quarta-feira, 24 de junho de 2020

Links sortidos de quarta #45

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Continuamos lembrando que imposto é roubo.

A pandemia é uma farsa.

Por culpa dos criminosos de toga, o Brasil afunda cada vez mais no obscurantismo, mas não podemos nos esquecer de que isso já foi escrito e há um ano, Weimtraub, o maior guerreiro que o governo Bozo já viu, nos alertava disso.

Mesmo com o Novo traindo o povo brasileiro com princípios puramente econômicos, continuo confiando no partido, que tem membros muito decentes, o maior deles, talvez, sendo Marcel van Hattem.

Porque todo homem deve ser forte?

Na raba, toma buttercup!

segunda-feira, 22 de junho de 2020

A internet brasileira caminhou quilômetros para frente na semana passada

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Há uma sensação egotística de acreditar que vivenciamos momentos especiais e únicos na história, provindo da nossa necessidade de afirmação. Conforme essas sensações se tornaram banais e altamente divulgadas nos anos logo após o surgimento e popularização da internet, a forma de se abordar esse tipo de situação passou a ser a irônica. No entanto, há momentos que são realmente históricos e nós podemos entendê-los logo após vivê-los pelo impacto silencioso que eles nos causam.

Foi assim quando o Pânico, aos poucos, foi crescendo e se tornando o veículo de mídia principal para se obter conhecimento das ideias políticas atuais do país, foi assim ao vivermos a calmaria pós-2013, foi assim quando houve um crescimento de ideias conservadoras na internet por volta de 2010... O impacto é silencioso, ou seja, sentimos que algo foi feito de impactante, mas não podemos colocar em palavras o que é que sentimos e apenas tempos, meses ou anos, depois é que conseguimos entender.

Semana passada, dois momentos geraram esse impacto silencioso: a conversa do Flow Podcast com o XBox Mil Grau no meio da semana e a conversa de Maicon Küster com Gambit.

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Já falei do quão importante foi a conversa com o Xbox Mil Grau no Flow aqui, mas nunca falei dessa "polêmica" que o Maicon criou. O caso é o seguinte: o Maicon, junto com o Orochi e o LubaTV reagiram a um vídeo de um pick-up artist (talvez um termo pejorativo?), onde ele se filmou chegando do nada numa mulher e ia parando o vídeo para comentar. O vídeo, polêmico em seu conteúdo por envolver situações que ofendem as sensibilidades atuais da sociedade, fazia parte de um curso para melhorar a auto-estima de homens e mostrava como o cara mais desajeito e estranho poderia se dar bem com uma mulher do nada, no meio da Paulista, num domingão de sol.

E deu certo... no final, o cara beija a menina, mas o vídeo é todo cortado e não mostra como o Gambit (o tal pick-up artist) chegou até aquele ponto, qual o intuito daquilo e quais as consequências. Ou seja, aquele vídeo era um chamariz, colocado no Youtube para chamar a atenção mesmo e vender um produto, que aparentemente dá certo, pois no site oficial do cara encontramos depoimentos de ex-clientes.

O vídeo de reação explora bem as sensibilidades atuais da sociedade, com piadas e do jeito irônico que lastimavelmente os youtubers atuais escolheram usar. A reação em si não acrescenta nada ao debate, fora um ou outro comentário do LubaTV.

Porém, o Maicon lançou um outro vídeo na sexta-feira da semana passada, conversando com o Gambit e o resultado foi realmente construtivo. Lá o Maicon não esconde as suas críticas, honestas e até pesadas, mas também ele se esforçou para ouvir e entender o outro lado e o Gambit tem uma puta oportunidade de explicar o seu trabalho, contextualizar o vídeo e, de certa forma, limpar a sua imagem.

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A real é que ele não é um simples pick-up artist, mas um especialista em interação social, com um curso para melhorar a comunicação dos homens na hora da sedução, mas com um trabalho voltado a melhorar a comunicação de homens de uma maneira geral. Sabe os caras excluídos que não saem de casa, não tem amigos e estão a todo momento minando a própria auto estima? Pois é, ele ajuda esses caras e, de certa forma, faz mais pela sociedade do que qualquer jornalista ou justiceiro social de Twitter.

A verdade é que ele é uma boa pessoa e faz um trabalho muito interessante. No final, o Maicon deixa ainda suas críticas e é complicado mesmo defender algumas coisas que estão no vídeo, mas o Gambit mesmo assume que aprendeu muito e esperamos que ele mude algumas atitudes. Porém, o seu trabalho de melhorar a auto estima de homens, suas abordagens sociais e mesmo a sua vivência pessoal deve continuar.

O que esse evento e a conversa com o Xbox Mil Grau têm em comum?

Têm em comum que eles não seriam coisas que aconteceriam há um ou dois anos atrás, num Brasil extremamente dividido, onde não havia espaço para o diálogo e a honestidade intelectual. O fato de eventos como esse existirem e os dois na mesma semana são indicativos de uma melhora no clima social do país, avanços foram feitos em direção a união do país. Não há mais espaço para direita contra esquerda, mas há amplo espaço para o diálogo e quem não adotar isso, sofrerá muito.

Semana passada escrevi um post dizendo que o Flow iria sofrer muito ainda. Hoje já não sei mais se mantenho essa opinião, pois o vídeo do Maicon me fez retomar a esperança de que caminhamos para um lugar melhor nos discursos sociais brasileiros.

E que melhore!

sexta-feira, 19 de junho de 2020

O que o Flow, Joe Rogan e Pânico na Rádio têm em comum?

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Essa semana foi conturbada na internet... os politicamente corretos ficaram todos doídos porque o Flow foi receber os novos racistas do momento: a dupla por trás do Xbox Mil Grau.

Não importa o que pensamos sobre os caras do canal, até porque o canal já foi parar no limbo da internet, mas o interessante é que o Flow abriu espaço para bater um papo honesto com a dupla e isso deixou muita gente inconformada. De "passar pano pra racista" até "fazer tudo por view", a internet virou, novamente, um poço de santidade, sem espaço para fazer coisas por dinheiro ou assumir a inocência de um qualquer.

No entanto, é exatamente esse o projeto do Flow e é essa a razão de eu ter achado muito foda o projeto, mas também ter achado que ele não viveria muito tempo. E, de fato, agora já temos aí mais de um ano de Flow e eles enfrentam banimentos no Twitter e tentativas de "cancelamento" no Twitter.

A vida não é fácil para alguém que se dispõe a discutir, honestamente, ideias e acontecimentos na Terra de Santa Cruz.

Sim, discutir, honestamente. Foi apenas isso que Igor e Monark, os responsáveis do Flwo fizeram no podcast em que entrevistaram o Xbox Mil Grau. Pra quem nunca viu ou ouviu falar, o Flow é um podcast apresentado por dois caras, que, em momento algum, se assumem donos da verdade e por essa humildade, eles realizam um programa de entrevista, completamente espelhado no Joe Rogan Experience. Até mesmo a estrutura é a mesma, com um técnico atrás das câmeras, que ficam viradas para uma mesa de madeira, onde os apresentados e convidado sentam para bater um papo. A abertura é total e nunca dá pra saber o que eles irão falar e disso sai Davy Jones e Venom Extreme batendo um papo sobre religião, Kim Kataguiri falando de Jojo's Bizarre Adventura, Benê Barbosa conversando sobre Zelda e Rato Borrachudo explicando o grafeno. É uma loucura, assim como o Joe Rogan Experience.

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No entanto, o Joe Rogan Experience é um podcast gravado nos EUA e lá há diferenças substancias com a cultura brasileira, uma delas é a relação dos cidadãos com princípios fundamentais garantidos na Constituição e um deles é o da liberdade de expressão, a qual é adotada a níveis extremos por lá. No entanto, é essa mesma liberdade ao extremo que garante aos habitantes daquele país uma compreensão maior de suas responsabilidades individuais, o que escapa da mente do brasileiro médio.

Para o brasileiro médio só existem dois meios de se falar de algo: o sério e o cômico. Ou você é um especialista ou você é um brincalhão. Não existe o meio termo e é uma vergonha admitir a falta de conhecimento e se curvar diante de quem possui o conhecimento necessário para te instruir. Talvez até mesmo por isso seja tão difícil ser professor no Brasil, afinal, por aqui o professor não ensina nada ao aluno, ele aprende com o aluno.

A estrutura hierárquica da qual se extrai todos os direitos ao mesmo tempo em que se toma compreensão dos seus deveres é ausente na mentalidade do brasileiro médio e além das óbvias consequências políticas e econômicas, temos ainda consequências não-tão óbvias socialmente falando, como, por exemplo, a impossibilidade de se trabalhar com os extremos.

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Não é a toa que um programa de comédia ganhou tanta relevância em anos recentes. O Pânico na Rádio, que nunca se considerou um programa sério, se tornou o principal veículo para conhecermos as ideias dos candidatos a presidência em 2018, colocou em destaque figuras polêmicas em momentos cruciais da história recente do país e assumiu a dianteira como veículo de informação.

Apesar de seus integrantes insistirem na chacota e chamar o programa de "desserviço para a família brasileira", ele se tornou, sim, um dos principais veículos de informação do Brasil.

Assim como o Flow.

Aliás, isso já havia sido salientado por Rogério Skylab na sua entrevista, mas assim como o brasileiro médio, Skylab assumia que o Flow deveria cortar certos comentários de seus entrevistados para que os assuntos abordados não saíssem do controle e entrassem na "desinformação".

A verdade é que um podcast como o Flow está anos-luz há frente da mentalidade média brasileira. É um programa que não perdoa e no podcast com o Xbox Mil Grau pegaram pesado com eles, insistindo muito em temas que os cancelados estavam errados, ainda que irredutíveis e, ao final, não chegaram num acordo de paz ou mesmo numa resposta que fosse pacificadora. Ao contrário, apenas solidificou as opiniões já existentes sobre o Xbox Mil Grau, sejam favoráveis ou desfavoráveis.

É o ápice da imparcialidade, que perceba, não é ausência de opinião. Os integrantes deixam claro a sua opinião, mas se esforçam para apresentar as informações de maneira objetiva e deixar seus convidados a vontade para falar o que quiserem. É uma aula de jornalismo que muitas faculdades não têm.

Depois de toda essa polêmica, a imagem do Flow deve sair ainda mais consolidada, embora provocando figuras fortes da internet, como a própria patrocinadora do podcast, Twitch e isso apenas expõe a hipocrisia de figuras importantes dentro do mundo digital, além de colocar em evidência a importância do apoio individual a cada um dos projetos que gostamos.

A vida de Monark e Igor deve se tornar ainda mais difícil, mas isso faz parte do jogo, assim como a vida de Emílio e cia não é fácil, mas eles têm seus meios de fugirem dela.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Dica musical: "Goons Be Gone" do No Age (2020)

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Quinze anos de carreira fizeram do No Age uma sólida banda de rock enraizada no noise, mas buscando altos patamares. Há anos que o No Age deixou suas raízes noise/punk/rock de garagem para buscar sons diversos, algumas vezes mais lentos, outras mais melódicos, talvez chatos, mas nunca deixando de ser interessante.

Mas o que mais sobraria para uma dupla de rock? Afinal, não podemos esquecer que a banda é, na verdade, uma dupla. Uma banda de dois, por assim dizer e isso acarreta diversas limitações. Fazer um som barulhento pode ser ainda mais entediante e se aventurar no campo do som experimental, buscando alternativas para o som que produziram nos quase primeiros dez anos de carreira fez muito bem para o No Age entender o seu lugar dentro do mundo da música.

E seu lugar é como uma sólida banda de rock agitado, enérgico e barulhente. Em Goons Be Gone eles voltam assumindo de vez uma postura barulhenta, explosiva e cheia de energia, mas com pitadas de experimentalismo que quebram a monotonia do que uma barulheira danada pode causar. O resultado é um excelente álbum de noise, com um pé no punk e digno de figurar entre os grandes nomes do gênero, como as lendas japonesas, Boris e Melt Banana.

Porém, o álbum também engana, afinal para o ouvinte descuidado pode achar que essa é a mais nova banda de punk do momento e ao ouvir o resto das músicas irá se espantar. Não se espante, apenas deixe-se levar pelo barulho de guitarras distorcidas e batidas repetitivas de bateria, sem se importar com os resultados que isso pode trazer para a sua audição.

Vale muito a pena.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Old Black Block

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- Filho, eu descobri essas coisas no seu armário...

- Qual é o problema de ter uma máscara do Anonymus e um taco de Baseball?

- Você usa isso?

- Não... quer dizer, às vezes.

- É que estou precisando, será que você me empresta?

- Precisando..? Pra quê?

- É que eu li as coisas que você andou escrevendo na internet...

- Você andou lendo meu Face?

- Qual é o problema, não é publico?

- É, mas...

- Pois é, eu li o que você escreveu, e...

- Pai, eu sei que você não gostou do que eu escrevi lá, mas eu não vou discutir, são as minhas idéias... Eu tenho 27 anos! Sou anarquista, e...

- Não! Eu achei legal! Você me convenceu!

- Convenci o Senhor? Do quê?

- Tá tudo errado mesmo! Você faz bem em nunca ter trabalhado. Eu li o que você escreveu e concordo. Agora eu sou anarquista também, que nem você!

- Você o quê??? Pai, que história é essa?! Você está maluco??

- É, você fez a minha cabeça! Tem que quebrar tudo mesmo! Agora eu sou Old Black Block!!!

- Pai, você não pode!! Você é diretor de uma empresa enorme! E...

- Não sou mais não, larguei meu emprego, e mandei meu chefe tomar no ... Mandei todo mundo lá tomar no ...

- Pai, você não pode largar o seu emprego, você está lá há 30 anos! Isso é um absurdo!

- Posso sim, aliás já tô juntando uma galera pra ir lá e quebrar tudo!

- Quebrar tudo, onde??

- No meu trabalho, vamos quebrar TUDO! Abaixo a opressão! Abaixo tudo! Sou contra TUDO!!

- Você não pode fazer isso Pai!

- Posso sim! É só você me emprestar a máscara e o taco de Baseball. Você vem comigo?

- Não, acho melhor não...

- É melhor você vir junto, porque agora que eu larguei tudo, a gente vai ter que sair deste apartamento.

- Sair daqui? E a gente vai morar onde??

- Sei lá! Vamos acampar em frente a uma empresa Capitalista qualquer e exigir o fim do Capitalismo!

- Pai, você não pode fazer isso, não pode abandonar tudo!

- Tô indo, fui!

- Peraí Pai! Paai! E minha mesada, e meu carro? Onde eu vou morar?? E as minhas férias em Floripa? E meu computador? E minha internet de fibra ótica? Volta aqui!Volta aqui, Pai! Voooooltaaaaaaa!!!

Como dizia Margaret Thatcher: O socialismo é muito bom, mas só enquanto durar o dinheiro... dos outros.

Autor Anônimo

terça-feira, 9 de junho de 2020

Dica musical: "Songs from Northern Torrance" de Joyce Manor (2020)

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Reunindo raros registros dos primórdios da banda, esse CD se destaca na discografia recente de Joyce Manor, pois contém algumas das mais brutais, enérgicas e sensíveis canções que eles já produziram.

Gravas entre os anos de 2008 e 2010, ou seja, há mais de uma década, as dez canções de Songs from Northern Torrance são demos, mas também registros musicais do início da carreira dos músicos californianos de uma era há muito esquecida, a de quando eram apenas um duo acústico. No entanto, apesar da falta de distorções e baterias, eles já carregavam toda a energia que consagrou o nome deles na história recente da música punk.

Agitadas, fortes e rápidas, o álbum todo não acumula mais que 20 minutos, mas são um belo conjunto de canções prontas para habitarem as playlists de qualquer fã da música punk. É uma explosão de energia atrás de outra e tão rápido ela chega, ela vai e some e você fica com aquele gosto de quero mais nos ouvidos.

No entanto, é necessário discrição, pois você irá se pegar cantando alto essas músicas na rua, balançando a cabeça e em tempos de pandemia pode muito bem ser preso por isso. Outro aviso: tenha dó dos seus vizinhos que não foram abençoados com o seu gosto musical.

 

domingo, 31 de maio de 2020

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Links sortidos de quarta #41

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Mais uma de René Girard: inovação, mimesis e o que a arte tem a ver com tudo isso?

Em janeiro, tivemos a III Guerra Mundial; em fevereiro, as queimadas; em março, a pandemia; em abril, OVNI's confirmados; em maio, descoberta a dimensão do avesso... se já não bastasse tudo isso, o Petry manda a real sobre politização.

De um dos melhores canais no Youtube brasileiro, porque o Estado vai desaparecer?

Definitivamente enfrentamos mais uma peste negra: o distanciamento social tomou a forma de humilhação ritualística.

Paulo Kogos passando pano pro Bolsonaro, porque ele é um gordinho autista e não porque o Bonoro é o único que está, abertamente, defendendo as liberdades individuais de cada um nessa pandemia chinesa.

1 ponto a mais para a Liberdade! Uma charter city muito promissora foi aberta em Honduras.

Uma pontada de esperança no meio da pandemia: as pessoas estão mais favoráveis ao ensino domiciliar.

Paulo Kogos, um poço de lucidez.

Mudança é a chave mestra.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Links sortidos de quarta #40

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Uma rara entrevista com René Girard, que estava em um blog já falecido e hoje encontra-se nesse link, mas pode sumir a qualquer momento. Esperamos que não.

Ancap.Su é um canal no Youtube que ganhou grande destaque nessa época de pandemia e eu descobri que seus vídeos são muito bons, como por exemplo, o que indicarei hoje: onde o anarcocapitalismo já foi implantado?

A Suécia é modelo no tratamento de Covid, mas não é em mais nada além disso.

Cardinal Müller mandando a real.

Arthur do Val, um dia, serviu muito bem à nação... hoje é exposta a sua canalhice.

Naomi Seibt, uma das mais jovens e geniais líderes mundiais, responde às acusações de que ela é uma teórica da conspiração.

Paulo Guedes pra presidente.

Um belo poema de Paulo Kogos.

Por fim, o melhor guia de camisetas da internet!

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Links sortidos de quarta #39

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Começo indicando um clássico artigo falando da quarta geração da guerra. O tópico pode parecer distante com relação a tudo que se aborda nesse blog, mas não é, tendo em vista a indicação de Rematar Clausewitz. É interessante como esse artigo apresenta ideias que parecem ter sido incorporadas por René Girard, como, por exemplo, a dissolução dos mecanismos de guerra, não mais travadas num delimitado campo de batalha, mas num campo teórico, longe de qualquer ligação nacional, mas valendo-se de ideologias, por exemplo.

Mais de René Girard: uma resposta a Joseph Campbell, os evangelhos são míticos?

O grande Samy Dana descendo a lenha em jornalistas.

Entrevista com Johan Giesecke, o responsável pela bem-sucedida estratégia sueca sem confinamento ou quarentena, dando poder e liberdade ao povo.

Yuri Vieira sendo o genial Yuri Vieira.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Trinca de dicas cinematográficas

Já não tenho mais paciência de escrever dicas aqui para o blog e nem para o Locadora TV, mas não me esqueci disso aqui e, por esse motivo, vou fazer um post com três dicas rápidas de verdadeiras obras de arte que tive o prazer de assistir numa TV de 50 polegadas nessa quarentena maldita.

Meus vizinhos, os Yamadas (1999)

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Clássico do estúdio Ghibli dirigido pelo grande Isao Takahata, mas que, lastimavelmente, não se encontra no catálogo da Netflix, por enquanto. O filme conta a história de uma família de 5 pessoas, Nonoko, a filha mais nova, Takashi, o pai, Matsuko, a mãe, Noboru, o filho mais velho e, por fim, Shige, a avó (não fica claro de quem ela é mãe). Animado de uma maneira que se tornou característica de Takahata, o filme lembra pinturas de tinta pastel e é um slice of life muito sagaz, apresentando o cotidiano de uma família comum, que briga, enfrenta problemas, mas brincam, se entendem e cantam juntos no final.

Filme muito divertido e pronto para uma noite em família.

Josey Wales - O Fora da Lei (1976)

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Dirigido e estrelado pelo magnânimo Clint Eastwood, esse filme é uma clássica história de vingança ambientado no velho oeste. Após ver sua família ser morta por gangsters, Josey Wales se une a um grupo de rebeldes sulistas no meio da Guerra Civil Americana, os quais também buscam vingança contra os gângsteres. No entanto, a guerra acaba. O norte vence, os gângsteres se unem aos políticos do norte e logo Josey Wales, que não entrega suas armas ao governo, se torna um fora da lei, por acreditar numa moral inabalável. E em nossa dessa moral inabalável, ele se une com antigos e novos amigos numa batalha mortal contra o mal.

A obra é brilhante em sua narrativa, contém uma direção fantástica, não apenas no jogo de câmeras, mas também na qualidade de suas imagens (é impressionante que um filme dos anos 70 pareça muito mais bonito que qualquer filme atual, cheio de filtros e efeitos especiais que escondem a beleza da realidade). É um filme recheado de camadas, dando pano na manga pra muitas discussões, desde o passado sujo da política norte-americana até moral e honra. Brilhante!

Rapsódia em Agosto (1991)

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Os fãs de Akira Kurosawa são criados a sangue e ódio, mas isso é apenas superficial. Grandes obras dele são Sonhos e Madadayo, mas é claro que brilham muito mais as batalhas sangrentas e discursos estoicos. Um exemplo que se encontra no extremo oposto às batalhas é Rapsódia em Agosto, que conta a história casual de uma famíia que descobre um parente distante no Havaí, o qual é visitado por seus sobrinhos, que nem sabiam da sua existência. As desventuras da família em terras americanas é acompanhada de longe pelos 4 filhos do casal de sobrinhos e a avó deles, a qual mora numa terra rural em Nagasaki. Visitando memórias antigas de um passado que eles não viveram, mas sentindo a sua presença opressora, os jovens membros da família tentam conciliar o passado de sua família com a realidade atual de sua família.

O filme nos apresenta discussões muito profundas sobre a relação entre EUA e Japão no pós-guerra, principalmente do lado japonês, o embate entre as duas nações e a regeneração de seu relacionamento. Sensacional!

 

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Links sortidos de quarta #38

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Então, como anda 2020?

Janeiro: Terceira Guerra Mundial

Fevereiro: mundo pegando fogo, literalmente.

Março: Peste chinesa

Abril: Quarentena

Março: Aliens?

Samy Dana mandando a real sobre o Coronga!

Leonardo Siqueira, aquela puta liberal, aparece com mais uma thread incrível sobre os caminhos que o Brasil deve seguir para crescer. Aviso: o negócio deprime pela extensão e profundidade dos problemas na Terra de Santa Cruz.

E mais do Coronga: o que a tecnologia 5G tem a ver com tudo isso?

Do melhor site da web, aprenda a fazer uma arma de brinquedo!

terça-feira, 5 de maio de 2020

Rematar Clausewitz: Além Da Guerra

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Um dos últimos livros de René Girard, Rematar Clausewitz: Além da Guerra é o esperado desfecho de seu pensamento revelador, servindo como ponto de partida para a eternidade.

Escrito na conhecida forma de diálogo que marcou um dos livros mais importantes para o pensamento de René Girard, Coisas Ocultas desde a Fundação do Mundo, com Benoît Chantre, Rematar Clausewitz trata-se das conclusões a que o grande filósofo francês chega ao descobrir um clássico de teoria de guerra alemão escrito ainda quando Napoleão dominava a Europa. O livro, chamado Da Guerra ou Vom Krieg no original em alemão, foi escrito por Carl von Clausewitz, um general alemão que perdeu para Napoleão e a sombra do imperador francês nunca deixou de assombrar a sua vida, levando-o a se juntar com os russos e passar o resto de seus dias exilado, longe da esposa e inconformado com os caminhos que a guerra tomava em sua época, ressentido, escrevendo o que viria a se tornar um clássico, Da Guerra.

Partindo do conceito de guerra em Clausewitz, que diz que a guerra nada mais é do que uma extensão da política, Girard elabora, utilizando-se não apenas das sábias palavras de Clausewitz, mas também de sua biografia, assim como a biografia de Schiller e madame de Stael, os confins da sua teoria mimética. Se a teoria do desejo mimético explica muita coisa, ela ainda não havia encontrado uma base histórica, que fundamentasse a linha da História para então conseguir elaborar uma ideia de futuro. E é aqui que entra Rematar Clausewitz.

Aqui Girard aprofunda o seu pensamento e eis o porque do título do livro. Não é apenas o remate de uma obra inacabada, no caso Da Guerra, mas também do remate da teoria mimética.

Clausewitz era um rival mimético de Napoleão, os dois viviam em confronto e essa posição permite que Clausewitz conclua que a guerra nada mais é do que um duelo, mas um duelo entre dois países, ou seja, um conflito generalizado, a escalação do conflito mimético que gera a crise, um processo amplamente discutido em Violence and the Sacred.

A guerra é o resultado de um conflito que se inicia entre indivíduos e acaba abarcando nações inteiras. O resultado dessa história nós sabemos, é a violência generalizada e eis a conclusão apocalíptica de René Girard: estamos caminhando para o fim do mundo.

Mas aí temos que dar um passo atrás e identificar o que isso quer dizer longe de qualquer misticismo: Apokálypsis significa "revelação" em grego. O resultado da rivalidade mimética entre pessoas gera um duelo que termina com o extermínio de um, quando ela se expande, a violência encontra um bode expiatório que serve para purgar a sociedade, mas o que fazer com relação às guerras entre nações? Nações inteiras serão eliminadas num processo que engole todo o mundo e o bode expiatório pode ser grande demais para ser abarcado em números. O resultado lógico é uma catástrofe e é nesse sentido que o apocalipse de René Girard deve ser compreendido, é apenas um cálculo lógico das situações atuais.

O problema é que Da Guerra é um livro inacabado, mas além disso, é um livro que não levou a uma continuidade do pensamento de Clausewitz, que tem um insight brilhante nas suas primeiras páginas para nunca mais retomá-lo. Sua famosa frase "a guerra é a continuação da política por outros meios" encontra-se logo no começo do livro e essa ideia não é retomada. Mas é a partir dela que Girard parte, podendo se apoiar em uma ampla história que vai desde o fim das guerras napoleônicas, passando pelas duas guerras mundias, uma guerra fria e culminando no terrorismo.

A guerra é a impersonalidade do conflito e hoje essa impersonalidade encontra o seu ápice nos ataques terroristas. Organizados por organizações terroristas que mal conhecemos, propagado por indivíduos que escondem suas faces e apoiando-se em ideologias que não conhecemos, são o ápice de uma guerra que nunca acabou e que mal compreendemos pois ela se esconde em nosso cotidiano. E se não nos identificamos com ataques terroristas aqui no Brasil, podemos dar um passo atrás e nos ater a um outro conflito muito ativo em nosso país: as guerras ideológicas. Girard nos alerta para esse novo conflito que invade os lares e esconde a verdadeira face da violência: as ideologias.

A guerra ideológica é apenas uma extensão da guerra armada e todos sabemos, afinal não era exatamente isso a Guerra Fria? E mesmo com a História a nos ensinar, nós ainda nos tornamos vítimas dessa violência, que hoje não encontra barreiras. A bomba atômica seria a última barreira para a violência e, de fato, deu fim a uma das maiores guerras que a humanidade já viu, mas sua existência não exterminou a violência, apenas a diluiu. Ninguém entra em guerra direta com os americanos , chineses ou russos, mas há mostras de violência indireta, inclusive de forma comercial, afinal, é esse o sentido de guerra comercial, não? A violência se diluiu e o conflito se espalhou. Aos olhos de Girard, vivemos tempos muito mais violentos do que os tempos dos duelos armados.

Então, o que fazer?

A solução Girard já nos deu em outros livros, apenas esclarecendo aquilo que já havia sido revelado para a humanidade há mais de 2000 anos: a verdade de Cristo. Aqui ele não tem problema nenhum em admitir que é um apologista, ele assume que é mesmo. Cristo colocou Deus no papel de bode expiatório revelando por inteiro o mecanismo que apenas perpetua a violência, uma revelação que deveria por fim à violência, mas se os cristãos continuaram violentos depois disso não foi por causa de Cristo, foi porque os cristãos não foram cristãos o suficiente.

Isso não quer dizer simplesmente se render para todos os malefícios do mundo, mas procurar entender profundamente a origem desse mal. Sabemos a origem das guerras comerciais, conhecemos a origem da injustiça, vimos o resultado em tentar mudar isso de maneira radical  e totalitária. Não deu certo. A solução para o capitalismo selvagem deve partir de uma compreensão plena da situação econômica do ser humano e abrir possibilidades para um crescimento econômico sadio. O lógica do lucro acima de tudo leva apenas a uma perpetuação da violência. Há soluções para isso, há pensadores caminhando nessa direção, as crises nos ensinam muito e tentar segurar as crises, virar as costas para elas, não irá nos colocar num lugar melhor.

Nas últimas de seu livro, Girard volta-se para a questão islâmica e o terrorismo. Apesar de mais novo que o cristianismo, o islã não compactua das mesmas conclusões que o cristianismo e o autor assume, sem pudor algum, que o islã é uma religião arcaica. No entanto, ele não nega que deveríamos estudá-la mais profundamente, compreender a mente terrorista, de fato. É só através dessa compreensão que iremos deter a violência.

O apocalipse de René Girard é uma proposta desafiadora, assustadora, poderia até passar como loucura (e acho que deve ter sido à época de seu lançamento), mas ler essa obra magnífica em tempos de pandemia é uma atividade esclarecedora.

 

sábado, 2 de maio de 2020

Coronga 12: Mãe África!

Em meio a tantas notícias ruins um mistério desponta, acendendo uma chama de esperança: o continente tem um percentual de mortes tão baixo que desafia toda e qualquer explicação científica.

Antes do Coronga começar a sua devastação pelos EUA, a questão racial já havia sido levantada, pois o vírus chinês parecia fazer pouco caso dos negros e infectar mais brancos. No entanto, com sua chegada aos EUA e a devastação das comunidades negras americanas, essa dúvida foi deixada de lado.

No entanto, o Coronga parece fazer pouco caso também do continente africano. É bem sabido que muitos países africanos tomaram medidas para impedir a chegada do Coronga por lá, impedindo voos para e da China já em fevereiro. Muito sábio da parte deles, mas o vírus ainda assim chegou lá, com casos sendo computados em todo o continente africano, como podemos ver na imagem a seguir:

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Porém, contudo, entretanto, quando a crise parecia que ia aniquilar o continente africano, que já sofre com insalubridade, crises econômicas, guerras civis, governos corruptos, rixas raciais e perseguições religiosas, os casos simplesmente estagnaram e não houve muita interferência na liberdade individual de seus habitantes.

Das ruas agitadas de Cairo aos portos movimentados de Durban, medidas preventivas foram tomadas como o uso obrigatório de máscaras, monitoramento dos habitantes nos grupos de risco e em regiões insalubres, mas a taxa de contaminados continua baixa, desafiando qualquer expectativa.

O mundo laico admira perplexo o caso africano, mas o mundo religioso encontra numa a confirmação de sua fé e, principalmente, a verdadeira fé católica, pois é no continente africano que o número de fieis mais cresce no mundo todo e apesar de muitos ignoraram o poder das orações e outros tantos duvidarem da intervenção divina, ela é real e os resultados podem ser vistos a olho nu.

Os resultados estão aí, a olho nu, para quem quiser ver: a oração dá resultados! Cardeal Sarah que o diga.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Links sortidos de quarta #37

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Uma matéria antiga, mas que merece ser relida sobre o deplorável estado que se encontram os cursos de licenciatura.

Desde 2016 rola no congresso nacional uma proposta que visa acabar com os supersalários do funcionalismo público. Há duas semanas ela seria votada, mas o Ñoño não deixou passar, por conta de um lobby furioso de (que surpresa!) magistrados.

Não tem mais solução: ou recuperamos a credibilidade do magistério católico ou acreditaremos em fábulas como a de que o céu está caindo.

Não existe confissão via internet.

Fones de ouvido 5.1 e 7.1 não fazem sentido.

Do melhor site da web, como dobrar uma carta no seu próprio envelope.

Pra finalizar, um vídeo que resume bem minha opinião sobre os acontecimentos de sexta-feira, tão urgente, que será inserido no post:

https://www.youtube.com/watch?v=Bka0SriECqo

 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Coronga 11: A fonte

Muita gente não aceita que o Coronga é um vírus chinês, outros acusam de racismo qualquer um que fale isso e até mesmo o governo chinês tenta esconder esse fato, mas a verdade é que não só o Coronga é um vírus chinês, como a culpa dessa epidemia é toda do governo chinês!

Eis o vídeo com as provas disso:

https://www.youtube.com/watch?v=bpQFCcSI0pU

Há uma versão dele circulando com a tradução em português, mas esse já contém legendas em português, mal feitas, mas acredito que o suficiente para os poucos leitores desse blog.

A teoria de que o vírus fora criado em laboratório e faz parte de um plano de dominação mundial permanece mera conspiração, mas que a China está ganhando com essa epidemia, isso ela está.