quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Dica musical: "Barns" da Hinds (2015)

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Só a essa altura do campeonato (leia-se ano), descubro esse EPzinho dessa banda legalzinha de Madri: Hinds!

Hinds é uma banda formada por 4 amigas de Madri e é uma banda formada recentemente, acho que ano passado, inclusive. Este ano, elas lançaram o primeiro CD em que todas as 4 estavam juntas para a gravação.

O EP contém duas músicas apenas; "Castigadas en el granero" e "Between cans". A primeira canção, um surf rock lisérgico, porém com um ritmo dançante marcante, tem um refrão marcado por vocais cheios de efeitos e que eu não acho muito legal, mas é a melhor música que elas lançaram até agora. Seu ritmo é muito gostoso, pegajoso e há uma "mudança climática" no meio da música que funciona muito bem.

A segunda canção já se destaca menos, principalmente por parecer muito com as duas canções da Demo que elas lançaram ano passado (e que não é tão bom assim), vocais preguiçosos, seguido de guitarras em ritmo lisérgico, mais lentão e uma bateria exótica, se é que isso serve como descrição. Além de uma letra bem bobinha.

Apesar dos pontos negativos, é uma banda nova, que está experimentando com tudo que gostam de fazer e com a experiência de vida que carregam, sem contar que é formado por um bandinho de meninas hipsters que só querem se divertir um pouco, nada a sério.

E é por isso que essa banda me lembrou tanto o Wavves no início de carreiro, só que puxando mais pro lado do surf-rock (o principal estilo no qual essa banda pode ser encaixada) e menos para o garage ou o noise gostoso que todo mundo gosta.

Em maio elas também lançaram um split com o The Parrots (uma banda que também é legalzinha e vale a pena escutar - quem sabe até fazer um post), com uma música muito boa, acompanhando o ritmo preguiçoso e desleixado delas, mas com um ritmo mais legal (provavelmente por que não é criação delas, é um cover) de se ouvir.

Enfim, janeiro tem CD novo delas, se for bom tem dica, se for ruim ou medíocre, já sabem, não vai ter post, mas, por enquanto, ficamos esperançosos por mais essa novidade no mundo do surf-rock/garage/indie/hispter, direto de Madri.

3 pontos e meio

domingo, 6 de dezembro de 2015

Dica musical: "Kannon" de SUNN O))) (2015)

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SUNN O))) é uma banda com uma longa história, mas merece uma introdução, por que nunca falei deles no blog.

SUNN O))) é uma banda formada em 2008 em Los Angeles por uns metalheads malucos que se tornaram os precursores da popularidade de um subgênero chamado Doom Metal, consistido por músicas longas e lentas que evocam um clima sombrio e apavorante para suas músicas, o que não é algo muito bom para ser indicado (afinal, eu nem sou fã desse gênero, só gosto do SUNN O))) mesmo), mas o CD vale a pena, além da banda ter uma atitude em relação à música não muito ortodoxa, sendo disruptiva (eu diria aé desconstrutivista), levando a palavra "arte" a sério.

Neste LP, consistindo em 3 músicas (duas com mais de 10 minutos e 1 de pouco mais de 9), SUNN O))) se apresenta de uma forma um pouco mais direta, tanto no simbolismo figurativo de toda a arte, até a música, mais fácil de ser ouvida. O conceito do álbum parte da mitologia budista, Kannon é um aspecto de Buda, significando "deusa da misericórdia" ou "percebendo os sons (ou gritos) do mundo".

A força desse conceito é percebido ao longo de todo o álbum, que mantém a atmosfera sombria, mas consegue colocar um pé na música ambient, principalmente em "Kannon 1", além de alguns elementos de música cristã (corais) emanando esse tom divino que permeia o conceito do álbum, dando uns toques de esperança para as canções, algo que eu, particularmente, achei legal e gostei bastante.

A parte musical é muito bem trabalhada e as distorções, os chiados e a cacofonia presente são elementos clássicos do Doom metal, mas a qualidade, que em nada pode ser comparada com bandas de lo fi (que também contém esses elementos), faz o álbum soar cristalino, de uma forma como poucos álbuns soam, sem contar a parte artística, de fato (tudo foi comissionado pela banda para artistas que eles gostam, de diferentes partes do mundo), como arte de capa e as fotos que vão junto no LP, além do texto expondo o conceito do álbum mostram uma dedicação para o álbum, como um projeto artístico mesmo, dificilmente encontrado em qualquer gênero musical hoje em dia.

Pode até ser que você não goste das longas músicas e dê de ombros para todo o conceito e a dedicação artística da banda, mas vale a pena escutar, só para, pelo menos, conhecer.

Se há uma crítica negativa a ser feita é apenas ao gênero, que não é muito amigável aos ouvidos, mas de vez em quando, apreciar um pouco do lado mais obscuro da música não faz mal a ninguém.

4 pontos e meio

Dica cinematográfica: "The Great Yokai War" (2005)

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Mais um filme do mestre Takashi Miike.
"The Great Yokai War" é um filme baseado numa história curta de Shigeru Mizuki, publicado em seu livro Kateru e conta a história de Kateru, um garoto que se muda para uma vila após viver sua infância em Tóquio e o divórcio dos seus pais, numa casa velha que pertence ao seu avô. Num festival, ele recebe o título de "Kirin Rider", uma lenda antiga de um guerreiro que sobe as montanhas e salva os yokais. Mais tarde, ele acaba descobrindo que os yokais existem mesmo e estão sofrendo um grande perigo.
Este é um desses filmes família de Takashi Miike, pois não há o sangue, a violência e o sexo que fizeram Takashi Miike se tornar famoso no ocidente. Aqui, há apenas uma singela história de aventura, com elementos de horror e uma pitada leve de violência, mas todos os filmes família bons são assim (vide Coraline, por exemplo). É um filme familia essencial para uma tarde folgada de domingo.
Como todo filme de baixo orçamento, os efeitos especiais em CG se misturam com objetos de verdade. A grande maioria dos yokais são pessoas fantasiadas ou são ursinhos de pelúcia mesmo, mas é tudo feito com aquele perfeccionismo de Takashi Miike que não faz essa falta de dinheiro ser sinônimo de galhofa, são efeitos especiais e tradicionais bons de verdade. Você percebe que é falso, mas ao mesmo tempo, se atenta aos ricos detalhes e percebe que há um árduo trabalho por trás daquilo tudo.
E como todo filme de Takashi Miike o final nem sempre é feliz, pelo menos não por completo. Apesar de tudo ficar bem no final, somos lembrados da condição essencial que faz Kateru se tornar o Karin Rider e de que ela é passageira, sendo um final feliz, mas com tons melancólicos, porém belos.
Há poesia nos trabalhos de Takashi Miike.
Enfim, "The Great Yokai War" é um excelente filme para aquela tarde preguiçosa e quente de domingo, ao lado dos primos, tios e avós. Altamente recomendado.
4 pontos e meio

sábado, 5 de dezembro de 2015

Dica cinematográfica: a trilogia Mariachi

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Hoje farei uma dica cinematográfica diferente. Ao invés de fazer um post para cara um dos filmes, farei um post só para todos eles, dando uma nota para cada um e um veredicto final sobre a trilogia.
O primeiro filme chama-se "O Mariachi", idealizado, escrito e dirigido por Robert Rodriguez é um desses filmes que elevou o cinema indie nos anos 90 ao status de cult, junto com vários outros clássicos. Sendo feito com um baixo orçamento, chegou batendo a porta de todo mundo, apresentando uma história coerente, onde, após diversas desventuras, um mariachi é confundido com um assassino e se vê forçado a matar uma gangue de criminosos numa cidade minúscula do México.
O filme, apesar de ser independente, de baixo orçamento e outras coisas que assustam aqueles que não entendem nada de cinema, é extremamente bem feito, com ótimas cenas de ação, efeitos especiais contidos, porém bem feitos e um ritmo que não diminui ao longo de sua narrativa, que contém uma falha ou outra, mas não o prejudica de forma alguma.
4 pontos
O segundo filme, "A balada do pistoleiro" já contou com um orçamento maior, atores de alto escalão e elevou o nome de Robert Rodriguez entre os estúdios de Hollywood, ganhando carta branca pra fazer o que quisesse, além de participações pra lá de especiais, tanto de atores quanto um certo diretorzinho meia boca.
A história é uma continuação de Mariachi, mas apresenta o nosso mariachi diferente. Agora, um assassino formado, que corre atrás daquele que matou a sua amada do primeiro filme (inclusive o ator é diferente, mas isso não incomoda em parte alguma, até por que o ator do primeiro volta nesse como amigo de armas do mariachi).
A narrativa é a melhor de todos os filmes, sendo, de fato, magistral, não cai em momento algum e eu não consegui encontrar defeitos, além dos óbvios, colocados de propósito para incluir o elemento nonsense que nos lembra que este é um filme de ficção.
A trilha sonora é outro ponto positivo, orquestrada pelos talentosos "Los Lobos", trabalha junto com o filme para aumentar a tensão, a sensualidade e a sensibilidade de todos os momentos do filme, sendo uma presença constante e mais que bem-vinda.
4 pontos e meio
Já no terceiro filme "Era uma vez no México", encontramos um mariachi cansado, após mais uma amada ter morrido, em mais uma misão de vida ou morte, mas sem os costumeiros amigos para lhe ajudar.
Este é o pior filme da trilogia, sendo totalmente dispensável, apesar de contar com os melhores efeitos, a melhor qualidade técnica, mas sem aquela narrativa constante ou crescente, que marcou o primeiro e o segundo filme, respectivamente.
3 pontos
Enfim, a trilogia Mariachi é uma das melhores trilogias cinematográficas que já vi, com certeza, apesar do terceiro filme ser decepcionante (isso é comum, infelizmente), merece crédito, não só por ser boa como filme, mas por ter alavancado a carreira de muita gente, que continua fazendo muita coisa boa e, ao mesmo tempo, salvando Hollywood.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Dica literária: "Louco" (2015)

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Mais uma Graphic MSP chega às bancas de todo o país este mês, desta vez trazendo como personagem principal o Louco, um dos meus personagens favoritos (ficando atrás apenas do Horácio e do Do Contra), o que me fez criar grandes expectativas para essa edição. Esta é também a última Graphic MSP deste ano, encerrando 2015 com chave de…latão.
Sim, amigos, latão, por que a Graphic MSP do Louco é uma enorme decepção.
É difícil fazer uma sinopse das histórias do Louco, por que elas não fazem nenhum sentido. Em qualquer história dele a premissa seria mais ou menos assim: Cebolinha está andando tranquilamente na rua, quando encontra o Louco e seu mundo vira de ponta cabeça com suas maluquices nonsense.
O humor nonsense das histórias do Louco é o que faz ele ser um personagem tão querido e legal no universo de Maurício de Souza e apesar dessa Graphic MSP ser muito nonsense, tudo que você não encontrará aqui é humor.
Rogério Coelho tentou criar uma espécie de história de origem do Louco, não das suas origens propriamente ditas ou da origem de sua loucura, mas de como ele foi parar no bairro do Limoeiro e conheceu a turma da Mônica lá, gerando uma história dramática, com muitos elementos nonsense, sim, mas elementos esses que funcionam apenas como saídas fáceis, uma espécia de "deus ex-machina" para a dramaticidade da trama. Uma saída que não requer explicações, isso é nonsense sim, mas não é humor, nem é engraçado.
Eu estava animado com uma Graphic MSP do Louco, por que achei que veria suas típicas histórias engraçadas expandidas de 5 páginas para mais de 50, mas não foi isso que aconteceu.
Não estava excitado pelos artistas (como era o caso em "Laços"), nem conhecia a arte de Rogério Coelho e esse é o único ponto forte da história; a arte. Rogério Coelho é um ilustrador de livros infantis e sua arte é realmente exuberante, cheia de detalhes, com um ótimo jogo de cores, sombras e luzes, tudo perfeito para criar um clima bem dramática (que não convém com nenhuma história do Louco), mas até aí há um problema, ele não é desenhista de histórias em quadrinhos e sua narrativa gráfica não é das melhoras. A ideia do Louco transpor os quadrinhos é muito boa, mas é uma tarefa difícil quebrar essa barreira e poucos são os que fazem ela direito. Em diversos momentos, você irá se pegar confuso com o que está acontecendo, de fato, na história, virando o livro de lado ou de ponta cabeça pra entender a suposta metalinguagem que o criador tentou dar.
Há uma regra não escrita, mas pessoal para mim, que é não falar mal no blog, os posts se chamam dicas por uma razão, são apenas coisas que eu gosto de verdade. Não há nem um arquivo com menos de 3 estrelas para evitar críticas negativas e que não constrõem nada, mas como eu escrevi uma dica para cada livro da minha coleção Graphic MSP (repare que não há uma do Astronauta Magnetar, é por que não tenho), me senti na obrigação de fazer essa aqui.
Aliás, nem é tão ruim assim, o problema da minha decepção foi eu mesmo, por que eu é que esperei demais desse maravilhoso personagem. Talvez seja melhor não fazerem uma Graphic MSP do Horácio, afinal.

3 pontos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Dica cinematográfica: "3 homens em conflito" (1966)

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A última parte dessa trilogia que me laçou de jeito e me deixou preso no sofá nos três dias em que assisti a cada um de seus filmes, dando um final extremamente bem bolado para a série.
Nesta história somos apresentados a mais 2 personagens que podem ser tidos como protagonistas além do herói sem nome, um criminoso mexicano, que por um momento se alia ao herói sem nome, mas é traído e passa o resto do filme o perseguindo e um caçador de recompensas que, para pegar um criminoso caolho, faz de tudo, desde se misturar aos batalhões de guerreiros que lutam na guerra civil estadunidense até torturar aqueles que vê pela frente a fim de conseguir as informações que quer.
Após uma série de infortúnios, aparentemente, no começo, sem conexão entre si e que parecem que não levarão a lugar algum, esses 3 personagens irão se encontrar e trilhar caminhos juntos numa jornada por ouro, vingança e traição, mostrando o poder da narrativa nessa película maravilhosa.
A qualidade cinematográfica desse filme é incomensurável e incomparável, do começo ao fim, as cenas entram em uma escala crescente de qualidade que parece não abaixar mais, terminando num gritante ápice estiloso e berrante.
Este não merece o título apenas de clássico, merece o título de clássico dos clássicos e é fácil, notar hoje, a influência dele sobre todos os cineastas do mundo, mas nenhum consegue chegar aos pés do que esse filme é, como qualidade narrativa, visual e cinematográfica.
Um filme como nenhum outro.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Dica cinematográfica: "Por uns dólares a mais" (1965)

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Mais um filme western spaghetti para a alegria da criançada, o segundo da trilogia dos dólares.
Neste filme, o nosso herói sem nome se apresenta como "Manco" para os xerifes que lhe entragam as recompensas pelos criminosos que ele captura, como caçador de recompensas. Ao buscar um peixe grande numa cidade pequena, Manco descobre que há outro caçador de recompensas habilidoso e mais experiente que ele e juntos, os dois começam a bolar um plano para capturar uma gangue inteira de criminosos.
Como no primeiro filme da série, esse filme é um primor narrativo, nos apresentando ao general que será uma espécie de antítese do herói sem nome, que faz tudo por um punhado de dólares, enquanto que o general é um homem honrado e que não faz nada que quebre o seu código de honra.
A história se desenrola como uma folha de papel, lisa, fácil e rápida, apesar de ter quase 2 horas de duração, é um filme que pode ser assistido numa paulada só, por que é um entretenimento de muita qualidade.
A mão genial de sua equipe técnica é a grande responsável por fazes deste filme um clássico, com cenas que parecem pinturas a serem admiradas, de tão boas que são, ficando ali no liminar fino entre filme de arte e filme de porradaria, tiroteio e trash pelos quais os western spaghetti são conhecidos, é um filme que alia todos os elementos que um cinéfilo pode amar e se excitar.
Um clássico.

5 pontos

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Expectativas para 2016

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2016 é o ano do macaco de fogo e eu não sei o que isso significa, mas sei que este era pra ser um post sobre o "Capitão América: Guerra Civil" e minhas impressões sobre o excelente trailer, mas acabou virando um post de expectativas para 2016, com lançamentos confirmados, não confirmados e especulações que merecem a atenção de todos.

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Pra começar, claro, "Capitão América: Guerra Civil". Dentro desse universo cinematográfico da Marvel, o único herói que presta mesmo, que tem filmes assistíveis é o Capitão América e "O Soldado Invernal" é o melhor filme da Marvel até agora, aliás, o único que dá pra levar a sério, apesar de "Guardiões da Galáxia" ser muito bom.

Se você leu os quadrinhos, sabe que no final o Capitão morre e seria um enorme passo, não só para a Marvel, mas para todo essa nova indústria cinematográfica que está surgindo em torno dos heróis se isso acontecesse. Pense bem, a Marvel já fez história ao criar esse universo cinematográfico todo. Ninguém espera que ela mate o melhor herói deles, que fez os melhores filmes de forma definitiva e coloque outro no lugar, mas se fizerem isso, estarem acrescentando um tom dramático que mudará para sempre esse universo galhofa e irá dar um belo chute no saco da Destemida Concorrência.

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E por falar neles, olha aí (não pude escolher entre um dos dois pôsteres e acabei escolhendo essa montagem aí - os 2 são muito bons-).

Batman v Superman vai dar certo, será o pontapé inicial para o universo cinematográfico da DC, vai vender bilhões, mas não será tudo isso que os DCnautas esperam. Se bem que eu acho que nem eles esperam. O Zack Snyder perdeu uma puta chance de criar um universo conciso e coeso, com liberdade pra fazer filmes do Flash, do Aquaman, da Mulher Maravilha e até do Ciborgue, mas decide logo adaptar a história menos adaptável do morcegão no que serio o segundo filme do Super-Homem. Preparem-se para um filme meia boca, mas eu tenho fé no resto que esse universo poderá nos oferecer, como o filme da Mulher-Maravilha, por exemplo.

Ao que tudo indica será um filme com uma temática mais épica, no estilo "Guerra de Titãs" e explorando bastante o lado místico da Mulher Maravilha e isso é o que todos queremos ver: um micro cosmo diferente para cada personagem do universo DC.

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E é isso que parece que vai acontecer com "Esquadrão Suicida", outro filme que eu quero muito ir ver.

Acho que esse filme será muito bom se for uma história fechada, no estilo filmes de heist mesmo, aqueles simples, mas que entretêm pra caramba, cheio de explosões, mortes, tiroteio e umas piadas internas pra quebrar o gelo.

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"Kung Fu Panda 3". Se esse título não te anima, amigo... sinto lhe informar, mas você está morto por dentro.

O trailer é fenomenal e mostra uma situação hilária, porém, afirmo, é bem capaz de ser real. Eu, como filho adotivo, acho se encontrasse com meu pai biológico, sem saber que ele é meu pai biológico, cometeria a mesma gafe de Pou. Resta saber se este será um filme com uma boa mensagem, de verdade, indicando que família não tem nada a ver com sangue, são laços de afetividade que formam uma família de verdade.

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Zoolander é um dos filmes mais retardados que já vi, no mau sentido da palavra, inclusive.

Quero ver, sim.

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Novo CD do Panic! At The Disco, que virou projeto solo do Brendon Urie. Não sei por que estou colocando ele aqui, já que não eu, definitivamente, não estou pilhado para ouvi-lo, mas pelo que vi nos últimos clipes lançados, parece que o som deu uma melhorada, apesar de ainda ser pop demais para o meu celular.

Acho que valerá a pena perder uns 40 minutos para ouvir essa bagaça.

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"Promise Everything" é o novo CD do Basement, uma banda de pop-punk, post-hardcore muito boa do Reino Unido.

A primeira música que eles liberaram do trabalho é excelente e eu fiquei muito pilhado pra ouvir mais.

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Vou te falar... as primeiras canções liberadas são puro lixo, mas eu vou ouvir o álbum ainda assim.

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Quando esse jogo sair, um buraco irá se abrir dividindo a era dos videogames em 2, antes-de-No-Man's-Sky e pós-No-Man's-Sky.

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Acho que esse jogo será o motivo de eu comprar um PS4 ano que vem. Só pelos trailers já deu pra perceber que não é pouca bosta isso aí, não.

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"Bravely Second" é a continuação do melhor jogo de RPG que eu nunca consegui terminar, "Bravely Default".

O jogo foi lançado esse ano só no Japão e ano que vem sai no ocidente. Mesmo não tendo terminado o primeiro (por que o último chefão é impossível de derrotar), eu quero jogar "Bravely Second".

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"The Magicians" é uma série que vai sair já em Janeiro pelo Syfy. A série é dirigida por Mike Cahill, o mesmo de "I Origins" e "Upstream Colors", ambos um dos melhores filmes de ficção científica já feitos.

Não sei até que ponto Mike Cahill comandará a série, mas se derem carta branca pra ele fazer o que já tem feito nos filmes, será uma das melhores séries do ano, com certeza.

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Novo jogo de Pokémon? Remake da primeira geração, mas dessa vez com cenários expandidos e multi-continentes, podendo ir até Johto e até Hoenn? Eventos para captura de lendários fodásticos como Arceus e Mew? Vou me decepcionar por esperar tudo isso da Game Freak, que não dá a mínima para os fãs? Com certeza.

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O novo trabalha do Gorillaz fica no limiar entre especulação e data-não-confirmada, por que ninguém sabe direito se estão realmente fazendo um novo CD.

Ao que tudo indica o Jamie Hewlett já está com tudo pronto para uma 4ª fase dessa excelente banda, mas o Damon Albarn é um chato, todos sabem disso, afinal, o cara é um poço de estereótipos indie, então ele tem que ser chato, é parte da sua obrigação como ser.

Enfim, ninguém sabe se isso sairá mesmo, em que pé estamos, mas os fãs (eu, incluso) estão esperançosos.

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Ao contrário de Gorillaz, esse só não tem data confirmada, ainda, mas, sim, o segundo CD do The Last Shadow Puppets vai sair ano que vem! \o/

Só que há um porém, o primeiro CD foi lançado há 8 anos e são óbvias as diferenças entre os membros de outrora e os de hoje, um para melhor, outro para não tão melhor assim (sim, sr. Alex Turner, o que diabos se passa na sua cabeça, cara?), então não sabemos ainda o que esperar. Comentários dizem que pode ser algo completamente novo, não necessariamente um novo The Last Shadow Puppets, outros dizem que o álbum alcançou o status de "novo clássico" (seja lá o que isso quer dizer...), o que importa é que todo mundo está ancioso e, ao mesmo tempo, apreensivo com o lançamento dessa bagaça.

Se alguém souber onde comprar uma camiseta do "The Last Shadow Puppets", por favor me avise.

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Sabe essa imagem aí de cima? Pois é... essa é a reação de todos os fãs em relação ao segundo CD do Frank Ocean.

Confesso que não sou um fã do cara, mas gosto bastante do seu primeiro CD, principalmente por que eu acho que ele fez algo genuinamente único ali, inigualável, capaz de ser inserido em uma penca de estilos e criar uma outra penca deles. Ele é um cara talentoso.

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James Blake anunciou seu novo álbum, num programa de rádio, mas assim como Frank Ocean, sumiu do radar logo em seguida.

E assim como Frank Ocean ele é um desses caras que conseguiram criar um estilo só para eles, onde só eles coubessem. Também, muito talentoso.

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E já que estamos falando de talentosos, por que não incluirmos MF Doom na lista de expectativas? Afinal, foi em 2009 que ele lançou seu último trabalho solo e apesar de ter lançado um álbum colaborativo em 2014, não foi um projeto tão bom assim.

Enfim, o que vier de Doom em 2016 será bem-vindo, mas podia ser algo realmente significativo, uma colaboração com algum artista fodástico como o Mos Def (Mos Doom, anyone?), quem sabe a parte 3 de seus álbuns como Viktor Vaughn (se você reparar está faltando um)... Enfim, apenas nos dê mais Doom, mais, estamos com fome.

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Continuando no rap, Rejjie Snow vem flertando há anos com um álbum, afinal, a única coisa que ele lançou foi uma mixtape e um EP, isso lá em 2013 e o garoto já fez muita propaganda de seu álbum, mas parece que desistiu.

Recentemente, ele voltou a postar flertes com um álbum em sua conta no instagram. Quem sabe ano que vem?

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Dia 10, King Krule lança uma trilha sonora para um projeto que ele fez com o seu irmão, mas não parece que será algo do King Krule, especificamente, e sim de Archy Marshall, seu nome de verdade.

Pelo clipe, dá pra ver que a trilha sonora se aproxima mais do rap e dos sons ambiente que aquela galerinha de South London gosta de fazer e não o som de flerte gostoso entre R&B, Funk, Jazz e Rock que faz King Krule ser um projeto tão bom.

Recentemente, ele tocou uma música nova numa apresentação em Miami e é uma música que se aproxima muito do som de "Lizard State", embora seja um pouco mais lisérgica, então acho difícil que ela estará nesse novo projeto, ficando para um álbum de King Krule, a ser lançado ano que vem? Quem sabe...

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Shinichiro Watanabe tirou um ano sabático e não tivemos notícias nenhuma suas, espero que ano que vem venha mais um anime fodástico de sua autoria, ou pelo menos um anúncio para matarmos a saudade desse genial diretor de animes.

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Esse ano, Sion Sono lançou 2 filmes no Japão, então acho difícil que ele faça alguma coisa ano que vem, mas, e isso serve como conselho, ano que vem terei a oportunidade de assistir os dois filmes que ele lançou este ano, então, que venha Sion Sono.

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Este ano "Sunny", a mais recente obra de Taiyo Matsumoto terminou de ser publicada.

Bem, ficamos a espera de mais trabalhos desse mestre dos mangás (o melhor na minha opinião).

Bem... e isso é tudo pessoal.

Dica musical: "Fury" de Koji (2015)

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Mantenho um olho em Koji desde que ele lançou um split junto com o La Dispute lá em 2011 e este ano, após um bem sucedido álbum em 2013, o artista nos agracia com um EP incrível.

Koji é um música que mistura o folk (afinal, ele toca violão) com hardcore e post-punk em suas músicas, criando uma mistura muito boa que não chega a ser muito agressiva, nem melosa demais.

Em "Fury", Koji parece ter encontrado o seu melhor ponto em toda a carreira, criando músicas que ressoam ao longo do tema principal: "Fúria" e como não poderia deixar de ser, são canções mais agressivas.

No entanto, o violão e sua natureza musical mais calma não deixam que estas canções sejam agressivas demais, explosivas, nem que machuquem os ouvidos, ele dá uma suavidade a toda a agressividade, gerando camadas que só conseguem ser ouvidas se você estiver no estado de espírito correto ou com o volume bem alto.

Enfim, para mim, "Fury" é o melhor trabalho de Koji até agora e figura fácil entre os melhores do ano.

4 pontos e meio

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dica cinematográfica: "Por um punhado de dólares" (1964)

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Ou "Per un pugno de dollari" em seu nome original é um remake de Yojimbo, obra clássica de Akira Kurosawa, mas que eu ainda não tive o prazer de assistir, portanto, aqui, falarei apenas desse clássico que popularizou o Western Spaghetti para sempre.

O filme acompanha a trajetória de um pistoleiro sem nome, que chega no vilarejo de San Miguel, dividido entre duas gangues rivais, os Rojos, contrabandistas de bebidas e os Baxters, contrabandistas de armas. O pistoleiro, com a ajuda de Silvanito, dono de um bar local, se aproveita dessa rivalidade para enriquecer, ora apoiando um grupo, ora apoiando outro, enquanto ajuda Marisol, uma bela mulher forçada a ser amante de Rámon Rojo, o maior pistoleiro do bando Rojo.

Este filme, além de ter popularizado o Western Spaghetti, alavancou a carreira de Clint Eastwood, a de seu diretor, Sergio Leone e a do músico responsável pela trilha sonora, Ennio Morricone. De fato, este filme é uma pedra filosofal do gênero Western como um todo, apesar de pertencer a sua vertente italiana, o "Spaghetti" (que ganhou esse nome dos críticos estadunidenses, contrários aos filmes western europeus, que "subvertiam" um gênero que os estadunidenses haviam criado e deveria ser mantido puro e intocado longe de qualquer influência externa. Os europeus chutaram o balde e bateram no peito, dizendo que são sim "spaghetti", adotaram o nome e seus filmes tornaram-se verdadeiras pérolas do faroeste).

No filme não há a luta maniqueísta e estereotipada do bem contra o mal, os brancos não são os mocinhos e os latinoamericanos não são os vilões, aqui só há vilões, que contrabandeiam e assassinam, todos na mesma medida e um anti-herói que chega apenas para se aproveitar de todos que puder, cometendo uma ou outra boa ação, mas também para poder tirar proveito da situação.

Isso é um realismo que merece ser notado nessas obras, afinal, como será que era o oeste americano na época da corrida pelo ouro? De forma estilosa e muito bem elaborada (a narrativa do filme é primorosa, conseguindo manter a atenção do espectador sem desviar os olhos por quase 2 horas), Sergio Leone conseguiu criar uma obra prima, o início da trilogia dos dólares, de forma maestral, influenciando todas as gerações de cineastas que vieram depois dele.

4 pontos e meio

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dica literária: "Uzumaki" de Junji Ito (1998)

Uzumaki_vol._1A dica mais perturbadora do blog até agora.

"Uzumaki" é uma história narrada por Kirie, uma colegial que vive na vila de Kurôzu-cho, na margem litorânea de alguma ilha do Japão. Todos os dias, no final das tardes, ela vai até a estação de trem buscar o seu namorado, que estuda na cidade vizinha e ele o acompanha até a casa dele, mas, um dia, ele pergunta se ela topava sair da cidade com ele, fugir, por que ele está ficando paranoico em relação a cidade, que está amaldiçoada, de acordo com ele. Kirie acha isso um absurdo, mas começa a mudar de ideia quando o pai de Suichi, seu namorado, fica obcecado com espirais, chegando ao ponto de causar sua própria morte.

A partir daí, a história se desenrola explorando todos os pontos aterradores possíveis que uma espiral pode inspirar na mente humana, de lesmas a tornados. Tudo neste excelente mangá de Junji Ito é motivo para inspirar o terror na mente das pessoas, você nunca mais olhará uma lesma, ou um tornado, ou até mesmo a sua cóclea com os mesmos olhos após ler isso.

A premissa não podia ser mais absurda, afinal, o horror nesta história não é provocado por alguma coisa palpável (por mais que monstros existam, eles são sempre inspirados e lembram coisas que existem e já são, por si só, perigosas - lobo e lobisomem, por exemplo - e você deve, sim temê-las), aqui o elemento do horror é puramente abstrato, uma variante de uma expressão matemática de um objeto geométrico (reta) que é a espiral.

E seu autor não poderia ser mais genial. Junji Ito, para quem não conhece, é um mestre do horror japonês, que tem sim as suas limitações em questões de narrativas (o final de Uzumaki mesmo pode ser decepcionante), mas domina como poucos a criação de atmosferas, além de ser o dono de um dos melhores traços que eu já vi, sendo capaz de criar painéis genuinamente assustadores, seja pelo fator surpresa ou pelo fator horror, te deixando incomodado enquanto você lê suas obras.

Enfim, "Uzumaki" tem seus defeitos (eu diria que o final é um deles), mas é excelente em seu desenvolvimento, sua arte e a genialidade com que Junji Ito elabora a sua história.

4 pontos

domingo, 15 de novembro de 2015

Dica musical: "Conversas com Toshiro" de Rodrigo Campos (2015)

toshiroRodrigo Campos é um compositor brasileiro de música pop/MPB e que lançou esse ano este excelente álbum, que é o seu terceiro.

Ainda não conhecia o trabalho do artista e confesso que esse foi meu primeiro contato com ele, mas pelo que li, ele parece seguir uma linha mais experimental no som, esforçando-se para criar uma história, deixando a música como um segundo plano, na verdade um plano de fundo, a trilha sonora de suas histórias, cantadas de forma muito poética.

Aqui, ele expande os seus horizontes e vai tirar inspiração na terra do sol nascente, o Japão e narra histórias cercadas de mistérios, com forte base no folclore japonês e uma linha poética realista fantástica digna de Haruki Murakami, que, aliás, eu diria que serviu como forte inspiração para o projeto.

Mas isso é um CD, não um livro de poemas, então falemos da música, há aqui uma forte influência do jazz mais robusto e "brigão", aquele que servia de trilha sonora para os filmes blaxpoitation, mas a presença de instrumentos de corda e sopro japoneses é marcante, ou melhor, orientais, não sei dizer se todos os instrumentos aqui são genuinamente japoneses (até eles se confundem com os instrumentos chineses e coreanos).

Por essas e outras, indico no início dessa semana este excelente CD de Rodrigo Campos e já vou procurar os seus trabalhos pra conferir e ver se é coisa boa ou não.

4 pontos

sábado, 14 de novembro de 2015

Dica musical: "Jiberish Beat Tape" de RUMTUM (2015)

artworks-000129693684-qn4n0f-t500x500RUMTUM é um produtor musical e dj de Denver, Colorado. Ele é um cara que merece destaque por que é um dos poucos djs atuais que podem ser colocados no nível criativo de Nujabes e J Dilla (os mestres), podendo ser também posicionado ao lado de Monster Rally pela similaridade dos estilos musicais.

"Jiberish Beat Tape" é, na verdade, uma compilações que canções, ou batidas, se assim você quiser chamar com pouco mais de 40 minutos, postados no soundcloud como se fosse uma música só.

A ideia é de fazer o ouvinte escutar tudo junto, como se fosse uma fita k-7 mesmo, em que não tivesse como pular partes ou baixar apenas o pedaço que mais lhe agrada. E isso é deveras interessante.

Entre as músicas, há uma ou duas já conhecidas, feitas em colaboração com o Monster Rally, mas a maioria, me parece, serem inéditas.

Escute e acompanhe o trabalho de RUMTUM, vale muito a pena.

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4 pontos e meio