domingo, 31 de janeiro de 2016

Dica musical: "Hymns" do Bloc Party (2016)

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Primeira dica musical do ano, começando de forma legalzinha...

Para você que não tem um gosto musical refinado e não conhece a banda, Bloc Party é uma banda britânica de indie rock que lançou em 2005 um ótimo CD chamado "Silent Alarm", seguindo naquela onda de The Strokes que todos gostamos. Seguindo a forma de todas as bandas da era pós-Strokes, dois anos depois eles lançaram "A weekend in the city", que já mostrava uma mudança na sonoridade deles, que acentuou-se com o terceiro CD "Intimacy", mas que foi ao mesmo tempo, uma recuperação dentre os fãs, já que continha umas músicas bem legais. Depois veio um hiato e aí o vocalista, Kele Okerek, pode expor sua face mais pop/eletrônica em um cd solo e em 2012 eles lançaram o excelente "Four", um álbum com uma sonoridade mais "crua", cheia dos riffs de guitarra que fizeram a banda famosa, uma bateria marcante e os vocais menos marcantes e extravagantes.

Enfim, esse ano, voltando com baterista e baixista novos, eles lançam "Hymns" e é um álbum que já nasceu errado, afinal que banda que troca os membros e continua com o mesmo nome e lança um álbum que seja, no mínimo, bom? Depois, o primeiro single usa um riff de guitarra que usa uma distorção estranha de forma que parece uma batida de música pop bem doce a lá Kiary Pamiu Pamiu, então não dava para se esperar algo bom.

No entanto, até pela expectativa baixa, o álbum acaba se sobressaindo, por que as músicas doces e pops desse novo CD são fáceis de se engolir.

Óbviamente não é um álbum para se lembrar, está longe de ser o melhor do ano e, olhando em retrospecto tudo que o Bloc Party lançou é algo lamentável, de verdade, mas também não machuca, não foi criado um hype enorme em torno dele, então você acaba não se sentindo ofendido, como fã. Por essas e outras a nota é

3 pontos

sábado, 30 de janeiro de 2016

Dica cinematográfica: "No espaço não existem sentimentos" (2010)

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Voltando depois de um período entediado... tá foda aqui...

Enfim, "No espaço não existem sentimentos" é um ótimo filme sueco de comédia com uma pitada de drama de 2010.

O filme conta a história de Simon, um garoto com síndrome de Asperger e que, devido a sua doença deve levar uma vida muito controlada, com cada hora do seu tempo previamente programada. Simon vai morar com o irmão e a namorada dele, mas ela acaba deixando os dois e Sam, seu irmão, fica deprimido. Simon decide buscar uma namorada nova para ele, mas percebe que essa é uma missão muito mais difícil do que o esperado.

Com cenas muito engraçadas, porém de uma sensibilidade incrível, é um filme fácil de assistir e fácil de agradar a qualquer um, primeiro por que passa muito rápido, com uma narrativa leve e meio imediatista, além de personagens carismáticos, uma trilha sonora que combina muito bem com todos os momentos e uma qualidade técnica primorosa.

Enfim, vale a pena assistir.

4 pontos

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Dica cinematográfica: "Os oito odiados" (2015)

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E eis que em 2015 Tarantino lança mais um filme e dessa vez, é bom de verdade.

Em "Os oito odiados", o carrasco John Ruth está transportando uma criminosa, Daisy Domergue, quando, no meu de uma nevasca, encontram o caçador de recompensas Marquis Warren e o novo xerife da cidade para o qual todos estão indo, Red Rock, Chris Mannix. Como as condições climáticas pioram, são forçados a pararem no Armazém da Minnie, que está vazio, com exceção de seu novo empregado, Bob e três outros desconhecidos que estão fugindo na nevasca, o general Sanford Smithers, o carrasco Oswaldo Mobray e Joe Gage, um cowboy qualquer. Aos poucos, os estranhos começam a conhecer os segredos sangrentos de cada um, levando a um inevitável confronto entre eles.

Há alguma comparações rolando entre este filme e Cães de Aluguel, mas este filme é muito melhor, devo dizer de antemão. Primeiro, por que não há muito a ver não, na verdade, acredito muito na palavra do Tarantino, quando ele diz que foi uma coincidência o fato dos dois filmes serem parecidos. Depois, este filme é muito mais profundo que Cães de Aluguel, que é só mais um filme de gangsters e por último, mas não menos importante, Cães de Aluguel é um plágio de "City on Fire" de Ringo Lam (um filme muito mais legal do que o plágio de Tarantino) e "Os oito odiados" é uma das obras mais originais do diretor, ficando pau a pau com "Bastardos Inglórios".

Neste filme há uma presença muito forte dos diálogos, que são muito bem construídos de um ponto de vista literário, prendendo a atenção do espectador, contando histórias, forçando a imaginação e guiando toda a narrativa do filme, que conta em poucos momentos com o apoio visual para ser interessante. Além disso, muitos diálogos exploram questões de poder, abuso e a velha questão racial, que as pessoas não se cansam de debater.

Nesse sentido há algo a ser dito sobre este filme: há a cena do flashback de Marquis, que acaba resultando na morte do coronel Sandford e isso pode parecer um spoiler, mas não é, por que o ponto de toda este cena não era este, o ponto de toda esta cena era mostrar que não há mocinhos ali, dentro do armazém e, na vida real, também não há mocinhos, todos temos um pouco de vilões dentro de nós, inclusive os líderes que tanto prestigiamos também não são mocinhos, apesar de defenderem causas muito corretas. Esta é a cena mais forte onde o filme explora a questão racial, mas muitas pessoas estão entendendo ela de forma errada, como se o Marquis estivesse correto ali. Ele não está, tampouco está o general Sandford, mas a questão não era nem quem estava certo ali, o filme quer simplesmente mostrar que não há mocinhos, nem vilões, a vida não é preto no branco e você não deve generalizar atitudes, nem fazer coisas erradas em prol de uma causa nobre. O final funciona como uma tremenda resposta, mostrando que não devemos nos separar, porém nos unir, se você buscar um pouco mais a fundo por baixo das camadas do filme.

Aliás, se você procurar algo mais além da superfície, irá encontrar um filme completamente diferente. Um western (aos moldes dos clássicos spaghetti), mas que toca em questões muito atuais e não é nem um pouco niilista ao ponto que ele finge ser, muito pelo contrário.

Mas vamos aos fatos, o filme está com uma qualidade ótima, os 70 mm (que infelizmente, quem mora no Brasil não poderá ver em sua gloriosidade completa) ajudam muito a criar a atmosfera do filme todo, expandindo o campo de visão e excluindo o ar claustrofóbico que o filme teria, provendo nuances sobre o cenário que de outra forma não seriam notados. No entanto, esse crédito não vai apenas para a tecnologia, mas também para o diretor, que sabe criar cenas que parecem pinturas como poucos atualmente.

A trilha sonora é um show a parte, já que conta com músicas originais do mestre Ennio Morricone, além de algumas releituras de alguns clássicos, que ajudam a intensificar a atmosfera de suspense do filme, prendendo ainda mais a atenção do espectador.

Como filme do Tarantino (e como um filme mais voltado para o lado "literário" do diretor) é cheio de diálogos e aqui eles estão tão bons quanto em Pulp Fiction e Bastardos Inglórios, sendo o grande trunfo do diretor para este filme, algo que nas mãos de qualquer outro transformaria num fardo e deixaria o filme chato, aqui se revela algo surpreendente e forte para manter o ritmo da trama e não quebrá-lo.

Enfim, não dá para ser muito conclusivo em relação ao filme sem entregar muito dos acontecimentos dele, mas tudo que você precisa saber é: este é um filmaço e é o primeiro post nota 5 do ano de 2016 aqui no blog.

5 pontos

 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Dica literária: "Planetes" vol. 4

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Com a edição de número 4, Planetes chega a sua conclusão de forma gradual e reflexiva, definindo-se como um dos melhores mangás de ficção científica já publicado em terras tupiniquins (não que a concorrência seja muito grande também).

Nesta edição Hachi é deixado um pouco de lado e conhecemos mais sobre a Fee, a capitã da nave recolhedora de detritos espaciais. Conhecemos sua família na Terra, que consiste de um filho e seu marido, além de seu passado e seu histórico familiar de relacionamentos complicados, que acaba se refletindo no seu relacionamento atual com seu filho e, por fim, na sua atitude rebelde em relação a uma guerra espacial que quase acabou com o sonho espacial dos habitantes da Terra. Também nos é relevado o destino de Hachi em sua viagem para Júpiter. Também acompanhamos um pouco a vida de Locksmith, o CEO da empresa de viagens espaciais, após o acidente que dizimou uma enorme equipe de pesquisadores espaciais e as consequências desse acidente para ele.

A edição final de Planetes não é estrondosa, como foi o seu início, na verdade as hitórias se arrastam num ritmo meio vagaroso, sendo usadas como metáforas para alguns ensinamentos que deveríamos levar para nossas vidas. Alguns desses ensinamentos mostram um ponto de vista infantil e, na minha opinião, não são passíveis de crédito, mas outros funcionam para abrir os olhos dos leitores para inovações tecnológicas e líderes de empresas, que hoje, são venerados como líderes religiosos por alguns. Locksmith é o melhor exemplo disso, sendo uma espécie de Elon Musk sem a máscara de bom moço cobrindo seu rosto desumano e pragmático.

Isso pode soar um pouco decepcionante (e é, num primeiro momento), mas faz sentido dentro do contexto de tudo que acompanhamos nas 3 edições anteriores da série.

Ainda assim, o autor consegue encaixar espaço para sua primorosa narrativa gráfica, perdendo páginas inteiras para mostrar os personagens em momentos contemplativos ou o resultado de alguma explosão no espaço e seus detritos. Ponto para Makoto Yukimura, apesar de não haver uma mudança significativa em seu traço, que continua meio simplista para os seres humanos, mas magistralmente realista e detalhista para as naves e cenários espaciais.

Enfim, "Planetes" chega a sua conclusão, com um final digno, deixando o leitor satisfeito e contente por ter acompanhado por tanto tempo a série, aqui no Brasil ainda mais, já que o lançamento era bimestral, mas a qualidade que a Panini deu a série fez valer a pena.

4 pontos

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Dica cinematográfica: "A colecionadora" (1967)

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Primeiro filme do ano e já começando bem.

"La Collectionneuse" é um filme de 1967, dirigido por Eric Rohmer do gênero drama, com uma boa pitada de slice-of-life gostoso e é o quarto filme da série "Seis contos morais".

O filme conta a história de Adrian, um jovem rapaz que antes de abrir uma galeria decide tirar férias com seu amigo, Daniel numa casa de praia em Saint-Tropez, pertencente a um amigo mútuo dos dois chamado Rodolphe. Quando chegam lá, descobrem que uma amiga de Rodolphe já está por lá, uma jovem moça chamada Haydée, que leva uma vida bem hedonista. Com o passar do tempo, os três começam a se envolver, de forma cada vez mais confusa até que ninguém mais sabe quem está realmente no controle desse jogo de "colecionar" relacionamentos.

Contando com uma magistral fotografia, o filme, de baixo orçamento, é, além de uma lição de cinema (usando luz natural o máximo possível, economizando em rolos de filmes, além de tomadas sensacionais), um filme muito belo, abusando da paisagem bucólica que cerca os personagens, sem deixar o espectador enjoar do que está acontecendo, pois cada tomada parece uma verdadeira pintura.

Enfim, primeira dica do ano, estou cansado de escrever e apenas posso dizer que gostei muito do filme, portanto assista-o.

4 pontos

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

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The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2015 annual report for this blog.



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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Dica cinematográfica: "Hazard" (2005)

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Mais um filmaço de Sion Sono sendo indicado.

"Hazard" é um filme escrito e dirigido por Sion Sono, majoritariamente filmado na cidade de Nova Iorque e mostra como o diretor foi influenciado pela Nouvelle Vague e os filmes de ação chineses dos anos 80.

O filme conta a história de Shin, um estudante de colegial que não vê graça alguma em sua vida e após completar o ensino médio vai para Nova Iorque. Logo que chega na megalópole americana compra uma camiseta onde se vê escrito "Hazard", o nome de algum bar da cidade e decide chegar até lá. O problema é que Shin só sabe falar japonês e em sua busca é assaltado, se envolve com gangstêres, mulheres fatais e comete crimes.

Este é um ótimo filme para entender a mente de Sion Sono (ou pelo menos sua abordagem cinematográfica), pois é um filme que parece ter sido criado enquanto era filmado, com cenas totalmente criadas na hora, dando muita liberdade para os atores criarem suas próprias falas, além da violência, com muitas cenas de luta, em sua maioria, sem cortes. Os diálogos são bem surrealistas, aliás, toda a história é bem surrealista, tornando-se absurda mesmo.

Mesmo com tantos momentos criados na hora, o filme não perde o fôlego e consegue ser interessante do começo ao fim, mantendo-se coeso em sua proposta, algo difícil de encontrar em filmes com tal ambição. As quase duas horas de filme passam rápido e ao final, a história dá uma guinada e torna-se um dos melhores filmes do diretor.

Enfim, altamente recomendado.

5 pontos

domingo, 27 de dezembro de 2015

Dica cinematográfica: "The Ridiculous 6" (2015)

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E mais uma vez me pergunto se essa é uma dica cinematográfica ou televisiva... quem sabe eu não deveria chamá-la de dica netflixica?

"The Ridiculous 6" é, eu acho, o primeiro filme do Adam Sandler em sua parceria com a Netflix e está começando muito bem, por sinal.

A premissa é simples, Adam Sandler é filho de uma indígena com um famoso ladrão do oeste e quando seu pai é sequestrado por um bando de criminosos, ele decide resgatá-lo numa jornada que irá fazer com que ele entre em contato com seus outros 5 meio-irmãos.

Como filme do Adam Sandler, é um filme retardado, para dizer o mínimo, cheio de piadas de peido e tal, mas o que se poderia esperar, é o pastelão mais chulo que Hollywood pode nos oferecer e é bom assim, é engraçado, é idiota e eu não entendo a birra que os nerds politicamente corretos tem com ele, afinal é humor fácil e qual o problema nisso?

Como uma paródio de filmes de faroeste, é melhor ainda, pois o filme usa e abusa dos clichês do gênero, como aqueles closes nos rostos, as cenas de enfrentamento em que dois rivais se encaram e a ambientação também está muito boa.

E vale um destaque para o Taylor Lautner, que faz o irmão idiota, protagonizando as cenas mais engraçadas de todo o filme.

Enfim, "The Ridiculous 6" é um ótimo filme de comédia. Já li muitas críticas negativas para o filme, mas nenhuma delas se sustenta, por que o crítico fala mal das piadas mais sexualizadas do filme (e que são fraquinhas mesmo), mas se fosse no South Park tudo bem. Eu simplesmente não entendo como esses críticos podem ser tão hipócritas, então, caríssimos, não acreditem nas críticas, elas são infundadas.

Se você está afim de um filme retardado, para assistir com os amigos, numa tarde em que todo mundo está com sono, esse é o filme ideal.

4 pontos

sábado, 26 de dezembro de 2015

Dica televisiva: One Punch Man (2015)

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E sim, chegamos a esse dia enfadonho em que eu tenho que escrever esta dica, por que One Punch Man acabou.

One Punch Man é um anime deste ano, sem sombra de dúvida o melhor lançado em 2015 e, provavelmente, o melhor da década, já que conta com qualidades raramente vistas hoje em dia.

A história acompanha o dia a dia de Saitama num mundo onde super-heróis são tão comuns ao ponto de existir uma associação de heróis com rankings e pontuação entre eles. Numa tarde enfadonha, após ter sido demitido, Saitama decide virar herói e começa a treinar, tornando-se o herói mais forte de todos. O único problema é que Saitama não é registrado na associação de heróis e sempre chega atrasado na cena da ação, como ele é muito forte, acaba destruindo seus inimigos em um soco só e nunca leva crédito pelas suas ações, por que não tem ninguém para vê-lo em ação.

É um anime de comédia e todos sabemos o quão lamentável é o humor japonês, no entanto, One Punch Man acaba se saindo muito bem no quesito comédia, talvez por se tratar de uma sátira de histórias de super-heróis ocidentais, dando um toque nonsense digno de Bob Esponja e afins.

A animação é excelente, muito bem feita e fluida. A última vez que assisti um anime com um tratamento tão bom foi em Zankyou no Terror (se não assistiu, faça um favor a si mesmo e assista agora), caminhando no sentido contrário ao das animações japonesas serializadas de hoje em dia. A trilha sonora também é muito boa, com o tema principal misturando heavy metal e rock melódico, gritando "One Punch!!!!" nas principais cenas de ação, arrepiando os pelos de qualquer um com o mínimo senso de envolvimento com o que está assistindo.

"One Punch Man" foi uma surpresa quando saiu este ano e é, com absoluta certeza, o melhor anime do ano, deixando no final, uma pontada aguda de tristeza, por que tem apenas 12 episódios. Eu espero que tenha um segunda temporada, já que seu mangá ainda é publicado (os dois, mas isso fica para outra dica) e ainda teremos mais alguns OVA's a caminho.

Enfim, "One Punch Man"... dica televisiva... forever.

5 pontos

(Só um parênteses, eu faço as dicas apenas quando as coisas "terminam" ou "completam", filmes e CD's são muito mais fáceis, por que é muito mais fácil completá-los, pois não leva tanto tempo. Já livros, hq's serializadas e séries de TV levam tempo para serem completadas, não só por que são mais longas, mas também por que eu levo mais tempo para terminar de ler/assistir essas mídias)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Os Melhores das Dicas Musicais de 2015

SSSSSIIIIIMMMMMMMM!!!! Chegou aquele ótimo momento do ano em que eu revisito todos os posts musicas que fiz ao longo do ano e monto uma listinha, sem ordem (até por que tá difícil escolher um entre os 3 melhores desse ano) e monto um post com tudo que você deveria ter ouvido esse ano e se não ouvi corre logo para ouvir.

Mas antes da lista em si, vamos às menções honrosas, que são aqueles álbuns que todo mundo gostou de ouvir, mas que seria covardia inseri-los entre os outros, ou por que seus artistas são muito bons ou por que não conta como um álbum de verdade.

RUMTUM - "Jiberish Beat Tape"

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Esse é um projeto genial do RUMTUM, lançado como se fosse uma dessas fitas k-7, onde o dono corta músicas que corta, insere suas próprias músicas e aí dá para algum amigo ou coloca pra tocar em alguma festa. São mais de 40 minutos que valem muito a pena serem conferidos. Não tem um segundo sequer que não valha a pena de "Jiberish Beat Tape".

Melt-Banana - "Return of 13 hedgehogs (MxBx singles 2000-20009)

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Este não é um álbum de inéditas, portanto não poderia estar na lista propriamente dita, mas é muito bom e merece ser ouvido e re-ouvido várias e várias vezes.

Cage The Elephant - "Tell Me I'm Pretty"

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Simplesmente esse álbum não funciona como álbum, mas funcionaria como um EP. Pela primeira metade do CD, "Tell Me I'm Pretty" merece ser destacado como uma das melhores coisas a acontecer no mundo da música esse ano.

Koji - "Fury"

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É um EP então não tem espaço com os outros álbuns, mas é muito bom, sim.

The Caulfield Cult - "Half Empty"

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Este ano a banda de rock de Singapura mostrou que merece estar entre os grandes nomes da música com este excelente EP.

E agora, vamos aos álbuns:

Citizen - Everybody is going to Heaven"

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Ótimo álbum que não se enquadra em nenhum gênero conhecido, mas é uma excelente mistura de ambient com noise, com garage rock, com mais um monte de outros gênero maneiros.

Albert Hammond Jr. - "Momentary Masters"

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Provando que Julian Casablancas estava errado, Albert Hammond Jr. lançou esse incrível álbum que pode ser encarado como o The Strokes que todos queremos ouvir.

Archy Marshall - "A new place 2 drown"

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O novo trabalho do ruivo impressiona pela diversidade, a qualidade e a ambição apresentados em apenas 10 músicas.

SUNN O))) - "Kannon"

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Um álbum completamente audível de uma banda excelente, muito centrada e fiel ao seu trabalho, além de ser muito ambicioso.

Natalie Prass - "Natalie Prass"

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Logo no começo do ano eu já sabia que esse álbum figuraria entre os melhores de 2015. É um álbum pop que junto com Tobias Jesso Jr. mostra que esse gênero tem futuro e finalmente eu estou disposto a escutá-lo.

Boogarins - "Manual"

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Tô cansado demais pra escrever o título completo do álbum, mas tá aí, se você ainda não escutou, escute!

Toro y Moi - "What for?"

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Excelente álbum de Toro y Moi, muito mais rock que os seus últimos, situando-se no melhor momento de sua carreira.

Troco em Bala - "Agreste"

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O rock nacional tem futuro, minha gente.

Vivendo do Ócio - "Selva Mundo"

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O que esperar do Vivendo do Ócio? Nada menos que excelência, claro!

Monster Rally & Jay Stone - "Foreign Pedestrians"

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Um dos meus álbuns mais aguardados do ano e junto com "B4da$$", o único que não me decepcionou.

Kamasi Washington - "The Epic"

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Sua presença aqui era óbvia, claro.

Title Fight - "Hyperview"

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O melhor álbum deles até agora.

Tobias Jesso Jr. - "Goon"

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O artista responsável por me fazer voltar os meus olhos para a música pop e, quem sabe, o futuro do gênero?

Fábio de Carvalho - "Tudo em vão"

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Eu não esperava que esse álbum ficasse preso na minha mente por tanto tempo. É simplesmente bom demais!

Mugen Hoso - "North Carolina Shepherd Dog"

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Esse é muito bom. Você tem que escutá-lo. Esses caras merecem demais a atenção de seus ouvidos.

Joey Badass - "B4da$$"

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Minhas expectativas estavam altas para esse álbum e não é que foram supridas?

The Early November - "Imbue"

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A qualidade que o The Early November alcançou com "Imbue" é inigualável e só não fica mais alto nessa lista, por que esta não é uma banda que focaliza a sua atenção em narrativas através de suas letras, o que o colocaria, com certeza, em primeiro lugar.

Defeater - "Abandoned"

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Com este álbum, um ciclo se fechou na história que Defeater conta desde sua fundação e, apesar de suas limitações musicais, é um álbum que merece ser revisitado pela sua qualidade lírica.

Kendrick Lamar - "To Pimp a Butterfly"

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Ele tem o ritmo, ele tem a qualidade sonora, ele tem a musicalidade, ele tem a ambição, ele tem as letras e ele tem a narrativa; se há algo que se aproxima de um álbum perfeito é "To Pimp a Butterfly".

Enfim, essa é a lista do ano, definitiva, qualquer outra, não é válida.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Dica literária: Flaming Carrot

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Comecei a ler esse quadrinhos depois de ler um post sobre ele na coluna do Caruso no Abacaxi Voador.

Flaming Carrot é um personagem que estreia sua própria história em quadrinhos, homônima, e é "peculiar", para dizer o mínimo.

Olha para o desenho acima e já dá pra ter uma ideia do que se trata a história; ou seja, nada lógico! Para começar, o quadrinho passou na mão de diversas editoras lá nos anos 80 (o BOOM de quadrinhos independentes), mas nunca conseguiu o sucesso de outras publicações da época (uma minoria, de fato, sobreviveu até hoje). Suas primeiras histórias foram publicadas como fanzines, copiadas no xerox e distribuídas em eventos pelo autor, por isso sua historia de origem não é encontrada em lugar nenhum, mas o número 1 é tido como a primeira edição publicada pela editora Aardvark-Vanaheim, uma editora independente do Canadá. A editora fez relativo sucesso no Canadá com a revista Cerebus e alguns títulos, como o Flaming Carrot conseguiram pegar carona no sucesso de Cerebus e conquistaram uma boa base de fãs regionais. Após alguns problemas burocráticos, Flaming Carrot e outros títulos da editora passaram para a Renegade Press e conseguiu ser publicado de forma esporádica até 2002, dessa vez pela Dark Horse. Numa tentativa de ressuscitar o personagem a Image o publicou de 2004 a 2006.

O próprio autor não esperava que sua base de fãs fosse tão fiel e quem lê Flaming Carrot, de fato, nunca esquece. A história é sobre um homem que após ler 5000 gibis de uma vez só para ganhar uma aposta ressurgiu na frente de todos como uma cenoura flamejante. Ele não tem nenhum poder e vence os inimigos com pura determinação, imbecilidade e uma baita sorte convencional. Inimigos que podem ser de comunistas a alienígenas, todos bizarros.

O senso de humor é, de certa forma, exigente, pois se vale de elementos bizarros para provocar risadas, quebras bruscas na ação (por exemplo, algo está acontecendo, como um roubo, e o Flaming Carrot simplesmente vira suas costas e vai embora), além de uma narrativa infantilóide típica de desenhos antigos como Tom e Jerry e Pica-Pau (por exemplo, bigornas caem do céu e derrubam o inimigo, do nada), sendo meio pastelão também.

Mas um ponto extremamente positivo é que a história do Flaming Carrot não fica estagnada, há uma evolução do personagem (que é um tremendo imbecil), sendo responsável por até criar uma liga de super-heróis (os do colarinho azul, um termo estadunidense para designar os trabalhadores do setor de serviços básicos, como lixeiros, pedreiros, marceneiros, metalúrgicos, essas coisas), algo que não é comum nessas histórias mais absurdas de comédia, quem lê quadrinhos, sabe.

Outro ponto legal, mas não para todos, é o ponto de vista histórico que esse gibi garante, sendo legal para quem tem curiosidade em saber como era esse período de boom dos quadrinhos independentes, tendo um traço característico da época, sendo preto e branco e, é claro, o humor que toca em algumas questões históricas, como a Guerra Fria e a Guerra do Vietnã, por exemplo.

Enfim, Flaming Carrot é uma obra que, a princípio, assusta, mas vale a pena ser lido e gera uma certa compensação moral ao final, por se tratar de algo tão obscuro, mas ao mesmo tempo, tão divertido, se, é claro, você souber desligar de fato o cérebro para lê-lo.

4 pontos

p.s.: as histórias do Flaming Carrot foram compiladas em 3 volumes (acho) capa dura pela Dark Horse ou Imagem (não lembro), mas não é muito fácil de ser encontrado, mesmo em terras internacionais, portanto deixo aqui um torrent que compila tudo que já foi publicado do personagem, inclusive histórias extras, como o crossover com as Tartarugas Ninja, que não foram compiladas pela Dark Horse ou Image (não lembro e tô com preguiça de pesquisar).

sábado, 19 de dezembro de 2015

Dica musical: "Quintessential Ephemera" da Rosetta (2015)

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Rosetta é uma banda de pós-metal (seja lá o que isso quer dizer) dos EUA, formada há mais de uma década e esse ano, mais especificamente em junho, lançaram o seu melhor trabalho de estúdio até hoje.

"Quintessential Ephemera" é um álbum épico, um projeto artístico formado por várias obras de arte, como uma enorme construção que conta com diversos prédios e juntos formam uma paisagem deslumbrante.

Todas as canções do álbum são grandes, não só em extensão, mas em todos os seus aspectos, desde as letras, que são igualmente longas, cantadas por um vocal agressivo e que dá um ar de desespero e grandiosidade maior a todo o trabalho, até a produção, com efeitos que aumentam a espacialidade da música, fazendo o álbum ocupar um espaço maior em seus ouvidos.

Os arranjos de guitarra são um show à parte, guiando e liderando todas as canções, dando o tom a narrativa que se constrói, ora mais calmo e melancólico, ora agressivo e bombástico, ora mais espacial e ambiental, ora mais introspectivo e contido.

Enfim, um álbum de proporções épicas, disponibilizado para ouvir aqui e que merece ser escutado bem alto.

3 pontos e meio

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Dica musical: "I want to grow up" de Colleen Green

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Mais um desses álbuns lançados em Fevereiro que só agora descobri e descobri por que ela veio ao Brasil e acabei gostando do som dela.

Este já é o terceiro álbum de estúdio da moça de 31 anos, Colleen Green, podendo ser classificado como um noise pop, pela presença forte de guitarras sujas e de sonoridade "rasgada", mas ao mesmo tempo, mantendo um ritmo meio doce, suave e gostoso de ouvir.

De fato, a maioria das canções aqui podem ser ouvidas como baladas e se não fosse pelo som mais sujo e cru da moça, provavelmente não estaria sendo indicado aqui.

Mas o ritmo é bom, é dançante e ao mesmo tempo suave, do tipo que você dança mandando um xaveco na menina. Os ruídos provocados pela distorção das guitarras não chega a ser barulhento e apesar dos outros instrumentos não se destacarem, eles executam a sua função primária de criar a melodia da música.

O único defeito nesse álbum seriam mesmo as letras, reminiscentes do pop são fracas e passam uma mensagem pseudo-feminista bem batida e manjada que não mexe com ninguém.

Enfim, o álbum não é perfeito, de forma alguma, mas é gostoso de ouvir, se saindo muito bem na sua função de entreter e vale a pena escutar.

3 pontos

Dica musical: "Return of 13 hedgehogs (MxBx singles 2000-2009)" do Melt-Banana (2015)

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Melt-Banana é uma banda que dispensa comentários. Ativos desde os anos 90, foram um dos grandes responsáveis por pavimentar o Japão como uma potência na música noise e por popularizar o noise-rock mundo afora.

Este álbum não é de músicas inéditas, como o título deixa claro é uma coletânea de singles, mas não de singles como você pode pensar, músicas com sucesso comercial e sim, músicas que a banda gosta de tocar e ouvir.

Todas as canções são apresentadas em ordem cronológica, o que é perfeito, especialmente para compreender as diferentes fases pela qual a banda passou, começando como uma banda muito barulhenta de rock, passando para um som mais experimental, porém cru, para então acrescentar elementos de música eletrônica, sem nunca deixar de lado suas raízes noise, a agressividade e a ruidosidade de seus álbuns.

Aqui, além de passarmos por todas essas épocas, somos apresentados também às suas músicas mais acessíveis, pois se tratam de canções mais "audíveis", já que boa parte de seus álbuns são só barulho mesmo.

E também há covers! Sim, temos o famoso cover de "Monkey Man", mas infelizmente não há o cover de Queen, o que é uma falha, mas pode ser que ele tenha sido gravado antes de 2000, então faz sentido não incluí-lo aqui.

Enfim, Melt-Banana, apesar de não apresentar canções inéditas, continua surpreendendo, mantendo nossos ouvidos limpos e saudáveis para a agressividade e a barulheira do noise rock.

4 pontos

Dica musical: "Tell Me I'm Pretty" do Cage The Elephant (2015)

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Cage The Elephant é uma banda que alcançou um sucesso estrondoso já logo com o primeiro álbum, mas eu só fui conhecê-los no segundo, que é considerado por alguns (eu inclusive) como o melhor álbum deles, tocado em muitas rádios pelo mundo afora. No entanto, mesmo com todo esse sucesso, a banda, ao contrário de outros grandes nomes do rock da mesma geração, conseguiu se manter fiel ao seu som, altamente reforçado por suas apresentações ao vivo explosivas, mesmo com leves mudanças na sonoridade que podem ser entendidas como evoluções, de verdade.

Mas para falarmos de "Tell Me I'm Pretty" é preciso entender dois pontos: Dan Auerbach e a necessidade deste álbum (ou falta).

Dan Auerbach, vocalista e guitarrista do duo de blues/rock The Black Keys é o produtor deste álbum. Este ano ele lançou um álbum mais ou menos de seu novo projeto e fiquei com medo das influências que ele traria para este CD, mas me enganei. Ele não trouxe uma carga forte de eletrofunk com aquelas batidas cansadas de seu novo trabalho, mas trouxe grandes influências que ele usou em seus anos de The Black Keys.

É notável a presença de Dan Auerbach em muitas músicas deste álbum, principalmente na segunda metade, fazendo o Cage The Elephant perder um pouco da sua intensidade.

E aí chegamos a necessidade deste álbum, ou melhor, a falta de necessidade deste álbum.

"Melophobia", o terceiro álbum da banda foi lançado em 2013, completou 2 anos em outubro e suas músicas ainda estão frescas na memória de todo fã. Não havia a necessidade de 10 novas músicas e ao final de todo o álbum você fica com a sensação de que "Tell me I'm pretty" se sairia bem melhor como um EP. Sem contar que estamos no final do ano e já estamos de saco cheio de ouvir tantos CD's mais ou menos ao longo do ano.

Mas falemos da primeira metade, que vale muito a pena: "Tell me I'm Pretty" é muito bem sucedido logo nas primeiras músicas, com influências que vão de Black Sabbath e Nirvana até o blues e um pouco de pop, podendo até ser considerado um "'Melophobia' 2.0".

A maioria das músicas são bem agitadas, com riffs de guitarra  cheios de efeito e apesar dos efeitos nos vocais serem influências diretas de Auerbach acabam funcionando bem e não incomodam. As letras são outro ponto positivo nesta primeira metade, por que são muito boas, criando narrativas diretas e alguns trechos muito poéticos.

Já na segunda metade, há a repetição de muitos efeitos, as letras se tornam um pouco menos elaboradas e a banda perde fôlego, gerando aquele sentimento de que isso tinha que ser um EP mesmo.

Enfim, "Tell me I'm pretty" é um CD com grande potencial, mostrando que Cage The Elephant ainda está com tudo, mas é bom torcermos para eles não se acostumarem aos elogios e continuem buscando novos caminhos, sendo fiéis a sua sonoridade e atitude rock n' roll.

3 pontos e meio