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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

A poética do cotidiano

Encontrar a poética de algo é um trabalho homérico que visa um horizonte que nunca termina. A poética do cotidiano já foi debatida e continuará sendo por filósofos, psicólogos, astrólogos e palestrantes ao redor do mundo. Eu sempre achei que uma imagem valesse mais do que mil palavras, por isso o post de hoje só terá imagens.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Quem é culpado pelos nossos padrões de beleza?

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Fazendo uma faculdade que é inicialmente licenciatura, temos a oportunidade elaborar atividades e aplica-las em sala de aula. No momento em que escrevo esse post, tive, mais cedo, a oportunidade de presenciar uma atividade interessante.

Umas alunas dividiram a sala em duplas e nos deram uma “frase controversa” pra casa dupla sobre padrões de beleza. Cada aluno recebia um papel, o de “defensor da frase” e o de “contrário a frase”. O objetivo era o de falar sobre algum assunto controverso em sala de aula e desenvolver o senso crítico de alunos. As frases eram interessantes e o exercício foi legal, mas uma frase me chamou a atenção:

A mídia é responsável por determinar os padrões de beleza.

Todos na minha sala concordaram com a frase e a dupla que ficou com essa frase não soube elaborar um argumento contra, pois esse “fato” é, simplesmente, consistente demais.

Mas eu fiquei me perguntando, não somos nós os responsáveis pela mídia?

Seria interessante dar um passo atrás, antes de responder essa pergunta e ver o que significa mídia. Recorreremos ao dicionário online Michaellis para isso:

“Toda estrutura de difusão de informações, notícias, mensagens e entretenimento que estabelece um canal intermediário de comunicação não pessoal, de comunicação de massa, utilizando-se de vários meios, entre eles jornais, revistas, rádio, televisão, cinema, mala.”

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Olhando essa definição, abrimos um guarda-chuva enorme onde muitas coisas se encaixam sob ele, como “mídia”. Informação também é um termo muito amplo, notícias e artigos científicos são formas de transmitir informação, assim como filmes e programas de auditório.

Mas o que manda aqui é a parte em que diz “comunicação de massa”. Artigos científicos não são veículos de comunicação de massa, geralmente eles falam com parcelas muito pequenas da sociedade. A mesma coisa pode ser dita de literatura mais pesada, como um Tolstói da vida.

Eis o motivo de associarmos o termo “mídia” com televisão e rádio, mas o mesmo se aplica com filmes de Hollywood e redes sociais de alta utilização como o Facebook.

Definido isso, podemos voltar a pergunta que fiz: não somos nós que controlamos a mídia?

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Ninguém nos força a assistir televisão, ir ao cinema ou ter uma conta no Facebook. Fazemos isso, porque queremos e se não queremos, somos obrigados por outras pessoas próximas de nós. Por muitos anos me recusei a ter um Facebook, mas fui forçado a criar um para a faculdade, pois os grupos e o contato com professores e professoras fica muito mais fácil através da rede social.

E é assim que podemos discordar da afirmação inicial de que “a mídia é responsável por determinar os padrões de beleza. Pois quem define os padrões de beleza somos nós, seres humanos, as pessoas. É simplesmente a cultura.

A mídia apenas corresponde a cultura.

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Tome como exemplo a apropriação da mídia de todos os grupos de contra-cultura da sociedade, dos hippies nos anos 60 aos emos dos anos 2000, passando pelos punks e a moda grunge. Foram todas formas de contra-cultura, com seus próprios padrões de beleza (os hippies com seus cabelos longos, os punks com suas calças rasgadas, os grunges com suas camisetas xadrez e as franjonas dos emos), surgidas mais ou menos de forma espontânea numa parcela ínfima da população e que logo estava em todo lugar.

 

Gostamos de nos imaginar como seres iluminados, pertencentes a contra-cultura e de alto senso crítico, mas somos, na verdade, seres altamente miméticos. Copiamos uns aos outros constantemente e a mídia não faz nada mais do que acelerar esse processo. Sentimos insegurança quando somos um só na multidão, mas quando encontramos alguém que nos entende, nos sentimos segura. Seja esse alguém uma feminista de sovaco peludo ou um Bolsominion. Para acelerar esse processo, nossos avós ouviam o rádio e se encontravam nas praças das cidades, nossos pais assistiam TV e compareciam a shows ou outros eventos do interesse deles, propagados pelo jornal. Nós acessamos o Facebook e marcamos presença em algum evento que sabemos que terá gente como a gente.

É a mesma coisa com os padrões de beleza.

Definimos o que gostamos e o que não gostamos de ver nos outros. Não importa o quão diferente você seja, você tem o seu padrão de beleza, você pode preferir um cara gordo e cheio de espinhas, mas o fato de você preferir ele a um bombadão de academia, já é um padrão de beleza. E um efeito, muito positivo por sinal, que vemos hoje é a fragmentação da mídia. As redes sociais acabaram com a hegemonia da televisão em propagar informação e, conforme as redes sociais ganham mais poder, novas formas de se propagar informação estão sendo criadas. Por mais diferente que sejam os seus padrões de beleza, hoje é fácil achar alguém que pensa como você.

Mas não culpe a mídia pelo nosso padrão de beleza.

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É claro que em algum ponto a mídia começa a nos influenciar, porque a “mídia” é um negócio lucrativo, que exige menos trabalho físico e braçal do que muitos outros trabalhos por aí, atraindo muita gente. É de se esperar que tenham muitos seres inteligentes trabalhando pra “mídia”. Hoje em dia vemos na televisão, filmes, séries e videogames casais gays, dúzias de negros, mulheres e pessoas com algum tipo de deficiência, mas não vemos isso porque, de repente, a “mídia” está se tornando humanitária.

Não! A mídia está entregando aquilo que nós queremos ver. Pedimos mais casais gays, eles nos deram. Pedimos mais negros, eles nos deram. Pedimos mais espaço para pessoas com deficiência, eles nos deram. Podemos pedir qualquer coisa e eles nos darão. E nós iremos dar nosso dinheiro para eles com a consciência limpa, mas estamos, na verdade, alimentando a própria besta que achamos ser nossa inimiga.

Mas é nossa inimiga mesmo?

Todo o raciocínio até aqui foi para desbancar isso. Se há algo que a mídia faz de errado é capitalizar tudo aquilo que nos constitui como indivíduos. Nossas crenças, ideologias políticas, opiniões sociais e nossos padrões de beleza. Você pode condenar isso, mas não pode culpar ela por algo que você criou, porque antes de existir a mídia, existiam seres humanos e esses humanos queriam informação. A única coisa que a mídia fez foi nos dar essas informações, em grande volume e a um módico preço.

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No entanto, o que mais me espanta e me deixa deprimido não é simplesmente a opinião distorcida deles sobre o mundo que os cerca. O que me deixou mal foi chegar ao final da atividade e a dupla responsável por aquela frase não conseguir terminar o exercício, que era pensar em argumentos contra aquela afirmação.

O exercício era interessante por te colocar no lugar do outro, basicamente criar empatia ou austeridade, e eles foram incapazes de fazer isso. Vivem falando de empatia, mas na prática não são empáticos. Cegos pelas suas ideologias acabam se tornando mais ignorantes e intolerantes do que os próprios alvos de suas críticas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O herói africano

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Durante uma aula de literatura, a professora lança a seguinte frase (reproduzida aqui livremente e não literalmente, mas mantendo o sentido): “Meu problema com Pantera Negra é que no final há um herói que salva todo mundo. Não acho que as culturas africanas têm um herói. Isso é uma invenção americana, os africanos resolvem tudo no nível da comunidade”.

Ela não poderia estar mais errada.

Obviamente não me levantei na sala para expor alguns fatos que iriam derrubar essa frase, mas fiquei pensando nisso e tenho que compartilhar isso, afinal, por menor que seja o alcance de meus posts, eles alcançam algumas pessoas e esclarecer alguns pontos acerca da mitologia africana e o nosso conceito de herói, sempre será útil, não importa o alcance.

Comecemos pela própria terminologia da palavra “herói”. Etimologicamente, origina-se do termo grego hrvV, que mais tarde foi para o latim na forma de heros. No entanto, algumas fontes (não muito confiáveis, diga-se de passagem) indicam que um egiptólogo do século 19, Gerald Massey, afirmou que a palavra “herói” vêm do termo egípcio “Ma Haru”, que significa “O Típico Guerreiro” ou “Verdadeiro Herói”1. Provavelmente uma mentira descarada, mas, por experiência própria, sei que a verdade pouco importa no meio acadêmico, o importante é a crítica social.

Uma página de wiki sobre mitologia montou uma espécie de guia para os diferentes seres mitológicos africanos. Na seção “Rules and Heroes” é dito que muitos heróis foram transformados em divindades menores, como Shango, o deus das tempestades dos Yoruba, que pode ter sido um rei guerreiro2. Ou ainda o exemplo do primeiro rei Zulu, que provavelmente foi filho do deus do sol. E não é essa a mesma narrativa de Baco, o deus do vinho da mitologia grega ou Hércules, o filho de Zeus?

Mas além dessas similaridades, temos que buscar informações sobre o conceito de herói, que pode variar de contexto para contexto. Resumidamente, podemos afirmar que o herói é aquele que se sacrifica, tanto literalmente quanto figurativamente, para o bem de uma comunidade e a partir daí é reconhecido como um herói3. O próprio Michaellis reconhece o herói como “alguém conhecido por seus feitos”4. Nós vemos que esses feitos são obtidos através de desafios que o herói passa e ao final ficamos sabendo do que é importante para aquela determinada cultura a qual o herói pertence, como bem explicado por Levi-Strauss em sua Teoria de Oposição Binária5.

É por isso que os heróis geralmente nascem de grandes narrativas, o que nós chamamos de epopeia ou narrativa épica nada mais é do que histórias de (super)heróis e seus feitos6. Se há um herói africano, há um épico africano?7

É lógico que sim e não apenas um!

O primeiro deles e mais famoso é o épico de Mwindo, um exemplo fantástico da tradição oral africana, transcrito 4 vezes desde que chamou a atenção de ocidentais nos anos 508 conta a história de Mwindo, filho de Shemwindo, que tinha 7 esposas e após receber um presságio de que seu filho iria derrubá-lo do trono (já notou a similaridade com um certo mito grego?9), então decretou que todas as suas mulheres deveriam ter filhas. No entanto, sua sétima esposa Nyamwindo, que também era sua favorita, teve um filho. Shemwindo então tenta assassinar o bebê, que devido às suas habilidades sobre-humanas consegue sobreviver, até que é jogado num rio e vai parar na casa de seus tios. Após isso, Mwindo lidera seus tios para a vila de seu pai, mas seus tios destroem tudo e matam todos as pessoas do vilarejo. Mwindo então entra numa jornada pelo mundo dos mortos, a fim de fazer as pazes com seu pai, mas antes enfrenta Muisa, o governante do mundo dos mortos. Quando Mwindo salva seu pai, os dois fazem as pazes e passam a reinar juntos sobre a vila, que Mwindo reconstruiu. Após isso, Mwindo mata um dragão e é castigado pelo deus do trovão. Ele passa um ano de castigo e volta prometendo nunca mais matar um ser vivo, tornando-se um dos mais prósperos e pacíficos governantes. 10

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A história de Mwindo é passada de geração em geração pelo povo Nyanga11, que habita o Congo e nos revela as relações entre o povo Nyanga e o povo Pygmy. Povos distintos, mas que habitaram a mesma região, nem sempre de forma pacífica, mas no épico é celebrada de maneira positiva.

Além de Mwindo, temos ainda o épico de Sundiata12, o rei leão e fundador do Império Mali, que governou uma extensa região do oeste africano entre 1230 e 160013. Confirmado como uma figura histórica, seu personagem ganha ares mitológicos no épico de Sundiata, que segue de maneira bastante fiel a teoria do monomito14. Sundiata é destinado a ser líder do Império Mali, mas tem seu trono usurpado pela madrasta, então é exilado. Sundiata aceita essa condição, sabendo que um dia retornará e em seu exílio cria laços com diversos líderes de outras tribos vizinhas, ganhando o respeito de muitos guerreiros, que um dia viriam a ajuda-lo a ocupar o seu devido lugar no trono de Mali15.

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Sundiata foi conhecido como rei leão quando em vida e sua história realmente se parece com a do filme da Disney, embora o filme seja primariamente inspirado em Hamlet. Isso indica que nossas histórias tradicionais de mitos seguem uma estrutura de pensamento similar em toda a nossa espécie humana. O épico de Sundiata também nos conta a história de uma figura história, embora ficcionalizada. Da mesma forma é o mito de Bayajidda16, que documenta o surgimento do reino Hausa17, que compreende a atual Nigéria18.

Como dá pra se perceber, esses épicos não compreendem apenas uma pequena região africana, mas se espalham por todo o continente. Temos ainda o épico de Miqdada e Mayasa19, que relaciona a cultura Swahili com a cultura muçulmana e o épico de Lyiongo20, épico nacional da cultura Swahili, situada no leste africano21.

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Ainda no leste africano, mas fora do continente (olha só!), temos o épico nacional de Madagascar, Ibonia22, que conta a típica história de um herói real que parte numa jornada para salvar sua amada. Sua tradução já virou domínio público e pode ser conferida aqui.

Como vimos a lista é extensa e esse breve catálogo foi coletado numa pesquisa rápida, mas não apenas de épicos vivem os heróis africanos. A história de Makoma transborda testosterona, não é um épico, foi coletada no livro laranja de conto de fadas de Andrew Lang e conta a história de Makoma, que já nasceu um homem adulto, próximo ao rio Zambesi (que atravessa uma porrada de países, então é difícil saber de onde vem essa história), munido de um martelo, com o qual ele derrota desde crocodilos a gigantes23.

Além dos heróis masculinos, temos ainda a história de Thákane24, um mito sul-africano sobre uma caçadora de dragões25.

Como vimos, o conceito de herói não só encontra uma definição que abrange todos os heróis do mundo, como ainda pode ser encontrado em todos os lugares do mundo, inclusive a África. Aliás, afastar a África do ocidente, apenas porque nossa cultura parte da Europa é um erro gravíssimo. A Europa tem muito da África e vice-versa. Culturas são intercambiáveis e como tal, heróis também.

Nós nos acostumamos com um conceito americanizado de super-herói, com capa e super-poderes, mas muito da essência desse conceito é universal, como sua trajetória de aprendizado e aperfeiçoamento, seus talentos naturais e sua amizade com a vizinhança.

Fontes:

1 https://solarflareark.wordpress.com/2011/07/21/african-origins-for-hero-myths/

2 http://www.mythencyclopedia.com/A-Am/African-Mythology.html

3 https://myhero.com/elie-wiesel-concept-of-heroes

4 http://michaelis.uol.com.br/busca?id=WoVeb

5 https://lewisjoslina2media.wordpress.com/2013/10/12/narrative-theories-claude-levi-strauss-and-binary-opposites/

6 http://faculty.goucher.edu/eng211/epic_traditions_the_hero.htm

7 https://www.britannica.com/art/African-literature/The-riddle#ref1027492

8 http://www.greatbooksguide.com/Mwindo.html

9 https://mitologiagrega.net.br/edipo-e-jocasta-um-romance-proibido/

10 http://www.mythencyclopedia.com/Mi-Ni/Mwindo.html

11 https://www.encyclopedia.com/history/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/mwindo

12 http://editoramelhoramentos.com.br/v2/titulos/sundjata-o-principe-leao/

13 https://www.sahistory.org.za/article/empire-mali-1230-1600

14 https://migreseunegocio.com.br/jornada-do-heroi/

15 https://orias.berkeley.edu/sundiata

16 https://www.naija.ng/624747-exclusive-hausa-history-daura-kusugu-well-bayajidda-myth-photos.html#624747

17 http://dierklange.com/pdf/recent_articles/2012_BAYAJIDDA_MAY_31_Deckblatt_2.pdf

18 https://www.britannica.com/place/Hausa-states

19 http://africanpoems.net/epic/the-story-of-miqdad-and-mayasa/

20 http://africanpoems.net/epic/the-legend-of-liyongo/

21 https://aulazen.com/historia/a-cultura-e-civilizacao-swahili/

22 http://www.oapen.org/search?identifier=646721

23 http://mythfolklore.blogspot.com/2014/06/africa-makoma.html

24 https://www.mythpodcast.com/4317/53-african-folklore-crocodile-tears/

25 https://www.rejectedprincesses.com/princesses/thakane

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

23/08/2018 – o dia do melhor programa d’A Praça é Nossa

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Na quinta-feira, dia 23 de agosto de 2018, um evento histórico sacudiu a televisão brasileira, pois foi nesse dia que “A Praça é Nossa”, o melhor programa humorístico da história do Brasil lançou o seu melhor programa no ano.

Já tive a inspiração de fazer um post desse tipo há um tempo atrás, quando assisti um excelente programa d’A Praça, mas apenas com esse último programa é que fiquei motivado, de verdade, para poder escrever esse texto, afinal, nesse programa, todas as partes lançadas no Youtube (plataforma onde assisto os programas e que os divide em 3 seções) tiverem ótimos momentos. Sendo assim, vamos ao pequeno review do melhor programa d’A Praça de 2018.

https://www.youtube.com/watch?v=RBSlDZV5_a8

Tudo começa com o Paulinho Gogó, personagem do comediante Maurício Manfrini, que está há mais de 10 anos sentando ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega n’A Praça e já passou por maus bocados. Já contou piadas ruins, já sofreu represálias do politicamente correto, já copiou piadas de outros comediantes e já teve o seu tempo de programa reduzido. No entanto, esse ano ele voltou para a Praça afim de se redimir com os fãs do programa e na semana passada não deu descanso. Começou com uma ótimo contextualização, emendando uma piada sexual atrás de outra, engajando o Carlos Alberto na conversa, como se fosse o encontro casual de velhos amigos (e talvez seja mesmo, após 10 anos, nem sei mais se ele considera aquilo um trabalho mesmo). Ainda citou o grande Dicró, nos lembrou da Nega Juju, incluiu o Paulinho Tuntum, seu filho e terminou com uma piada fantasticamente engraçada.

Depois foi a vez do Sangue, personagem da Marlei Cevada, que é sempre um quadro muito engraçado, mas nesse programa soltou até a palavrão. Como nem tudo são flores, após ele entraram dois novos personagens, interpretados por dois comediantes que há anos não se enquadram n’A Praça e aquele casal que é formado por um dos primas do Café com Bobagem, quadro que deveria voltar, inclusive. Mas a primeira parte terminou com o ótimo Porpetone, interpretando o Calça Grande, que some bastante nesse quadro, mas conseguiu se destacar com ótimas tiradas e piadas de duplo sentido muito engraçadas.

https://www.youtube.com/watch?v=_M47PsNuow0

A segunda parte já começou com um clássico, o deputado João Plenário, que não apresentou uma gostosa no programa, mas conseguiu espaço para fazer ótimas piadas contextualizadas ao âmbito político.

E logo depois, entra o atual diamante d’A Praça, Matheus Ceará, que não perdoou ninguém, emendou uma piada atrás da outra, ousando e inovando, expandindo os limites do humor dentro d’A Praça, com excelentes contextualizações e aquela baixaria caliente que todo brasileiro adora. Foi uma das melhores apresentações dele n’A Praça desde que ele entrou para o programa.

Nem tudo são flores e o nepotismo reina n’A Praça, com uma das netas do Carlos Alberto, que não tem graça, mas é um colírio para os olhos. Para equilibrar, entram os Malandrinhos de Niterói, um trio que nem sempre faz boas apresentações, mas quando fazem, sai de perto, porque serão horas e horas de risadas, lembrando suas ótimas piadas. Eles não são tão boas em contextualizar piadas, mas conseguiram emendar com sagacidade as piadas prontas que utilizaram e ainda improvisaram, provocando a audiência a compreender as implicações que A Praça é Nossa apresenta fora das câmeras. Eles não terminaram muito bem, mas a terceira parte começou de forma surpreendente.

https://www.youtube.com/watch?v=R4bpiDeCw3U

Aparentemente o Rey Biannchi vai fazer parte do elenco fixo d’A Praça e apareceu novamente para fazer uma participação incrível. Rey Biannchi é um artista telentosíssimo e muito inteligente, com um carisma monstruoso, mas n’A Praça acabou mostrando que é dono de piadas extremamente inventivas, apresentando piadas novas num terreno extremamente difícil que é A Praça é Nossa, com suas muitas décadas de existência e com um desafio gigantesco para os comediantes que querem fazer algo novo lá. Rey Biannchi não só fez isso, como fez isso muito bem, galgando um caminho para ser um mestre do humor.

E saindo do ouro para a esmeralda, entrou o Saideira, interpretado pelo talentosíssimo Giovani Braz, junto com um figurante d’A Praça para contextualizar suas piadas de maneira fantástica ao lado de outra figurante. O Saideira então apresentou suas histórias engraçadas com um carisma único que garante o seu lugar n’A Praça há mais de uma década.

E para acabar com chave de ouro, da melhor forma possível, Ari Toledo, esse Godzilla da comédia, voltou para o programa e já atua lá há semanas ensinando os outros comediantes a fazer as pessoas rirem com maravilhosas piadas, ousadas e poderosas, dando um soco de direita no politicamente correto que Carlos Alberto, muito sabiamente, já mostrou ser contra.

Na última noite de quinta-feira, A Praça é Nossa provou ser o melhor programa de comédia atualmente no Brasil e já tem lugar garantido na história. Os melhores humoristas se encontram lá, contando as melhores piadas, da melhor forma possível, mas na última quinta-feira elevaram tudo isso à última potência. Eu não sei que caminho A Praça é Nossa vai seguir a partir daqui, talvez caia um pouco, por já ter alcançado um nível tão alto, mas fico feliz em saber que esse programa continua tão magnífico e sensacional.

Portanto, não deixe de dar audiência para esse programa tão incrível hoje à noite e, se não puder, assista-o em seu canal do Youtube amanhã, porque está valendo muito a pena.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Dica Papelarística: cadernetas Cicero

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Iniciando essa dica, que eu estou devendo há um bom tempo, da melhor forma possível, com uma das minhas marcas favoritas. Uma dessas marcas que eu colocaria a mão no fogo, se fosse necessário, de tão boa que ela é.

A Cicero é uma empresa que produz e vende cadernetas estilizadas no formato que ficou consagrado com a famigerada Moleskine, mas muito mais legais.

As cadernetas da Cicero vêm em diversos formatos, pautadas, sem pauta, quadriculadas, de vários tamanhos, de bolso, caderno pequeno, mediano e por aí vai e cada uma seguindo uma temática diferente, que irá influenciar na estilização delas, o que é o grande diferencial da marca, pois cada caderneta, apesar dos formatos se repetirem, terá uma capa diferente e detalhes que corresponderão a essas capas.

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Além disso, a Cicero ainda vende cadernos capa mole (a linha Flex), que lembra aqueles cadernos que o pessoal em filmes Hollywoodianos usam como diários, agendas, estojos e outros itens para você guardar os seus materiais de escrita, desenho, trabalho ou hobby.

A qualidade do material da Cicero é inquestionável, impecável, resistente e muito belo, além de contar com um preço muito camarada. Quando eu conheci a Cicero (e já se vão quase 10 anos, desde então), ainda não era comum encontrar nas livrarias e papelarias cadernetas Moleskine, nem mesmo esse formato era muito conhecido, só os hipster r00ts conheciam mesmo. As cadernetas tinham que ser importadas e isso encarecia muito o produto, então a Cicero era a alternativa perfeita, além de ser um produto mais barato, era muito mais bonito e brasileiro! Hoje em dia a diferença de preço nem é tão grande, mas a qualidade compensa muito mais.

Enfim, comprem Cicero.

5 pontos

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Uma triste notícia com um triste relato.

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Venho através deste comunicado/relato, dizer que as bolachas Toddy de chocolate estilo torta, indicadas neste blog no início do ano estão, oficialmente, canceladas. A empresa Toddy® decidiu parar de fabricar as bolachas, com quase certeza de motivos econômicos por trás dessa lastimosa decisão.

Mas fazer o que, né? Eu até tentei fazer minha parte...

E na minha busca por novos cafés-da-manhã me deparei com um dos poucos produtos da seção de biscoitos que a Toddy® ainda faz, os cookies.

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Ainda não bolei nenhuma dica e nem sei se vai rolar realmente, mas o importante é que numa sexta-feira de novembro fui até o mercado pensando em comprar um pacote de cookies malhados da Toddy® para o final de semana e ryco como sou, comprei logo três pacotes, ou melhor, peguei 3 pacotes da prateleira de biscoitos, porque quando fui até o caixa rápido a mulher esqueceu de passar os 3 pacotes.

E eu percebi isso na hora, pois notei que ela estava guardando muito rápido os pacotes dentro de uma sacola e o preço no computador dela estava muito diferente do preço que eu calculei em minha mente. Quando peguei a nota fiscal em mãos, notei que, de fato, ela não tinha passado os 3 pacotes pelo leitor do código de barras e fiquei feliz com isso, afinal, ganhei 3 pacotes de cookies de graça!

Mas o castigo vem a cavalo. Quando cheguei em casa, tomei um banho, me troquei e decidi assistir um filme do Claude Chabrol, enquanto comia os cookies e uns 20 minutos depois, o filme nem havia terminado ainda, senti uma leve dor na barriga.

Pensei que era uma dor de barriga normal, que iria no banheiro dali uma meia hora e de boa, ia me livrar disso, mas não foi o que aconteceu. O tempo passou, a dor foi piorando e ficando. Jantei, tomei banho, me preparei para dormir e então não consegui pregar o olho, porque a dor estava insuportável, uma dor jamais sentida e que dificultava até mesmo a respiração. Comecei a suar e a ficar com medo de que pudesse ser algo mais sério, uma infecção alimentar ou algo do tipo e liguei para um amigo pedindo para ele me levar até um hospital.

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No final, nem fiz exame nem nada, pois a dor passou e o médico me receitou dipirona e omeprazol apenas. Remédios que eu não tinha em casa, sequer tinha um sal de frutas pra aliviar a dor, a solução era ir ao hospital mesmo. Comecei o dia feliz por ter economizado mais de 10 reais em produtos alimentícios e terminei o dia no hospital, mas apenas no dia seguinte pude conectar tudo.

Conclusão: sejam honestos, caríssimos.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Dica Audiófila: Edifier H840

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Inicio hoje um novo estilo de dica, a dica audiófila. Sendo algo novo no blog, vale a pena uma introdução ao contexto temático da dica.

Audiofilia refere-se ao ato de gostar de som, ou seja, músicas e uma busca pela alta fidelidade da reprodução de músicas. Audiófilos são as pessoas que gostam de curtir um bom som, através de equipamentos de alta qualidade, promovendo constantes adaptações, regulações e trocas de seus aparelhos de som.

Entrei nesse hobby há quase 2 anos, quando estava com dinheiro sobrando e meu fone de ouvido na época quebrou. Acabei entrando em contato com o site Mind The Headphone (voltado para o mundo audiófilo), comecei a pesquisar mais sobre o assunto e acabei adquirindo esse fone de ouvido, o Edifier H840 e já adianto, foi uma das melhores compras que fiz na vida!

O fone é classificado como tendo uma ótima relação custo x benefício, pois tem uma alta qualidade sonora por um preço bem baixo, em comparação com outros equipamentos audiófilos. É difícil achar fone na faixa dos R$100-200 e o Edifier H840 é o mais barato dentre eles. Hoje, por causa da crise econômica desastrosa que o PT deixou nesse país, o fone está beirando os R$180,00 em todos os sites que o vendem, mas na época, eu acabei comprando por R$120, 00, aproveitando uma promoção bem louca num site que não lembro o nome.

O fone é classificado como um fone de ouvido “equilibrado”, pois não puxa nem para os graves nem para os agudos, preferindo um equilíbrio entre os dois lados do espectro. Isso é uma característica dependendo de que tipo de audiófilo você seja. A maioria das pessoas prefere um fone que puxa mais para os graves, porque os sons graves são mais atraentes ao ouvido humano, enquanto os agudos incomodam mais, chegando a dar até dor de cabeça (não é à toa que as músicas pop usam e abusam dos graves, atualmente). No entanto, há quem prefira um equilíbrio maior, em parte por buscar uma maior fidelidade na reprodução das músicas, quando um fone contém um equilíbrio maior, a reprodução de todos os instrumentos acaba sendo mais fiel (o que não é um argumento muito válido se você só escuta música eletrônica, não vai fazer muita diferença) e em parte para salientar todos os instrumentos na hora de reproduzir uma canção, estilos musicais como o rock e o jazz exigem esse equilíbrio.

Em matéria de equilíbrio sonoro esse fone é 100%.

E é também muito confortável, suas conchas são espaçosas, cobrindo grande parte da orelha, mas isso tem o seu lado negativo no calor, pois suas orelhas irão suar e o couro que protege as conchas vai descascar muito rápido. Quando mudei para a casa nova não tinha ar condicionado, aí o couro estragou rapidamente com poucos meses de uso, no entanto, também já tinha esse fone há um ano quando mudei de casa. Além do conforto, as conchas ainda são dobráveis, o que aumenta a versatilidade do fone, sendo fácil de levar para viagens e afins.

Ainda que seja muito bom e confortável, o fone apresenta o problema de que seu cabo não é removível, uma falha para fones audiófilos, pois a maioria podem ser trocados (se bem que a maioria não se encontra na mesma faixa de preço que o Edifier H840) e é no cabo que o fone apresenta os maiores problemas. Eu mesmo, só tive que trocar o meu, porque o cabo começou a apresentar problemas, mas ele aguentou por nobres 2 anos e eu fiquei muito satisfeito com o produto.

Hoje em dia, o Edifier H840 está cada vez mais difícil de se encontrar e o preço aumentou muito, me levando a adquirir outro fone, de outra marca, que logo irá ser alvo de uma dica por aqui, mas eu recomendo fortemente este excelente fone.

4 pontos e meio

sexta-feira, 10 de março de 2017

Um relato de um hater do barcelona sobre o jogo de quarta-feira

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Eu sou um hater do barcelona e como tal, meus sentimentos não são baseados em razões, são simplesmente sentimentos ruins, uma torcida ao contrário (sempre torço pro barcelona, mas é para perder) e acho que todo torcedor de futebol é assim, em algum momento de sua vida. Sempre existirá aquele time pela qual sua antipatia é tão grande, que você passa a torcer pro time perder todos os jogos.

Eu era assim com o São Paulo quando era mais novo. No Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º ano) estudei com vários são paulinos e todos eles eram pessoas detestáveis. Eu também nunca fui flor que se cheire, era meio metido, em parte, porque me achava superior aos meus colegas de classe devido aos meus conhecimentos avançados (enquanto meus colegas estavam preocupados com as festas de sábado, eu estava lendo Kafka) e em parte, porque eu era o garoto da capital morando no interior de São Paulo. Além disso tudo, era feio pra caramba, tinha gostos musicais horríveis (não para mim, mas para os outros, porque nunca gostei das músicas que tocam em rádio e afins) e nunca soube jogar futebol. Já eles eram bonitos, manjavam de futebol e basquete, eram altos e todas as garotas gostavam deles. Uma das formas que achei de vencê-los era torcer contra o time deles, o São Paulo, mas isso nunca deu muito certo.

Quanto ao barcelona, nunca fui muito de torcer pra times europeus e minha mentalidade derrotista sempre se afeiçoou mais com os times que estão por baixo, ou seja, desde que o barcelona se tornou o “rei” da Europa, com os melhores jogadores, praticamente a seleção da Espanha no time catalão minha antipatia começou a crescer. Ainda na Copa de 2010, quando a Espanha saiu vitoriosa e todo mundo falava que isso era graças ao barcelona, que montou uma categoria de base gloriosa e poderia fornecer a Espanha os melhores jogadores, minha antipatia pelo time catalão já estava formada.

No entanto, essa antipatia foi se solidificar em 2011, quando o maldito time catalão tirou o Mundial de Clubes da Fifa do meu querido time, o glorioso alvinegro praiano, o Santástico! Jamais esquecerei aquela manhã sombria, apesar de ensolarada, em que meu time foi humilhado em rede mundial no Japão, perdendo por 4 a zero e meu irmão dizendo “Ah, mas não ia ganhar mesmo!”.

Minha sorte era que eu nunca fui torcedor fanático, 2010 e 2011 tinham sido os anos em que mais havia acompanhado futebol até então e não era pra menos, o Santástico havia se consolidado como o melhor time daquela época, com Neymar, Elano, Ganso, André, Pará, Maikon Leite, Aranha, Edu Dracena, muitos em sua melhor fase. É o time que tem sua própria página na Wikipédia em inglês pra você ter noção. E pensando melhor, talvez fosse até melhor assim, o Santástico ter pedido, porque o sentimento de desolação que senti me fez ser um torcedor ainda mais racional e não um desses fanáticos malucos que choram pelo time.

Eu, graças a Deus, nunca chorei por time nenhum e fico muito feliz com isso. É essa racionalidade que me fez adorar o fatídico 7x1, mais por ficar deslumbrado com o futebol superior que a Alemanha apresentou do que por não gostar da Seleção Brasileira (mas isso é assunto pra outro post).

Ainda assim, aquele jogo, o 4x0 do barcelona em cima do Santástico consolidou minha antipatia pelo time catalão, enquanto que a crítica positiva ao time só se consolidou. É um nojo ouviu a narração da Globo dos jogos do barcelona, por exemplo. Eles nem escondem a sua torcida, chamam o Messi de gênio, glorificam cada passe do Neymar, exaltam o Suárez.

E quarta-feira não foi diferente, a narração estava um nojo, como sempre e eu sentia vergonha alheia a cada vez que o barcelona fazia um gol e dava pra sentir a criança de 10 anos sair dos narradores e invadir o microfone.

No entanto, isso não provocava meus nervos, não me deixou com raiva, porque no fundo, eu não tinha esperanças de que o PSG fosse ganhar aquele jogo, mesmo com uma vantagem de 4 gols. E isso é o que mantém meu haterismo saudável, é essa racionalidade, eu nunca vou ser torcedor do PSG, mas torcia pra ele sair vitorioso. Eu sei que o PSG é um time sem tradição alguma, enquanto o barcelona é um time com importância histórica, política e social, eles não são apenas o time da cidade barcelona, na UEFA eles representam uma nação, que busca até hoje sua independência da Espanha. Até nisso, ele é superior ao seu principal rival, o Real Madrid, isso eu reconheço, embora eu torça muito mais pro Real Madrid, não só nos clássicos Real X barça, mas também quando o time da capital espanhola enfrenta outros times da Europa.

No jogo de quarta eu sabia que as chances do PSG eram baixas, porque é um time fraco, é um time que não tem moral pra enfrentar o barcelona. E por pior que seja a situação do Messi fora do barça, na seleção argentina ele é um zé-ninguém, fora de campo é um esportista terrível, que não aceita um segundo lugar, que não sabe perder uma final. Por mais cretino que seja o Neymar, por mais descontrolado que o Suárez seja, por mais chato que o Piquet é, eles estão num time que joga sozinho, num time que não precisa de técnico, num time superior a maioria, num time que, quando perde, é um acontecimento que provoca um enorme estranhamento e com razão.

Ainda assim fiquei animado quando o PSG fez o primeiro gol. Quando o Dí Maria, que nem a pau é um jogador bom, ele é, no máximo mediano, admita, levou a bola até a grande área, eu segurei minha respiração e quase falei pra mim mesmo “se ele fizer o gol eu grito!” (só não falei, porque, no fundo, eu duvidava que ele ia marcar), mas quando ele errou, respeitei e pensei “não, esse time vai perder, é ruim demais!”.

Minhas esperanças só foram aumentar nos últimos 5 minutos e ainda assim saiu aquele gol incrível do Neymar e a atuação digna de Oscar de Suárez, que conseguiu convencer um juiz que estava armado contra ele, dando até um amarelo pro uruguaio mais lastimável da história recente do futebol.

Ainda assim, o jogo se aproximava do seu fim e teria sido bom para mim, não fossem os 5 minutos de acréscimo do juiz maldito. E o barcelona mostrou que 5 minutos é demais pra eles, é entregar o jogo pro time catalão e ganhou. Uma vitória histórica, um jogo belíssimo até pra quem entende pouco de futebol, mas entende que o que o barcelona fez é praticamente impossível, que aquele final de jogo foi eletrizante e que as estáticas provam, foi histórico.

Mas para um hater do barcelona, como eu, foi uma lástima. Não, eu não me enquadro no mesmo local que o cearense imbecil que chorou quando o PSG perdeu, eu não esperava a vitória do PSG, mas não esperava ter que admitir, mais uma vez que o barcelona é um time superior a muitos outros, que o barcelona é sim, um time fantástico.

E ainda assim, continuo sendo um hater, o barcelona pode ser superior, o Messi pode ser um gênio, o Neymar pode ser o melhor jogador brasileiro desta década, o Suárez pode ser incrível, mas eu continuo sendo um hater, o pênalti foi sim mal marcado, foi uma vitória grandiosa, mas com um asterisco, o Messi continua não sabendo perder, o Neymar continua sendo um cretino, o Suarez continua sendo um descontrolado e no meu ranking pessoal, no meu orgulho de torcedor, o Santástico continua sendo e vai continuar a ser, o melhor de todos, todos, TODOS e isso não é racional, é completamente passional, como toda opinião de hater deve ser.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Não agradeça a Pokémon Co. pela sua animação com Pokémon Sun e Moon.

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Ontem, o mundo mudou com a notícia do lançamento de Pokémon Sun e Pokémon Moon, os dois novos jogos da franquia que todos adoramos e já queremos jogar, apesar do lançamento ser só no final do ano.

Muito já começou a ser especulado sobre o que vai ter no novo jogo, mas o que chama atenção é um certo sentimento de desapontamento entre os fãs de Pokémon, por uma série de motivos idiotas (mas isso será explicado mais para frente) e por isso decidi fazer esse post, mostrando minha posição em relação a esses jogos e quem você, fã de Pokémon desapontado, não acabe se animando pra caramba também, assim como eu estou!

Aparentemente esse jogo trata-se de uma sétima geração, escrevo aparentemente, por que a sétima geração não foi algo confirmado por meios oficiais, no entanto, a não ser que esse jogo faça um reboot na franquia (o que não seria má ideia), trata-se mesmo da sétima geração de monstros de bolso. Muita gente ficou desapontada com isso, por que, de acordo com eles, já basta de Pokémon, no entanto, isso é um argumento extremamente idiota, já que é óbvio que eles irão aumentar o número de Pokémon até não der mais, inclusive eu acho que as últimas gerações estão se tornando cada vez mais simbólicas, com um número cada vez menor de Pokémon exatamente para funcionarem como uma desculpa para um novo jogo mesmo. E mesmo se tratando de uma nova geração, que inclusive será lançada para um "novo" videogame (o New Nintendo 3DS) podemos esperar um lançamento grande como foi Pokémon X e Pokémon Y, sem sombra de dúvidas o melhor lançamento dos jogos Pokémon desde Pokémon HeartGold e SoulSilver, fazendo dele, também, o melhor lançamento de Pokémon na década, levando-se em conta que esse pode ser um jogo maior e com novas mecânicas (visto que será lançado também para o New 3DS).

Outro desapontamento dos fãs é que, aparentemente, os "mistérios" de Kalos não serão explorados, como o Volcanion (um pokémon que se encontra no código do jogo, mas não foi revelado oficialmente e é o número 721) ou a estação de trem não finalizada do jogo ou a menina fantasma que foi falada por tanto tempo nas interwebs ou ainda uma aprofundada no Zygarde. Pra começar, a possibilidade de um Pokémon Z ser lançado não podem ser descartadas, pode ser um lançamento intermediário entre os jogos Pokémon Sun e Moon e uma outra série de jogos a ser lançada daqui a 6 anos, talvez? Afinal, é de praxe cada geração ter ao menos duas séries de jogos desde Ruby e Saphire. E mesmo que eles abandonem essa ideia, é de uma ingenuidade gigantesca esperar que esses "mistérios" sejam solucionados. O que engana muitos fãs e aborrece (com razão) gamers mais experientes, é achar que esses "mistérios" foram adicionados intencionalmente e terão alguma solução num futuro não muito distante. Pois então eu digo a vocês, vocês estão todos enganados, por que esses detalhes adicionados aos jogos é o que se chama de "encher linguiça", são coisas adicionadas para cobrir um espaço vago no código do jogo e que serve para dar uns minutos a mais na sua jogatina, assim quando você olhar o total de horas que jogou vai pensar que esse é um jogo com muito conteúdo e também serve pra quebrar a monotonia de desmaiar bichos-ganhar experiência-evoluir-entrar numa cidade-conversar com todo mundo-derrotar uns vilões-derrotar os líderes de ginásio-desmaiar bichos. Quem se impressiona com essas coisas é muito ingênuo, só isso.

E outro ponto a ser refutado é o simples desapontamento em si. Por que você, meu amigo Nintendista, fã de Pokémon e brasileiro (isso é um detalhe importante) ainda espera alguma coisa dessa empresa? Por hoje dispensarei a Nintendo de meus comentários maldosos, mas o que é dela está guardado e vou falar apenas da Pokémon Co. A Pokémon Co. é um empresa que se importa apenas com dinheiro, nada do que eles fazem é feito para os fãs e você, libertário anarcocapitalista, pensa "e qual o problema disso?". O problema é que eles, como empresa, não podem se sustentar sem a clientela fiel, no caso os fãs que compram jogos, cartas e pelúcias de bichos tão icônicos. Não há problema nenhum em você faturar às nossas custas, pegue todo o meu dinheiro suado, eu não ligo, mas eu quero qualidade, eu quero me sentir importante para eles. Vou traçar um paralelo com a que deve ser a melhor empresa de games atualmente, a Rockstar. Tudo o que eles fazem é feito de tal forma que acabe gerando dinheiro para eles, os jogos, as campanhar de marketing (ainda que raras), até as entrevistas de suas equipes internas e eu nem devo falar do seu CEO, por que é desnecessário. No entanto, em tudo o que eles fazem, também é notável a importância que eles dão para os seus fãs. Veja, por exemplo, o GTA V, nenhum DLC pago, nenhuma campanha de marketing agressiva e ainda assim é um dos jogos mais vendidos da história, um dos jogos mais assistidos em gameplays do Youtube, é a franquia de jogos mais rentável da empresa e toda empresa do mundo (não só de games) daria o coração de todos os seus acionistas para ter metade do faturamento que a Rockstar tem. Tudo isso é graças a importância que eles dão para os seus fãs e eles ficam atentos ao que eles pedem, algo que fica muito bem ilustrado num acontecimento do ano passado, em que após um DLC, o modo criador, que muita gente usava para criar as corridas mais iradas que você vai ver em gameplays do Youtube, sofreu uma mudança e não foi mais possível empilhar objetos em cima de outros, o que impossibilitava as pessoas de criarem as estruturas bizarras que são marca registrada nas corridas online do GTA. Foi feita uma enorme campanha nas redes sociais para que a Rockstar voltasse atrás nessa atualização e algum tempo depois, voilá, novo DLC, descorrigindo o bug do modo criador, pronto, comunidade de fãs feliz novamente! Sabe quando que o mesmo aconteceria com a Pokémon Co.? Nunca! Por que a Pokémon Co. é uma empresa extremamente fechada, que se importa apenas com o mercado japonês e mesmo assim não liga para os seus fãs japoneses. Há décadas Pokémon deixa dúvidas nas cabeças de seus fãs e elas nunca foram respondidas. Quer exemplos? Pokébola GS, alguém se lembra? Pois é, é bom nem lembrar pra não passar raiva. Quer exemplos mais recentes? Pokémon Bank, por que um serviço de armazenamento de pokémon precisa ser pago? E outra, não é nem pague uma vez e pronto, é um serviço de assinatura! Esse mês mesmo, a Pokémon Co. está "celebrando" os 20 anos de Pokémon e resolve distribuir um monte de pokémon lendários, o primeiro é o Mew, o queridinho da galera, mas aí eles resolvem fazer essa distribuição através de algumas lojas físicas parceiras no Japão, EUA e Europa, apenas. Alguns explicam isso como uma forma da Pokémon Co. manter viva a sua parceria com tantas franquias de lojas de brinquedos e videogames pelo mundo afora, no entanto, essa explicação é um tremendo tiro no pé dos defensores dessa empresa de merda, por que isso só mostra o quão retrógrados eles são. Numa era de mercados digitais dominando a mente (e os bolsos) de todos, pra que se preocupar com franquias de lojas físicas? E pior, franquias que nem estão presentes em todos os continentes do mundo, como nós, brasileiros ficamos nessa história? Aliás, como toda a América do Sul fica? Como ficam continentes inteiros como a África e a Oceania (a desculpa de mercado consumidor não se justifica ao excluir um mercado tão forte e imponente como o da Austrália e a Nova Zelândia)?

Sou fã de Pokémon desde criança e se tem uma coisa que eu agradeço à Pokémon Co. é a de ter me ensinado a lidar com decepções, por que desde os 7 anos sou esfaqueado pelas costas moralmente por essa empresa cretina.

Mas, enfim, jogo novo, vida nova, novos personagens, nova região, novos pokémon e já pipocam perguntas sobre o que esperar desse jogo. Além de elucidar sua cabecinha sobre a Pokémon Co., aproveitarei para deixar claro o que esperar desses novos jogos.

Não foram reveladas nenhuma imagem oficial, mas através do trailer de lançamento é possível ver algumas coisas interessantes. Além de fazer uma bela homenagem a nós, fãs desrespeitados e abandonados por eles, o trailer deixa escapar algumas imagens dos próximos jogos.

A primeira dela é do que deve ser o novo centro pokémon, redondo, mas mantendo, basicamente, o mesmo padrão de cores. Depois, eles mostram alguns veículos. Eu estava com algumas dúvidas em relação a eles, até que, assisti a um vídeo no Youtube do Mr. Lupa Plays e percebi que são todos veículos meio temáticos, um é, claramente, uma ambulância do Centro Pokémon, o outro lembra um veículo de construção com um blastoise em cima, então podemos deduzir que seja um carro de bombeiros (é amarelo, mas até aí tudo bem, por que é um jogo que se passar num outro universo) e o terceiro é uma caminhonete com uma cor verde meio pastel, o que pode-se deduzir pertencer à Safari Zone daquela região. Tudo isso diminuiu minha excitação em relação a eles, por que já deixou claro que iremos encontrar esses veículos em locais e situações muito específicos, provavelmente apenas uma vez no jogo, talvez como uma missão e depois eles viram apenas uma peça no cenário. E eu achando que já ia poder pedir carona no jogo e ver uma animaçãozinha legal do meu personagem no banco do carona com um braço pra fora e uns pokémons na capota. E outro Youtuber achando que, talvez, nosso personagem iria dirigir, MUAAHAHAHAHAHAHA. Iditota... o personagem nem tem idade pra isso na história dos jogos e eles não iriam fazer uma mudança tão drástica como colocar um personagem maior de idade no jogo ou mesmo colocar o personagem pra dirigir, por que a Pokémon Co. só faz apostas seguras e nunca colocaria algo que pudesse gerar o mínimo de controvérsia entre as mães superprotetoras e preocupadas com o que os seus filhos jogam, o episódio do James travesti e o Porygon epilético já foram o bastante.

Depois vemos a melhor imagem até então, um prédio diferente de tudo que já apareceu nas franquias do jogo, com dois personagens na frente; uma menina com uma mala e o Red (!). Aí, há muito a se especular, uns disseram que pode ser um ginásio, outros que pode ser a estação de trem que pode ligar o jogo a Kalos, mas tudo é besteira. Primeiro, por que o prédio não tem cara de ginásio nem aqui, nem na China. Segundo, que, como eu já disse, a Pokémon Co. não se preocupa com o que os seus fãs querem e nunca nos brindaria com algo tão excelente quanto uma conexão entre duas regiões, isso aconteceu há 7 anos atrás, no melhor jogo da franquia e nunca se repetirá, aprendam isso, fãs de Pokémon. É mais provável que isso seja um hotel mesmo, repare que a fonte tem um Horsea esculpido e nas paredes externas há desenhos de pokémons aquáticos, além do fundo claro seguindo uma coloração que vai do branco a um amarelo bem fraco. Pra mim, isso é claramente um hotel à beira-mar. Agora, o ponto que mais intrigou os fãs foi a presença do Red ali, ou, pelo menos, um personagem muito parecido com ele, o que derreteu o coração de muita gente e até o meu, por um momento até eu lembrar de um coisa (quero deixar claro que eu adoraria morder a minha língua aqui e estar errado, mas eu não tenho esperanças em relação a Pokémon Co.), isso é uma arte conceitual e como o nome diz, isso não passa de um conceito, uma arte feita para entender um elemento, ou vários elementos, de forma geral. Os personagens que estão ali não tem a menor conexão com a história dos jogo, eles estão ali desempenhando um papel muito bem definido, o de fazer compreender como aquele prédio deve se comportar em relação aos personagens do jogo, através dessa arte dá pra se ter ideia da perspectiva, do tamanho do prédio, das cores do cenário do jogo e como elas interagem entre si, enfim... é uma arte que serve como guia para os programadores e responsáveis por criar o jogo, mas não quer dizer que ela tenha alguma relação com a história do jogo em si. Sem contar que o Red é o personagem mais icônico de Pokémon depois do Pikachu, eu não duvido nada aquela menina acabar virando uma personagem dentro do jogo, uma dessas treinadoras que enfrentamos incansavelmente ao longo da jornada ("Menina Viajante Melissa te desafia para uma batalha!"), mas o Red está ali apenas como fanservice, o que comprova a minha tese de que os caras da Pokémon Co. são uns tremendos filhos da puta.

Em seguida, somos apresentados ao "esqueleto" digital em 3D de um novo pokémon voador. No começo, eu acho que se tratava do Fletchling, mas eu estava enganado, assim como muita gente e acabei me convencendo de que ele é um pokémon novo, sim.

E, enfim, as logos aparecem, anunciando que os jogos serão lançados só no final do ano. As logos ocidentais não revelam nada, mas há um detalhe nas logos orientais, elas tem umas pedras que parecem o item "Revive" em pé, uma dourada e a outra azul e eu acho que elas provavelmente serão os itens responsáveis por despertar os lendários dessa nova geração, mais ou menos como as orbs são na terceira geração.

Enfim, acredito que novas informações só serão reveladas na E3 desse ano, evento pelo qual estou bastante animado e, em relação as 9 línguas, não se espantem com isso, a Pokémon Co. só está fazendo agora o que todo o mercado de games fez há 10 anos atrás e isso é, também, uma prova do quão atrasada ela está.

Fiquem com Deus, um beijo e um queijo, até mais.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Expectativas para 2016

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2016 é o ano do macaco de fogo e eu não sei o que isso significa, mas sei que este era pra ser um post sobre o "Capitão América: Guerra Civil" e minhas impressões sobre o excelente trailer, mas acabou virando um post de expectativas para 2016, com lançamentos confirmados, não confirmados e especulações que merecem a atenção de todos.

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Pra começar, claro, "Capitão América: Guerra Civil". Dentro desse universo cinematográfico da Marvel, o único herói que presta mesmo, que tem filmes assistíveis é o Capitão América e "O Soldado Invernal" é o melhor filme da Marvel até agora, aliás, o único que dá pra levar a sério, apesar de "Guardiões da Galáxia" ser muito bom.

Se você leu os quadrinhos, sabe que no final o Capitão morre e seria um enorme passo, não só para a Marvel, mas para todo essa nova indústria cinematográfica que está surgindo em torno dos heróis se isso acontecesse. Pense bem, a Marvel já fez história ao criar esse universo cinematográfico todo. Ninguém espera que ela mate o melhor herói deles, que fez os melhores filmes de forma definitiva e coloque outro no lugar, mas se fizerem isso, estarem acrescentando um tom dramático que mudará para sempre esse universo galhofa e irá dar um belo chute no saco da Destemida Concorrência.

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E por falar neles, olha aí (não pude escolher entre um dos dois pôsteres e acabei escolhendo essa montagem aí - os 2 são muito bons-).

Batman v Superman vai dar certo, será o pontapé inicial para o universo cinematográfico da DC, vai vender bilhões, mas não será tudo isso que os DCnautas esperam. Se bem que eu acho que nem eles esperam. O Zack Snyder perdeu uma puta chance de criar um universo conciso e coeso, com liberdade pra fazer filmes do Flash, do Aquaman, da Mulher Maravilha e até do Ciborgue, mas decide logo adaptar a história menos adaptável do morcegão no que serio o segundo filme do Super-Homem. Preparem-se para um filme meia boca, mas eu tenho fé no resto que esse universo poderá nos oferecer, como o filme da Mulher-Maravilha, por exemplo.

Ao que tudo indica será um filme com uma temática mais épica, no estilo "Guerra de Titãs" e explorando bastante o lado místico da Mulher Maravilha e isso é o que todos queremos ver: um micro cosmo diferente para cada personagem do universo DC.

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E é isso que parece que vai acontecer com "Esquadrão Suicida", outro filme que eu quero muito ir ver.

Acho que esse filme será muito bom se for uma história fechada, no estilo filmes de heist mesmo, aqueles simples, mas que entretêm pra caramba, cheio de explosões, mortes, tiroteio e umas piadas internas pra quebrar o gelo.

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"Kung Fu Panda 3". Se esse título não te anima, amigo... sinto lhe informar, mas você está morto por dentro.

O trailer é fenomenal e mostra uma situação hilária, porém, afirmo, é bem capaz de ser real. Eu, como filho adotivo, acho se encontrasse com meu pai biológico, sem saber que ele é meu pai biológico, cometeria a mesma gafe de Pou. Resta saber se este será um filme com uma boa mensagem, de verdade, indicando que família não tem nada a ver com sangue, são laços de afetividade que formam uma família de verdade.

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Zoolander é um dos filmes mais retardados que já vi, no mau sentido da palavra, inclusive.

Quero ver, sim.

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Novo CD do Panic! At The Disco, que virou projeto solo do Brendon Urie. Não sei por que estou colocando ele aqui, já que não eu, definitivamente, não estou pilhado para ouvi-lo, mas pelo que vi nos últimos clipes lançados, parece que o som deu uma melhorada, apesar de ainda ser pop demais para o meu celular.

Acho que valerá a pena perder uns 40 minutos para ouvir essa bagaça.

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"Promise Everything" é o novo CD do Basement, uma banda de pop-punk, post-hardcore muito boa do Reino Unido.

A primeira música que eles liberaram do trabalho é excelente e eu fiquei muito pilhado pra ouvir mais.

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Vou te falar... as primeiras canções liberadas são puro lixo, mas eu vou ouvir o álbum ainda assim.

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Quando esse jogo sair, um buraco irá se abrir dividindo a era dos videogames em 2, antes-de-No-Man's-Sky e pós-No-Man's-Sky.

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Acho que esse jogo será o motivo de eu comprar um PS4 ano que vem. Só pelos trailers já deu pra perceber que não é pouca bosta isso aí, não.

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"Bravely Second" é a continuação do melhor jogo de RPG que eu nunca consegui terminar, "Bravely Default".

O jogo foi lançado esse ano só no Japão e ano que vem sai no ocidente. Mesmo não tendo terminado o primeiro (por que o último chefão é impossível de derrotar), eu quero jogar "Bravely Second".

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"The Magicians" é uma série que vai sair já em Janeiro pelo Syfy. A série é dirigida por Mike Cahill, o mesmo de "I Origins" e "Upstream Colors", ambos um dos melhores filmes de ficção científica já feitos.

Não sei até que ponto Mike Cahill comandará a série, mas se derem carta branca pra ele fazer o que já tem feito nos filmes, será uma das melhores séries do ano, com certeza.

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Novo jogo de Pokémon? Remake da primeira geração, mas dessa vez com cenários expandidos e multi-continentes, podendo ir até Johto e até Hoenn? Eventos para captura de lendários fodásticos como Arceus e Mew? Vou me decepcionar por esperar tudo isso da Game Freak, que não dá a mínima para os fãs? Com certeza.

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O novo trabalha do Gorillaz fica no limiar entre especulação e data-não-confirmada, por que ninguém sabe direito se estão realmente fazendo um novo CD.

Ao que tudo indica o Jamie Hewlett já está com tudo pronto para uma 4ª fase dessa excelente banda, mas o Damon Albarn é um chato, todos sabem disso, afinal, o cara é um poço de estereótipos indie, então ele tem que ser chato, é parte da sua obrigação como ser.

Enfim, ninguém sabe se isso sairá mesmo, em que pé estamos, mas os fãs (eu, incluso) estão esperançosos.

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Ao contrário de Gorillaz, esse só não tem data confirmada, ainda, mas, sim, o segundo CD do The Last Shadow Puppets vai sair ano que vem! \o/

Só que há um porém, o primeiro CD foi lançado há 8 anos e são óbvias as diferenças entre os membros de outrora e os de hoje, um para melhor, outro para não tão melhor assim (sim, sr. Alex Turner, o que diabos se passa na sua cabeça, cara?), então não sabemos ainda o que esperar. Comentários dizem que pode ser algo completamente novo, não necessariamente um novo The Last Shadow Puppets, outros dizem que o álbum alcançou o status de "novo clássico" (seja lá o que isso quer dizer...), o que importa é que todo mundo está ancioso e, ao mesmo tempo, apreensivo com o lançamento dessa bagaça.

Se alguém souber onde comprar uma camiseta do "The Last Shadow Puppets", por favor me avise.

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Sabe essa imagem aí de cima? Pois é... essa é a reação de todos os fãs em relação ao segundo CD do Frank Ocean.

Confesso que não sou um fã do cara, mas gosto bastante do seu primeiro CD, principalmente por que eu acho que ele fez algo genuinamente único ali, inigualável, capaz de ser inserido em uma penca de estilos e criar uma outra penca deles. Ele é um cara talentoso.

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James Blake anunciou seu novo álbum, num programa de rádio, mas assim como Frank Ocean, sumiu do radar logo em seguida.

E assim como Frank Ocean ele é um desses caras que conseguiram criar um estilo só para eles, onde só eles coubessem. Também, muito talentoso.

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E já que estamos falando de talentosos, por que não incluirmos MF Doom na lista de expectativas? Afinal, foi em 2009 que ele lançou seu último trabalho solo e apesar de ter lançado um álbum colaborativo em 2014, não foi um projeto tão bom assim.

Enfim, o que vier de Doom em 2016 será bem-vindo, mas podia ser algo realmente significativo, uma colaboração com algum artista fodástico como o Mos Def (Mos Doom, anyone?), quem sabe a parte 3 de seus álbuns como Viktor Vaughn (se você reparar está faltando um)... Enfim, apenas nos dê mais Doom, mais, estamos com fome.

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Continuando no rap, Rejjie Snow vem flertando há anos com um álbum, afinal, a única coisa que ele lançou foi uma mixtape e um EP, isso lá em 2013 e o garoto já fez muita propaganda de seu álbum, mas parece que desistiu.

Recentemente, ele voltou a postar flertes com um álbum em sua conta no instagram. Quem sabe ano que vem?

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Dia 10, King Krule lança uma trilha sonora para um projeto que ele fez com o seu irmão, mas não parece que será algo do King Krule, especificamente, e sim de Archy Marshall, seu nome de verdade.

Pelo clipe, dá pra ver que a trilha sonora se aproxima mais do rap e dos sons ambiente que aquela galerinha de South London gosta de fazer e não o som de flerte gostoso entre R&B, Funk, Jazz e Rock que faz King Krule ser um projeto tão bom.

Recentemente, ele tocou uma música nova numa apresentação em Miami e é uma música que se aproxima muito do som de "Lizard State", embora seja um pouco mais lisérgica, então acho difícil que ela estará nesse novo projeto, ficando para um álbum de King Krule, a ser lançado ano que vem? Quem sabe...

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Shinichiro Watanabe tirou um ano sabático e não tivemos notícias nenhuma suas, espero que ano que vem venha mais um anime fodástico de sua autoria, ou pelo menos um anúncio para matarmos a saudade desse genial diretor de animes.

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Esse ano, Sion Sono lançou 2 filmes no Japão, então acho difícil que ele faça alguma coisa ano que vem, mas, e isso serve como conselho, ano que vem terei a oportunidade de assistir os dois filmes que ele lançou este ano, então, que venha Sion Sono.

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Este ano "Sunny", a mais recente obra de Taiyo Matsumoto terminou de ser publicada.

Bem, ficamos a espera de mais trabalhos desse mestre dos mangás (o melhor na minha opinião).

Bem... e isso é tudo pessoal.