Mostrando postagens com marcador games. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador games. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de junho de 2019

A Razer Brasil deu um grande passo em direção a uma cultura sadia

razer

No último final de semana, um acontecimento abalou a internet brasileira. No dia 21 de junho deste ano de nosso Senhor 2019, uma gamer representante da marca Razer no Brasil postou uma imagem no twitter em que estava montada num touro mecânico e dizia estar “montada no chat”. Um usuário qualquer do twitter respondeu “pode montar em mim a vontade :)” e como ela não gostou do comentário respondeu de forma grosseira e desabafou “homem é lixo”.

A seguir, outro usuário respondeu com a seguinte mensagem: “Poxa nome censurado para segurança do blog não precisa generalizar :(”, ao que a representante da Razer respondeu que precisava sim e afirmou que o homem que não é lixo é exceção.

Após isso seguiu-se uma onda de indignação com a atitude da menina, puxada por, pasmem, outra menina! E então surge a Razer Brasil, que num comunicado oficial no Twitter anunciou que a tal gamer não teria o contrato renovado, que iria acabar em poucos dias.

razer2bbgs2b2018

Em seguida, outros acontecimentos vieram, como indignação da lacrosfera e até mesmo declarações de morte a gamer que perdeu contrato com a Razer. No entanto, este post é dedicado a celebrar a corajosa atitude da Razer Brasil, que pode até ser vista com dúvida, mas foi muito acertada.

A tal gamer não desabafou apenas, ela optou por realizar uma generalização imbecil. Já disse em outras oportunidades que toda generalização é idiota. Ela usou uma generalização como regra, mas não existe regra sem comprovação empírica. Quais as comprovações empíricas de que homem é lixo?

Por mais que internautas brasileiros, de sangue latino e emocionais, tenham exagerado e vacilado com o ocorrido, um erro não justifica o outro. A decisão da Razer foi acertada, pois o que interessava a Razer era o que uma gamer que tem patrocínio da marca está falando ou deixando de falar ao seu público e no caso ela falou um enorme erro.

Generalizar todo homem como lixo é apenas mais uma faceta do mal que acomete os nossos tempos, é apenas mais uma faceta do que Robert Bly já nos havia alertado há mais de 30 anos, vivemos uma crise da masculinidade.

Os movimentos sociais dos anos 60 tiveram o papel importantíssimo de valorizar e colocar em destaque minorias de todo tipo, mas o que vivemos, de fato, foi apenas uma inversão da pirâmide, quando a luta inicial buscava a destruição da pirâmide que oprimiu minorias por tanto tempo. Quem foi jogado para baixo dessa pirâmide? Homens, brancos e heterossexuais. Se você se encaixa nas 3 categorias, boa sorte nesse mundo, meu amigo... vai precisar.

homer-simpson

Apesar dos resultados não serem sentidos com força na economia e na política, eles são muito presentes na cultura. A guerra cultural foi real, já está ganha. Basta ver a representação de pais nas séries ou filmes, é sempre um boçal e Homer Simpson é o seu maior representante. Os originais da Netflix nem se esforçam mais. A própria associação de psicologia dos EUA declarou que a masculinidade tradicional é a causa dos problemas psicológicos dos homens. Como bem mostrou a propaganda em resposta a Gillete da Egard, homens são a maioria dos sem-teto, representam a maioria das fatalidades nos locais de trabalho, constituem a maioria das vítimas de homicídio, são a maioria das vítimas de sucídio. A guarda unilateral em casos de divórcios é, quase sempre a priori, da mãe. Homens são a maioria dos desistentes em escolas e minoria nas universidades e poucos ligam ou fazem algo pra mudar isso. Por que ninguém fala do Complexo de Adonis? O simples fato de alguém escrever um parágrafo desses incomoda por quê?

Se antes o homem era o provedor, o centro da família e carregava o mundo nas costas com orgulho e todos olhavam para ele com temor, hoje em dia é objeto de desprezo, motivo para risadas e coisa de gente “normal demais”. Ninguém deve ter orgulho de ser homem. Ninguém deve se sentir confortável em ser hétero. Ninguém pode achar pessoas brancas bonitas.

Isso não é igualdade, isso atesta contra tudo aquilo que os movimentos sociais dos anos 60 lutaram para estabelecer, mas serve para mostrar a hipocrisia de diversos setores da sociedade, que preferem fechar os olhos para problemas reais a fim de criar uma hegemonia para os seus próprios grupinhos fechados.

boystilts

Eu já falei pra dúzias de amigos, nós, como espécie mesmo, não estamos pronto para uma sociedade igualitária. Somos egoístas demais, mesquinhos demais, miméticos demais para isso. Porém, felizmente, ainda há quem tente e a Razer deu um passo enorme na construção de uma cultura verdadeiramente igualitária, com respeito de fato, sadia.

Fica aqui o meu parabéns e meu obrigado!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dica Gamística: "Metroid: Samus Returns" (2017)

metroid-samus-returns-pack-shot

Mais um que entra pra lista de “games que não terminei”, junto com o ancião Bravely Default, num post que discutirá, entre outras coisas, a dificuldade dos games e porque os games de hoje são mais difíceis que os games de antigamente.

“Metroid: Samus Returns” é o remake do extremamente famoso “Metroid: The Returno f Samus”, o segundo jogo da franquia, que nunca foi muito bem de vendas, mas tem uma base de fãs muito fiel e que não deixa a Nintendo esquecer de Samus Aran, a protagonista do game e uma das primeiras protagonistas femininas da história dos vídeo-games, se não a primeira.

No game, encarnamos o papel de Samus, obviamente, numa missão ao planeta SR388 depois que uma equipe inteira da Federação Galática foi dizimada por lá, ficando a cargo da caçadora de recompensas terminar de exterminar a raça de alienígenas conhecida como Metroid, que representam um perigo potencial para todo a galáxia, pelo seu potencial de energia destrutiva.

Tudo isso é introduzido numa abertura sem animações, mas com efeitos 3D magníficos e então é tiro, contra-ataque e bomba o resto do jogo. Praticamente não há história, como no original, mas há exploração num ambiente de plataforma e muita ação para satisfazer a vontade de um jogo de tiro em 3ª pessoa num ambiente plataforma dos fãs antigos da série, coisa que eu nunca fui, mas sempre nutri uma admiração muito grande por Metroid pela sua história, estética e até mesmo a jogabilidade, que é difícil.

E esse é o motivo pelo qual não terminei o jogo ainda, ele é difícil, mas de verdade e não difícil estilo Cuphead, cuja dificuldade é quase acidental. A dificuldade em Metroid é proposital, tanto que chega a ser cansativo, principalmente quando os chefes são espécies alienígenas que não mudam muito, então você pega rapidamente o jeito de derrota-los.

No entanto, mesmo os chefes mais difíceis, como o Diggernaut (que aparece 2 vezes apenas no jogo, em lutas diabólicas de tão difíceis!) carregam em si uma recompensa muito grande e ao final de cada luta você realmente se sente satisfeito e com aquela sensação de dever cumprido, seja pelo desbloqueio de um novo local para explorar ou pela conquista de uma novo upgrade para a sua armadura. Não é como Cuphead, em que você derrota um chefe, não ganha nada por isso e tem que correr pra enfrentar outro chefe tão irritante quanto o último, ganhando créditos entre os gamers apenas por uma falsa nostalgia de que os jogos antigos eram mais difíceis que os atuais.

E nesse ponto devo fazer uma digressão, pois os jogos de hoje não são mais fáceis que os jogos antigos. Na verdade eles são muito mais difíceis, nós é que nos tornamos bons demais em jogos de videogame. Não tem como comparar um jogo de SNES, que tinha 10 botões para serem pressionados, mas pouca variabilidade de funções entre eles com um jogo atual, que utiliza 14 botões com ainda mais funções a serem utilizadas. Jogos atuais podem até não apresentar o mesmo número de repetições ou fases extremamente complicadas, mas exigem muito mais funções do que os jogos antigos, tome como exemplo um jogo como Uncharted, cuja principal função é ser um jogo de exploração e tiro (e na maior parte é só isso mesmo), mas que apresenta missões onde você deve fugir de vilões pilotando um jipe e momentos cuja progressão se dá através da resolução de enigmas.

Você já parou pra pensar na quantidade de habilidades que você deve dominar para poder vencer um jogo desses?

Jogos atuais vão muito mais além do que simplesmente andar pra frente atirando sem parar, é muito mais do que um jogo do Mario fazia, apresentam enigmas muito mais complicados do que qualquer jogo do Zelda das gerações pré-Gamecube apresentam, até mesmo os jogos de corrida e de esportes (tão menosprezados pela comunidade gamer) apresentam funções muito mais complicadas do que qualquer Enduro ou Winning Eleven alguma vez sonhou em executar. Cara, os jogos hoje em dia captam a pressão que os seus dedos exercem sobre os botões, não tem como um jogo pré-2000 ser mais difícil do que um jogo desses.

Só que nós não percebemos isso, porque os jogos tem checkpoints demais, porque os jogos não frustram tanto quanto antigamente, porque você não passa mais horas numa mesma missão. No entanto, num mesmo jogo você atira, você resolve enigmas, você pilota carros e aviões, exercitando quase todas as áreas do seu cérebro ao mesmo tempo! Coloca o seu pai pra jogar um Mario e depois pra jogar um Uncharted da vida e quero ver qual que ele vai achar mais difícil.

E em Metroid podemos ver muito bem isso, pois muitas funções exigem mais de um botão para funcionar, como a mira, a utilização de mísseis mais potentes e até a função de localização. “Metroid: Samus Returns” de 2017 é infinitamente mais difícil do que o seu original e do que qualquer jogo que tenha sido criado nos anos 90 ou antes disso.

Portanto, esqueça sua nostalgia quanto a dificuldade dos games. Ela é irracional.

E voltando ao game, além de uma dificuldade realmente alta e, acima de tudo, justificada, pois as recompensas por ter passado tanto tempo jogando são altas, “Metroid: Samus Returns” apresenta um visual de fazer inveja a qualquer filme de ficção científica dos últimos anos, com uma atmosfera que quase dá medo e uma trilha sonora sensacional, que reforça toda a atmosfera do game.

A arte também é incrível, uma utilização fantástica do 3D, que me fez jogá-lo com o 3D ligado por quase toda a sua extensão. Há momentos em que pequenos detalhes no cenário acabam te revelando (ou te preparando para) as lutas contra os chefes a seguir. É um cuidado digno de nota e é surpreendente que a Nintendo tenha conseguido manter esse jogo tanto tempo em segredo.

Em suma, “Metroid: Samus Returns” é, de fato, um dos melhores jogos do ano, quiçá da década, cumprindo aquilo que promete e suprindo uma demanda muito grande do mercado  e com pouco, na verdade, porque o jogo nem é tão longo assim, o que é ainda mais surpreendente.

5 pontos

p.s.: não terminei o jogo ainda, porque estou muito ocupado com as coisas da faculdade o jogo repete muitos chefes mesmo e isso é enjoativo, mas como disse, é satisfatório e sempre acabo voltando para ele num momento ou outro, o problema é que pare agora num momento em que havia pego todos os metroids, mas acabaram aparecendo mais 8 extras, do tipo mais simples e não estou com saco de enfrentá-los de novo, por isso parei com o jogo, mas é provável que volte pra ele no futuro. Assim como sempre volto a jogar Bravely Default e nunca consigo passar da chefe final.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Dica gamística: "Pokémon Sun" (2016)

eurogamer-pb5lki

Descobri um meio de desbloquear o meu 3DS e finalmente consegui ter acesso a caralhada de jogos que eu queria jogar e um deles, obviamente, é o novo jogo Pokémon; Pokémon Sun! Não é o melhor jogo Pokémon que já joguei, mas é uma adição muita boa para a franquia.

O jogo já começa com uma premissa diferente, aqui você não é um treinador Pokémon buscando ser o melhor do continente, mas apenas um garoto que se mudou de Kanto (se não me engano) para um país inspirado no Havaí, um conjunto de ilhas, que ainda não tem um sistema competitivo para treinadores Pokémon definido. Você, como um treinador Pokémon muito competitivo resolve desafiar os treinadores mais fortes de cada uma das ilhas na busca por se tornar o primeiro campeão de Alola e assim definir, de vez, o sistema de campeonato que essa região irá seguir dali em diante.

pokemon-sun-and-moon-1

Além disso você terá que enfrentar uma equipe de vilões, o ridículo e inútil Time Caveira, uma organização que planeja preservar os Pokémon chamada Aether e descobrir os mistérios dos Pokémon lendários de cada ilha, além das Ultra Bestas, espécies de Pokémon de outra dimensão.

É um enredo diferente e muito mais elaborado do que qualquer outro jogo Pokémon, apesar de ser bem infantilizado e sem muita profundidade ou maturidade, mas isso é por causa da faixa etária que o jogo pretende atingir. É bom, porque muita gente pode acabar se divertindo com o jogo, pessoas que incluem crianças de 9 anos a marmanjos de 45. No entanto isso também tem o seu lado ruim, porque você acaba preso a uma história desestimulante por boa parte do começo do jogo. Pra você ter uma ideia, após duas horas de jogo é que você aprende a como capturar um Pokémon e isso é muito irritante, principalmente se você já jogou outros jogos da franquia.

Já passou da hora de Pokémon ter duas opções de jogo, uma para jogadores iniciantes e outra para jogadores experientes.

pokemon-sun-moon-new-800x445

Outro ponto negativo é a dificuldade do jogo, que nunca se encontrou num nível tão baixo. É simplesmente ridículo o nível dos Pokémon dos personagens que você enfrenta (e que nem são tantos assim e isso é outro problema, a ausência de NPC’s que lutam com você), o que resulta num ganha muito baixo de experiência para o seu time. É fácil virar campeão nesse jogo, mas é difícil chegar ao nível 100.

Voltando ao enredo, existem opções de fala agora, mas elas não parecem alterar significativamente o que acontece dentro do jogo, os novos iniciais não são legais (o de água, principalmente, parece ser o rascunho daquela ideia ridícula que você teve quando já não podia mais ter ideia alguma), alguns eventos mais para o final do jogo parecem ter sido feitos na cocha, como ganhar o Icium Z, você simplesmente o acha numa caverna e, do nada!, você aprende a dança para ativá-lo. Não convence.

Por falar em Icium Z, esse é o Z power do gelo. Z Power são outra adição aos jogos que deixam os seus Pokémon mais fortes, dessa vez não alterando a forma dele, como as Megaevoluções, mas alterando um ataque de um determinado tipo. No exemplo usado, o Icium Z, ele altera os golpes de gelo, o que faz com que mais de um Pokémon possa carregar diferentes cristais Z, seu Pokémon não precisa ser necessariamente um Pokémon de gelo para usar o Icium Z, basta ele ter aprendido um golpe de gelo. Essa é uma adição legal, assim como as megaevoluções foram, mas eu gostaria que a GameFreak se concentrasse em uma apenas. Acho que os poderes Z é o mais viável, mas é legal ver os Pokémon mudando de forma também.

Além dessa há outras mecâncias adicionadas no jogo, mas nenhuma tão legal. A Rotomdex, por exemplo, é legal até que você pensa profundamente no que ela significa, é literalmente um Pokémon preso dentro de um objeto e isso é meio perturbador. Outra mecânica que não é legal e, muito pelo contrário, é revoltante, é a exclusão das HM’s. Agora não existe mais Fly, Cut ou Surf, você ganha um item que invoca Pokémon para essa função. Achei isso ridículo, desnecessário e idiota. As HM’s eram coisas legais, objetos escondidos, difíceis de serem encontrados e aumentavam a dificuldade do jogo, pois eram golpes que não poderiam ser esquecidos e você tinha que pensar com cuidado em qual Pokémon iria aprender o golpe.

pokemon_sun_and_moon-8

E por falar em mecânica, é hora de falar da pior mecânica, não só da história de Pokémon, mas da história dos videogames: a ajuda aos pokémon selvagens. Nesse jogo, quando um pokémon se encontra numa situação difícil ele clama por ajuda e aparece um outro pokémon para ajudá-lo, podendo ser da mesma espécie ou não, alguns inclusive são exclusivos dessa mecânica, ou seja, só aparecem no jogo quando chamados por outro. Essa mecânica é um lixo, primeiro porque os pokémon podem usá-la indefinidamente, quantas vezes quiserem e sempre após o seu turno, ou seja, além deles te atacarem, eles ainda chamam por um ajudante. Segundo, você não pode lançar pokébolas enquanto o pokémon ajudante estiver em campo, você até pode capturar o ajudante, mas o pokémon tem que estar sozinho no campo. E terceiro, é simplesmente muito chato isso, tinha que ter limites pra essa mecânica ser usada, tira muito da graça do jogo e enche o saco. Enfim, espero que não utilizem isso nunca mais em nenhum jogo da franquia. Perdi a conta das vezes em que eu tive vontade de quebrar o 3DS porque o pokémon que eu queria capturar não parava de chamar ajuda.

Voltando aos pontos positivos do jogo, o enredo, apesar de iniciar de maneira irritantemente didática, melhora depois da 2ª ilha (e não, não é a metade do jogo, é mais um quarto do jogo), dando mais liberdade para o jogador, desenvolvendo os mistérios do jogo, até culminar num plto twist que é meio óbvio se você for muito observador, mas pode surpreender. O jogo acaba melhorando muito e te surpreende, pois o início detona as suas expectativas.

Outro ponto positivo é a arte do jogo, o character design, as animações e os cenários estão muito bonitos e ouso dizer que nunca estiveram tão bonitos. É impressionante como os jogos ainda conseguem melhorar, mesmo depois de X e Y, que eu achei que seria o ápice que Pokémon conseguiria chegar. O trabalho junto a trilha sonora também está muito interessante, com uma gama maior de instrumentos, efeitos sonoros e até falas de Pokémon.

Finalizando essa dica que já está longa demais, o jogo vale a pena ser jogado. Tem muitos defeitos, não é o melhor jogo Pokémon, mas é uma adição boa à franquia, com personagens carismáticos, uma atenção gigantesca ao enredo e uma beleza que continua a crescer. Apesar dos pesares, não me arrependo de ter jogado.

2 pontos e meio

sábado, 13 de junho de 2015

Dica gamística: "Agar.io" (2015?)

CEwOUp4WMAE-UWL

Vou aproveitar que esse jogo está se tornando mais conhecido, mas ainda tem um status indie legal em torno dele para fazer essa postagem.

"Agar.io" é um jogo online, disponível diretamente no seu navegador, através do site agar.io, cujo objetivo é, sendo você uma célula, comer outras célula e se tornar a maior célula do jogo.

Conheci este jogo através do canal do *genial* Mau Jogador e logo o agar.io se tornou o meu jogo favorito das horas procrastinadoras no trabalho. É simplesmente fenomenal! Com uma premissa tão simples quanto os seus gráficos, o jogo te cativa de uma forma que poucos jogos conseguem. Sua célula é controlada simplesmente pela direção do cursor do mouse, o que o torna extremamente intuitivo e até aqueles que mais apanham do computador entendem o controle do jogo em poucos segundos.

Para se tornar uma célula grande, você deve comer outras células, mas o jogo é cheio de "massas", pedaços de células pequenos que servem para que você possa crescer sem ter que correr atrás das células de outras pessoas. Massas que são restauradas a todo momento, em diversos cantos do mapa. Há também um placar com as 10 maiores células no momento no canto superior direito da tela para inflar o ego dos saudosos jogadores de agar.io.

No entanto, o maior diferencial de agar.io está em sua comunidade. Por se tratar de um jogo pequeno, pouco conhecido, mas em constante crescimento, ainda não há regras contra certos comportamentos, então você pode encontrar desde uma célular com o nome "Saudo-teJesus" até "Satãémaior" e tudo o que você puder imaginar no meio, o que inclui "tomeinopopoti", "chuchudaserra", "meupauqtlevanta", "aiqdelicia", "nadaaverirmão", etc... É uma zuera sem limites que faz do jogo uma utopia anarquista. Uma pena saber que tanta liberdade que gera incontáveis risadas um dia irá acabar, já que logo, logo, o desenvolvedor irá criar políticas contra certos nomes, alguns bem justos, mas até que é legal correr atrás das célular nazistas e engoli-las com uma separação sagaz.

Enfim, "Agar.io" é uma das melhores coisas dessa internet, que já pode ser fechada este ano, após este jogo e o excelente clipe "ao vivo" de "'Cause I'm a man" do Tame Impala.

5 pontos

terça-feira, 12 de maio de 2015

Dica gamística: "Two Dots"

image

"Two Dots" é um jogo casual para celular, disponível para iOS e Android, além de já estar em outras plataformas.


O jogo tem uma premissa básica: Você deve entrar em diversas fases, que parecem acompanhar um desenvolvimento de uma história, visto no plano de fundo. Então abre uma área cheia de pontos coloridos. O seu objetivo é juntar os pontos coloridos, acumulando-os para completar os objetivos de cada fase, respeitando o número máximo de movimentos que você pode fazer.


Conforme você aprende mais sobre o jogo, mais recursos vão sendo descobertas e mais difícil as fases ficam. Alguns desses recursos são pagos, mas não há uma necessidade clara de compra desses recursos, porque ou eles são obtidos através de tempo corrido no jogo ou eles são obtidos por missões diárias.


"Two Dots" é a síntese dos jogos casuais. É Premium (mal dos tempos), mas você definitivamente não precisa fazer as compras dentro do jogo e isso só reforça ainda mais a sua natureza casual.


image

terça-feira, 28 de abril de 2015

Dica gamística: "Pokémon Rumble World"

xs_poster


A Nintendo finalmente começou a acertar na mosca com os seus lançamentos gratuitos de jogos e nos presentou com o ótimo “Pokémon Rumble World”, que eu estou adorando.

“Pokémon Rumble World” é o quarto jogo da série Rumble, dentro da franquia Pokémon e te coloca no comando de “brinquedos” de Pokémon com vida e não exatamente de pokémons. Neste novo jogo, temos a nossa disposição todos os 719 pokémon lançados até agora, assim como as mega-evoluções e as versões primárias de Kyogre e Groudon.

Infelizmente, este é um jogo freemium, ou seja, é gratuito, mas para aproveitá-lo ao máximo você deve fazer comprar dentro dele. No entanto, isso não chega a ser um empecilho muito grande, por que você consegue prosseguir no jogo sem as famigeradas micro-transações, mesmo que de forma um pouco mais lenta.

O jogo se passa no “Reino dos Brinquedos”, onde o rei sauda o seu Mii. Com inveja de um mago que tem 10 pokémon brinquedos, o rei te dá um Pikachu, para que você comece a sua jornada em busca de superar o mago. Seu Mii sai em um balão de ar quente para outra ilha, onde você poderá derrotar outros Pokémon Brinquedos e adicioná-los ao seu time, assim eles podem batalhar ao seu lado.

Para quem vem de jogos pokémon clássicos, como eu, esse jogo representa um choque, no início. Afinal as batalhas não acontecem por turnos, sendo muito mais frenéticas, os pokémon não ganham níveis, nem novos ataques ou evoluem e você se verá obrigado a abandonar belíssimos pokémon, como o Treecko por um insensato Cleflable, se ele ter um poder maior.

Aliás, esse medida de poder pode enganar também, por que parece ser fácil compreendê-la, mas o poder real de um pokémon brinquedo depende de outros fatores também, como o ataque agregado a ele e as habilidades especiais, que podem fazer um golpe ruim ser extremamente útil e um golpe bom ser extremamente inútil.

O começo do jogo, até pelo fato de ser freemium, é bem enfadonho, com poucas possibilidades de avançar no jogo (as missões são oferecidas diariamente pelo rei, mas são rápidas e os balões devem ser comprados com Pokediamantes, que custa dinheiro de verdade e é escassa no jogo) mas devemos nos lembrar de que essa é versão da Nintendo dos jogos de celular, é um jogo casual, para ser jogado no ônibus para a escola, no metrô para o trabalho ou no intervalo entre palestas chatas da faculdade e não um jogo para se perder horas e horas.

E acredite, antes que você perceba, estará perdendo horas e horas nesse jogo frenético e divertido de Pokémon.

2 pontos e meio

sábado, 25 de abril de 2015

Dica gamística: "Real Racing 3"

30686_Real-Racing-3


Aproveitando o lançamento de uma atualização para esse brilhantíssimo jogo da EA, vou fazer um post indicando-o para aqueles que gostam de bosn jogos de corrida no estilo arcade.

Real Racing é um jogo de corrida lançado em 2013, desenvolvido pelo Firemonkeys Studios, da Austrália e publicado pela EA como aplicativo para celular para iOS, Android e todo o resto que não importa. A jogabilidade é baseada nos jogos de corrida do tipo arcade que já se tornaram clássicos, em que o jogador tem que correr em várias pistas diferentes, representando fases, conseguindo mais pontos para liberar as próximas pistas e enfrentar oponentes mais poderosos.

Com o grande diferencial de que esse é um jogo moderno, então conta com alguns elementos de RPG e os já clássicos jogos de corridas mais recentes, como Need for Speed, por exemplo.

Em Real Racing 3, o jogador começa com um Nissan Silvia S15, o que, para o jogo, é um carro bem bosta, mas o suficiente para ganhar as suas primeiras corridas, desbloquear novas fases, ganhar um dinheirinho bacana e comprar um carro melhor. Como num RPG clássico, o começo é sempre bem difícil e você vai ter que correr na mesma fase algumas vezes para poder comprar novos carros ou mesmo atualizações para o seu próprio carro. E pegando um pouco de influência de jogos mais recentes, você não fica preso a um só tipo de corrida, você irá passar por fases cujo objetivo é ser o mais rápido numa volta ou circuito curto, ou você terá que “caçar” o oponente pela pista ou jogar contra o relógio.

Outro diferencial do jogo são os próprios carros, por que não? Afinal, eles são reais, ou pelo menos, baseados em carros reais, então nada de modelos ficticios que correm a 500 milhas por hora e parecem um batmóvel da Ferrari, aqui você correrá com carros que você pode ver a qualquer semáforo por aí, com certa dificuldade, mas verá.

As pistas também são baseadas em circuitos de corrida reais e não são muitas, mas esse defeito é encoberto pela variedade existente de “estilos” de fases, já mencionados, e também pelo layout delas, que muda conforme avançamos no jogo, abrindo novas curvas, caminhos alternativas, enfim, são as mesmas pistas, mas maiores e melhores.

Os defeitos são pequenos, porém marcantes no jogo. O principal é o fato de ser um freemium, tecnicamente é um jogo gratuito, mas ele tem um sistema de moedas de ouro dentro do jogo que só podem ser obtidas com dinheiro real ou com muita paciência do jogador, que ganha algumas de forma esporádica ao longo das partidas. Essas moedas não são tão importantes no começo do jogo, mas logo carros começam a valer moedas e você se vê obrigado a gastá-las, tornando a jogatina muito menos prazerosa.

Outro ponto negativo, mas que talvez não seja permanente é aconexão com internet, que tornou-se obrigatória com a nova atualização, mas se muitas pessoas se unirem contra essa barbaridade, então talvez poderemos jogar esse jogo a qualquer hora, em qualquer lugar.

Real Racing 3 é um jogo que eu venho jogando a algumas semanas (desde que troquei meu celular, por que o meu antigo é um porcaria e não rodava esse jogo) e posso dizer que ainda não enjoei e já quero voltar para as corridas, sendo um  ótimo passatempo para as horas vagas, apesar dos defeitos marcantes.

3 pontos

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dica gamística: Pokemon Omega Ruby & Alpha Saphire

pokemon-ruby-sapphire-remake


Enfim, estou jogando Pokemon Omega Ruby desde o ano passado e, finalmente, decidi fazer uma dica deste jogo no blog, que o remake da bem sucedida terceira geração de jogos Pokémon (que inclui o Pokémon Ruby, Saphire e Emerald). Para mim, a última geração que vale a pena dos jogos Pokémon.


Como um remake, esse jogo impressiona, sendo melhor ainda que X e Y, que se sustentavam como um dos melhores jogos da franquia, apenas pelas suas inovações, mantidas nesses jogos.


A história é a mesma dos jogos originais, que por fim é a mesma de todos os outros jogos da série, com a diferença de que aqui você chega em uma cidade pequena, vindo de outro continente, Johto, criando uma relação com a geração anterior, mas não tão bem feita como na segunda geração. No entanto, temos muita surpresas aqui, como um novo arco de histórias no pós-game, que não existe nos jogos originais, mas perdemos a Battle Frontier, algo que tinha nos jogos originais da terceira geração e era aguardada com grande expectativa pelos fãs.


Outra mudança, ou melhor, mudanças, são os novos sistemas que incrementam a experiência de jogo, como o sistema de localização de pokémon, o sistema de aproximação furtiva, o sistema d ebatalhas incrementado (agora além dos treinadores encontrados ao longo da jornada buscarem revanche, sua IA permite que seus pokémon evoluam de batalha em batalha, criando oponentes cada vez mais fortes e para sempre disponíveis), as bases secretas, a habilidade "planar" dos lendários Latios e Latias, que pode ser utilizada independentemente da presença deles ou não no seu time, enfim... São tantas novidades, que você se pega mais interessado em explorá-las do que em coletar insígnias de ginásios, objetivo que acaba ficando em segundo plano mesmo, já que é dada uma atenção ainda maior aos pokémon lendários, como Kyogre e Groundon, cercados de "mistérios" (que não são realmente já que sabemos o que eles podem ou não fazer e o que vai acontecer com eles).


Por falar em lendários, uma penca deles está disponível para ser capturada no jogo, como Ho-oh, Lugia, Deoxis, Reshiram, Azelf, enfim... uma penca deles, em locais específicos de Hoenn, às vezes, horários também. Algo que só incremente ainda mais a experiência positiva com o game.


Mas claro, estamos falando de um jogo da Nintendo, então ele não pode ser perfeito, muito menos para brasileiros. Se você quiser capturar Latios e Latias (os dois), você precisa de um ticket especial que só é distribuído em lojas certificadas pela Nintendo ou através do maldito Street Pass (uma funcionalidade brilhante e que funciona muito bem em locais onde a Nintendo quer construir um público, mas num local como o Brasil? Esquece...).


Também é possível notar que o jogo foi feito para um hardware mais potente que o do Nintendo 3DS, pois é notável a presença de lags em determinados momentos de jogos, como nas batalhas rotatórias, e isso desconectado da internet.


É interessante notar que os jogos de Pokémon estão abandonando a mesmice cansativa e inovando, para melhor, adicionando recursos interessantes que incrementam a experiência de jogo, aproximando a Nintendo ainda mais de seus contemporâneos.


Enfim, Pokémon ORAS consegue entrar facilmente no topo dos jogos Pokémon, ao lado dos outros remakes Heartgold/Soulsilver e Firered/Leafgreen, um lugar que não é conquistado apenas com inovações tecnológicas, mas com inovações úteis dentro do jogo.


5 pontos