domingo, 14 de abril de 2013

Dica cinematográfica: Cowboy Bebop: The Movie

Já disse aqui que Cowboy Bebop é o melhor anime de todos os tempos, certo?
Não só isso, é a melhor série de animação que alguma vez já existiu.
E não é pra menos, Cowboy Bebop é uma série muito original, criando cowboys do espaço em uma espécie de futuro onde os seres humanos podem viajar por todo o universo e os cowboys voltam para batar ordem.
Sem contar na trilha sonora, os efeitos especiais e seus personagens, que uma vez que entram na sua vida, nunca mais irão sair.
Esse é o filme do Cowboy Bebop, que se passa em alguma época entre o episódio 20 e o 21, eu acho, mas foi feito depois do término da série. Em 2001, se não me engano.
Conta a história de mais uma caçada na vida de Spike e cia, no entanto, é um vilão muito mais sinistro e misterioso, com habilidades além da compreensão, envolvendo drogas e assassinatos em massa.
A trama é sinistra e você tem que ficar atento aos detalhes, mas quand o filme termina, você fica com uma sensação de alívio e felicidade no peito, além daquela estranha tristeza de saber que este é o último material inédito que você verá da série. Nada mais foi criado depois do filme, infelizmente.
Enfim, aproveitem a primeira parte do filme e terminem de assistí-lo, vale muito a pena.

Dica cinematográfica: A caça

A caça é um filme dinamarquês de 2012.
O filme retrata a vida de Lucas, um professor do jardim de infância que se vê em uma situação extremamente complicada ao ser acusado de ter abusado sexulmente de uma menina.
O problema é que Lucas é inocente, tudo na verdade não passa de um tremendo mal-entendido, em que a menina acaba se apaixonando pelo professor e Lucas, mostrando ser tremendamente responsável devolve à menina sua declaração de amor e ela, claro, fica chateada.
Ao ser indagada pela diretora, ela acaba inventando uma mentira, envolvendo umas imagens pornográficas que viu de uma revista do seu irmão mais velho, dizendo que o professor abusou dela.
Tudo se complica quando a menina desmente a história e os adultos, em toda a sua ignorância, acreditam que ela se sente envergonhada com o caso e acham que ela quer encobertar o professor. 
Eles não acreditam que uma menina possa mentir.
Sendo assim, Lucas enfrente todo o ódio de sua pequena comunidade e acaba sendo perseguido e sofrendo ostracismo aonda quer que vá, até que ele descobre que algo assim, nunca poderá ser esquecido.
Ou até perdoado.
Recomendo, pois é um bom filme para refletir sobre a atitude das crianças e sua suposta inocência.
O que acontece é que crianças não são extremamente inocentes, nem extremamente mentirosas. Elas estão descobrindo o mundo e para isso contam histórias, brincam, bagunçam e fazem tudo isso na maior inocência, mas é para que elas possam descobrir como essas coisas funcionam e quais as consequências no futuro.
Portanto, fiquem de olho em suas crianças.

sábado, 13 de abril de 2013

Dica cinematográfica: Dentro da casa

Germain é um professor de lingua francesa de ensino fundamental, que começa o ano como o professor principal do 8º C. Além disso, Germain é um típico homem de meia idade envolvido com literatura. Avesso à arte contemporânea, ironicamente sua mulher trabalha em uma galeria de arte contemporânea. Além de ser ranzinza, pessimista e descontente com sua carreira, ou melhor, com sua vida.
No entanto, ele acaba descobrindo, para sua surpresa, no meio de um monte de textos horríveis de seus alunos, uma ótima redação, que dá inicio à uma intrigante aventura entre professor e aluno, com consequências completamente inesperadas para os dois.
 Dentro da casa foi uma surpresa pra mim. Eu começo a admirar cada dia mais o cinema europeu, mas esse realmente me surpreendeu, exatamente por que eu não esperava nada desse filme. Sabia da sinopse, mas ela não diz muito do que pode acontecer durante todo o filme, nem revela grandes detalhes do roteiro.
O filme é interressante demais. Toda a história vai te envolvendo do começo ao fim e você não consegue desgrudar os olhos do filme. Simplesmente, cada cena se torna imperdível.
O aluno de Germain também é um ótimo personagem, ele é complexo demais e quando o filme acaba você não sabe se o odeia ou se o ama. Acho que é melhor ficar no meio termo entre as duas reações que já está bom demais.
Isso sem contar a parte técnica. A fotografia do filme é magnífica, fazia tempo que eu não via um filme que explorava tão bem os planos, os cenários e tal... provavelmente por que o filme dá atenção às casas. E a música também é muito boa, combinando perfeitamente com as cenas.
Ou seja, Dentro da casa é um filme que merece ser assistido por todos que gostam de uma boa história.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Dica musical: "Sempiternal" do Bring Me The Horizon

Ao contrário de alguns reviews que vi por aí, eu não vou falar mal do Bring Me The Horizon e, sim, pra mim esse é um dos melhores lançamentos do ano na indústria musical.
Óbvio que o Bring Me The Horizon não evoluiu tanto assim, falando no quesito "letras", afinal as letras de suas músicas continuam a mesma coisa de antes, beirando a falta de criatividade, mas isso já é de se esperar de bandas metalcore/hardcore.
As letras são sempre sobre amores não correspondidos ou que terminam mal. Sobre depressão, raiva contra a igreja, contra a namorada, contra cretinos em geral e é sempre isso. Blá Blá Blá.
Mas algumas canções como "Can you feel my heart?" e "Shadow Moses" conseguem ser boas letras, o tema é normal, batido, mas o desenvolvimento não.
E isso é um ponto positivo.
Sem falar no lado musical. Agora eles têm um tecladista, o que adiciona vários toques eletrônicos que a banda já apresentava em seus antigos CD's, no entanto agora esses toques estão organizados e se encaixam perfeitamente nas músicas, formando uma bela união entre toques eletrônicos e música pesada.
A guitarra está pesada, a bateria também, os toques eletrônicos são bem "rasgados" e os vocais estão ótimos. Já não é aquela gritaria rouca dos outros CD's. Parece que o Oliver está formando menos seus gritos, o que deixa a música mais "audível", se é que me entende.
Enfim, recomendo o novo CD do Bring Me The Horizon e aguardem o próximo gato filosófico.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dica cinematográfica: 2001: Uma odisséia no espaço

O filme não pode ser assistido apenas uma vez. Você têm que assistí-lo várias vezes durante sua vida e a cada vez que fizer isso, irá interpretá-lo diferente. Quando você o assiste quando é adolescente, acha-o chato, já quando você está na universidade, vai ter uma interpretação completamente diferente e vai achá-lo genial. Quando tiver quarenta e todos anos, já vai achá-lo legal, interessante, mas não irá ser um marco na sua vida e quando você for velho, aí eu nem sei.
2001 é uma viagem. Sim, uma viagem, daquelas bem loucas, mas não do tipo que é necessário usar drogas ou algo assim. É uma daquelas viagens bem loucas de ideias que você tem com seus amigos em alguma tarde enfadonha e quente de verão, após um dia cansativo na escola.
O cansaço, o abatimento, o tédio e a liberdade de poder dizer qualquer coisa para seus amigos faz com que ideias absurdas, loucas, idiotas e geniais apareceram.
Foi provavelmente dessa forma que surgiu 2001, de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke, que escreveu o livro, que já está na minha lista de leitura, só vou terminar um livrinho que to lendo aqui (muito bom por sinal e já to preparando um post pra ele) e aí já vou ler.
Tudo começa com um plano que tem uma interpretação muito espiritual e até maneira, mas isso varia de pessoa pra pessoa e aí começa o "Nascimento da humanidade".
Nessa parte do filme eu já percebi a genialidade do filme, ao mostrar em uma sequência quase ingênua a olho nu, a descoberta, por um macaco, da sua primeira arma e seu uso, vantagens e poder.
 Logo depois, há o maior corte da história do cinema, que salta alguns milhares de anos e a arma primordial, um osso, é substituída por uma caneta. Essa cena também é cheia de interpretações, mas o que importa é o misticismo usado no final, mostrando um maldito monolito, que deve representar alguma coisa, mas você não sabe se é uma forma de vida super-evoluída ou um objeto de alguma forma de vida super-evoluída.
E então a história salta mais 18 meses e aí vem a minha parte preferida do filme, devido à sua crítica. Somos apresentados à um grupo de astronautas, indo em direção à Marte a bordo de uma espeaçonave controlada pelo super computador HAL 9000.
O HAL 9000, de acordo com o que eu li é uma crítica à IBM, o que até faz sentido (É só você voltar uma letra no alfabeto na sigla da empresa e você terá HAL). No entanto, não sobre críticas só à empresa, mas a escravidão dos seres humanos por robôs.
O HAL controla toda a espaçonave, do grupo de cinco astronautas, apenas 2 permanecem acordados, os outros são mantidos em estado de hibernação por que só serão úteis após chegar em Júpiter, ou seja, o ser humano nem é tão útil assim, aliás, o ser humano passa a ser cada vez menos humano.
O astronauta principal da missão recebe uma vídeo chamada de seus pais, desejando-lhe feliz aniversário e ele reage com total apatia. O outro astronauta perde uma partida de xadrez e também não expressa a menor reação. Não dá nem pra dizer que eles estão entediados, por que os indivíduos não expressam o menor sinal de emoção, nem quando seus companheiros de viagem morrem ou são abandonados no espaço.
O engraçado é que no único momento em que algum sentimento é expressado é no momento em que o computador é desligado.
Ou seja, não deixamos de ser humanos, só deixamos de nos importar com humanos, afinal, de que servem eles, afinal? Propvavelmente na história de 2001 não servem nem para a reprodução. Provavelmente os bebês nasciam perfeitos, de incubadoras artificais, simulando úteros ou alguma outra piração desumana e ridícula, mas que, temo eu, pode virar realidade e muitas pessoas iriam amar.
A partir daí o filme vira uma bagunça subjetiva, mas nem por isso vira um filme ruim. Pelo contrário, essa é a parte mais "espiritual" do filme, digamos assim. Nessa parte, ao meu ver, são explorados temas científicos (como viagem interdimensionais, buracos de minhoca e vida extraterrestre) e temas espirituais (como a vida após a morte, ressureição e até mesmo Deus, por que não?) e como tudo isso pode conviver muito bem e como tudo converge em um único ponto.
O ponto da criação.
Provavelmente eu viajei muito nas minhas interpretações desse filme, mas eu acho que é assim, cada um pensa algo diferente sobre esse épico do cinema e todos estão certos, por que 2001 não é 2+2=4.
Até mais.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dica cinematográfica: Argo

Tá certo, este filme já tá velho, eu sei... Mas é que eu to planejando falar dele aqui, mas só hoje criei coragem!
Argo é um filme vencedor do Oscar, dirigido pelo Ben Affleck, baseado em fatos reais, inspirado em um livro escrito pelo ex-agente da CIA Antonio J. Mendez e em um artigo publicado na revista Wired, contando como a CIA conseguiu tirar u grupo de americanos do Teerã, em plena crise dos reféns no Irã, uma crise diplomática entre o Irã e os EUA, onde 55 americanos foram feitos reféns, alguns até foram mortos, durante a revolução iraniana.
Acontece que a CIA havia ajudado em um golpe de estado no Irã, estragando todo um sistema diplomático que havia sido implantado no país e aí a população iraniana se enfureceu e em um tremendo ato de imbecilidade invadiram a embaixada americana do país, destruíram tudo e sequestraram um monte de americanos, que foram mantidos como reféns.
No entanto, 6 (acho que foram 6) americanos conseguiram se esconder na embaixada canadense.
Em um tremendo ato de ousadia e coragem, o então agente Tony Mendez decide resgatar todos eles, criando um falso filme de ficção científica chamado Argo, com produção, diretor, roteiro e até obras de arte para exibição e indo até o Irã, com a desculpa de que diversas cenas serão filmadas lá.
O cara arranja passaportes, identidades e ocupações cinematográficas para os reféns americanos, que se passam por canadenses e, contrariando até as ordens de seus superiores, ele resgata os cretinos que estavam se escondendo.
Isso foi uma tremenda operação na época e foi mantida em sigilo, tanto que o Canadá ficou com o mérito do resgate e o ódio dos iranianos.
Engraçado que os EUA cometeram tantas burradas de lá pra cá, que mesmo após mais de 30 anos, os iranianos continuam odiando a cueca do Canadá, ao invés do amável país da América do Norte.
Agora a parte técnica. O Ben Affleck é um ótimo diretor. A fotografia é muito boa, a trilha sonora e todo o modo como a câmera vai filmando as ações, de uma maneira muito limpa, mas que ainda te deixa com uma leve confusão gostosa na cabeça.
Sem contar que o roteiro te mantém ligado no filme do começo ao fim, é muito bom e quando acaba você fica querendo mais e mais e mais.
Enfim, Argo é um filmasso e merece ser assistido e re-assistido por todos que gostam de um bom filme com bastante tensão.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dica musical: "Strange Pleasures" de Still Corners

Still Corners é um duo britânico formado em 2007, como ideia do profutor musical Greg Hughes e a vocalista Tessa Murray. O som deles é voltado pro indie pop, com umas pegadas bem eletrônicas, lembrando um pouco o MGMT às vezes e outras cantoras pop indies em suas melhores fases.
No entanto, ao contrário de outras bandas e tal, esse duo ainda está no começo da carreira, "Strange Pleasures" é seu segundo CD e conta com ótimas músicas.
O duo faz um som legal de ser ouvido e talvez você escute eles em alguma baladinha indie da sua cidade, se tiver alguma na sua cidade na minha não tem! Droga!!!
Eu ouvi Berlin Lovers no Youtube, através do clipe da música e logo pensei que valeria a pena ouvir mais da banda. Aí eu ouvi o primeiro CD deles, que tem uma pegada mais introvertida, com músicas ótimas, só que mais voltadas à vertente ambient da música eletrônica, o que não é um ponto negativo.
Depois decidi ouvir o segundo CD e aí virei fã. As músicas são mais dançantes, ainda com um pé no ambient, só que com batidas mais rápidas e uns toques eletrônicos pegajosos.
E não adianta falar que algumas músicas são chatas, elas são tão curtas, que mesmo as chatas se tornam legais de ouvir. E as boas deixam com aquele gostinho de quero mais nos ouvidos.
Enfim, vale a pena ouvir e re-ouvir Still Corners.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dica musical: Jimi Hendrix "People, Hell and Angels"


Jimi Hendrix já morreu. Mas o cara trabalhava tanto que até hoje, 33 anos após a sua morte, continuam sendo lançados CD's com músicas inéditas suas.
"People, Hell and Angels" é um exemplo disso, lançado no dia 5 de Março desse ano, contém 13 músicas inéditas e muito boas, diga-se de passagem.
Algumas pessoas, como o meu irmão, ousam dizer que existem guitarristas por aí que são melhores que o Jimi, mas esse cara, esse guitarrista lendário reinventou a guitarra, um instrumento tão simples e ao mesmo tempo tão essencial para a música.
Mas o que seria da música sem Jimi Hendrix? Hoje em dia, pouco se fala dele e fala-se muito de Renato Russo, Beatles, John Lennon e Kurt Cobain, no entanto é o Jimi Hendrix que ocupa o trono sagrado do rock.
É o Jimi Hendrix que foi proclamado pelos melhores rockeiros, artistas, críticos e revistas especializadas como o deus do rock.
Tá certo, se você procurar na internet, achará muitos vídeos de guitarristas que tocam 500 notas por segundo, mas esses caras apenas tocam suas guitarras, eles não a manuseiam como Jimi fazia.
Quem assistiu a um show de Jimi Hendrix ao vivo, disse que sentia uma energia transcendental percorrer seus ouvidos.
De fato, é só procurar alguma apresentação do Jimi ao vivo que você poderá sentir que o cara não tocava apenas guitarra, ele a tranformava em parte integrante de seu corpo, de sua alma aliás. Os solos que ele fazia no palco eram improvisados e mesmo assim não eram só uma sequência de notas difíceis, eram solos, mas que se tranformavam em música. Eram solos dançantes, sensíveis, interessantes, que nos fazem pensar, dançar, meditar, sonhar, enfim, solos únicos que nos fazem sentir um mix de sensações incríveis, entrando em nossos ouvidos e tocando nossas almas.
No entanto, esse gênio já morreu. E morreu cedo. Em uma época que a informação demorava a chegar para os que viviam longe dos grandes centros urbanos dos anos 60. Uma época que vivia sendo aterrorizada pela guerra. Um época onde as pessoas construíam abrigos no fundo de suas casas em fazendas. E exatamente por viver em uma época assim, Jimi deixou um legado musical muito importante, mas breve. Bandas relativamente novas e com menos história tem mais tempo de músicas do que todos os CD's de Jimi juntos. No entanto nenhuma dessas bandas são tão genias quanto o próprio deus do rock.
"People, Hell and Angels" serve para nos deixar com um gostinho de quero mais, serve para nos deliciarmos com ótima música, serve para nos fazer sentir inveja de nossos avós e pais que puderam pisar no planeta Terra na mesma época que o deus vivo do rock desceu dos céus para nos agraciar com seus solos maravilhosos de guitarra.
"People, Hell and Angels" é um ótimo CD, mas não é perfeito, pois ao final de suas 13 maravilhosas músicas nos faz sentir tristes.
Muito tristes.
Ficamos tristes por saber que o deus do rock já nos abandonou e só poderemos vê-lo novamente ao vivo, quando concluirmos a nossa caminhada por aqui.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dica musical: Hadouken! - Every weekend

Hadouken! é uma banda do Reino Unido que toca um gênero bem peculiar, uma espécie de rock com new wave, mas que foi mudando ao longo dos anos.
Eu ouço eles desde o primeiro CD deles, quando ainda tinham alguns riffs pesados de guitarra e uns toques de músicas eletrônicas no meio das músicas, além de vários palavrões.
Isso foi há alguns bons anos e agora o Hadouken! mudou.
Os membros cresceram, a banda começou a tocar em festas de música eletrônica e raves por todo o mundo, além de mudar a sua sonoridade.
Agora quase não dá pra ouvir os riffs pesados de guitarra, o que mais se escuta são sintetizadores e batidas agitadas que lembram músicas dubstep.
Mas o Hadouken! não é uma banda que pode ser generalizada, eles nunca puderam ser generalizados.
Eles estão sim mais "eletrônicos" do que antes, mas isso não quer dizer que eles tenham piorado.
Esse album pode não ser o seu melhor album, mas ainda tem muitas músicas boas e que ficam grudadas na sua cabeça por um bom tempo, ou seja, vale a pena ouvir.
Então, fica a dica! ;)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Post literário: Lolita

Eu não gosto de falar de coisas que não gosto no blog, por que não gosto de fazer propaganda negativa para os outros, mas um livro é diferente de um filme, por que você não perde "apenas" uma ou duas horas da sua vida, mas dias inteiros.
É por isso que o post de hoje é só um "post literário" e não uma dica literária, por que esse livro é ruim.
Lolita conta a péssima história de um pedófilo sortudo que corre atrás de meninas nojentinhas de 12 ou 13 anos e acaba se dando bem com uma metidinha vagabunda de algum canto obscuro dos EUA.
Humbert Humbert é um típico anti-herói, mas ele não esta sozinho... Todos são anti-heróis nesse livro. Sua ex-namorada dos 13 anos, sua ex-mulher, sua nova mulher caipira e até mesmo a, suposta, pobre Lolita.
Suposta pobre, por que Lolita não é nenhuma santa e se você acha, como eu achava, que vai ficar com dó dela ou algo assim, mude de ideia meu amigo.
A menina é tão chata, irritante, fresca e metida que você acaba ficando com raiva dela e mal pode esperar para o momento em que ela se dê mal na história.
E no final, ela nem se dá tão mal assim.
E o cretino do Humbert Humbert... É um personagem tão ruim, tão sem carisma, que depois de 50 páginas lidas, você nem nota mais a presença dele. É como se ele fosse um narrador inexistente, ou algo assim... Um elemento sem importância para a história, um zero à esquerda, como ele realmente é.
Enfim, não compre esse livro, nem leia, nem cogite lê-lo algum dia e se você vê-lo algum dia na livraria, rasgue-o para mim, por que, infelizmente, ele estará na sessão dos best-sellers de sempre.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Dica cinematográfica: La Robe Du Soir

Esse é um filme francês de 2009, que conta a história de Juliette, uma menina de 12 anos que, como todas as pessoas nessa idade, começa a perceber e a se confundir quanto a sua sexualidade e comete coisas no mínimo embaraçosas para ela e a sua família.
Erroneamente esse filme é classificado como um filme com temática lésbica, mas há pessoas, como eu, que discordam disso, visto que ele é mais um drama psicológico e como tal filme do gênero é aberto à várias interpretações.
Juliette tem 12 anos, vive com sua mãe e seus dois irmãos em um bairro de classe média de alguma cidade de Paris. Como ela não é rica, acaba "herdando" as roupas de seu irmão mais velho, o que a fez se vestir como um menino sempre e a deixa envergonhada quando ela usa roupas mais femininas, com decotes, babados, etc...
Aliado à isso está o fato dela ser muito tímida, o que acaba afastando os garotos. Já a sua professora de francês é totalmente o contrário.
A mulher tem 30 anos, é independente, bonita (?) - apesar de eu discordar nesse ponto - e desinibida, deixando todos os alunos gamados nela, inclusive o garoto mais popular e idiota da classe, Antoine.
Inclusive, a professora dá aulas particular à Antoine, por que ele é burro mesmo, e Juliette começa a desenvolver estranhos sentimentos, que ficam confusos até mesmo para quem está assistindo, por que não chega a ser uma obscessão, nem a ser ciúmes, afinal, não fica claro de quem Juliette gosta ou o que ela quer de verdade.
Provavelmente, Juliette só queria ser como sua professora, bonita, desinibida e desejada por todos os garotos da escola.
Mas o filme é bem ambiguo nesse quesito e deixa essa questão livre a interpretações, mas o final dá a entender que Juliette supera os seus problemas e fica de bem com a vida, pelo menos eu prefiro pensar assim.
Já a parte técnica do filme não deixa dúvidas: É muito boa!
A fotografia é ótima, é muito bem filmado e as locações são um colírio para os olhos.
Enfim, se você quer assistir à um ótimo filme nesse feriado, alugue "La Robe du Soir" ou fique ligado no iSat, talvez o canal reprise o filme esses dias...
Até mais.

segunda-feira, 25 de março de 2013

domingo, 24 de março de 2013