quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Melhores literários do ano de 2013

books-8402fb07c315208577696f40f7027da7_hDevo confessar, leio muito pouco de lançamentos e a maioria da minha estante de leitura são HQ's ou livros antigos ou que não são tão antigos, mas não figuram nos melhores do ano de alguma lista do ano em que eu os li.

Então, esse melhores do ano não será dos melhores livros de 2013, mas sim dos melhores livros que eu li em 2013.

Sem ranking dessa vez.

- Eu Mato Gigantes



Essa HQ foi lançada esse ano e era uma das coisas que eu mais aguardei esse ano.

A New Pop, como sempre, não fez um bom trabalho de divulgação e muitas pessoas ficaram com a maior ansiedade e, por fim, desistiram até que essa HQ foi lançada.

"Eu Mato Gigantes" é uma brilhante história sobre a imaginação fértil de uma garota, beirando o absurdo e deixando o leitor com uma pulga atrás da orelha ao término da narrativa.

Enfim, um ótimo livro que você deveria ler.

- Three Stories



O maior lançamento dos sites de torrent desse ano é nada mais, nada menos que três histórias inéditas do (genial) falecido J.D. Salinger e funcionam como um prelúdio à sua maior obra, uma história de quase terror, completamente absurda e mais um conta a lá Salinger, muito bem trabalhado.

Não é só puxa-saquismo não, é realmente uma obra para se guardar, nem que seja no seu pen drive surrado ou num HD Externo qualquer.

- João de ferro: Um livro sobre homens



O criador do movimento masculinista, Robert Bly, apresenta nesse brilhante livro as ideias centrais de seu movimento, tentando responder à pergunta que todos fazem e só o seu movimento parece ter encontrado uma resposta: Qual é o papel do homem no século 21?

Através do conto dos irmãos Grimm, Robert Bly apresenta a teoria básica do amadurecimento do garoto e as fases pela qual ele deve passar para se tornar um homem.

Leitura obrigatória para abrir a mente de todos.

- As crônicas de Nárnia



Apesar da narrativa ter me assustado no início, não pude deixar de ler esse livro desde o primeiro capítulo.

As crônicas de Nárnia, em seu conjunto, é uma série de livros muito bem elaborada, cheia de simbolismo e com personagens marcantes, apesar de tudo se passar tão rápido que você nem percebe o final chegar, que pode decepcionar alguns, mas foi bem satisfatório para mim.

- Em busca do sentido



Viktor E. Frankl foi preso pelo regime nazista e passou algum tempo em um campo de concentração. Lá, no meio de tanta sujeira, miséria e podridão, ele descobriu algo que mudaria sua visão de mundo e a de muitas outras pessoas.

Ele descobriu que não importa a intensidade ou a duração de um sofrimento, tudo é suportável quando você encontra sentido naquilo. E é achando um sentido para a sua existência que as pessoas conseguem levantar todos os dias, trabalhar e, por que não? Sofrer.

Livro que recomendo muito, pois apresenta uma visão da nossa própria existência que poucos conseguem reconhecer e muito menos compreender.

- Turma da Mônica: Laços



Não poderia deixar de fazer uma lista literária de melhores do ano sem falar do melhor livro que li esse ano.

Laços é nostálgico. É uma HQ sobre um grupo de amigos que estão sempre unidos por um laço muito maior que o da simples amizade, do amor ou da família. Eles estão unidos por laços de afetividade.

E é disso que se trata Laços: A afetividade que cada um sente pelo outro, faz eles arriscarem suas vidas, apenas para ver o outro sorrir, mesmo que inconscientemente.

Laços é uma brilhante obra, que ficará guardada na memória, para sempre.

 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Melhores do ano de 2013

Music-music-31055637-1920-1200Enfim, chegou  o final de ano. Para mim, a época mais deprimente do ano, quando eu me recordo que mais um ano está se passando e de novo, nada fiz de bom com a minha vida e blá, blá, blá... Papo deprimente que todos já se enjoaram.

No entanto, também é época de finalmente eleger os melhores do ano e hoje vamos falar dos melhores CD's do ano. E esse ano não é só um top 10 como geralmente faço, mas um top 12, com menção honrosa e tudo, afinal tivemos muitos bons CD's, apesar das enormes decepções como Best Coast, Wavves e Arctic Monkeys, só para citar algumas bandas incrivelmente decepcionantes do ano.

Mas chega de falar de música ruim e vamos ao top 12

12º:  "Shangri Lá" do Jake Bugg

jake-bugg-shangri-laÉ só a recente dica cinematográfica para saber o que eu penso desse CD e não é só por que ele foi o mais recente a ser lançado que está aqui. Esse álbum é bom mesmo.

11º: "Death Chorus" do Polar Bear Club

pbccover-58662_250x250Uma banda com caras bonitinhos, melodias gostosas de se ouvir, um bom pop-punk que há muito não se ouvia por aí. Esse é o Polar Bear Club em sua melhor forma até o momento.

10º: "Young New England" do Transit



Mais uma ótima banda de pop punk destilando melodias gostosas, riffs chiclete e letras sagazes para quem quiser ouvir música boa.

9º: "Aware" do Front Porch Step

Front-Porch-Step-Aware-coverAgora sim começam a aparecer os pesados e foi muito difícil para mim colocar esse artista na 9ª posição, por que eu gostei muito desse CD.

"Aware" mostra um artista inteligente, dono de uma enorme sensibilidade, mas que ainda está crescendo e pode se perder numa vertente do rock dominada por bandas que perdem a criatividade e o fôlego logo no segundo CD.

Claro que eu espero que o Front Porch Step não seja um exemplo disso, mas antes que ele nos decepcione, fico com um pé atrás e sou forçado a colocá-lo em 9º lugar.

8º: "Mechanical Bull" do Kings of Leon



Ok, não é um CD que me marcou tanto quanto o CD acima, mas ainda assim merece o 8º lugar, por se tratar do novo CD do Kings of Leon.

Não só foi um dos CD's mais aguardados do ano, ao lado de tantos outros, como também soube segurar a peteca e conseguiu nutrir todas as expectativas que, pelo menos eu, tinha em relação ao novo CD deles.

Portanto, o Kings of Leon mais uma vez entra nos melhores do ano.

7º:  "Don't Forget Who You Are" do Miles Kane



O nome do álbum já diz tudo.

Miles Kane não se esqueceu quem ele é e mesmo lançando um CD com grande repercussão na internet, cheio de fãs no mundo todo, uma grande expectativa em torno do seu nome, ele fez um álbum que faz jus ao 7º lugar, com um estilo mais requintado, porém ainda mais rock n' roll do que os seus outros trabalhos e mesmo assim, soando perfeitamente como um legítimo álbum do Miles Kane.

Enfim, um dos melhores do ano, sem dúvida alguma.

6º: "Melophobia" do Cage The Elephant



Subi esse CD de posição enquanto escrevia o post, por que me toquei de que o Cage The Elephant, apesar da falta de estrelismo e expectativa criada nos fãs, soube causar um certo alvoroço em todos aqueles que gostam de música boa.

Mas o Cage The Elephant supera todos acima, por que não só cumpriu com as expectativas, criando um álbum decente, como também surpreendeu a todos, mudando sua sonoridade levemente, adicionando novos elementos às suas canções bagunçadas, porém geniais e interessantes demais para se ignorar.

"Melophobia" foi uma agradável surpresa na segunda metade do ano, marcando a volta e o crescimento de uma das melhores bandas dessa geração.

5º: "Selfhood" do Sharks


O último CD do Sharks veio, abriu um sorriso no rosto de todos que ouviram suas deliciosas melodias e marcou o final de uma banda que mostrou que tinha potencial para crescer ainda mais.


Com uma sonoridade pop-punk bebendo em influências sessentistas e no surf rock de raiz, o Sharks souberam criar um trabalho elaborado e que perdura nos ouvidos dos amantes de música boa até hoje.


4º: "Fetch" do Melt Banana



Me dói colocar o Melt Banana na infame 4ª posição, mas fazer o que, né? Os que vêm a seguir são ainda melhores.


Nesse álbum o Melt Banana faz o que sempre fez, experimenta.


Mas não experimenta de um modo bagunçado e desalinhado, afinal o Melt Banana é uma banda inteligente e eles souberam experimentar com instrumentos (ou seria melhor dizer objetos) nada convencionais e encaixá-los com maestria em suas músicas, criando um CD que soa um tanto brincalhão, mas também inteligente e potente.


3º "Strange Pleasures" do Still Corners



Esse álbum está aqui, na terceira posição, por que marcou o ano como o primeira grande álbum a ser lançado e ninguém ter dado a mínima para eles.


O Still Corners soube misturar elementos eletrônicos, com instrumentos tradicionais, criando uma sonoridade esperta, gostosa de ouvir, até mesmo meiga, mas que se mostra agitada e, acima de tudo, dançante, como nenhum outro álbum este ano. Afinal, música é e sempre será feita para ser dançada.


Um fato inegável e que o Still Corners leva a sério, sem se deixar levar por estrelismos ou a falta de criatividade ou talento de verdade.


2º: "You're Nothing" do Iceage



Se você quer saber como um CD inesquecível soa, escute "You're Nothing" do Iceage.


Essa banda vinda de algum lugar gelado da Europa lançou a maior obra-prima do punk rock moderno no início desse ano e pouca gente deu moral para eles, mas é só olhar alguns vídeos de apresentações ao vivo e ouvir todo o CD, inclusive o primeiro, para constatar que o Iceage é uma das melhores bandas da atualidade e ainda vai abalar o mundo com suas melodias e letras agressivas, imprudentes e inteligentes.


1º: "Disnomya" do Dawn of Midi



Agora que você já ouviu o Iceage e sabe o que é um CD inesquecível, tente imaginar o que é um CD imortal. Uma obra de arte de nível superior, comparável à Bethoven.


Isso é Dawn of Midi.


Ou como eu gosto de dizer, os melhores artistas da música ativos na atualidade.


"Dysnomia" é o cúmulo da arte. É uma obra prima. Uma pintura feita de sons. Uma escultura musical. A personificação da excelência artística, incorporada em três artistas de jazz.


O melhor CD do ano.


Menção honrosa:



E claro que não podia faltar uma homenagem ao pai da guitarra, o supremo deus do rock: Jimi Hendrix, que, apesar de morto, ainda têm cartas na manga, como esse CD chamado "People, Hell and Angels", uma compilação de músicas não lançadas, mostrando-nos a genialidade e a mente à frente de seu tempo do senhor Jimi.


Obrigado Jimi, você fez do mundo um lugar melhor para todos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Dica cinematográfica: Frances Ha (2013)

frances-ha"Frances Ha" ou "A versão feminina de Oh Boy" é um filme estadunidense de 2013, que conta a história de Frances, uma mulher de 27 anos, que ambiciona um trabalho como dançarina de uma companhia de balé de Nova Yorque. Ela divide um apartamento com sua melhor amiga e passa os dias entre bebedeiras noturnas, seu trabalho como assistente na companhia de balé e divagações silenciosas.

Mas, a vida começa a lhe dar um choque quando ela termina com o namorado e sua amiga decide morar em outro apartamento. Sendo assim, Frances começa a perceber como o tempo tem passado e ela nada tem feito, mas sem perder o otimismo e a esperança de que algo novo e bom irá acontecer no futuro.

Assim como a dica de ontem, Frances Ha é um belo retrato da juventude atual, a nossa geração perdida, irresponsável, bagunçada (Como Frances), desorganizada, completamente dependente e perdida, num mundo que não dá chances para os sonhadores, como Frances. A diferença é que Frances não se mantém deprimida ou chateada. Muito pelo contrário, ela tenta ser pró-ativa, corre atrás das coisas, mas sua inocência, desatenção e comodismo fazem com que tudo se dissolva entre seus dedos.

Exatamente como "Oh Boy", esse filme é todo em preto e branco, mas não conta com a mesma trilha sonora soberba e refinada do primeiro. Na verdade, a trilha sonora de "Frances Ha" é até ingênua, com algumas músicas pop's reconhecíveis, mas o resto são apenas canções de trilhas sonoras comuns.

Outra grande diferença são os personagens, em "Frances Ha" somos apresentados ao inteiro universo de Frances, conhecendo pouco até mesmo seus amigos mais próximos. Algo que pode ser explicado pela personalidade da menina, muito otimista, alegre e esperançosa, o que a faz se tornar aquele "ombro amigo" que todos gostam.

E ainda assim, Frances fica entediada e na maior parte do tempo, vemos uma menina vazia, fechada em seus pensamentos, mas que sorri, ao menor sinal de alma amiga.

Isso também explica o final, que é otimista, esperançoso e alegre, como a personalidade de  Frances.

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sábado, 7 de dezembro de 2013

Dica cinematográfica: "Oh Boy" (2012)

Oh_Boy-962283944-largeOh Boy é um filme alemão de 2012 que conta a história de Niko, um rapaz com vinte e tantos anos, que largou a faculdade de direito há dois anos e vive numa inércia ociosa, até o dia em que tem que enfrentar as consequências de sua vida vadia, quando seu pai corta sua mesada, um psicólogo do sistema de trânsito o reprova no teste psicológico por considerá-lo desequilibrado emocionalmente e ele termina com sua namorada. Ao mesmo tempo, uma garota dos seus tempos de colégio reaparece em sua vida, enquanto seus amigos divagam pelas ruas de Berlim, no entanto, tudo o que ele quer é um pouco de café.

Niko é a personificação de uma geração perdida, carente, desastrada, mimada, indecisa e pensativa. Uma geração fraca, sem coragem, nem motivações que os impulsione a ir para frente. Uma geração fruto de uma outra geração irritada, neurótica, exigente, apressada, decidida e egoísta, personificada na figura de seu pai, dos outros adultos e até na de sua mãe, que não aparece, mas é citada.

Na verdade é disso que esse filme se trata, retratar a geração de nossos pais e a nossa. Somos perdidos, como Niko, fracos e impulsivos, como Julika, ambiciosos, como Malkte, além de autodestrutivos, como visto nos vagabundos que mexem com Niko e Julika. Tudo isso, consequência de uma geração que exigiu demais, preocupou-se demais e mimou demais a nossa, não dando espaço para que as crianças dentro de cada um crescesse, deixando-os se afundar em vícios, pensamentos autodestrutivos e que remoíam seu passado, criando novas neuroses e pensamentos vingativos.

Tudo isso é abordado de forma sútil, leve e que poucas pessoas irão perceber de verdade, com uma qualidade de imagem impecável e ousada (o filme é todo em P&B), além da excelente trilha sonora.

Enfim, "Oh Boy" é um dos melhores filmes que assisti esse ano e merece o título de "clássico moderno", por isso, a classificação de Supernova para ele.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dica cinematográfica: Upstream Color

Upstream-Color-2013"Upstream Color" é um filme indefinido. Ele parece um drama melancólico com ar de indie, mas quando você o assiste percebe que é muito mais do isso. É claro que o tom de todo o filme é melancólico e parece um drama profundo, mas o filme passa por temáticas sci fi, absurdas e até um certo tom de humor negro, pelo filme usar e abusar do absurdo.

No filme, um casal é vítima de um experimento científico em que suas vidas são ligadas à de porcos vivos. No entanto, esse experimento sofre um baque quando esse casal se conhece, se apaixona e por fim, se casam.

Essa sinopse apenas dá um arranhão no todo que o filme representa, que já pode ser considerado cult, pela sua temática nada usual, ou melhor, suas várias temáticas nada usuais. Afinal, não é um filme fácil de assistir.

A fotografia, apesar de bela, pode se tornar maçante, visto que muitas ações são vistas por inteiro, como os personagens andando ou nadando, sem contar essas cenas para a ação propriamente dita.

A trilho sonora também é maçante, apesar de ser gostosa de ouvir, mas como abusas dos tons eletrônicos, em notas de sintetizador longas, se torna cansativa, visto que é o tipo de coisa para escutar num dia nublado, chuvoso e perfeito para dormir.

No entanto, apesar de alguns pontos fracos, o filme não deixa de ser ótimo, afinal seu roteiro é impecável e se a fotografia pode se tornar maçante, só serve para elevar o seu status para uma verdadeira obra-prima do cinema.

Conectando vidas qu8e se cruzam e passam, fazendo uma ligação estreita com o menor, mais insignificante, porém imortal dos seres vivos, Upstream Color é um desses filmes que irá explodir a sua mente, criando paradoxos que irão permanecer em sua cabeça por muito tempo e você achará respostas, algumas que contradirão outras, mas é assim mesmo com esse tipo de filme... Clássicos, sacumé, né?

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dica literária: "Three Stories" de J.D. Salinger

JDSalinger-three-storiesA dica de hoje é obscura e merece uma explicação contextual.

J.D. Salinger fez muito sucesso ao lançar seu primeiro e único livro "O apanhador no campo de centeio", mas acabou entrando em reclusão pelo resto de sua vida, mantendo-se longe da mídia e dos olhares de interesseiros, sendo visto poucas vezes até o dia de sua morte.

No entanto, ele nunca parou de escrever. Nem de fazer livros.

"Three Stories" é uma coletânea de textos que Salinger copiou e imprimiu 29 cópias, distribuindo-as para parentes e amigos, deixando uma cópia numa biblioteca de uma das várias faculdades que têm alguns de seus textos inéditos. Sabia-se da existência de apenas uma cópia, a da faculdade, mas em Setembro foi vendida pelo eBay uma cópia perdida desses livros.

O comprador escanou o livro e disponibilizou num site de torrents e logo outros sites de torrent estavam com esse livro e por fim, um usuário do Reddit espalhou a notícia pelo mundo.

Para quem duvida, especialistas dizem que esses são sim os contos originais.

O primeiro é o excelente "The ocean is full of bowling balls", que conta como Allie, o irmão de Holden morre, contado do ponto de vista de quem viu tudo (D.B.) e apresentando para nós uma visão diferente, interessante e comprovadora da genialidade de Salinger, de quem é o Holden.

O segundo é apenas mais um conto a-lá Salinger. Estranho, inesperado, cotidiano, por que não fatídico?

E o terceiro é um dos contos mais obscuros de Salinger. Li uma vez que esse é seu único conto que mais se aproxima do gênero terror. Verdade seja dita, não é um conto de terror, mas é um conto fantasioso, estranho, muito intrigante e que me fez lembrar dos filmes de David Lynch.

Enfim, esse livro pode até ser uma enganação, já que só poderemos comprovar a veracidade dos textos depois de 2060, mas já é uma dádiva. Um presente dos Céus, pois podemos sentir um gostinho do que Salinger nos deixou, ou melhor, um gostinho do que está por vir depois de 2060.

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domingo, 1 de dezembro de 2013

Dica cinematográfica: Prisoners

prisoners-movie-poster-550x412Prisoners é um filme de 2013 do gênero suspense que conta a história de um sequestro duplo de duas meninas, filhas de dois casais amigos. Após o sequestro, um dos casais se mantém triste, mas esperançoso, no outro, a mulher entra em depressão, enquanto o pai fica louco, procurando um meio de convencer aquele que ele acha que foi o sequestrador de confessar seu crime, provocando as suspeitas do jovem detetive da delegacia de polícia que está no comando do caso.

Com uma premissa ousada, mostrando três histórias, três pontos de vista e reações distintas, "Suspeitos" (na tradução em português) é um ótimo filme.

É um daqueles suspenses que te mantém preso até o final, com muitos personagens fortes, bem construídos e um mistério que deixa todos confusos. É sério! Aliás, esse é o ponto baixo do filme, a confusão intencional criada na mente do telespectador, pois até memso pistas falsas são jogadas e esquecidas para a solução do crime no final do filme.

E por falar no final, poucos são tão surpreendentes e também confusos quanto o desse filme, por que ele chega de repente e com uma razão não tão surpreendente a ponto de explodir sua mente.

Enfim, "Suspeitos" tem seus altos e baixos, como todo filme de suspense/investigação, mas é tão bom e excitante que você nem nota as suas duas horas de duração passarem.

4 pontos e meio

sábado, 30 de novembro de 2013

Dica cinematográfica: O som ao redor

o-som-ao-redorNão gosto de filem brasileiro.

Apenas um ou outro filmes, como o "Alto da Compadecida" me agradam e este por influência familiar, já que cresci assistindo a determinados filmes que é impossível, para mim, não gostar deles.

"O som ao redor" já começa mal. Um minuto completo de propagandas de uma penca de associações, ONG's, orgãos governamentais e o caralho a quatro formam a primeira cena do filme. Depois vem a tipografia, fraca, uma espécie de Times New Roman branca. Logo depois somos apresentados à imagens em preto e branco de latifúndios, trabalhadores escravos e cenas interioranas típicas de Pernambuco para só então sermos apresentados ao filme em si. Uma qualidade de imagem e som dignas de série da TV Cultura dos anos 90.

Só que eu continuei a assistir o filme.

E não me arrependo.

"O som ao redor" é um legítima joia rara no cinema brasileiro atual, que só tem lançado lixos pastelões disfarçados de comédias românticas. A história não é única, nem fácil de ser exemplificada e é por isso que eu gostei tanto desse filme. Somos apresentados a uma mulher que não consegue dormir com o cachorro barulhento do vizinho, depois ao playboy solitário e simpático que odeia seu emprego, mas parece amar a vida, também conhecemos sua empregada, que nutre o estereótipo de mãe, avó e mulher trabalhadora de classe pobre. E as histórias começam a se misturar assim que o rapaz sai descobre que o carro da sua amiga, com quem ele dormira na noite anterior, fora arrombado e ele sai de casa. Na procura por pistas conhecemos seu trabalho, outras pessoas que moram na mesma rua e suas histórias cotidianas.

Gosto do tipo de história ordinária, que transforma pequenos fatos do dia a dia em acontecimentos interessantes e chamativos para o cinema, quadrinhos, livros, enfim... Gosto desse tipo de coisa, que não parece ter gênero definido, por enquanto.

E o modo como tudo é contado, como somos apresentados aos personagens, o humor sutil e a mudança crescente de tom que o filme toma, pouco a pouco, me fizeram cair na armadilha e quando eu menos esperava, já estava preso e apaixonado por "O som ao redor".

Enfim, pela primeira vez eu torço para um filme brasileiro ganhar um Oscar.

5 pontos

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dica cinematográfica: Ernest e Celestine

l_1816518_32e6ac21Ernest e Celestine é um filem francês de animação, lançado em 2012 em alguns festivais e este ano foi lançado abertamente para todos verem.

No filme somos apresentados à uma cidade dominada por ursos acima da terra e abaixo, no esgoto, dominada por ratos. Tanto os ursos quanto os ratos não se suportam e fomentam a ideia de que a outra espécie é inimiga e para sempre será. No entanto, Celestine, uma ratinha solitária nunca conseguiu desenvolver medo dos ursos e acaba conhecendo um urso palhaço e músico, que apesar do jeito rabugento, esconde no fundo de seu coração uma paixão e um talento muito grandes por música e pela vida.

Juntos, eles desafiam o padrão de sua sociedade e quebram a barreira do medo e da ignorância que existia entre as duas espécies.

Ernest e Celestine é um desses filmes para crianças que agrada a todos, com uma história simples, movida por uma animação ainda mais simples, com um toque tradicional e um efeito de colorização em aquarela, que a deixa com um ar pastel muito agradável e interessante.

Sem contar que os personagens, apesar de simples, são muito carismáticos e marcantes, até mesmo os personagens secundários.

Enfim, "Ernest e Celestine" é um filme simples, mas também surpreendentemente encantador, com uma história leve, personagens marcantes e animação simples, uma verdadeira joia rara no meio de tantos filmes de animação que passam despercebidos em nossas memórias.

5 pontos

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Dica musical: "Shangri la" do Jake Bugg

jake-bugg-shangri-laJake Bugg, o queridinho folk do ano passado voltou com um brilhante e ousado CD chamado "Shangri la".

Não foi um grande fã do cara, nem acho que ele seja um novo Bob Dylan ou algo assim, mas temos que admitir que o cara tá bebendo nessa fonte há muito tempo e com esse CD isso só se confirma ainda mais.

"Shangri La" é um CD mais comercial, podemos dizer, com músicas menos melosas e românticas, com uma pegada muito rock n'roll e até bebendo em fontes formadas por Suck Puppies e Arctic Monkeys para criar um som mais robusto e até pesado que o primeiro CD, mas sem perder o foco nas letras, que ainda são, pelo menos na minha ótica, inspiradas em grande parte por Leonard Cohen.

Aliás, vejo mais dele do que Bob Dylan nas músicas de Jake Bugg, apesar do som folk não ter nada a ver com o primeiro.

Enfim, o novo CD do Jake Bugg mostra o quanto o garoto amadureceu e cresceu, abandonando os seus fantasmas do passado e se concentrado em viver a vida ao lado de amigos, asssitir garotas bonitas e prestar atenção aos problemas do mundo que nos cerca.

4 pontos e meio

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dica musical: "Death Chorus" do Polar Bear Club

pbccover-58662_250x250Polar Bear Club é uma banda estadunidense de pop-punk que lançou esse delicioso CD chamado "Death Chorus" há poucos dias, se não me engano.

Nunca tinha ouvido uma música sequer da banda, mas eles já tinham me chamado a atenção por que eu já tinha visto alguma página ou outra na internet dedicada à banda e por esse motivo dei uma chance ao CD e fiquei agradavelmente surpreso ao ouvi-lo.

Apesar de ser uma banda de pop-punk, facilmente notável ao ouvir suas músicas, também é criada uma leve confusão na cabeça de quem escuta o CD, pois também são notáveis as influências do rock alternativo, mais especificamente o indie britânico, com aqueles riffs de guitarra marcantes, com tom zombeteiro ou casual, o que deixam as músicas perfeitas para balançar a cabeça sem parar numa pista de dança, fazer um mosh, chorar num dia nublado ou adicionar aquela carga de animação em uma manhã de trabalho ou ainda parar limpar a água que você acabou de derramar na sua mesa.

Enfim, esse novo CD do Polar Bear Club é mais uma agradável surpresa do ano, ideal para todos os momentos da sua linda vida.

4 pontos e meio

domingo, 17 de novembro de 2013

Dica gamística: Pokémon X

untitledSim, eu finalmente comprei um Nintendo 3DS, não iria comprar, mas com um jogo tão bom quanto esse saindo, decidi comprá-lo e aproveito pra iniciar uma série de dicas aqui, o de games e é com muito prazer que indico "Pokémon X" primeiro.

Como todo RPG, tem que ter história e como todo jogo de Pokémon, a história é sempre a mesma, desde a segunda geração. Um treinador se muda para uma nova casa e inicia a sua jornada num mundo novo, com algum pokémon inicial diferente. E desde a segunda geração que o jogo é sempre o mesmo, nem mesmo o pikachu acompanhando o treinador de Yellow resistiu às mentes tradicionalistas do chefões da nintendo.

No entanto, nos últimos anos a nintendo têm conseguido abrir sua mente e têm lançado antigos jogos, com algumas inovações tecnológicas interessantes, um exemplo é o Kid Icarus ou o novo Super Mario World, lançado para o console, mais que inovador, Nintendo 3DS.

E demorou, mas finalmente o jogo inovou e inovou demais. Os golpes têm animações de verdade, os pokémon se movem nas lutas e fora delas, dançam e interagem com você. O 3D do console adicionou um novo jeito de olhar para o mundo do jogo, com câmeras atrás do personagem, customização do mesmo e interações inteligentes com pessoas da vida real, através do wifi.

Sem contar que nesse pokémon há uma certa camada de mistério nesse jogo, como é notável ao conversar com vários NPC's, além de lugares sombrios e que, aparentemente, não têm a menor importância para o jogo.

Uma das únicas coisas que não alegra a quem joga mais esse game da franquia é, exatamente, o fato de Pokémon ser uma franquia. Agora é uma nova geração e o número de pokémon aumentou muito. Claro que também ficou mais fácil completar a pokédex, mas a quantidade extremamente gigante de pokémons e a diversidade dos novos deixam uma sensação de que a franquia já deu o que tinha que dar, é só observar o desenho dos novos pokémon. Além de que o número restrito de só seis pokémon pra se usar ficou meio restritivo demais, afinal são tantas opções.

O que seria legal é a Game Freak parar de criar novas gerações para os montrinhos e se concentrar em criar novos jogos, baseados em antigos games da série, afinal os remakes (Firered, Leafgreen, Soulsilver e Heartgold) são, mesmo com tantas inovações, melhores que os novos jogos, até mesmo pela nostalgia de estar enfrentando os velhos líderes de ginásio, escolhendo os velhos pokémons e percorrendo os velhos e amigáveis lugares.

Mesmo assim vale o investimento no jogo. É garantia certa de boa diversão por muitas e muitas horas.

5 pontos

sábado, 16 de novembro de 2013

Dica cinematográfica: Red 2 - Aposentados e ainda mais perigosos (2013)

cool-new-poster-for-red-2-128198Red foi uma ótima surpresa no ano de seu lançamento, a história de ex-agentes sendo perseguidos pelos novos agentes, as sequências de ação exageradas e os ótimos momentos de humor me fizeram gostar muito desse filme, mas quando eu ouvi sobre o lançamento de Red 2 fiquei meio apreensivo, afinal, as sequências sempre são ruins.

No entanto, dei uma chance ao filme e decidi assisti-lo, o que me rendeu mais uma ótima surpresa ao descobrir que esse filme é muito bom.

Na história, Frank está querendo seguir uma vida normal de aposentado ao lado de sua namorada, mas o passado nunca o deixa em paz, principalmente quando um segredo seu aparece numa página da Wikileaks e todas as agências de inteligência do mundo começam a persegui-lo e a seu melhor amigo, colocando não só a sua vida, mas a vida de sua amada em perigo.

Com ótimos efeitos especiais e edição soberba, esse filme ganha fácil uma dica aqui no blog. Claro que tem seus pontos fracos, como por exemplo a história, sim, a própria já é meio batida, afinal ex-agentes sendo forçados a voltar à ação por causa de uma pessoa amada não é um tema inédito em filmes de ação, no entanto, a inclusão de novos personagens, alguns realmente brilhantes, adiciona uma camada de interesse e mistério ao filme, criando reviravoltas na história, que surpreendem e não deixam aquele ar de que foi uma reviravolta forçada.

Sem contar o elemento "humor", que foi uma excelente carta na manga no primeiro filme, fazendo atores como o Bruce Willis tirarem risadas de quem assiste ao filme.

Enfim, Red 2 é um bom filme e uma ótima continuação, quebrando um velho tabu que assusta os corredores dos estúdios de Hollywood há décadas.

4 pontos e meio

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Dica cinematográfica: The Purge (2013)

 

the-purge-poster01"The Purge" ou "Uma noite de crime" na infame tradução brasileira, é um filme de suspense de 2013 que conta a história de uma família rica, no ano de 2022, no dia 23 de Maio, dia este que foi declarado como dia anual da purificação, uma data onde todos os crimes estão liberados e só o tamanho das armas é restrito.

A premissa do filme é boa, conta com uma complexa crítica à sociedade americana atual e até a forma como a violência, a exclusão e a discriminação são banalizadas por muitos, se não por todos. No entanto, o filme cai na pura violência a partir do meio pro final, além de contar com uma introdução, talvez, grande demais, o que prejudica um pouco a história, mas e daí, é um filme meio terror mesmo, não dá pra esperar que seja uma história digna de Stephen King, não é?

Um ponto positivo nesse filme (E talvez o que o salve) é a fotografia e a edição, tanto de imagens quanto de sons. As imagens são bem claras, as tomadas centralizam em pontos essenciais de cada cena e os efeitos sonoros quando as notícias são transmitidas no final do filme deram à ele um ar de suspense e esclarecimento muito bons.

Enfim, "The Purge" não é um ótimo filme, longe disso, mas também não é um péssimo filme, é um filme para se passar o tempo, tomar uns sustinhos e dormir, logo em seguida.

2 pontos e meio

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dica televisiva: Tokyo Magnitude 8.0

tm8_mnQuando ouvi falar desse anime pela primeira vez foi num post que listava os 10 mais tristes animes de todos os tempos, o que incluía o cemitério dos vagalumes, realmente muito triste e deprimente.

No entanto, Tokyo Magnitude não faz jus ao título de um dos animes mais tristes de todos os tempos, apesar da história ser triste, só que você fica mais angustiado do que triste e isso nos primeiros capítulos, que são aqueles que mais provocam ansiedade em quem assiste e mesmo a parte mais triste não chega a ser mais triste que o acontecimento que leva ao derradeiro fim.

Mesmo assim, isso não faz com que o anime seja ruim, muito pelo contrário, faz com que o anime seja bom, pois mostra uma história de um modo muito realista e acontecimentos que poderiam sim acontecer na vida real.

A história se trata de dois irmãos que tentam sobreviver em meio a um terremoto de 8 pontos na escala Richter e conhecem várias facetas da humanidade e todas as suas atitudes desastrosas, egoístas, mas às vezes belas e altruístas.

Em meio à destruição total, os dois irmãos descobrem que juntos podem fazer várias coisas, se ajudar e superar qualquer obstáculo.

Por essas e outros, Tokyo Magnitude 8.0 é um ótimo anime e você têm que assistir.

4 pontos

domingo, 10 de novembro de 2013

Dica cinematográfica: Psicopata americano (1999)



Psicopata americano é um filme americano de 1999 que conta a história de Patrick Bateman, um jovem de 27 anos, rico, branco, bem sucedido, vazio e cretino, assim como todos os seus amigos de Wall Street.

Patrick passa seus dias gastando enormes quantias de dinheiro, usando ternos de alta costura, conversando besteiras com os amigos nos restaurantes mais caros de NY e traindo sua namorada, que ele suspeita que o está traindo, com garotas de programa e a mulher de um babaca que trabalha na mesma agência que ele.

No entanto, ao chegar o final do dia, Patrick se vê só, vazio, abandonado e irritado. Irritado com sua condição humana e com sua rotina, que em nada o satisfaz e para complementar esse espaço negro dentro de si, ele decide matar.

Psicopata americano é um filme com bastante violência gratuita, seja visual, sonora ou quase imperceptível, mas não deixa de ser um ótimo filme, por que é uma das mais bem elaboradas críticas ao estilo de vida americano que eu já vi. Patrick tem tudo que qualquer americano comum deseja e mesmo assim não se satisfaz, por que ao chegar numa posição como a dele, é fácil não se contentar com mais nada e assim ele inicia sua série de assassinatos à sangue frio.

Mas a crítica vai além e se aprofunda na frieza humana, na superficialidade dos relacionamentos entre as pessoas de poder e como esse estilo de vida é falso, afinal nem mesmo uma confissão é o bastante para revelar os crimes dele.

Enfim, Psicopata Americano é um clássico, do tipo que não é fácil engolir, mas que você sabe que têm que engolir, por que destrincha uma verdade muito inconveniente.

5 pontos

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Dica musical: "Aware" do Front Porch Step

Front-Porch-Step-Aware-cover

Front Porch Step é o projeto solo de Jake Mcelfresh e "Aware" é o seu primeiro álbum completo de estúdio.

Confesso que não conhecia o cantor e só fui conhecê-lo quando assisti um vídeo de divulgação de uma de suas músicas no canal da Pure Noise Records, sua gravadora e logo curti as suas músicas acústicas, tocadas em um estilo indie, mas com aquela pegada punk rock, facilmente identificável na voz do cantor, muito potente e agressiva. Isso sem contar as letras, muito elaboradas, com boas rimas e sentimentais, com toques confessionais, claro que em sua maioria sobre paixões não correspondidas e desastres amorosos, tema já batido e cansativo, no entanto o estilo como a guitarra é tocada e as canções são guiadas pela sua voz impõem um toque original às suas canções.

O modo como  violão é tocado, as introduções de alguns poucos instrumentos diferentes em uma ou outra canção, além da som quase gutural de sua voz também ajudam a animar o estilo tão batido e repetitivo dos temas de suas canções, no entanto, não podemos nos esquecer de que esse é o seu primeiro CD e se o artista buscar inspiração, ou melhor, encontrar inspiração em outros temas, não será exagero dizer que Front Porch Step é um dos maiores artistas no meio musical do pop punk/hardcore dos EUA, um gênero que vêm perdendo a criatividade e a credibilidade nos últimos anos.

Enfim, essa foi mais uma dica musical e espero que gostem de ouvir Front Porch Step.

4 pontos e meio

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dica musical: "Glow and Behold" do Yuck

coverYuck é o nome de uma  banda londrina muito legal, com um som geralmente classificado como indie-rock, mas com uma pegada bem anos 90, nostálgica e até melancólica.

Esse ano eles lançaram esse novo CD, que apesar de não ser uma obra-prima da música é um CD muito legal, com algumas ótimas canções, uma diferenciada no som lo-fi que o grupo fazia e a adição de novos instrumentos, o que é sempre algo bem-vindo.

3 pontos e meio

Dica cinematográfica: El cuerpo (2013)



El Cuerpo é um filme espanhol de suspense, lançado em 2013, contando a história de um rapaz, diretor de um laboratório famacológico, casado com uma milionária, dona da empresa em que ele é diretor e de muitas outras, mas que não está feliz com ela e se apaixona por uma estudante da faculdade onde ele palestrou uma vez. Movido pela paixão ele mata a esposa, mas o corpo dela some, misteriosamente do necrotério e à partir daí o filme vira um thriller psicológico, em que memórias são lembradas e segredos revelados por todos os lados.

Começo a ficar encantado com os filmes de suspense com pegada policial da Espanha. A dica de ontem foi meio morna, mas a dica de hoje é quente. Esse filme é contado em um curto período de tempo na história, mas preenche duas horas do seu tempo para assisti-lo e conta com uma temática meio sobrenatural, com um tom macabro, quase um terror em certas cenas, mas não se engane, é um suspense muito bem bolado, com resquícios de Edgar Allan Poe.

O filme começa no meio da ação, a mulher já morreu e o cara já está planejando viver uma vida feliz com a sua amante, somos apresentados ao culpado do crime e podemos achar que o filme se trata de uma investigação, mas o personagem principal é o assassino, por esse motivo, descobrimos que o filme não se trata do assassinato dele, mas descobrir quem roubou o corpo de sua mulher e por que. A polícia suspeita dele. Ele não faz a menor ideia de quem queira fazer isso com ele, apenas sabe que todos ao seu redor correm perigo, até mesmo a amante dele.

Ao contrário do filme de ontem, nesse a história é muito bem contada, abusando do uso de flash backs para completarem as lacunas na história e com um filme realmente surpreendente, que vai te deixar com todos os pêlos do corpo arrepiado e sua cabeça explodida, tamanha surpresa que o final proporciona.

5 pontos