segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dica musical: Amsteradio (De novo? De novo!)

De novo, por que eles são bons!
Cara, eu curto rock nacional. Eu curto música nacional... Pra falar a verdade, tenho até Jorge Ben e Djavan no meu celular, mas não conta pra ninguém, hein? Na verdade, tenho músicas no meu celular que fariam o Jimy Hendrix revirar no túmulo
Hoje estou indicando o novo EP desses caras legaizinhos do Amsteradio.
E também anunciar que eles vão estar no segundo volume do Toringa!!!
É... Eles são gente boa demais, até deixaram eu colocar eles no Toringa, achei isso muito legal e tal... To até pensando em colocar eles no terceiro também...
Agora falando das músicas... São apenas duas: "Cansei de menina indie" e "LUI!".
Cansei de menina indie pode virar um clássico. É tipo auto explicativa. Todo mundo que gosta de arctic monkeys já namorou ou pensou em namorar uma garota indie. E garotas indie são garotas, por mais indie que elas sejam, não conseguem tirar seu ar de crueldade feminina que envolve todas as garotas do mundo. Acho que muita gente  vai se identificar com essa música e rir muito com ela, por que afinal, é um fato da nossa vida de homens.
Afinal, que nunca foi trocado por um otário, que mora lá no dededéu, que ainda mais torce pro Vasco! D=
Tudo ficou perfeito nessa música, a vocal de looser sofredor, os riffs agitados que dão espaço para um ritmo lento e sofredor, que te faz lembrar dos bons tempos em que você ainda tinha tempo pra sofrer por garotas, mas agora você tá chegando nos vinte e, com certeza, não ganhou uma Zoe Deschannel... Se bem que eu nem ligo pra uma Zoe, uma Kaya Scodelario já tava de bom tamanho.
E depois vem o "LUI!". Essa música é bem agitada, com  um ritmo dançante e tal, muito legal.
A letra continua engraçada, bem no estilo da banda, que também tem um estilo bem intimista nas músicas, dá até pra dizer que é um estilo de letra confecional, pois dá pra acreditar que a vida deles está lá, nas músicas, o que é muito legal.
Além de que eu acho que todo mundo já teve um amigo engraçado, que andava de lá pra cá com um violão em punho e rabiscava carteiras no colégio. Eu tive um amigo assim... Bons tempos...
Enfim, pra quem não conhece, ouça Amsteradio, esses caras tem futuro e suas músicas são perfeitas para uma tarde relaxante com os amigos ou uma noite solitária ou ainda uma caminhada até a escola.
E o melhor, é de graça! O.O
Bem, se você quer conhecer uma banda indie nacional de qualidade MESMO, baixa lá Amsteradio.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

É só a vida

Ontem estava fazendo um trabalho de Arquitetura, o qual ainda não terminei e me deparei com um pensamento muito legal.
No início nada havia na face da Terra. Só céu e mar. Apenas água e o céu acima dela. Nem terra para pisar, gaivotas para ouvir ou peixes para admirar. E tudo era silêncioso.
Agora pense bem... Imagina você flutuando por cima desse oceano azul, indo em direção à um horizonte sem fim.
Pense bem... Ou melhor, apenas feche os olhos e imagine isso...
Eu fiz isso sem nem estar no trabalho por que a parte de imaginar a situação eu criei.
Seria mágico, cara.
Seria demais estar em um oceano sem fim, perseguindo um horizonte que nunca chega.
E o  mundo não poderia ficar velho, mas você sim.
E o mundo não morreria, mas você sim.
E aí eu comecei a pensar em como a vida é curta e tal.
Mas eu não acho que ela é curta, pelo menos não a segunda fase da vida.
Pra mim a vida é dividida em duas fases: A infância e a pós-infância.
A infância vai até uns 12 anos, pelo menos pros meninos e deveria ser para as meninas também, mas elas são estragadas pela sociedade com frases do tipo: "Comporte-se como uma dama!", "seja uma princesa Disney!" e " Meninas amadurecem antes dos meninos".
Acho um absurdo isso, mas vai ficar pra outro post.
O fato é que você cresce até os 12 anos. Você vive intensamente. Brincando, suando, sorrindo,  imaginando, correndo ao lado de amigos reais e imaginários, se aventurando por florestas, desertos, sete mares no passado, presente e futuro, tudo isso no quintal da sua casa. Jogando bola na rua com os amigos do quarteirão. Conversando com meninos sem se preocupar em ser o macho alfa e com meninas sem se preocupar se ela vai achar que você tá xavecando ela e tal... Viver sem se preocupar com os problemas do mundo, sem causar brigas (E se causar, consertá-la logo em seguida), sem ficar de mau, sem contas pra pagar, sem preconceitos, nem ódio. Apenas alegria. Felicidade plena.
Deus deve amar as crianças mais do que todo o resto da humanidade, por que as crianças vivem (Ou pelo menos todas deveriam) da forma como ele imaginou que o homem deveria viver na Terra. Crianças são inocentes e por isso mesmo são incorruptíveis, mas depois dos 12 anos, tudo acaba.
Deus deve ter criado as crianças e o demônio criou os adolescentes e depois os adultos e só pra saciar sua sede de sadismo criou a terceira idade, que de melhor não deve ter absolutamente nada.
Após os 12 anos, você não vive mais, você morre.
Você começa a morrer um dia de cada vez.
Seus aniversários não são mais para celebrar um ano a mais de vida, mas sim, um ano a menos até a sua morte. Até o seu descanço final.
Eu odiei a minha adolescência. Com exceção do colegial, foram os piores anos da minha vida.
Obrigações sociais, bullying, escola, provas, notas, garotas, caras, esportes e aparências. Tudo que era bom fica ruim e tudo que era ruim fica cada vez pior.
No colegial eu descobri o poder da amizade, fiz amigos que mantenho até hoje e me orgulho deles, por que eles estão se dando bem em faculdades federais, estaduais e empregos maneiros.
No entanto, não alcancei a felicidade plena. Você apenas vive momentos de felicidade após os 12 anos, mas não consegue mais distrair sua cabeça de obrigações sociais, obrigações estudantis, às vezes emprego, contas, problemas familiares.
É tudo horrível.
E eu disse isso pra uma pessoa dias atrás...
Essa pessoa respirou fundo, olhou pra mim e disse:
"Relaxa mano, é só a vida!"

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Dica memética (?): Harlem Shake

Tive que postar isso aqui, por que não me canso de assitir esse vídeo.
Sei lá... Ele é tão retardado, mas também é tão engraçado... Sei lá...
É o tipo de coisa retardada que você faz com os seus amigos em uma tarde tediosa qualquer.
Sem contar que, pela primeira vez em muito tempo, surgiu um meme que preste no Youtube.
Foram tantos memes completamente imbecis, bem... Esse também é imbecil.
No entanto, esse é um meme engraçado. Os outros eram só imbecis mesmo, mas o Harlem Shake é engraçado.
Não sei se é só comigo, mas eu acho esse meme o melhor dos últimos tempos. Acho que é por que esse meme me lembra os bons tempos de colegial, quando toda a galera se reunia na casa de alguém, ficavámos tomando pepsi, comendo salgadinho barato de 1,99 que revirava os nossos estômagos(Mas como ninguém tinha dinheiro pra ficar comprando Elma-Chips todo dia, comprávamos os podres mesmo) e fricavámos falando de besteiras aleatórias.
Ás vezes jogando video-game, ás vezes assistindo memes no Youtube (Que naquela época eram engraçados, por que ninguém se importava em ser pego no flagra... Hoje basta você ligar uma câmera numa festa que todo mundo se esconde com medo de cair na net) e ás vezes só filosofando besteiras, enquanto admirávamos as namis passando na rua.
Bons tempos... Bons tempos...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Dois desenhos


Fiz essas duas ilustrações hoje... A primeira é totalmente digital e fiz em uma hora ou menos, sei lá... Queri mostrar a vida boa de crianças que podem jogar cobertores em cima de cadeiras na cozinha e finjir que estão acampando em algum lugar assombrado e muito legal. O pote está cheio de vaga-lumes, por isso está brilhando... Eu nunca caçei vaga-lumes, mas minha mãe já e disse que era muito legal.
Agora fazer uma barraca de cobertores e cadeiras, eu já fiz muitas vezes e me divertia pra caramba, pois eu passei a maior parte da minha infância em Guarulhos, onde nasci e vivi até uns 7 ou 8 anos. Quem mora em Guarulhos sabe que não dá pra acampar, pelo menos não fora de casa e o quintal da minha casa não tinha grama, então o jeito era improvisar uma barraca na sala de TV, fazer vários furos em uma caixa de sapato, colocar uma lanterna dentro dela e finjir que estava no meio do mato, com um céu estrelado em cima e animais fantásticos em volta da "barraca".
O outro desenho é só mais ilustração que vai pra algum livro futuro de Toringa. Futuro por que mostra o Nick com a Débora e o Nick só aparece no segundo volume do livro, que será lançado dia 10 de Maio.
Sim, eu resolvi isso com uma livraria daqui e Dourados.
Então é isso... Esse é o post de hoje!
Falou! >.<

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Alguma coisa mudou por aqui...

Existe algo de novo no blog.
O cabeçalho, é claro!
Substitui por um desenho que eu levei dias para concluir.
Tá certo que eu comecei ele em Janeiro, mas fiquei dias sem me concentrar nele, então não é justo dizer que levei meses fazendo ele.
Esse desenho mostra todos os personagens do livro que eu escrevi, o "Toringa" relaxando em algum lugar legal de Londres.
Faz parte da série Summertime, esse é o quinto desenho dessa série de desenhos.
Acho que só tenho agora, comigo, mais um da série Summertime, por que os outros estavam na Deviantart e eu deletei minha página na deviantart, por motivos pessoais pavorosos.
Bem, essa é a postagem de hoje, apenas um post pra divulgar minha arte.
Se quiser me contratar pra algum serviço de ilustração é só mandar um e-mail pra buglipe@gmail.com
Se quiser ler meu livro é só comprá-lo aqui.
Até mais.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dica literária: O mundo de sofia

Finalmente terminei de ler esse livro.
Por vários motivos ficava dias sem lê-lo e aí voltava do ponto onde parava para continuar a leitura.
Provavelmente por que esse livro não é lá essas coisas.
Eu gostei, já vou avisando e recomendo, mas não espere nada do nível de "O livro das coisas perdidas", "Memórias de um sargento de milícias" ou "Apanhador no campo de centeio".
Esse livro é bom... E só.
Aliás, ele só é bom por que dá uma verdadeira lição de história e filosofia de um jeito que deixa o leitor completamente envolvido com a história e o faz querer saber cada vez mais dos grandes filósofos apesentados no livro.
E o livro seria memorável se apenas se concentrasse nisso: Na história da filosofia.
Mas não, tinha que ter uma histórinha meia boca envolvendo dimensões mentais, histórias infantis, romance e claro, filosofia.
É nesse ponto, de tentar criar uma história paralela ao ensino da filosofia que o autor peca.
Pois nota-se que ele apenas foi escrevendo as coisas, sem se importar muito com o final, até que chega em um ponto onde nem mesmo ele consegue achar uma saída para salvar os protagonistas e então ele dá uma desculpinha meia boca que os leitores são forçados a engolir e digerir, mas de muita má vontade, por que o final não agrada.
No entanto, mesmo com essa enorme falha no roteiro, que todos nós, escritores, estamos fadados a sofrer o livro ainda vale a pena ser lido.
Não para descobrir o que acontecerá com Sofia e Alberto, os protagonistas da história, mas para conhecer melhor a história da humanidade.
Sim, por que o livro pode ser considerado até didático, sem ser chato, pois ensina de verdade.
Talvez até ensine mais do que os professores de filosofia espalhados pelas escolas por aí.
Enfim, recomendo a leitura desse livro. Esqueça a histórinha paralela bem mal-feita contida nele e se delicie descobrindo sobre a história da filosofia, algo que você com certeza não descobrirá nos livros do colégio.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Dica cinematográfica: Cantando na chuva

Voltando á lista de filmes que recebi pra assistir... Cantando na chuva é um deles.
Nunca dei moral pra musicais, pois acho eles muito chatos, mas esse filme é clássico e tal, recebi a indicação de alguém muito confiável, então... Decidi dar uma chance.
Ainda acho musicais chatos, mas esse filme é bom.
As músicas são bem chatinhas sim, mas o filme vai muito além de um simples musical.
É um filme de comédia, com críticas à Hollywood e me surpreendeu.
O filme conta a história de Don Lockwood, um bem sucedido ator de cinema mudo que, para agradar ao público, finge estar em um relacionamento com Lina Lamont, a atriz mais bem sucedida do cinema mudo na época do filme. No entanto, os dois se odeiam e ela não suporta ter que exercer o papel de amante calada que apenas acompanha o querido namorado. No entanto, a voz da mulher é muito, mas muito feia mesmo e nenhum produtor ameaça colocar a voz dela em público para que os fãs continuem amando ela e dando lucros ao estúdio em que os dois trabalham.
As coisas começam a mudar quando Don conhece uma atriz de teatro que não gosta de cinema, por que, para ela, os atores não sabem interpretar, apenas movem os lábios e fazem gestos escandalosos para agraciar a platéia. Realmente é só isso que eles fazem e Don começa a questionar seus supostos talentos teatrais.
Com a chegada da tecnologia do cinema falado, todos no estúdio têm que se adpatar aos novos tempos e o único que se dá bem nessa é Cosmo, o melhor amigo de Don, que é promovido e acaba virando diretor de músicas nos filmes.
Com a chegada do cinema falado, Don realmente se perde, pois todos tem que se acostumar com microfones, fios e o pior: Decorar falas!!!
Pois é... Essa é a minha indicação de hoje: Cantando na chuva, um filme que me surpreendeu!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Um pequeno post sobre religião

A vida é estranha.
Exatamente no dia em que eu estava planejando fazer um post sobre uma ilustração que vi há alguns dias atrás feita por um ateu militante qualquer colocando todos os "grandes" cientistas da história no lugar dos apóstolos da Santa Ceia e o Einstein no lugar de Jesus Cristo, eu descubro que o papa renunciou ao cargo.
Bem... Quem me disse isso foi minha mãe. Uma mulher muito religiosa, que achou a decisão do Joseph Ratzinger muito humilde.
Realmente, é humilde, mas não muito sábia do meu ponto de vista.
Eu sou católico e tal, acredito em Deus e na maioria das coisas que a igreja diz, mas não acho que o que a igreja católica diz seja a resposta para tudo.
No entanto, é bem triste ver algo assim acontecer, principalmente quando a igreja à qual você pertence é a instituição mais criticada e decadente desde o início do século.
Tá certo, o século não é tão velho assim, mas eu acho que a igreja nunca viu tantos escândalos, tantas críticas, combatentes e rivais na sua história de mais de 2 mil anos quanto nesses últimos 13 anos.
É só ver o número de vlogs ateus que existem só no Youtube do Brasil, o número de artistas que fazem críticas duras contra a igreja católica em suas obras, sejam pinturas, ilustrações, músicas e até piadas.
Por isso não é muito sábia a decisão dele por que uma atitude dessas dá mais fôlego para os inimigos da igreja, pelo menos na minha opinião.
Bem... De qualquer jeito, eu vou continuar indo à igreja, rezando o Pai Nosso e a Ave Maria de qualquer jeito, mas vai ser difícil ter que aturar todos os tipos de piada contra a sua religião na TV, blogs, vlogs e qualquer outro tipo de mídia por aí.
É... A vida é foda.
Mas antes que as pessoas comecem a criticar a igreja das piores formas possíveis, eu vou fazer a minha parte de divulgar o que a igreja fez de bom em seus mais de 2000 anos de história.
Sim, a igreja não é só inquisição, fogueiras, pedofilia e dízimo. A igreja católica também é cultura, história, filosofia e filantropia.
Sim, por que toda a cultura ocidental foi fundada em pilares da igreja.
Você pode dizer que a idade média foi um período obscuro e tal, o que realmente foi, mas não foi o inferno na Terra como passam nas escolas. Foi na idade média que surgiram os conceitos de escola pública, pois a igreja exigia que em cada feudo existisse uma escola gratuita para que as crianças pudessem aprender. Se não fossem os monges da idade média nenhum material antigo da época de Platão ou Aristóteles teria chegado às mãos dos estudantes de história de atualmente. Eles passavam dias inteiros traduzindo manuscritos, tábuas e fazendo registros históricos que mais tarde nos ajudariam a compreender o mundo da antiguidade.
A preocupação deles provavelmente estava mais voltada ao campo do direito e foi aí que houve grandes desenvolvimentos. Vários conceitos criados nessa época são usados e estudados até hoje.
Depois veio a época em que foram feitos grandes avanços científicos. Claro, a igreja cometeu alguns erros, mas as pessoas se esquecem de que a igreja é feita por homens e homens não são perfeitos, eles erram.
No entanto, nessa época também foram feitos muitos avanços com os monges. Se não fossem os monges e as escolas públicas criadas pela igreja, talvez você não estaria usando o seu computador agora.
Sim, pois muitos conceitos como energia hidrelétrica tiveram o seu nascimento nessa época. Na verdade, não o conceito de energia elétrica, mas a ideia que geraria o conceito na cabeça de vários pesquisadores ao longo dos séculos.
Aqueles objetos que vemos em filmes movidos por água para produzir farinha de trigo, tecer roupas e até cozer foram criados e desenvolvidos por monges entre a idade média e a idade moderna. E dos monges foram passadas para seus discípulos.
E ao contrário do que se pensa, os seus discípulos não eram futuros monges, padres ou bispos, eram leigos também, pois em alguns monastérios era permitida a entrada de pessoas de fora do âmbito religioso para estudar, pois nessa época se você queria um ensino de verdade era necessário estudar com monges.
Era uma espécie de universidade da época.
E por falor em universidade, se avançarmos um pouco no tempo veremos que as primeiras universidades foram criadas pela igreja ou pelo menos com financiamento dela.
Sim, pois após ver que Galileu e Copérnico estavam certos, muitos monges e estudiosos religiosos quiseram saber como funcionava o universo e para isso a igreja financiou diversas faculdades e estudos sobre o mundo natural.
Aliás, faz isso até hoje. Tanto faz que anualmente a igreja faz semanários e "reuniões" de cientistas para que se possa debater sobre as novas descobertas científicas e como associar tudo isso à igreja.
Por mais de seis séculos a igreja é a instituição que mais financia e dá suporte financeiro e social á estudos sobre astronomia e tecnologia. Isso não sou eu quem  estou falando. Quem afirma isso é Joh Heilbron, da universidada da Califórnia em Berkeley.
Aliás no campo técnológico, vale destacar dois inventos: O primeiro relógio do mundo, contruído pelo Papa Silvestre II e um forno criado por monges para extração de minério de ferro. Esse último é uma das primeiras máquinas que influenciaram a revolução industrial no século 18.
Isso sem contar nas inúmeras instituições filantrópicas mantidas pela igreja católica em todo o mundo. As pessoas critiam a visão tradicionalista da igreja contra a camisinha. Como se mandar todo mundo colocar camisinha fosse erradicar a AIDS.
Também criticam a visão tradicionalista contra o aborto. Antes de criticar a igreja as pessoas deveriam assistir o filme "Aborto: Um grito silencioso" para saber como é feito esse ato cruel e desumano.
Também criticam a visão que a igreja tem quanto os homossexuais. Eu não acho que a igreja se importe com o que as pessoas fazem ou deixam de fazer em seus quartos de noite ou de dia. Mas pedir para que o Papa dê a benção à um casal homossexual, acho que é um pouco de exagero. Afinal, Deus criou o homem e a mulher, o que você gosta ou deixa de gostar não concerne ao Papa. Afinal se o Papa desse sua benção à algum casal homossexual, nenhum gay ou lésbica do mundo iria realmente se importar com isso, afinal, mesmo com o cara falando que é errado eles continuam fazendo. Então, pra que se preocupar com isso?
Tudo isso para mostar que a igreja não é o grande mal da humanidade como muitos dizem por aí. Nem que o mundo seria muito melhor sem a igreja. Pelo contrário, seria muito pior. Pensa bem, se a idade média já foi ruim com a igreja, imagina sem ela. Se não fosse o investimento da igreja nos campo da filosofia, ciência, filantropia e direito, nós ainda estaríamos vivendo na idade média.
Então,antes de criticar a igreja, relaxa cara, é só o Papa.
Fique com Deus.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Dica cinematográfica: Fish Tank

Hoje eu decidi assistir Fish Tank após ter dado umas voltas para esfriar a cabeça pela cidade.
Fish Tank trata da descoberta do amor por alguém mais velho pela visão de uma menina de 15 anos, que não se dá bem com a família, nem com os amigos e provavelmente não sabe o que fazer da vida, se não dançar hip hop.
Essa menina briga com a mãe, que é uma cadela. Briga com a irmã, que é uma pestinha endiabrada. Briga com as meninas da sua idade, que apesar de terem 15 anos, comportam-se como vadias de 25 anos. E também briga com o novo namorado de sua mãe.
No entanto, o namorado de sua mãe é a única pessoa que não age como se ela fosse apenas uma rebelde de 15 anos, com titica de galinha na cabeça. Ao contrário; mesmo com o comportamento infantil da menina, ele continua agindo normalmente perto dela. Sorri, faz brincadeiras e não se deixa atingir por seus insultos infames.
E é aí que se esconde o perigo, pois quando um adolescente perdido na vida, descobre alguém que age de forma amistosa e diferente dos outros, ele tende a querer se aproximar cada vez dessa pessoa.
Só que o novo namorado da mãe da menina pode esconder alguns segredos que ninguém está realmente pronto para descobrir, nem mesmo o telespectador.
Fish Tank é um filme bem legal pra você que não gosta de carnaval, odeia batuques irritantes e gente transmitindo suas herpes pra qualquer um na avenida.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dica cinematográfica: Dançando no escuro

Hoje eu assiti um filme muito bom.
Bem, todas as vezes que eu venho com uma dica cinematográfica eu digo que assisti um filme bom... Mas é por que eu realmente assisto filmes bons!
E esse é bom demais.
É um filme do Lars Von Trier, o que para mim é um ponto negativo, já que eu não gosto dele, no entanto, este filme me fora indicado por uma pessoa de confiança, que não em indicaria um filme ruim e realmente, não me decepcionou.
Acho que esse foi o primeiro filme dele que eu gostei, também foi o primeiro que eu realmente prestei atenção a tudo o que acontecia na tela.
Dançando no escuro conta a história de uma mulher Tcheca que se muda para os E.U.A. a fim de conseguir dinheiro para pagar uma cirurgia que seu filho precisava. Seu filho tem uma doença genética que o faz ficar mais cego conforme os dias passam. Doença que a personagem principal, Selma, também tem. Afinal a doença é genética e o garoto a herdou de Selma, sua mãe.
O problema é que Selma é muito bobinha, é a típica mocinha boba de filme, mas que, conforme os minutos de filme passam, se mostra uma mulher forte e pronta para encarar as consequências de suas escolhas, que são feitas a fim de proteger e melhorar a vida da pessoa que ela mais ama na vida.
Selma também é uma mulher muito sonhadora, que adora filmes de sapateado e eu acho que esse é o trunfo do filme. Quando alguma situação fica difícil de ser encarada pela tola Selma, ela imagina como se tudo ao seu redor fosse um musical e é nessas cenas que o filme surpreende, pois se já não bastasse a potente voz de Björk cantando maravilhosas canções, ainda temos acompanhamentos pouco usuais nas músicas e uma equipe muito bem treinada, o que transforma o filme em uma experiência única e maravilhosa.
Eu não estou certo se considero o Lars Von Trier um gênio, como muitos dizem, ou um tremendo idiota, como outros muitos também dizem, mas eu considero esse filme uma verdadeira obra de arte, digna de ser admirada pelos amantes da sétia arte.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Universidade

Olá, como deu pra perceber o blog deu uma mudada. Primeiro, por que eu quero deixá-lo mais apresentável ao grande público, já que agora irei usá-lo cada vez mais para divulgar o meu trabalho como escritor e ilustrador. Segundo, por que eu não gosto muito de ficar com a mesma coisa sempre e preciso mudar alguns detalhes da minha vida periódicamente.
Uma notícia boa (Ou não): Estou na faculdade!
Sim, eu estou na faculdade! Agora você me pergunta se eu estou gostando disso ou não...
"E aí Toringa, tá gostando da facu?"
E eu respondo: Não!
A faculdade é meio diferente do que eu pensava. Primeiro que eu tô fazendo arquitetura em uma faculdade particular. Segundo que eu não conheço ninguém na sala. Terceiro que eu eu não esperava tanta matemática. Quarta que eu tinha uma imagem da vida universitária mais ou menos como aquele desenho alí em cima e está sendo um pouco diferente, ao menos por enquanto.
Eu achava que iria ter amigos inteligentes, desenhistas, que gostassem de conversar sobre filosofia, política, artes, filmes europeus e bandas de lo-fi estadunidenses, canadenses, européias ou japonesas.
Mas não, na minha sala só tem meninas extremamente lindas, mas com uma auto-estima gigante, o que faz delas uma frescas metidas e cowboyolas!
Pra quem não sabe, eu moro no Mato Grosso do Sul, mais especificamente Dourados. A situação com os cowboyolas é tão complicada por aqui que você percebe que chegou no estado só de sentir o cheiro de cú, de tanta calça socada no rego que existe por aqui.
É muito cowboyola pro meu gosto.
Tá legal, eu tô exagerando só um pouquinha e antes que alguém venha me xingar nos comentários (Já passei por isso em outro blog quando eu fiz uma postagem supostamente engraçada sobre a vida no interiorrr de São Paulo), já vou dizer que grande parte do meu arrependimento com a faculdade vêm de mim.
Primeiro que a faculdade é particular e a vida toda eu nutri um certo preconceito contra faculdades particulares, por que todo mundo passa no vestibular de uma faculdade particular, o reitor é sempre um gordo cretino e mercenário, os professores são despreparados, se consegue nota com qualquer bolo de notas de 100 reais, etc... É preconceito, eu sei. E também sei que eu tô errado, por que eu aposto que não existe faculdade mais puxada que aquela que eu faço. É sério, é muito puxado o curso, cheio de atividades extracurriculares, trabalhos para serem feitos na sala, muitas contas de matemática e tal... No entanto, isso é bom, por que a minha imagem de faculdade, além da diversão com amigos universitários, é um lugar onde você tem tanto trabalho que nem dá tempo de fazer amizade, mas as pessoas são tão fodas que conseguem fazer amizades até no tempo livre escasso entre uma aula e outra.
E aí vêm o segundo ponto: Eu sou um zero à esquerda em relações sociais. Esse é o motivo de eu ter decepcionado as duas últimas garotas que ficaram a fim de mim (Aliás, as duas única na minha vida toda), é esse o motivo que me levou a criar uma penca de amigos imaginários, é esse o motivo que me fez escrever um livro e negociar tudo através da internet, é esse o motivo que faz com que o meu livro ainda não tenha se tornado um sucesso comercial, é esse o motivo que faz com que eu ainda não tenha um emprego em alguma loja maneira ou algum estúdio de tatuagem descolado, é esse o motivo por trás de toda as depressões da minha vida.
Eu não sei me comunicar. Eu não sei me relacionar.
E eu queria que fosse diferente, queria mesmo. De vez em quando, levanto de manhã e digo pra mim mesmo no espelho: "Hoje eu vou ser diferente" aí chega na hora H e eu desisto, não falo com ninguém, entro em depressão, fico beijando o travesseiro enquanto escuto música lo-fi triste ao celular e aí, minutos antes de ir dormir, me olho no espelho e digo pra mim mesmo tentando me convencer do que eu digo: "Nós vivemos sozinhos, nós morremos sozinhos, todo o resto é apenas uma ilusão."
Só que eu não me convenço 100% disso e acordo no dia seguinte pensando: "Hoje eu vou ser diferente" e tudo se repete de novo.
A vida é difícil galera e já dizia uma amiga minha, muito religiosa e radical ao mesmo tempo: "Por que Deus não em leva logo pro lado dele, eu adoraria isso!".
Eu também adoraria isso, por que viver é um saco.
E cada dia que passa eu me convenço cada vez mais da minah teoria de que nós só vivemos até os 12 anos, que é a época da real diversão, dos amigos de verdade, dos desenhos animados, das meninas serem nojentas, das disputas de bafo no pátio da escola e dos gibis da turma da Mônica na biblioteca da escola. Depois dos 12 anos, nós não vivemos mais, não contamos os anos progressivamente; mais 1, mais 2, mais 3 e sim regressivamente; menos 1 ano até o dia que eu morrer, menos 2 anos até o dia que eu morrer, menos 3 anos até o dia que eu morrer...
A vida é foda.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dica cinematográfica: A fraternidade é vermelha

Eu recebi há alguns dias uma lista de filmes para assistir. Filmes clássicos e cult de um amigo que gosta muito de filmes cult.
O primeiro da lista era a "Trilogia das cores". São três filmes franceses baseados nas três cores da bandeira fancesa. "A liberdade é azul", "A igualdade é branca" e "A fraternidade é vermelha".
Já assisti os três, gostei de "A liberdade é azul " e de "A igualdade é branca", mas são todos meio chatos. Todos contém aquele característico tom melancólico do cimena europeu, que faz as pessoas se distanciarem.
No entanto, esse filme que indico a vocês, o último da trilogia, que baseia-se em tons vermelhos é um filme excepcional. Realmente um clássico e também é muito legal.
A história é envolvente e você não precisa se esforçar para acompanhar o filme, pois é muito gostoso de assistir, além é claro da atris principal, que é um colírio para os olhos.
Conta a história de Valentine, uma estudante que também trabalha como modelo. Quando ela está voltando de uma sessão de fotos, atropela uma cachorra, que tem o endereço de seu dono na coleira. Valentine decide devolver a cachorra, mas o dono não a quer mais e por isso Valentine fica com o cão. Ela descobre que a cachorra está prenha e logo vai parir alguns filhotinhos e quando a cachorra foge da coleira e vai até a casa de seu dono original, Valentina revela ao homem que a cachorra terá filhotes. Logo, ela também descobre que o passatempo do dono original da cachorra é ouvir as conversas que seus vizinhos têm ao telefone e tentar adivinhar o quer acontecerá com a vida deles.
Aos poucos começa a se desenvolver uma amizade entre os dois, ao mesmo tempo que Valentine vai descobrindo que seu namorado não está tão afim dela como ela imaginava.
Enfim, é um filme gostoso de se assistir. Ele aborda como tema principal a fraternidade e talvez seja por isso que eu tenha gostado mais desse filme do que dos outros da trilogia das cores.
Eu recomendo a todos que quiserem se aventurar no cinema francês e passar o tempo em uma tarde chuvosa e melancólica qualquer.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Comoção

Hoje o post não tem imagem.
Hoje entro no twitter e o que vejo? Uma conta no twitter zuando um triste evento que aconteceu no Rio Grande do Sul, onde mais de 200 jovens foram mortos em um incêndio.
Que babaquice.
Não tem mais o que dizer de um cara que faz isso! É um babaca, claro!
Aí eu fui ver as notícias e reparei que havia uma enorme comoção pública sobre o caso, um monte de gente falando várias coisas no twitter, gente chorando e blá,blá,blá,blá...
Odeio esse tipo de comoção.
É uma coisa mais babaca que o twitter que o cara fez, que eu comecei a achar que ele tinha certa razão.
Afinal, é um evento triste, mas não é pra tanto.
Ninguém conhecia quem morreu lá, podiam ser um bando de playboys e patricinhas pé-no-saco que só sabem fazer merda o dia todo, não estão nem aí pra estudar, nem nada. Estavam na faculdade, mas provavelmente fossem parte dos 36% de alunos nas faculdades do país que são analfabetos funcionais.
É algo triste, lógico que é, afinal são seres humanos. No entanto, a morte do Osama Bin Laden também foi triste e pelo mesmo motivo.
O problema está na nossa sociedade hipócrita e sem raciocínio, que se aproveita de situações como essa para "unir" o povo em torno de algo triste e desviar a atenção de coisas realmente importantes e úteis.
Desviar a atenção de acontecimentos culturais relevantes ou problemas mais sérios do que um bando de universitários que morreram queimados.
Esse tipo de comoção me deixa p. da vida.
E o pior, pessoas que pensam como eu tem que ficar quietas se não suas contas são suspensas do twitter e são zuados o resto da vida em fóruns na internet.
Que é algo triste, isso eu já admiti, mas que essa comoção geral é estúpida e infundade também é um fato.
É... E assim caminha a humanidade.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Dica cinemátográfica: Django Livre

Ontem eu assisti Django Livre, o novo filme do Quentin Tarantino e cara... Gostei pra caramba!
Caras maus, quebrando tudo, destruindo tudo que eles vêem pela frente, com armas, montado em cavalos e tal... Não tem como não gostar.
Eu gosto de filmes de bang bang. São divertidos!
Claro que tem seus exageros, visto que a maioria vem de uma época em que o cinema não se preocupava com a realidade, mas essa é a parte boa, por que é puro entretenimento.
E entretenimento de boa qualidade!
E nesse filme, com ótima trilha sonora.
Bem, Django Livre é um ótimo filme, está concorrendo ao Oscar e merece ganhar, mas eu sei que não vai.
Então... Essa é a dica de hoje: Django Livre!
Corra para assistir!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Dica cinematográfica: A onda

Eu penso que o sistema político e econômico que vivemos é completamente errado. Existem algumas poucas coisas boas, como por exemplo quando o Lula criou vários programas para acabar com os miseráveis do nosso país. Ou algumas ideias menos conhecidas como a Economia de Comunhão.
No entanto, nada disso é 100%.
Todas essas coisas tirão nota 10 comparadas ao que já foi criado, mas não quer dizer que sejam boas. Elas são ruins e fracas, mas comparadas com o resto que já fora criado, são ótimas.
Na verdade, são boas, mas não irão mudar o mundo.
E eu tinha esse sonho de mudar o mundo.
Criar um sistema em que a solidariedade mandasse, onde o dinheiro não existisse e onde as pessoas não precisassem trabalhar. Imagine só, você acorda a hora que quiser e faz o que quiser fazer, se quiser tirar um dia de folga, por que não? Se quiser produzir comidas, produza! Se não quiser, não produza! O mundo não precisa dessas coisas mesmo, tem comida o bastante pra todo mundo. A ciência já avançou demais para que mais gastos fossem feitos com observatórios e centros de pesquisa. Os carros populares já são rápidos o bastante, pra que construir mais carros, mais rápidos, caros e poluentes? Pra que tanto lixo? Pra que tanta sobra?
Imagine viver num mundo onde essas coisas não existissem, onde todos se ajudassem mutuamente? E quem não gostasse, poderia viver do jeito que quisesse. Sozinho, claro, pois nós, pessoas visionárias de um mundo melhor não iríamos dar atenção à essa pessoa.
E eu seria o cara que tivesse iluminado todas as pessoas para essa melhor e nova realidade.
No entanto, sexta-feira eu assisti Die Welle (A Onda, se preferir). Um filme alemão de 2008 baseado em um livro que é leitura obrigatória nas escolas alemãs, que foi inspirado em um caso verídico que ocorreu em uma escola da Califórnia, nos EUA.
No filme, há um professor, que é meio que forçado a dar aula de autocracia, uma forma de governo onde todo o poder se concentra na mão de uma pessoa. Todo o poder. Ou seja, uma ditadura basicamente. Só que na Alemanha, os jovens estão de saco cheio desse assunto (vide Nazismo) e acham que seria impossível uma nova ditadura na Alemanha e então o professor resolve fazer uma pequena experiência: Da porta pra dentro ele seria o novo líder da sala e todos os seus alunos seriam os governados. Ele começa ordenando que eles se levantem para falar, sentem corretamente em suas carteiras e tal, colocando em prático um dos fundamentos para que uma autocracia funcione: Disciplina é poder.
Alguns alunos não concordam e são prontamente expulsos da sala de aula. Outros começam a achar que a coisa é boa e à um pequeno prazo todo o lance da "A Onda", como eles decidem chamar esse movimento é bom. Os alunos começam a prestar mais atenção nas aulas, acabam as panelinhas, todos começaram a interagir entre si e a participar de eventos na escola, como torcer pelo time de pólo aquático.
No entanto, para se alcançar esses bons resultados são necessários sacríficios, como a idealização de uma só pessoa, o fim da liberdade e a exclusão de alguns alunos. O que ninguém esperava, nem mesmo o telespectador, é que "A onda" tomasse proporções tão grandes como tomou, arranjando brigas com gangues ideológicas, atraindo estudantes de outras classes e atos de vandalismo por toda a cidade.
E no final, como a história já nos mostrou inúmeras vezes, um governo autocrático sempre termina de forma trágica e sangrenta.
Esse filme foi uma iluminação para mim, por que eu percebi que eu seria apenas mais um ditador no mundo. Infelizmente, por enquanto, o nosso sistema é o melhor que tem pessoal e temos que nos acostumar com ele ou encontrar uma saída.
Eu estou procurando uma saída.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Dica televisiva: Äkta Människor

Ou Real Humans se preferir, mas já vou avisando, terá poucos resultados se for procurar sobre essa série com seu nome ocidentalizado.
Não é surpresa para ninguém que os EUA deixou de ser o manda-chuva no quesito séries de TV. De vez em quando aparece algo digno de atenção, que prende a atenção do telespectador por uma ou duas temporadas, mas logo você enjoa, pois o roteiro vai ficando fraco e já não chama tanta atenção quanto antes.
A única saída é procurar saciar sua sede por entretenimento em algum lugar onde os roteiristas são mais criativos, o povo não é tão ímbecil e as redes de TV não são tão sensacionalistas.
Você pode procurar na Ásia, onde irá achar séries dramáticas divertidas, mas com uma trilha sonora péssimo, visto que a maioria dos astros das TV's japonesas e coreanas são também horríveis cantores de música pop ou você pode procurar séries européias, mais precisamente nos frios países nórdicos.
E é da Suécia, lar de "Os homens que não amavam as mulheres" que sai essa brilhante série de sci-fi/drama.
Real Humans conta a história de uma Suécia do futuro, onde os Hubbots(Human Robots) foram criados para ajudar os seres humanos em todas as suas necessidades diárias, desde o preparo de um simples café-da-manhã pra família até uma noite fria e solitária de inverno.
Essa série é simplesmente brilhante. Se você pensar bem, de tempos em tempos surge algum filme ou série com essa temática de robôs parecidos com seres humanos com inteligência artificial e de como isso iria prejudicar o nosso planeta e nós, seres humanos e ilumina a cabeça das pessoas, mostrando que um futuro onde exista inteligência artifical e um perfeccionismo maldito em todo canto pode ser, e será, muito ruim.
Só que as pessoas esquecem isso e, após alguns meses, nem se preocupam mais com o assunto.
E pior: Existem pessoas que anseiam pelos avanços nessa área, sonham com o dia em que seres humanos e robôs andarão lado a lado e ninguém saberá a diferença entre um e outro.
No entanto, um mundo assim não seria bom, pelo contrário, seria horrível.
Numa escala pequena, seria ótimo, imagina você acordar todos os dias com uma linda mesa, cheia de comidas e bebidas quentinhas esperando por você. Imagine-se sentado no banco do passageiro do seu carro, enquanto seu amigo robótico faz compras pra você. Imagine que você poderia ter uma mulher linda a sua disposição sempre que quisesse na cama.
Seria ótimo.
Mas e quando esses amigos robóticos começarem a tomar nossos empregos, nossas famílias e o nosso mundo? Como ficariam os humanos?Isso sem falar que nós somos fracos e nos afeiçoamos facilmente às coisas.
Séries como essa são muito importantes por questionar esse tipo de coisa que parece inofensiva e legal, mas é muito perigosa a longo prazo.
E também coloca em questão até que ponto seria possível avançar com a inteligência artificial. Por que se um robô pensa sozinho, o que o impede de criar sentimentos? Mesmo que sejam virtuais, ainda assim são sentimentos e eles podem ficar atormentados com pensamentos sobre suas vidas, o por que deles estarem aqui, o que irá acontecer com eles quando tudo acabar, se acabar um dia, afinal eles serão infinitos.
Para nós seres humanos é fácil pensar sobre como será o futuro, para nós é uma linha com dois pontos, um de começo e um de fim. Um dia, todos iremos morrer. Se o sol ficar tão grande a ponto de nos engolir um dia, tudo bem, iremos morrer milhares de anos antes disso. Se o mundo acabar amanhã, tudo bem, iremos morrer de qualquer jeito um dia. A morte é uma espécie de alívio para nós.
Mas os robôs não teriam essa opção. Eles continuariam alí mesmo após as pessoas pelas quais eles criaram sentimentos estiverem morrido. Eles continuariam aqui mesmo após um meteoro cair na Terra e criar uma nuvem de poeira por todo o planeta. Eles continuariam aqui até que o sol deretesse seus circuitos.
E depois disso, nada, por que eles não tem alma.
Pensa bem... Se nós conseguíssemos avançar tanto na tecnologia da inteligência artificial, em que ponto nós seríamos diferentes deles? O que evitaria que eles se apaixonassem, sentissem alegria, sonhassem ou pensassem sobre a vida após a morte?
Eu acho que um futuro onde robôs e seres humanos existam sem saber a diferença entre um e outro assustador e desejo que isso nunca chegue a acontecer.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Devaneios do desespero

Ontem foi, hipoteticamente falando, minha última aula prática de direção.
Hoje seria, hipoteticamente falando, o dia da minha prova.
Semana que vem seria, hipoteticamente falando, a semana em que eu iria para o DETRAN pegar minha cnh e sair dirigindo por aí.
Dar carona pro pessoal ir no cinema, servir de "chofer" da minha mãe, impressionar umas "bitches", ligar o som em uma música maneira e sair pela noite, admirando as luzes sombrias da cidade.
Seria se eu não fosse eu.
Por algum motivo que eu desconheço as coisas são difíceis para mim.
Eu sei que todo mundo tem vergonha, tem medo, apreensão, ansiedade e anseios, mas para mim, do meu ponto de vista, tudo parece vir com uma intensidade muito maior.
Eu cansei da vida.
Eu já tenho 18 anos. Era pra tudo isso ter mudado, era para eu ter mudado, era pra minha vida ter mudado.
Mas não mudou.
Tudo continua igual. Em uma eterno status quo infinito, que esmaga minha mente e me faz sentir cada vez menor e menor, até chegar na escola das medíocres baratas, que nem cérebro tem.
Eu sei qual a solução. Qual a solução mais rápida para tudo isso.
É o suícidio.
No entanto, nem para isso me resta coragem.
Não fosse minha fé cristã que me move, que permeia meus pensamentos suicidas cruéis, já teria cometido o terrível crime atormentador das almas juvenis condenadas ao fracasso mortal.
É difícil tentar organizar tantos pensamentos que se encontram no meu cérebro e é por isso que estou escrevendo isso aqui, pois também já me cansei da terapia.
Os medicamentos não funcionam para mim, não consigo criar algum laço com aquelas pessoas inteligentes, com prêmios na parede e fotos de suas bem sucedidas vidas no consultório.
Cansei de ser estudado, tratado como um mero coadjuvante na vida interessante deles.
Eu quero ser a estrela principal. Quero ser o Brad Pitt de seu Tróia. Quero ser o Johnny Depp de seu Edward Mãos de Tesoura. Quero ser o Samuel L. Jackson do seu Pulp Fiction. Quero ser lembrado. Quero ser citado. Quero ser elogiado. Quero ser amado. Quero ser querido. Quero ser rico.
No entanto, só escuto críticas. Eu tenho que melhorar nisso, naquilo e naquela outra coisa também. Sou sempre eu o problema, nunca os outros. Eu tenho que me adaptar, não os outros.
Por que?
Por que eu continuo me perguntando isso? Por que eu sou assim? Serei assim a vida inteira? Nunca poderei ser a estrela do meu próprio filme?
Quando é que irá chegar a minha hora?
Vira e Mexe eu me encontro exatamente no mesmo ponto de onde parti...
O desespero!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mlehores e piores filmes de 2012

Olá, hoje estou aqui para dizer-lhe a minha opinião dos melhores filmes desse ano que já passou.
Mas antes vou falar dos piores, que nem merecem capa.
1º-A saga crepúsculo: Amanhecer parte 2 Bem, por motivos óbvios é o pior.
2º-Valente Mais um filminho chato pra meninas mimadas e frescas da Disney. Cheia de músicas idiotas e cretinas, é um daqueles filmes que você não deve deixar a sua filha assistir, a não ser que queira que sua filha se torne uma metida imbecil de nariz empinado.
3º-A era do gelo 4 Quando eu vi os parentes do Sid entrando em cena, até achei que poderia ser um bom filme, explorando a vida do Sid e dando espaço pro personagem mais engraçado de toda a franquia. No entanto, não deram atenção ao Sid e deixaram o lado mais cômico para os gambás nada simpáticos da Ellie. Enfim, esse filme é chato e abusa de uma fórmula que já deu o que tinha que dar.
Agora vamos à coisa boa, os melhores filmes.
5º lugar: Silent Night
Bom terror, é muito divertido e tranforma o bom velhinho (que nunca seria um matador) em um maníaco, sedento por sangue humano.
4º lugar: Jogos Vorazes
Esse filme teria sido melhor se fosse mais fiel ao livro, no entanto é muito bom e deixa a todos ansiosos pela continuação... Só que não.
3º lugar: Batman-o cavaleiro das trevas ressurge
Foi um dos mais aguardados do ano. Supera de longe os mercenários, que deveria estar na lista dos piores do ano e foi muito bem feito, com cenas de tirar o fôlego, ótimos efeitos especiais e uma brilhante história, com um brilhante final.

2º lugar: A origem dos guardiões
Este é o que mais merece estar na lista dos melhores filmes desse ano, afinal que filme que tranforma o bom velhinho num russo tatuado não merece ser o melhor filme do ano? Esse filme é muito legal e funciona muito bem em 3D. Tem uma boa história, o ritmo é frenético e os personagens são pra lá de carismáticos.
Gostei muito.
1º lugar: O Hobbit
Esse é tão bom que eu assisti ele duas vezes, uma em um cinema convencional e a outra em 3D. E posso dizer que é muito melhor em 3D.
Bem, não preciso dizer muita coisa além do óbvio:Brilhante história, efeitos especiais épicos, um filme que vai abocanhar todos os Oscars(se o Oscar fosse um prêmio digno de honra) e quem não gostou, tem que se internar em um hospício urgentemente.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dica literária: A menina que roubava livros

Aproveitei o tempo que passei longe do mundo no fim do ano, que supostamente seria o fim do mundo e li esse livro, que já me fora indicado por muitas pessoas.
Enfim, o livro conta a história de uma menina alemã na época da guerra fria que perde a mãe e o irmão e tem que morar com uma família adotiva.
O livro é contado do ponto de vista da morte e é uma leitura muito gostosa, de rápido ritmo, fácil e muito interessante.
A Liesel é uma protagonista muito legal, mas sei lá... Não é tão simpática, no entanto, a história é encantadora e te faz querer ler o livro de um fôlego só.
Enfim, muito recomendado! ^^

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Post do fim do mundo!

Bem... Sexta o mundo acaba e eu não podia deixar isso passar em branco no meu querido blog, então esse é o meu post ordinário de fim do mundo.
Tenho que confessar, meu período de vida aqui na Terra não foi dos melhores, estou indo para o além cheio de arrependimentos, mas pelo menos eu estou, pela primeira vez esse ano, animado com o que esta por vir. Seja o fim do mundo ou o começo de 2013.
No entanto, eu vou embora feliz, por que eu vou me lembrar desse mundo como algo legal e se acabar de verdade, pelo menos eu vou feliz por ter vivido aqui, com pessoas tão legais e interessantes.
Também vou pra Catanduva amanhã, então não vai ter mais posts por aqui. Sendo assim, só me resta dizer:
                                                                      Adeus!