domingo, 23 de fevereiro de 2014

Dica cinematográfica: Robocop (2014)

robocop_2014.jpg-largeOntem fui assistir o novo Robocop e sai do cinema com a conclusão que esse é um baita filme!

Mas já devo deixar claro, assim como "Hannibal" (o qual eu gostei da série, mas nunca assisti nenhum de seus filmes ou li os livros), não me lembro do Robocop. Eu assisti quando criança em alguma dessas sessões de filmes na TV aberta, provavelmente Record, talvez no SBT, mas não lembro de nada do filme, apenas algumas poucas coisas que não ajudam muito a lembrar da história.

Uma das coisas que me lembro é o tema original do filme e ouvi-lo tocar logo no começo do filme e mais umas duas vezes durante a projeção do filme me deixou com um sorriso nostálgico gostoso de sentir no rosto.

O novo Robocop funciona como um remake do filme original, com um brilhante toque de José Padilha.

Na história, uma empresa de tecnologia com atuação em diversos setores do mercado quer expandir sua influência em equipamentos de guerra para as ruas dos EUA, mas uma lei os impede. Nesse momento é decidido usar um homem, inválido, com possibilidade de interação com máquinas de última geração para lutar nas ruas de Detroit e dessa forma surge Robocop.

O filme não apresenta apenas um ponto de vista, apresenta diversos, conta a história do dono da empresa, mostra o drama existencial do cientista responsável pelo projeto Robocop, conta a história do policial que se torna Robocop e sua relação com a família, agora abalada pelo seu novo estado e a rede de crime e corrupção da cidade de Detroit, com traficantes e policiais lutando lado a lado.

Com cada uma dessas histórias sobre apresentados a diferentes temas que provocam discussões diversas entre políticos, cientistas, religiosos e filósofos, desde políticas de esquerda e direita e o tema já abusado pelo cinema da corrupção da lei até temas mais obscuros como o poder da mente de um ser humano e a fusão entre homem e máquina, acompanhada de suas discussões morais e éticas.

Assim como em Tropa de Elite, José de Padilha não se aprofunda nesses temas a ponto de deixar claro uma opinião para quem está assistindo e o final é súbito, porém emocionante. O único problema fica por conta da cena final, que é desnecessária, quase broxante e faz com que todo o brilho que o filme conseguiu construir até então se perca, um pouco.

Enfim, "Robocop" de José Padilha é um bom filme, uma agradável surpresa, principalmente se você manter suas expectativas baixas, provavelmente não irá representar grande coisa na história do Robocop, mas é um grande feito na carreira do diretor brasileiro, além de ser um desses filmes que será amado e odiado na mesma medida e assim o objetivo de Padilha, provavelmente, foi alcançado.

4 pontos

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Você não PODE fazer o que ama!

large

"Faça o que você ama". Esse é o doce e adorável mantra mais repetido das redes sociais nos últimos anos. Ganhando fôlego da boca de artistas bem sucedidos, figurões de empresas de tecnologia, estudantes descolados de alguma cidade hipster mundo afora e, claro, adolescentes e jovens adultos com computador com internet em casa.

Só que, infelizmente, esse mantra é uma tremenda armadilha. Uma bomba relógio implantada em nossos pés, pronta para explodir a qualquer momento.

O FOQVA não passa de uma justificativa egoísta, beirando o narcisismo, preguiçosa e bonita de uma parcela elitista da sociedade que tenta justificar sua falta de méritos usando um discurso nobre (porém falso) de auto-aperfeiçoamento.

E eu vou explicar isso de uma maneira fácil, porém não rápida, de se entender.

A cultura do FOQVA basicamente diz que todo ser humano deve fazer aquilo que gosta, como se o trabalho fosse algo divertido, como se você tivesse que passar a maior parte da sua vida fazendo algo prazeroso e só. Elevando o trabalho a um patamar no qual ele não pertence; o patamar acima do divertimento e da alegria, o patamar do prazer.

Entenda os patamares básicos do estado de espírito do ser humano:

No primeiro andar você têm as coisas mundanas; como trabalho, prazeres provenientes de vícios, obrigações de diversas formas.

No segunda andar você têm coisas mais interessantes, como piadas, livros, filmes, coisas que irão te proporcionar um determinado prazer por um certo período de tempo.

E no último andar você encontra coisas que têm fim nelas mesmas. Coisas que lhe proporcionam prazer simplesmente por você tê-las, ou melhor, por ter a oportunidade de vivê-las, como por exemplo, o casamento, uma amizade legal,essas coisas.

É claro que existe os andares subterrâneos, que acabam com você, mas não precisamos entrar nesses detalhes.

O que eu quero dizer com essa rápida explicação é que o trabalho não é algo para ser prazeroso, não pode ser, você pode se divertir no trabalho, nada te impede disso, mas não por causa do trabalho, mas por causa das pessoas que estão lá, por causa do seu chefe, por causa das situações que você vive lá. Enfim, você, no máximo, pode encontrar divertimento no trabalho, mas não prazer.

Se você encontra prazer, então você não está trabalhando, está praticando um hobby.

Encontrar prazer no trabalho, transformá-lo numa fonte de prazer com fim nela mesma é tão perigoso que pode fazer acabar com casamentos (Já ouviu aquela história da mulher que não aguentava o marido que só pensava no trabalho?), influenciar negativamente a vida de uma pessoa (História antiga da criança que cresceu sem a presença dos pais) e acabar com a sua própria vida (História clássica do workaholic que é demitido e se mata, por que não tem mais nada a perder).

No entanto, todas essas causas são "pessoais", afinal envolvem problemas familiares internos, atingindo no máximo, problemas com seus familiares.

O problema é que o FOQVA não depende mais apenas de uma mudança de consciência. Esse maldito discurso está impregnado em diversos setores industriais, comerciais e até mesmo governamentais, com mais ou menos influência.

Li não faz muito tempo sobre o problema de se fazer um trabalho de graça, problema que atinge mais artistas, que por estarem no início de carreira, fazem pequenos trabalhos a troco de nada ou no máximo, uma recomendação para algum empresário mais poderoso. Isso pode ser considerado um problema do FOQVA, afinal, se você está fazendo o que ama, por que receber por isso não?

Sua satisfação pessoal não é o bastante? Dinheiro não parece ser algo muito mundano para se obter em troca de algo que você colocou sua alma, horas preciosas do seu dia e suór? Você está fazendo aquilo que ama, certo?

As únicas pessoas que podem se dar ao luxo de fazer trabalhos de graça em troca de contatos, status social e uma recomendação para algum figurão são pessoas que já possuem posses. Pessoas filhas de pais ricos, pessoas que podem, quando acabar o dinheiro, voltar para a casa dos pais e viver lá por mais um tempo. Pessoas que podem arriscar 4 anos de faculdade mais 1 de estágio mal remunerado em uma cidade longe de casa pensando que se não der certo, assume o posto do pai na empresa da família.

Pessoas hipócritas e cretinas que não reconhecem o trabalho de centenas de milhares de pessoas que se sacrificam todos os dias para dar o que elas necessitam para sobreviver.

E aí chegamos ao pior problema do FOQVA. Um discurso motivacional tão cretino que consegue ser um tiro no próprio pé ao desvalorizar todo o sistema de mercado em que vivemos.

Pense por um  momento, quando Steve Jobs (o mais influente e recente divulgador do mantra) defecou seu famoso discurso para os alunos de Stanford naquela tarde fatídica e disse que "vocês devem fazer o que amam", quem foi o responsável por conseguir fazê-lo chegar até onde estava? Ele não construiu o império Apple sozinho. Ele não fez o design inovador do iPod (copiado milhões de vezes até hoje por empresas chinesas), ele não construiu o primeiro iPhone e com certeza não desenvolveu os materiais que fazem do Macbook Air um laptop tão leve.

Isso é trabalho de pessoas que não seguiram seus sonhos, pessoas que agarraram a primeira oportunidade de emprego para sustentar suas famílias ou elas mesmas e não abandonaram isso. Pessoas que se dedicam à sua arte, a sua família e aos seus amigos, mas sabem que trabalho não é sinônimo de prazer e que tudo têm sua hora e momento.

Com a propagação do discurso do FOQVA, a maioria dos trabalhadores do qual a sua vida depende são desvalorizados, não só economicamente, mas socialmente também, o que é ainda pior. Você não deve sentir prazer no seu trabalho, mas tem que,no mínimo, achar sentido naquilo que faz, saber que o que está fazendo é reconhecido por todos, pela sociedade e isso não se reflete apenas no quanto você recebe, mas no quanto você é aceito por fazer o que faz.

Você pode chegar sujo e suado em algum lugar, mas se as pessoas te olhassem e dissessem: "Como foi seu dia, pedreiro?", provavelmente você se sentiria melhor naquilo que faz.

Ironicamente, trabalhos nos quais a sociedade dá mais valor, também sofrem com esses tipos de comentários. Afinal, fale isso para um advogado e veja como sua pergunta soa, no mínimo, sarcástica e cruel aos ouvidos dele.

Pelo menos posso rir um pouco dessa situação ao constatar que esse mesmo discursinho também quebra a própria indústria do qual faz parte. Afinal, em empresas de tecnologia, design ou outra atividade artística ou intelectual, é comum ouvir chefes dizendo que se o trabalho de seu empregado não foi reconhecido é por que ele não se esforçou o suficiente.

Engraçado também constatar que é esse tipo de pensamento que gera, cada vez mais, "trabalhos de graça" para pessoas que estão ingressando agora no mercado de trabalho.

Também é engraçado notar que a maior parte desses trabalhos é preenchido por mulheres, afinal pertencem à áreas que sempre foram dominadas por mulheres e essas mulheres, recebem cada vez menos.

Ainda mais engraçado que esses trabalhadores, o que fazem aquilo que amam, são os mais explorados. Pois além de serem explorados, não receberem nada e fazerem um bom trabalho, ainda sorriem e se gabam dizendo que "fazem aquilo que amam", enquanto mantém um odioso status quo de monopólios dominantes e abusadores, que consideram pessoas engrenagens para manter esse sistema funcionando.

Do outro lado da moeda, escondidos e silenciosos como ratos, se encontram aqueles trabalhadores, com carga horária reduzida, trancafiados em cartórios, bancos ou empresas estatais ou de companhia mista ou mesmo particulares, com trabalhos puramente burocráticos para fazer e que enchem seus bolsos com salários até maiores que o de presidentes, como se o estado ou a empresa fosse obrigado a lhe pagar pelo tédio que você sofre e não pela qualidade do seu serviço ou sua disciplina no local de trabalho.

Fontes:

http://www.oene.com.br/nao-se-ache-muito-melhor-porque-voce-ganha-vida-com-o-que-gosta/

http://www.oene.com.br/esse-networking-vai-acabar-nos-matando/

http://papodehomem.com.br/em-nome-do-amor/

http://contente.vc/blog/a-armadilha-do-faca-o-que-voce-ama/

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Dica cinematográfica: "Meu irmão é filho único" (2007)

mio-fratello-figlio-unico"Meu irmão é filho único" é um filme italiano de 2008 e é um desses filmes que podem ser encarados como um clássico moderno.

Sua história se centra em Accio, um garoto com pretensões rebeldes, que sai do seminário, junta-se ao partido fascista e briga com seu irmão Manrico, na pequena cidade italiana Latina, entre as décadas de 60 e 70.

O filme acompanha a trajetória desse rapaz, que apesar de não querer, não consegue ficar longe de seu irmão mais velho. Por desavenças políticas os dois se separam e com o passar dos anos, o amadurecimento da personalidade de ambos, eles voltam a se relacionar, dessa vez de forma muito mais fraterna do que antigamente.

"Meu irmão é filho único" conta também com uam excelente trilha sonora, que apesar de não me fazer ter vontade de ouví-la o tempo todo, encaixa-se como uma luva nas diferentes situações do filme, criando uma ambientação inteligente e bem envolvente.

A qualidade das imagens também é muito boa, sendo impecável para promover uma ambientação ainda mais envolvente.

Enfim, "Meu irmão é filho único" é um filem legal, com momentos engraçados e uma história que irá te prender do começo ao fim.

4 pontos

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Dica cinematográfica: Rush-Nos limites da emoção (2013)

rush-filmeUm filme que faz jus ao subtítulo, Rush-Nos limites da emoção é um filme emocionante, contando uma história baseada em fatos reais, que, por si só, não é tão interessante (ao menos para mim), no entanto, a construção da história, seus personagens e a parte técnica fazem as mais de duas horas de filme passarem rápido, como uma volta numa pista de Fórmula 1.

O filme conta a história da rivalidade entre Niki Lauda e James Hunt, desde os seus primórdios na Fórmula 3 até seu ápice, na Fórmula 1, no ano de 1976.

Lauda, um corredor sério, centrado em seus objetivos e com certa experiência técnica em corridas, entra para o mundo desse esporte, contrariando a vontade dos pais, que queria que ele fosse um político ou economista.

Hunt, o extremo contrário, é um fanfarrão, que apenas queria correr por diversão, até o dia em que conhece Lauda, um corredor mais jovem, mais centrado em seus objetivos e, principalmente, mais rápido. Desse dia em diante, Hunt tenta provar, não só para o mundo, mas para si, que pode ser o mais rápido do mundo.

O final, nós já sabemos como é, mas não conhecemos apenas os seus contornos, não sabemos da sua profundidade e aí está a chave do filme para manter a atenção de todos. Conhecemos a vida de cada um dos pilotos nos seus mínimos detalhes, as relações tempestuosas com seus familiares, incluindo suas mulheres, seus amigos (ou a carência deles), seus egos e a satisfação que cada um dá à própria vida.

Rush- Nos limites da emoção não é um filme só para amantes de corridas, é um filme para quem ama uma boa história, mesmo que você sequer goste de corridas. É um filme sobre conquistas, sobre objetivos, sobre o contentamento que cada um busca e, por que não?, sobre a amizade.

5 pontos

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dica cinematográfica: Fruitvale Station (2013)

th"Fruitvale Station" é um filme de 2013 baseado em fatos reais que conta as últimas 24 horas de vida de Oscar Grant III, um jovem pai de família de 22 anos, que foi morto cruelmente e sem motivo por um policial local.

O filme tem uma das tomadas de abertura mais chocantes do cinema mundial, ao menos para mim, pois quando o assisti pela primeira vez me lembro de ter ficado boquiaberto por uns bons 5 minutos, já que as cenas são reais e por isso chocam ainda mais quem assiste. As cenas mostram Oscar (o verdadeiro) sendo morto na estação de metrô de Fruitvale, São Francisco, Califórnia ( EUA, se você não sabe). As cenas, gravadas por algum das dezenas de celulares que tornaram o vídeo um viral no ano de 2008.

Então a doce e amada ficção começa, mostrando um Oscar com um passado sombrio, envolvido com tráfico de drogas e que acaba de perder o emprego por puro relaxo, no entanto, ele quer mudar e a visão de um novo ano aumenta as suas expectativas, os seus sonhos, as suas promessas e os seus horizontes e nós acompanhamos tudo isso conforme o filme avança.

Somos apresentados a um Oscar que traficava drogas, mas que aprendeu a sua lição no tempo que passou preso, um Oscar brincalhão, mas que tenta manter uma postura séria diante de certos problemas, um Oscar carinhoso e atencioso com todos à sua volta, incluindo sua mãe, sua irmã, sua namorada e, em especial, sua filha.

No entanto, nós já sabemos como aquilo tudo termina, afinal não se trata de uma ficção por completo. É um filme baseado na vida de um homem de verdade, com um final, infelizmente, trágico de verdade.

Por uma besteira, um envolvimento em uma briga com um de seus rivais do passado, Oscar é detido pela polícia da estação e acaba sendo baleado nas costas enquanto tentavam detê-lo, jogado no chão. De acordo com o policial, que foi sentenciado a dois anos na prisão estadual e já está solto, sua pistola foi confundida com sua arma de choque.

Mas esse "engano" levou o fim da vida de alguém. E o filme joga isso na cara de todos, dando uma sra. Lição de Moral em todos nós que assistimos.

A vida é cruel. Nossos sonhos nem sempre se realizam. Muitas vezes não temos tempo para mudar. E fatalidades acontecem.

É um filme pesado, impecável em sua produção, com ótimos atores, atrizes, trilha sonora soberba e que te deixa pensando por horas a fio, muito depois do filme já ter acabado.

5 pontos

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dica cinematográfica: Big Bad Wolves (2013)

Big-Bad-WolvesOu "O melhor filme do ano", de acordo com Quentin Tarantino.

O filme acompanha a corrida desesperada de um pai de família louco por que sua filha foi morta brutalmente e um detetive da polícia israelense para desmascarar um assassino e estuprador de crianças.

Um dos comentários do diretor do filme foi que esse filme foi baseado em contos de fadas, mais especificamente o da Chapeuzinho Vermelho, não em sua história ou desenvolvimento, mas sim como uma espécie de vingança por ter sido enganado pelos pais por tanto tempo, já que contos de fadas são apresentados às crianças como histórias bonitinhas e cheias de moral, mas quando crescemos descobrimos que essas histórias não eram bem assim.

O filme explora bem essa ideia, contendo várias referências aos contos de fadas, aliás a própria parte técnica do filme o faz parecer o mais próximo de uma história lúdica possível, no entanto, contém uma história e o seu próprio desenvolvimento pra lá de cruel e sombria.

"Big Bad Wolves" também conta com  uma boa trilha sonora, então é fácil se encantar com ele logo nos primeiros 10 minutos de filme, ainda mais pelo ritmo rápido das cenas e a quebra de tensão, feita de uma maneira muito inteligente e interessante, contando com muitos momentos de humor negro, algumas vezes irônico, deixando claro as influências tarantinescas.

No entanto, o final do filme acaba sendo o seu maior ponto fraco, pois é fácil, até preguiçoso se você analisar melhor, fazendo o brilhantismo do roteiro e da parte técnica se perder nos minutos finais.

3 pontos e meio

sábado, 25 de janeiro de 2014

Dica cinematográfica: Por que deu a louca no sr. R? (1970)

802_posterFilme antigo, mas que continua atual depois de mais de 40 anos da sua realização.

"Por que deu a louca no sr. R?" conta a história do sr. R, um desenhista técnico de meia idade, pai de um família de classe média de Munich, que vive entre a melancolia e a ternura da vida, com grandes momentos de apatia em relação ao que acontece à sua volta.

Com menos de 1 hora e meia, nós somos apresentados à vida apática, somos tomados pela inércia social em que o sr. R vive, forçados a acompanhar diálogos vazios, sem sentimento, com risadas falsas e opiniões, igualmente falsas e vazias.

Ninguém vive de verdade nesse filme. O próprio sr. R se vÊ forçado de todos os lados a ser sempre algo mais do que ele já é, seja com sua esposa, com seu filho ou n seu trabalho. Ninguém o deixa pensar por si mesmo e ele acaba se esgotando, assim como quem está assistindo, culminando num fim trágico, porém inevitável.

Aliás, os últimos segundos antes da tragédia formam uma certa tensão, pois o espectador começa a esperar, ou melhor, ansiar pelo que está para acontecer.

E quando acontece, surge até um alívio ao saber que o sr. R finalmente fez algo em relação ao que exigiam dele.

O filme não funciona tão bem como crítica social quanto seus sucessores, mas funciona muito bem, principalmente se você pensar que, mesmo que de forma indireta, esse foi um filme que motivou muitos outros que surgiram após ele e até mesmo um certo movimento de filmes independentes nos EUA.

Filme mais que recomendado e também muito difícil de achar.

4 pontos e meio

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Dica cinematográfica: Paprika (2005)

thPaprika é um filme de animação japonesa de ficção científica do longínquo ano de 2005.

O filme começa com o tratamento de um policial, que sofre com um trauma do passado, utilizando uma tecnologia nova e experimental que envolve uma cientista entrar nos sonhos do paciente para descobrir as causas de seus traumas e curá-los. Tudo dentro da cabeça do paciente.

No entanto, essa tecnologia é roubada da empresa e resultados catastróficos começam a aparecer.

Como todo filme de anime, a história é bem curta, tendo uma narrativa rápida, mas que só acrescenta pontos para um filme que aborda temas muito complexos, além de conter diversos "easter eggs" difíceis de serem localizados, exatamente pela complexidade que cada um representa e até mesmo pela narrativa ser muito rápida.

Quanto a parte técnica, não há do que reclamar. É um filme soberbo, com uma trilha sonora não tão boa, mas com uma das melhores animações que eu já vi, bem leve, suave e vibrante.

Enfim, é um ótimo filme de ficção científica, muito recomendado.4 pontos e meio

domingo, 19 de janeiro de 2014

Dica cinematográfica: "Ela" (2014)

spike-jonze-her-620x916A primeira dica de um filme lançado nesse ano.

"Ela" conta a história de um solitário escritor de um serviço estranho de cartas escritas à mão (só que, na verdade, digitadas pela inteligência artificial do computador que escreve tudo que o escritor fala) chamado Theodore.

Em um belo dia, Theodore compra um novo sistema operacional, que têm uma voz feminina sensual, além de uma impressionante inteligência artificial, tudo que Theodore precisava para se apaixonar pelo sistema.

"Ela" faz parte de uma nova leva de filmes de sci-fi, com uma pegada indie e romântica, abordando temas com delicadeza, mas sem cair na melação romântica de filmes como Titanic, se tornando obras interessantes, que analisam uma determinada condição humana com originalidade e carisma, no caso desse filme a solidão humana e como seres humanos cobrem esse vazio dentro de si com novas tecnologias, além de mostrar o que isso acarreta em suas vidas.

O diferencial de "Ela" é que nada disso é mostrado de forma destrutiva ou arrasadora, muito pelo contrário, é até otimista.

Enfim, recomendo esse filme pelo seu tom simples e original de abordar um tema muito em voga na atualidade.

5 pontos

sábado, 18 de janeiro de 2014

Dica cinematográfica: Short Term 12 (2013)

th

Short Term 12 é um filme de 2013 que conta a história de um grupo de jovens assistentes sociais num lar que acolhe crianças com problemas familiares ou órfãs.

A história é bem simples e é essa simplicidade que agrada, apesar de alguns temas serem abordados de forma mais dramática e até irritante, mas que não tira o tom de realismo do filme, afinal, são temas delicados e que não podem ser abordados de forma simples demais.

Além disso, são contadas diversas histórias, não só dos jovens residentes no lar, mas também dos próprios assistentes sociais, inclusive um deles é um legítimo contador de histórias, que conta uma das melhores histórias da história mundial no final.

No final, você conclui que esse filme não passa de um conjunto de histórias, que não tem finais nelas mesmas, mas que se encontram e se misturam com as histórias de outros e não terminam de forma definitiva, elas meio que terminam um capítulo e começam outros.

Enfim, é um bom filme, com uma história gostosa e uma parte técnica muito decente, além de uma boa trilha sonora.

4 pontos

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dica literária: Noite na taverna

Noite na Taverna -Alexandria"Noite na taverna" é um livro muito louco criado por Álvares de Azevedo e publicado postumamente em 1855.

É um livro curtinho e já que eu estou meio sem tempo, decidi lê-lo, conta com alguns capítulos curtos, cada um centrado em um personagem, algum bêbado da taverna, contando para seus amigos, os outros bêbados da taverna, histórias macabras, sórdidas, sombrias e pervertidas, deixando para o leitor o trabalho de descobrir se são reais ou não.

Sendo um livro do romantismo, as mulheres, suas amantes, são sempre elevadas ao patamar de semi-deusas, nobres donzelas, de corpos perfeitos, rostos lindos demais para olhos humanos, além de uma pureza etérea, fazendo os homens sentirem-se rebaixados, pequenos e indignos de seu amor.

É exagerado ao extremo, com uma linguagem clássica, difícil de se ler em diversos trechos, mas que não prejudica o entendimento das histórias, que aliás, são muito boas. Os temas sombrios e sórdidos são explorados de maneira muito interessante, com um pezinho no absurdo, lembrando escritores famosos como Franz Kafka e Edgar Allan Poe.

Enfim, para quem, como eu, gosta de histórias sombrias, nebulosas e sórdidas, recomendo muito.

Para aqueles que se ofendem fácil ou se escandalizam de maneira fácil também, não recomendo. Aliás, esse livro não é fácil de ser lido, até mesmo pela linguagem adotada.

4 pontos

domingo, 12 de janeiro de 2014

Dica literária: "Os irmãos Karamazov" de Fiódor Dostoiévski

OS_IRMAOS__KARAMAZOV_1322906329PApós três longos meses lendo essa "tortura" (o livro tem mais de 700 páginas), finalmente resolvi fazer esse post.

"Os irmãos Karamazov" é um livro de 1881. escritor por Fiódor Dostoiévski e é tido como um dos melhores livros da literatura russa e de todos os tempos.

Sua história é contada do ponto de vista de um monge, fora da ação, mas que conhece todos os fatos e também é onipresente, o que deixa uma dúvida no ar indagando se tudo o que é dito realmente aconteceu. A história contada se centra em três irmãos, filhos de um homem rico de uma cidade pequena no interior da Rússia. Os três irmãos interagem com diferentes pessoas, cada um seguindo um caminho diferente, enfrentando seus próprios dilemas, muitas vezes sem poder contar com a ajuda deles entre si.

Este não é um livro ruim, mas também não é essa Brastemp toda que todos dizem. Para começar, a história não é lá grande coisa, mas o desenvolvimento dela e a construção dos personagens é muito bem escrita, apesar de muito se perder na tradução para o português. Os personagens também são muito bem característicos, o que não cria nenhuma confusão, levando-se em conta o número de personagens que a obra contém.

No entanto, não é um livro fácil de lar, afinal têm mais de 700 páginas, diversas conversas que acrescentam pouco a narrativa e servem mais para mostrar a filosofia de vida que Dostoiévski seguia ou queria seguir, não fica claro.

Enfim, "Os irmãos Karamazov" é um bom livro, mas a obrigatoriedade de leitura ficapor sua conta e risco.

3 pontos

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dica cinematográfica: "Safety not garanteed" (2012)

safety-not-guaranteedDos produtores de "Little Miss Sunshine" (O que, na verdade, não quer dizer muita coisa-não acredite nesses cartazes), veio esse filme indie de 2012 chamado "Safety Not Granteed" ou "Sem segurança nenhuma".

O filme conta a história de um grupo de Seattle formado por um jornalista e dois estagiários que procuram por uma história para apresentar em sua revista e correm atrás de um anunciante pedindo para alguém ser seu parceiro em sua viagem de volta no tempo, com um crítico detalhe: A SEGURANÇA NÃO É GARANTIDA!

Com o simples motivo de descobrir qual é a do maluco, se ele realmente acredita nisso ou se só está querendo brincar com os outros, esse grupo, pouco convencional, acaba se envolvendo em algo, aparentemente, maior, mais fantástico e, de certa forma, mais assustador do que imaginavam.

Esse é mais um desses filmes de baixo orçamento, pelo menos é o que parece, visto os efeitos especiais,  a qualidade da imagem e tal, mas que é, felizmente, salvo pela trilha sonora e o desenvolvimento da história.

Para começar, "Safety not garanteed" é listado como um dos filmes recentes que anda mudando a imagem do sci-fi entre os cinéfilos, mostrando o lado "humano" desse gênero, afinal, tudo tende ao romance nesse filme, mas passa pelo gênero coming-of-age e termina na mais pura ficção científica, depois de fazer seu cérebro dar voltas, diversas voltas pelas histórias desses personagens, fortes e bem característicos.

Obviamente, o filme conta com "tipos" que fazem sucesso em qualquer filme, mas o desenvolvimento de sua história, isso inclui como ela é contada e como desenvolve cada um desses "tipos", é o grande trunfo dessa película, que te faz sorrir e deixa aquela sensação de mistério e prazer no final.

Enfim, fica a seu critério saber se a viagem no tempo funciona mesmo, ou não.

5 pontos

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dica literária: O reino do amanhã

o-reino-do-amanhaO Reino do Amanhã é uma HQ épica de 1996, criada por um ótimo escritor chamado Mark Waid e um desenhista incrível chamado Alex Ross.

Na história conhecemos o futuro dos super-heróis da DC. Um mundo onde a Liga da Justiça se "aposentou" e um novo conjunto de super-heróis tomou o seu lugar. Esses super-heróis acabaram com os antigos super vilões, mas suas vidas se tornaram tão vagas e sem propósito que eles acabaram criando seus próprios códigos de conduta, brigando entre si e fazendo sacríficios morais e sociais inaceitáveis, de acordo com as leis dos antigos super-heróis.

Nesse cenário o Superhomem volta a agir, convocando seus antigos parceiros para retomar a liga da justiça, no entanto, Lex Luthor arregaça as suas mangas e começa a elaborar um plano para acabar com todos os seres com super poderes da Terra.

"O reino do amanhã" foi um marco na história dos quadrinhos, se tornando uma HQ influente até os dias atuais, retornando com um essência dos super-heróis perdida na remota década de 90 (70 e 80 também, por que não?), motivados por linhas de pensamento pra-lá de liberais e quadrinhos underground, muitos artistas deixaram de lado o antigo modo de se fazer quadrinho e começaram a "abusar" de seus super poderes, sem falar na criação de outros super heróis que não eram tão heróis assim, popularizando-se o anti-herói.

Mark Waid, um cara tradicional, amante dos quadrinhos antigos decidiu fazer essa HQ, em parte como um resposta aos novos artistas, colocando em cheque muito do que se acreditava ser certo ou errado, incluindo questões existenciais  e delicadas nas páginas dessa maravilhosa HQ.

Tudo isso acompanhando da exuberante arte realista de Alex Ross, um cara perfeccionista, louco por detalhes, que criou a arte mais fantástica que eu já vie m uma HQ.

"O reino do amanhã" foi compilado e não é um livro longo, mesmo que tenha muitas páginas, a história flui naturalmente e se têm um ponto negativo é a junção de texto com imagem. Você não sabe se lê as falas dos personagens ou admira as obras de arte de Alex Ross primeiro.

[caption id="attachment_481" align="aligncenter" width="77"] Selo "Supernova" de excelência[/caption]

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Dica cinematográfica: Gravidade (2013)

gravidade-o-filmeOutro ótimo filme de 2013 no blog.

Gravidade é um filme de ficção científica que conta a história de uma astronauta, que se vê em uma aventura de tirar o fôlego após um satélite russo ser quebrado e ela ter ficado a deriva no espaço sideral.

Gravidade é um filme que concentra muita tensão em suas cenas, com um belíssimo visual que só expões o poder da produção, que caprichou ao reproduzir o espaço e girar a câmera várias e várias vezes em torno do seu próprio eixo provocando uma sensação desconfortante em quem assiste, mas ao mesmo tempo surpreendente.

Por se tratar da aventura de uma astronauta a deriva no espaço, conhecemos poucos personagens e a sensação de solidão alia-se ao medo, aumentando o desespero, levando a ficção científica a um outro nível, coisa que anda sendo muito bem explorada por outros filmes (e que eu planejo fazer um post sobre isso logo), ou seja, Gravidade é um tremendo de um filme.

Coisa linda de se ver.

5 pontos

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dica cinamtográfica: Don Jon (2013)

600full-don-jon-posterDon Jon ("Como não perder esse mulher" em português) é o primeiro filme escrito e dirigido por Joseph Gordon-Levitt e conta a história de Jon Martello, um verdadeiro babaca (ou Don Juan moderno se você for uma menina imbecil), que se preocupa com poucas coisas na vida: Seu apê, seus amigos, seu corpo, sua religião, seu carro, sua família e, claro, suas mulheres.

No entanto, Jon têm um problema: ele é viciado em vídeos pornôs. Para ele, não há mulher que se compare com um bom vídeo pornô, o que pode levar horas para se encontrar, mas quando ele encontra, ele se perde e nem mesmo uma mulher nota 10 consegue fazê-lo se libertar desse vício.

Don Jon tinha tudo pra ser um filme ruim: Um estreante dirigindo e escrevendo uma comédia romântica, requintes de besteirol em seu roteiro e uma vibe rolando por trás de tudo isso, mas o filme surpreende.

Primeiro por que não é uma simples comédia romântica. Don Jon é um filme muito mais profundo do que isso, jogando na cara, sem rodeios, personagens que são muito honestos e realistas. O melhor exemplo disso é o próprio Jon, o legítimo babaca do século 21: Pegador, mulherengo, cheio de amigos pagando pau pra ele, bombado, descolado, bem vestido, com um apê legal e uma voz irritante que deixa as mulheres (idiotas) molhadas. Mas também temos a namorada dele, a legítima patricinha arrogante, metida a princesa, cheia de frescuras, mandona, irritante, sem graça, egoísta, gostosa, mas que quando abre a boca, broxa qualquer cara que tenha um cérebro.

Segundo (e isso está até incluído no primeiro item) Don Jon é um filme honesto, mostrando situações reais, em alguns momentos até fazendo-se crer que foi um filme gravado com uma câmera caseira. Isso é algo que eu só tinha visto uma vez, em um mangá, chamado Onani Master Kurosawa.

Terceiro: Don Jon tem uma qualidade técnica. Não é um filmezinho qualquer, é um filme realmente bom, com uma boa imagem, uma ótima edição e, não podia me esquecer, uma ótima trilha sonora.

Enfim, Don Jon é um filme que merece (e muito!) ser assistido e que já se tornou um cult, ao menos para mim.

4 pontos

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dica literária: A ilha do medo

ilhaMedoEsse é um desses livros que você lê e nunca mais lembra.

Por isso, decidi escrever logo essa dica.

Mas o livro não é imemorável por que é ruim, é simplesmente por que não passa de uma boa história, com personagens simples, bem feitos, uma narrativa que te prende do começa ao fim, enfim... só cumpre o papel que todo livro bom deve cumprir.

Não é ruim, nem bom.

O livro conta a história de um detetive de licença passando os últimos dias de suas férias na casa de veraneio do tio, quando seus vizinhos são assassinados e o chefe de polícia local pede por sua ajuda. O detetive, um desses caras durões, metidos a galãs decide ajudar na investigação.

E assim a história passa, conhecemos duas belas mulheres que se encantam pelo detetive bonitão, eles descobre fatos ocultos do assassinato, resolve o mistério sem grande brilhantismo como as histórias de Agatha Christie ou do Sherlock Holmes e volta pra casa, afim de traçar uma policial gostosona.

Enfim, o livro é só mais um café com leite, sem graça, mas com alguns trunfos na manga, o que foi suficiente para me manter lendo-o e finalizá-lo em um final de semana.

Se você não tiver nada pra ler e, de repente, vir esse livro na sua frente, não perca tempo e leia-o. Se arrepender você não vai.

3 pontos

domingo, 5 de janeiro de 2014

Dica literária: Três sombras

com_limao_tres_sombras_cyril_pedrosa-destaqueTrês sombras é uma graphic novel lançada pelo francês Cyril Pedrosa, quero dizer, acho que é francês.

O livro conta a belíssima história de uma família que se vê perseguida por três sombras, que representam um destino inevitável para o filho deles, Joachim, uma criança muito animada e simpática.

Com medo do que as três sombras possam fazer a seu filho, o pai de Joachim decide viajar com o filho para o oeste, onde, supostamente, as sombras não poderiam alcançá-lo.

Três sombras é uma belíssima história de superação dos seus medos e, principalmente, da aceitação do ciclo da vida e morte.

4 pontos e meio

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Dica televisiva: Samurai Champloo (2004)

samurai-champlooSamurai Champloo é um anime exibido entre os anos de 2004 e 2005, sendo mais uma icônica obra de Shinichiro Watanabe.

A história gira em torno do trio formado por Fuu, uma menina de 15 anos, Mugen, um malandro com ótimas habilidades de luta e Jin, um samurai renegado. Os dois homens são unidos, à força, pela menina para que possam encontrar um samurai que cheira a girassóis.

Basicamente, essa é a sinopse do anime e de onde a trama parte, finalizando apenas após 26 episódios.

Samurai Champloo tornou-se uma série icônica e influente, quase tanto quando Cowboy Bebop (também de Shinichiro Watanabe) por suas inovações, não só estilísticas, como também narrativas.

Cowboy Bebop mistura o período Edo do Japão, algo em torno do século 17, com elementos contemporâneos, como os óculos do Jin, o ritmo de hip hop dominante em todo o anime, além de expressões, atividades, roupas e costumes.

No entanto, essa série não me agradou tanto quanto Cowboy Bebop, que tem uma temática mais madura, abusando de influências musicais, filosóficas, religiosas e estilísticas de diversas épocas, misturando-as em uma história de ficção científica futurista.

Samurai Champloo é uma série mais voltada para a comédia e, talvez, isso explica a maior aceitação desse anime em maio ao público geral, enquanto que Cowboy Bebop virou uma série mais cult. No entanto, ainda assim fica impossível não comparar as duas séries, afinal há diversas semelhanças entre uma e outra, como o conjunto de personagens principais, as personalidades de cada um, a qualidade da trilha sonora e da animação.

Apesar de parecer infantil eter um traço simples, Samurai Champloo tem uma animação que flui naturalmente, com a boa e velha animação feita no braço mesmo e muitos detalhes ricos durante todo o anime.

E a trilha sonora é um show à parte, com batidas de rap e vocais maravilhosos de se ouvir, criados por um dos grandes mestres do hip hop: Nujabes, que Deus o tenha.

Enfim, Samurai Champloo não é uma obra prima, mas é um ícone, sendo uma das obras mais amadas por fãs de anime até hoje.

4 pontos

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Melhores filmes de 2013

filmes_logo

Muito difícil eleger os melhores filmes desse ano, por que foram lançados muitos filmes bons, assim como CD's e é um prazer enorme ter assistido todos eles.

Enfim, mais uma vez, essa é uma lista sem ranking, mas com uma grandiosa menção honrosa no final.

- Frances Ha



Uma agradável surpresa para mim nesse final de ano. A versão feminina e otimista de Oh Boy é um daqueles filmes que deixam com um sorriso no rosto do começo ao fim.

- Prisoners



Mais uma ótima surpresa. Prisoners é um desses filmes que você só ouve falar se alugar um filme de ação da mesma distribuidora e assistir os trailers na sessão "extras" do menu.

Um ótimo thriller de suspense e ação, com cenas que realmente te aprisionam, te faz passar mal, mas no final, te deixa com um sorriso tão largo no rosto que dá pra ver até de costas.

- O som ao redor



O melhor filme brasileiro do ano e, por que não? da história, já que o cinema brasileiro anda tão fraco ultimamente.

O som ao redor é uma jóia rara no meio de tantas porcarias que beiram o pornô ou de humor fácil, sem graça e ridículas.

Assista, vale muito a pena e merece ganhar prêmios pesados e importantes no mundo todo.

- Ernest e Celestine



Um filme infantil, leve e gracioso, sem cair num humor fácil, pastelão, típico dos filmes infantis que enchem as salas de cinema, Ernest e Celestine é, sim, diversão para toda a família, provando que obras de arte não são coisas que só podem ser apreciadas por meia dúzia de pessoas de uma determinada classe social, com vários anos nas costas e arrogância entre as sobrancelhas.

- El Cuerpo



Um thriller espanhol, com um final de deixar qualquer um boquiaberto, esse é "El cuerpo". Não perca esse filme, você não vai se arrepender.

- The Way, Way Back



Mais um típico draminha adolescente do gênero coming-of-age, mas com personagens marcantes, piadas inteligentes e uma lição de moral tão comum, mas ao mesmo tempo, tão imperceptível que é impossível não se deleitar com esse filme.

- Man of steel



Provavelmente o melhor filme de super-heróis desde a trilogia Batman de Nolan. Vale muito a pena assistir.

- Stoker



Não tinha como deixar esse filme brilhante de fora. Stoker é um thriller de suspense, com requintes de crueldade que dão ao filme um tom obscuro e soturno, fazendo dele quase um terror.

Com um filme pra lá de surpreendente, desafio você a assistir esse filme todo e não ficar boquiaberto e bater palmas no final.

Sem contar a parte técnica que é um show à parte.

- Universidade Monstros



Pra mim, o melhor filme do ano, sem dúvida.

Universidade Monstros começa como um filminho bonitinho, daqueles que te farão gostar dele só pela nostalgia vivida ao ver os antigos personagens que marcaram sua infância, mas surpreende, ao apresentar uma trama original, sem abusar de piadas nonsense e com um final completamente anti-clímax e inteligente, mostrando uma moral mais complexa do que a moral apresentada em outros filmes infantis.

Universidade Monstros termina mostrando que a chave para a felicidade e o sucesso na vida não são uma boa faculdade, ser descolado ou estudioso, mas sim fazer amizades e mantê-las, para toda a vida.

Uma senhora moral que muitos pais precisam aprender.

- Dentro da casa



Dentro da casa é um filme inspirador, acima de tudo.

Não apresenta personagens marcantes, nem uma tensão que mantém o telespectador preso, mas a sua narrativa é genial.

- The Kings of Summer



Mais um filme do gênero coming-of-age, no entanto, abordado de uma forma completamente original: Humor.

Nos últimos anos, temos visto muitos filmes desse gênero sendo lançados, como "The Perks of being a wallflower" e outros, que falham miseravelmente em ser interessantes e divertidos de se assisitir, exatamente por que abusam de uma fórmula velha, que poucos filmes, como "The art of getitng by" e "It's kind of a funny story" souberam reinventar.

No entanto, The Kings of Summer é uma maravilhosa surpresa, pegando um gênero que já foi abusado um milhão de vezes só nos últimos cinco anos e melhorando-o, elevando seu nível para o humor, para a comédia sarcástica e negra, sem abandonar a inteligência e o final feliz, é claro.

Menção honrosa: Oh Boy



Não foi lançado esse ano, mas foi o melhor filme que eu assisti esse ano, destilando críticas e mais críticas sutis à nossa geração perdida e irracional, Oh Boy é inteligente, é sarcástico, é jazz, é perfeito, do início ao fim.