora da genialidade de Salinger, de quem é o Holden.

O segundo é apenas mais um conto a-lá Salinger. Estranho, inesperado, cotidiano, por que não fatídico?

E o terceiro é um dos contos mais obscuros de Salinger. Li uma vez que esse é seu único conto que mais se aproxima do gênero terror. Verdade seja dita, não é um conto de terror, mas é um conto fantasioso, estranho, muito intrigante e que me fez lembrar dos filmes de David Lynch.

Enfim, esse livro pode até ser uma enganação, já que só poderemos comprovar a veracidade dos textos depois de 2060, mas já é uma dádiva. Um presente dos Céus, pois podemos sentir um gostinho do que Salinger nos deixou, ou melhor, um gostinho do que está por vir depois de 2060.

black hole

domingo, 3 de novembro de 2013

Dica literária: O cavaleiro das trevas

O-Cavaleiro-das-Trevas"Batman: O cavaleiro das trevas" é uma HQ de 1986, escrita e desenhada por Frank Miller, contando a história de um Batman aposentado, que se vê atormentado pelos fantasmas do seu passado e precisa voltar a combater o crime, pois já não aguenta mais as coisas como estão em Gotham.

Na história, Bruce Wayne tem 55 anos, está longe da vigilância do crime há 10 anos e devido à onde de violência dominando Gotham e uma crise que atingiu todos os heróis da Liga da Justiça, forçando-os a viverem escondidos, decide voltar a combater o crime e para isso, ele veste sua capa e volta às ruas, movido mais por uma vingança guiada pela morte de Robin do que pela sede de justiça e por esse motivo, ele acaba sendo perseguido pela mídia e pela polícia, já que seus métodos de combate ao crime se tornam menos convencionais e mais sombrios, com requintes de crueldade, chamando a atenção de todos os seus antigos inimigos, como o Coringa e o Duas-Caras e até de seus antigos amigos, como o Superman.

Essa história é um conto sombrio fechado sobre Batman, não faz parte do universo definitivo da DC Comics, mas nem por isso deixa de ser influente. Foi com essa HQ e Watchman, publicada no mesmo ano e Maus de Art Spielgelman, que os quadrinhos deixaram ser "coisa de criança" e começaram a virar coisa séria, envolvendo temáticas puramente adultas, linguajar mais violento e banal, além de contar com análises psicológicas e sociológicas profundas (o que pode ter começado como uma simples piada nessa HQ, mas foi levada a sério) em outras HQ's.

Se você ler essa HQ hoje irá notar o tamanho da influência dela, já que muitos elementos contidos nela são utilizados até hoje por outros autores e editoras.

Sem contar a arte de frank Miller que é muito boa, bem detalhada e num estilo noir muito bonito e ao mesmo tempo sombrio, o que é um colírio para os olhos.

Enfim, indico essa obra de arte e dou à ela um selo supernova, devido à sua qualidade e influência no mundo do entretenimento.

black hole

sábado, 12 de outubro de 2013

Dica cinematográfica: Dragon Ball Z: Battle of Gods

Dragon Ball Z: Battle of Gods é mais um filme inspirado na série de mangá Dragon Ball, criado em 2013, 17 anos depois do último filme ser lançado nos cinemas japoneses.
O filme conta a história de Grand Bills, o deus da destruição e seu plane de encontrar o deus super-sayajin, durante o dia do aniversário da Bulma.
Envolto em uma aura de mistério e super excitação por parte de todos que acompanhavam as aventuras de Goku e companhia, seja na Band ou na TV Globinho no final dos anos 90 e anos 2000, esse filme chega para matar a saudade de muitos fãs e encher de lágrimas nostálgicas os olhos de todos os fãs desse incrível anime.
Obviamente não dá pra esperar um filme a-lá-Hollywood, com uma super história e tal, até por que todo o filme corre bem rápido, o que dá a impressão dele não ter sido bem planejado, mas o caso é que todos os filmes de anime são assim.
Sem contar que só de ver novamente esses heróis nas telonas já um deleite para os olhos, além das cenas de batalha que são muito bem feitas, cheia de detalhes e as inovações tecnológicas que só acrescentam qualidade ao filme.
Não é à toa o comentário de alguns fãs dizendo que esse é o melhor filme do ano (por que é), além do fato de ter sido o mais aguardado.
Enfim, recomendo demais DBZ:Battle of Gods, além de qualificá-lo com o selo "Super Nova", a estrela máxima desse blog, representando os filmes, as músicas, as séries e os livros que viraram lendas, que deixaram de ser simples elementos de entretenimento e entraram para a história, para os nossos corações e para a vida.
DBZ é vida!