quarta-feira, 24 de abril de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
Gato filosófico #23
Posted on 20 abril by Felipe
Dica cinematográfica: A lula e a baleia
Posted on 20 abril by Felipe
A lula e a baleia é um filme de drama de 2005.
No entanto não faz parte dessas dramalhões melosos que enchem o saco de qualquer um. Também não é um desses draminhas com músicas indie pra atrair a atenção de adolescentes, mas fica bem próximo desse tipo de filme.
A lula e a baleia é um filme bem bruto sobre a separação de um casal e como todos na família reagem à essa situação. O filho mais velho busca comforto no pai e em ser um cafajeste, o mais novo busca comforto em práticas onanísticas, na bebida e na mãe. O pai procura comforto em sua solidão depressiva e auto-destrutiva. E a mãe busca comforto em pequenos affairs com metade da cidade. Já o gato... Bem, ele faz jus à sua espécie e não faz nada o filme todo, até causar uma pequena confusão no final.
A lula e a baleia é um desses filmes que são realmente bons e te faz sentir um formigão na alma, uma vontade de fazer algo de útil para o mundo ou mesmo algo simples ou simplesmente algo que fuja da sua rotina, como ir cortar o cabelo.
O filme tem uma história interessante, pois foi filmado em 16mm, usando uma câmera portátil, o que mostra que qualquer um pode fazer um filme de qualidade com uma câmera qualquer comprada nas Casas Bahia mesmo. O filme também foi rodado em apenas 23 dias.
Enfim, indico muito esse filme que marcou a minha tarde morta de sábado.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Dica literária: Pokemon Adventures Special
Posted on 18 abril by Felipe
Tenho certeza que certas vão querer me bater com essa dica, mas é uma boa dica e você deveria ler esse mangá fantástico escrito por Hidenori Kusaka e desenhada pro Mato, até os primeiros nove volumes e desde então vem sendo desenhada por Satoshi Yamamoto.
Só por ser do Pokémon, todo mundo já fica com um pé atrás, por que tem aquele negócio de nerd ou de criancinha. Os jogos pra videogame são coisas de nerds babões, que vão em eventos de anime com camiseta do Iron Maiden e de touca poring e o anime é um desenho super infantil, que já encheu o saco.
E encheu mesmo, mas o mangá é diferente de tudo isso aí.
O mangá segue uma sequência de história mais parecida com as histórias dos jogos. Ou seja, esqueca encontros com a equipe rocket todos os capítulos, esqueça piadas dignas de Zorra Total e lutas onde os pokémons mal se cansam.
Nesse mangá a coisa é séria. Os vilões são vilões mesmo, os momentos de humor se resumem à poucas carinhas escrotas que os desenhistas colocam nos personagens só pra diminuir a tensão de algum momento e os pokémons morrem em batalhas. É sério!
É raro isso acontecer, mas acontece.
Fora que os pokémons tem nomes, então não fica naquele negócio de "Pikachu, eu escolho você!", os personagens são recheados de elementos anti-clichês, como por exemplo, o personagem principal escolher um bulbasaur no começo da jornada e não um charmander, ou mesmo um pikachu.
Outra diferença é que os pokémons lendários podem ser capturados, coisa que não acontece no anime e parece que o mundo pokémon do mangá acabou de ser descoberto e nós acompanhamos as aventuras das pessoas mais importantes do mundo, por que eles estão em todas as grandes batalhas, eles capturam as lendas pokémon, eles descobrem e até nomeiam novos pokémons, o que é algo muito legal, visto que não tem toda aquela inocência besta do anime.
Como eu já disse, a história é baseada nos jogos e por isso, tudo o que você viu nos jogos, pode acontecer no mangá, então se o seu personagem derrotou todos os sacanas da equipe rocket sem usar um único potion, isso vai acontecer no mangá.
Sem falar que a história é muito bem escrita e cheia de mistérios.
Todas as temporadas começam cheios de buracos e lacunas para serem preenchidas, mas nos últimos episódios tudo vai se juntando e logo os mistérios são resolvidos para cederem espaço às maiores lutas da história.
Até agora só li 3 temporadas, o que dá 15 volumes. Cada uma delas é inspirada em séries de jogos. A primeira é a série Red/Green/Blue, inspirada nos dois primeiros jogos, a segunda é a fase Yellow que apesar de ter uma das personagens mais simpáticas de toda a história do mangá, é uma séria chata, devida á sua extensão e ao fato de se concentrar em uma só personagem e suas descobertas inocentes do mundo pokémon, e pra terminar, a terceira fase que é a Gold/Silver/Crystal, inspirada nesses três jogos, passando-se no continente de Johto e tal.
Mas tem mais, existe uma temporada para cada série de jogos, algumas são curtas, outras são longas e devido aos remakes, a volta dos personagens mais legais é garantida, mesmo que eles sempre façam alguma coisa em todas as temporadas.
Por falar neles, os personagens tem os nomes dos jogos, por isso tem o Red (O melhor e maior personagem da série), o Green, a Blue, a Yellow, o Silver, o Gold e a Crystal.
E se você, otome, acha que é só isso, a série também tem uns romancezinhos para ajudar a criação de fandoms.
Enfim, dêem uma chance á essa série, que apesar de ser do Pokémon, vai mudar seus conceitos, já que ela é muito melhor que os jogos e nem se compara com o anime.
Aliás, provavelmente é esse preconceito idiota de pokémon ser coisa de criancinha e nerd que fez com que essa série nunca fosse publicada aqui no Brasil, infelizmente.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
A covardia da criminalização juvenil
Posted on 17 abril by Felipe
*Texto publicado no site Fazendo Media, por Gustavo Barreto, jornalista, com base em dados de arquivos pessoais e do site do Mapa da violência. Visitem também o blog dele clicando aqui.*
O Brasil registrou nos dados consolidados de 2010 um número impressionante de homicídios, 49.932 – um aumento de 259% em relação a 1980. O Brasil é – qual a novidade? – um país violento.
O aumento das taxas de homicídio no país aumentaram quase que linearmente até 2003, quando começaram a apresentar eventuais quedas, como a notável queda entre os anos de 2003 e 2007, porém apresentando igualmente número que fazem inveja a qualquer país em conflito civil.
Para se ter uma ideia, a ONU calcula que, somente dentro da Síria, devido a uma guerra declarada, já morreram mais de 70 mil pessoas em dois anos. No Brasil morreram mais de 100 mil, no mesmo período, sem que nenhuma milícia tenha contestado a autoridade do poder central. Em 2010, por exemplo, morreram 137 pessoas por dia, em média – número superior ao do massacre do Carandiru (111). E todos os dias.
Os números absolutos são assustadores – e também o são percentualmente.
Entre 1980 e 2010 – 31anos portanto – o país perdeu 1 milhão de pessoas para a violência, com cerca de 70% deles por decorrência do uso de alguma arma de fogo. Em quase 20 anos de guerra na Somália (1982-2000), foram 30 mil mortos. A guerra civil na Colômbia deixou 45 mil vítimas em 36 anos. A guerra civil de Angola meio milhão de pessoas em 27 anos. A guerra civil na Guatemala fez 400 mil vítimas em 24 anos.
As perdas humanas somente no Brasil equivalem, em média, às perdas humanas nos 12 principais conflitos armados pelo mundo – incluindo alguns dos mais sangrentos, como Iraque, Sudão, Afeganistão, Paquistão e República Democrática do Congo.
Alguém tem dúvida de que trata-se – não de uma guerra, mas – de uma tragédia humanitária absolutamente bárbara e desumana? Eu não.
E não adianta tentar argumentar que o Brasil é um país de dimensões continentais. Trata-se de um notável falso argumento. O país tem taxas de homicídios por armas de fogo quatro vezes superiores aos da China, que tem sete vezes mais população que o Brasil. A Índia, com 6 vezes mais habitantes que o Brasil, tem 12 vezes menos assassinatos com armas de fogo.
E quem são as maiores vítimas por aqui? Pobres, negros/pardos e… jovens.
Enquanto 73,2% dos jovens brasileiros – 15 a 24 anos – morrem por “causas externas”, entre os não-jovens essa proporção não chega a 10%. Enquanto 38,6% dos jovens morrem por homicídios no país, entre os não-jovens essa proporção é de 2,9%.
Os dados do ‘Mapa da Violência’ de 2012, por exemplo – para deixar evidenciado para os que ainda não entenderam – mostram que entre 1980 e 2010 morreram no Brasil, segundo os registros do Ministério da Saúde, um total de 799.226 cidadãos vítimas de armas de fogo. Sendo que 450.255 mil deles eram jovens entre 15 e 29 anos de idade.
Dois em cada três vítimas fatais das armas de fogo são jovens. Quase meio milhão, e contando. E – na outra ponta – dos cerca de 26 milhões de jovens e adolescentes entre 12 a 18 anos, menos de 0,2% estão em conflito com a lei.
O Brasil segue um padrão às avessas quando se trata de encerrar – por comparação – um conflito civil de grandes proporções.
Segundo os órgãos internacionais mais experientes neste tema, você encerra uma tragédia como esta com três medidas nada simples, porém essenciais: (1) Fim da facilidade de acesso a armas de fogo; (2) o fim da cultura da violência e do discurso do ódio; (3) exemplar punição por meio de um processo justo e idôneo e a reconciliação “entre as partes”, inclusive com a adoção de conhecidos métodos de ressocialização e entendimento mútuo.
Quando a sociedade brasileira se depara com um assassinato bárbaro ou uma chacina, entra em pânico. Morrem 137 pessoas por dia, mas somente quando algo “aparentemente” grave acontece, queremos resposta.
A tática generalizada é muito simples: elencam-se estes e outros problemas – falta de controle das mais de 15 milhões de armas de fogo (registradas e não registradas), a cultura da violência que dá origem aos motivos fúteis ou aos impulsos, o baixíssimo grau de resolução dos inquéritos policiais – para, então, relacioná-los diretamente a qualquer outro motivo menor para tais crimes.
Como – por exemplo – à maioridade penal de 18 anos.
E o motivo é mais do que óbvio: é mais fácil criminalizar uma parte vulnerável da população do que enfrentar as causas do problema já devidamente constatadas. O lobby da indústria bélica é notavelmente maior do que o lobby a favor das crianças e adolescentes.
É como se um país em meio a uma guerra civil sugerisse que as suas crianças-soldado paguem pelos terríveis crimes contra a humanidade que cometeram, após terem sido arrancados de suas famílias, escolas, comunidades. Quer dizer, é a mesma coisa.
Conhecemos muito bem o desafio: a posição de que devemos ser mais “duros” com as crianças e adolescentes é um fruto inequívoco desta mesma cultura da violência que, em um ciclo perverso, mantem reféns pessoas ingênuas, numa espiral de medo e pânico. O desafio é conhecido, porém nada simples.
**Ótimo texto, visitem o dite Fazendo Media, vale muito a pena. **
O Brasil registrou nos dados consolidados de 2010 um número impressionante de homicídios, 49.932 – um aumento de 259% em relação a 1980. O Brasil é – qual a novidade? – um país violento.
O aumento das taxas de homicídio no país aumentaram quase que linearmente até 2003, quando começaram a apresentar eventuais quedas, como a notável queda entre os anos de 2003 e 2007, porém apresentando igualmente número que fazem inveja a qualquer país em conflito civil.
Para se ter uma ideia, a ONU calcula que, somente dentro da Síria, devido a uma guerra declarada, já morreram mais de 70 mil pessoas em dois anos. No Brasil morreram mais de 100 mil, no mesmo período, sem que nenhuma milícia tenha contestado a autoridade do poder central. Em 2010, por exemplo, morreram 137 pessoas por dia, em média – número superior ao do massacre do Carandiru (111). E todos os dias.
Os números absolutos são assustadores – e também o são percentualmente.
Entre 1980 e 2010 – 31anos portanto – o país perdeu 1 milhão de pessoas para a violência, com cerca de 70% deles por decorrência do uso de alguma arma de fogo. Em quase 20 anos de guerra na Somália (1982-2000), foram 30 mil mortos. A guerra civil na Colômbia deixou 45 mil vítimas em 36 anos. A guerra civil de Angola meio milhão de pessoas em 27 anos. A guerra civil na Guatemala fez 400 mil vítimas em 24 anos.
As perdas humanas somente no Brasil equivalem, em média, às perdas humanas nos 12 principais conflitos armados pelo mundo – incluindo alguns dos mais sangrentos, como Iraque, Sudão, Afeganistão, Paquistão e República Democrática do Congo.
Alguém tem dúvida de que trata-se – não de uma guerra, mas – de uma tragédia humanitária absolutamente bárbara e desumana? Eu não.
E não adianta tentar argumentar que o Brasil é um país de dimensões continentais. Trata-se de um notável falso argumento. O país tem taxas de homicídios por armas de fogo quatro vezes superiores aos da China, que tem sete vezes mais população que o Brasil. A Índia, com 6 vezes mais habitantes que o Brasil, tem 12 vezes menos assassinatos com armas de fogo.
E quem são as maiores vítimas por aqui? Pobres, negros/pardos e… jovens.
Enquanto 73,2% dos jovens brasileiros – 15 a 24 anos – morrem por “causas externas”, entre os não-jovens essa proporção não chega a 10%. Enquanto 38,6% dos jovens morrem por homicídios no país, entre os não-jovens essa proporção é de 2,9%.
Os dados do ‘Mapa da Violência’ de 2012, por exemplo – para deixar evidenciado para os que ainda não entenderam – mostram que entre 1980 e 2010 morreram no Brasil, segundo os registros do Ministério da Saúde, um total de 799.226 cidadãos vítimas de armas de fogo. Sendo que 450.255 mil deles eram jovens entre 15 e 29 anos de idade.
Dois em cada três vítimas fatais das armas de fogo são jovens. Quase meio milhão, e contando. E – na outra ponta – dos cerca de 26 milhões de jovens e adolescentes entre 12 a 18 anos, menos de 0,2% estão em conflito com a lei.
O Brasil segue um padrão às avessas quando se trata de encerrar – por comparação – um conflito civil de grandes proporções.
Segundo os órgãos internacionais mais experientes neste tema, você encerra uma tragédia como esta com três medidas nada simples, porém essenciais: (1) Fim da facilidade de acesso a armas de fogo; (2) o fim da cultura da violência e do discurso do ódio; (3) exemplar punição por meio de um processo justo e idôneo e a reconciliação “entre as partes”, inclusive com a adoção de conhecidos métodos de ressocialização e entendimento mútuo.
Quando a sociedade brasileira se depara com um assassinato bárbaro ou uma chacina, entra em pânico. Morrem 137 pessoas por dia, mas somente quando algo “aparentemente” grave acontece, queremos resposta.
A tática generalizada é muito simples: elencam-se estes e outros problemas – falta de controle das mais de 15 milhões de armas de fogo (registradas e não registradas), a cultura da violência que dá origem aos motivos fúteis ou aos impulsos, o baixíssimo grau de resolução dos inquéritos policiais – para, então, relacioná-los diretamente a qualquer outro motivo menor para tais crimes.
Como – por exemplo – à maioridade penal de 18 anos.
E o motivo é mais do que óbvio: é mais fácil criminalizar uma parte vulnerável da população do que enfrentar as causas do problema já devidamente constatadas. O lobby da indústria bélica é notavelmente maior do que o lobby a favor das crianças e adolescentes.
É como se um país em meio a uma guerra civil sugerisse que as suas crianças-soldado paguem pelos terríveis crimes contra a humanidade que cometeram, após terem sido arrancados de suas famílias, escolas, comunidades. Quer dizer, é a mesma coisa.
Conhecemos muito bem o desafio: a posição de que devemos ser mais “duros” com as crianças e adolescentes é um fruto inequívoco desta mesma cultura da violência que, em um ciclo perverso, mantem reféns pessoas ingênuas, numa espiral de medo e pânico. O desafio é conhecido, porém nada simples.
**Ótimo texto, visitem o dite Fazendo Media, vale muito a pena. **
Gato Filosófico #22
Posted on 17 abril by Felipe
terça-feira, 16 de abril de 2013
Dica musical: "You're Nothing" de Iceage
Posted on 16 abril by Felipe
Iceage é uma banda dinamarquesa que eu curto bastante, mas só agora decidi postar uma dica para o álbum, auto-gravada que eles fizeram esse ano.
Eles são uma banda post-punk, hardcore, noise-rock ou qualquer outro gênero não conhecido pela maioria que você quiser colocar. Eles se encaixam em vários deles.
O estilo musical deles é muito interessante, apesar de simples.
Não acredito que seja díficil aprender a tocar as músicas deles na guitarra, baixo ou na bateria, mas o modo como eles encaixam todos esses elementos nas suas músicas, que são bem rápidas, diga-se de passagem, faz com que tudo soe muito bem feito e muito dançante, de modo que você pensa que esse pode ser o melhor lançamento do ano nesse mundo undergroun de bandas desconhecidas e outras quase conhecidas que vivemos.
A voz do vocalista também é algo raro de se encontrar. Ele não força a sua voz e ela é grossa naturalmente, o que faz o som da banda soar ainda mais original e interessante aos ouvidos, pelo simples fato de você não ver muito disso por aí.
Sem contar que eles não usam efeitos para "melhorar" o som deles. É tudo muito cru e mesmo assim perfeito.
Ou seja, esses caras conseguem criar algo novo, com a antiga fórmula rock n' roll que todos conhecemos.
Então, fica a dica: "You're Nothing" de Iceage.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Dica literária: Em busca do sentido
Posted on 15 abril by Felipe
Terminei de ler esse livro ontem, mas antes de terminá-lo já sabia que iria postá-lo aqui.
"Em busca do sentido" é um livro auto-biográfico, mas também acadêmico escrito por Viktor Frankl, o criador da logoterapia, a terapia do sentido.
Na logoterapia, o psiquiatra tenta consertar problemas psicológicos que o paciente tem através da descoberta do sentido na vida do paciente em questão.
De acordo com Frankl, grande parte, se não todos, os problemas psicológicos derivam da falta de sentido que a pessoa sente em sua vida, pois a partir do momento em que a pessoa acha um motivo para viver ela deixa de sentir depressão, solidão, apatia e outros tantos problemas psicológicos comuns nos dias atuais.
E para exemplificar isso, Frankl retrata como foi sua estadia em vários campos de concentração durante a segunda guerra mundial.
Ele era judeu, por isso foi preso e por causa da sua saúde, não foi morto, apenas trabalhava exaustivamente em minas ou na construção de ferrovias.
No campos, Frankl conheceu pessoas que estavam à beira da morte, com fome, desnutridas, doentes e com um ou mais ossos quebrados, mas que ainda assim queriam viver. E pelos mais diversos motivos.
Um queria viver por que tinha esperanças de reencontrar sua família, que fora mandada à outro campo, outro tinha sua família o esperando nos EUA, outro queria viver por que tinha uma amada, outro queria viver por que havia deixado uma série de livros científicos e tinha ideia para mais um, que tinha que ser publicado.
Ou seja, nós temos que achar um sentido na nossas vidas, ou melhor, um sentido para as nossas vidas, se não, de que vale todo o sofrimento que passamos?
De que vale comprar uma roupa nova se não para nos servir de algo? Devemos comprá-la simplesmente por que gostamos? Ou por que, com ela nos sentiremos bem e agradaremos à alguém que amamos?
A logoterapia é muito interessante e é a terceira escola vienense de psicoterapia e é considerada a melhor delas.
Com esse livro, Frankl ficou mundialmente conhecido e lançou as bases para a sua logoterapia.
Recomendo para você que quer descobrir um pouco mais sobre o por que de estarmos vivendo e também para descobrir como podemos achar um porque para nossas vidas.
domingo, 14 de abril de 2013
Dica cinematográfica: Cowboy Bebop: The Movie
Posted on 14 abril by Felipe
Já disse aqui que Cowboy Bebop é o melhor anime de todos os tempos, certo?
Não só isso, é a melhor série de animação que alguma vez já existiu.
E não é pra menos, Cowboy Bebop é uma série muito original, criando cowboys do espaço em uma espécie de futuro onde os seres humanos podem viajar por todo o universo e os cowboys voltam para batar ordem.
Sem contar na trilha sonora, os efeitos especiais e seus personagens, que uma vez que entram na sua vida, nunca mais irão sair.
Esse é o filme do Cowboy Bebop, que se passa em alguma época entre o episódio 20 e o 21, eu acho, mas foi feito depois do término da série. Em 2001, se não me engano.
Conta a história de mais uma caçada na vida de Spike e cia, no entanto, é um vilão muito mais sinistro e misterioso, com habilidades além da compreensão, envolvendo drogas e assassinatos em massa.
A trama é sinistra e você tem que ficar atento aos detalhes, mas quand o filme termina, você fica com uma sensação de alívio e felicidade no peito, além daquela estranha tristeza de saber que este é o último material inédito que você verá da série. Nada mais foi criado depois do filme, infelizmente.
Enfim, aproveitem a primeira parte do filme e terminem de assistí-lo, vale muito a pena.
Não só isso, é a melhor série de animação que alguma vez já existiu.
E não é pra menos, Cowboy Bebop é uma série muito original, criando cowboys do espaço em uma espécie de futuro onde os seres humanos podem viajar por todo o universo e os cowboys voltam para batar ordem.
Sem contar na trilha sonora, os efeitos especiais e seus personagens, que uma vez que entram na sua vida, nunca mais irão sair.
Esse é o filme do Cowboy Bebop, que se passa em alguma época entre o episódio 20 e o 21, eu acho, mas foi feito depois do término da série. Em 2001, se não me engano.
Conta a história de mais uma caçada na vida de Spike e cia, no entanto, é um vilão muito mais sinistro e misterioso, com habilidades além da compreensão, envolvendo drogas e assassinatos em massa.
A trama é sinistra e você tem que ficar atento aos detalhes, mas quand o filme termina, você fica com uma sensação de alívio e felicidade no peito, além daquela estranha tristeza de saber que este é o último material inédito que você verá da série. Nada mais foi criado depois do filme, infelizmente.
Enfim, aproveitem a primeira parte do filme e terminem de assistí-lo, vale muito a pena.
Dica cinematográfica: A caça
Posted on 14 abril by Felipe
A caça é um filme dinamarquês de 2012.
O filme retrata a vida de Lucas, um professor do jardim de infância que se vê em uma situação extremamente complicada ao ser acusado de ter abusado sexulmente de uma menina.
O problema é que Lucas é inocente, tudo na verdade não passa de um tremendo mal-entendido, em que a menina acaba se apaixonando pelo professor e Lucas, mostrando ser tremendamente responsável devolve à menina sua declaração de amor e ela, claro, fica chateada.
Ao ser indagada pela diretora, ela acaba inventando uma mentira, envolvendo umas imagens pornográficas que viu de uma revista do seu irmão mais velho, dizendo que o professor abusou dela.
Tudo se complica quando a menina desmente a história e os adultos, em toda a sua ignorância, acreditam que ela se sente envergonhada com o caso e acham que ela quer encobertar o professor.
Eles não acreditam que uma menina possa mentir.
Sendo assim, Lucas enfrente todo o ódio de sua pequena comunidade e acaba sendo perseguido e sofrendo ostracismo aonda quer que vá, até que ele descobre que algo assim, nunca poderá ser esquecido.
Ou até perdoado.
Recomendo, pois é um bom filme para refletir sobre a atitude das crianças e sua suposta inocência.
O que acontece é que crianças não são extremamente inocentes, nem extremamente mentirosas. Elas estão descobrindo o mundo e para isso contam histórias, brincam, bagunçam e fazem tudo isso na maior inocência, mas é para que elas possam descobrir como essas coisas funcionam e quais as consequências no futuro.
Portanto, fiquem de olho em suas crianças.
sábado, 13 de abril de 2013
Dica cinematográfica: Dentro da casa
Posted on 13 abril by Felipe
Germain é um professor de lingua francesa de ensino fundamental, que começa o ano como o professor principal do 8º C. Além disso, Germain é um típico homem de meia idade envolvido com literatura. Avesso à arte contemporânea, ironicamente sua mulher trabalha em uma galeria de arte contemporânea. Além de ser ranzinza, pessimista e descontente com sua carreira, ou melhor, com sua vida.
No entanto, ele acaba descobrindo, para sua surpresa, no meio de um monte de textos horríveis de seus alunos, uma ótima redação, que dá inicio à uma intrigante aventura entre professor e aluno, com consequências completamente inesperadas para os dois.
Dentro da casa foi uma surpresa pra mim. Eu começo a admirar cada dia mais o cinema europeu, mas esse realmente me surpreendeu, exatamente por que eu não esperava nada desse filme. Sabia da sinopse, mas ela não diz muito do que pode acontecer durante todo o filme, nem revela grandes detalhes do roteiro.O filme é interressante demais. Toda a história vai te envolvendo do começo ao fim e você não consegue desgrudar os olhos do filme. Simplesmente, cada cena se torna imperdível.
O aluno de Germain também é um ótimo personagem, ele é complexo demais e quando o filme acaba você não sabe se o odeia ou se o ama. Acho que é melhor ficar no meio termo entre as duas reações que já está bom demais.
Isso sem contar a parte técnica. A fotografia do filme é magnífica, fazia tempo que eu não via um filme que explorava tão bem os planos, os cenários e tal... provavelmente por que o filme dá atenção às casas. E a música também é muito boa, combinando perfeitamente com as cenas.
Ou seja, Dentro da casa é um filme que merece ser assistido por todos que gostam de uma boa história.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Gato Filosófico #21
Posted on 12 abril by Felipe
Esse gato filosófico tem um rascunho a lápis de um desenho que eu terminei de pintar hoje. Ficou uma b****!
Dica musical: "Sempiternal" do Bring Me The Horizon
Posted on 12 abril by Felipe
Ao contrário de alguns reviews que vi por aí, eu não vou falar mal do Bring Me The Horizon e, sim, pra mim esse é um dos melhores lançamentos do ano na indústria musical.
Óbvio que o Bring Me The Horizon não evoluiu tanto assim, falando no quesito "letras", afinal as letras de suas músicas continuam a mesma coisa de antes, beirando a falta de criatividade, mas isso já é de se esperar de bandas metalcore/hardcore.
As letras são sempre sobre amores não correspondidos ou que terminam mal. Sobre depressão, raiva contra a igreja, contra a namorada, contra cretinos em geral e é sempre isso. Blá Blá Blá.
Mas algumas canções como "Can you feel my heart?" e "Shadow Moses" conseguem ser boas letras, o tema é normal, batido, mas o desenvolvimento não.
E isso é um ponto positivo.
Sem falar no lado musical. Agora eles têm um tecladista, o que adiciona vários toques eletrônicos que a banda já apresentava em seus antigos CD's, no entanto agora esses toques estão organizados e se encaixam perfeitamente nas músicas, formando uma bela união entre toques eletrônicos e música pesada.
A guitarra está pesada, a bateria também, os toques eletrônicos são bem "rasgados" e os vocais estão ótimos. Já não é aquela gritaria rouca dos outros CD's. Parece que o Oliver está formando menos seus gritos, o que deixa a música mais "audível", se é que me entende.
Enfim, recomendo o novo CD do Bring Me The Horizon e aguardem o próximo gato filosófico.
Óbvio que o Bring Me The Horizon não evoluiu tanto assim, falando no quesito "letras", afinal as letras de suas músicas continuam a mesma coisa de antes, beirando a falta de criatividade, mas isso já é de se esperar de bandas metalcore/hardcore.
As letras são sempre sobre amores não correspondidos ou que terminam mal. Sobre depressão, raiva contra a igreja, contra a namorada, contra cretinos em geral e é sempre isso. Blá Blá Blá.
Mas algumas canções como "Can you feel my heart?" e "Shadow Moses" conseguem ser boas letras, o tema é normal, batido, mas o desenvolvimento não.
E isso é um ponto positivo.
Sem falar no lado musical. Agora eles têm um tecladista, o que adiciona vários toques eletrônicos que a banda já apresentava em seus antigos CD's, no entanto agora esses toques estão organizados e se encaixam perfeitamente nas músicas, formando uma bela união entre toques eletrônicos e música pesada.
A guitarra está pesada, a bateria também, os toques eletrônicos são bem "rasgados" e os vocais estão ótimos. Já não é aquela gritaria rouca dos outros CD's. Parece que o Oliver está formando menos seus gritos, o que deixa a música mais "audível", se é que me entende.
Enfim, recomendo o novo CD do Bring Me The Horizon e aguardem o próximo gato filosófico.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Gato Filosófico #20
Posted on 11 abril by Felipe
Dica cinematográfica: 2001: Uma odisséia no espaço
Posted on 11 abril by Felipe
O filme não pode ser assistido apenas uma vez. Você têm que assistí-lo várias vezes durante sua vida e a cada vez que fizer isso, irá interpretá-lo diferente. Quando você o assiste quando é adolescente, acha-o chato, já quando você está na universidade, vai ter uma interpretação completamente diferente e vai achá-lo genial. Quando tiver quarenta e todos anos, já vai achá-lo legal, interessante, mas não irá ser um marco na sua vida e quando você for velho, aí eu nem sei.
2001 é uma viagem. Sim, uma viagem, daquelas bem loucas, mas não do tipo que é necessário usar drogas ou algo assim. É uma daquelas viagens bem loucas de ideias que você tem com seus amigos em alguma tarde enfadonha e quente de verão, após um dia cansativo na escola.
O cansaço, o abatimento, o tédio e a liberdade de poder dizer qualquer coisa para seus amigos faz com que ideias absurdas, loucas, idiotas e geniais apareceram.
Foi provavelmente dessa forma que surgiu 2001, de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke, que escreveu o livro, que já está na minha lista de leitura, só vou terminar um livrinho que to lendo aqui (muito bom por sinal e já to preparando um post pra ele) e aí já vou ler.
Tudo começa com um plano que tem uma interpretação muito espiritual e até maneira, mas isso varia de pessoa pra pessoa e aí começa o "Nascimento da humanidade".
Nessa parte do filme eu já percebi a genialidade do filme, ao mostrar em uma sequência quase ingênua a olho nu, a descoberta, por um macaco, da sua primeira arma e seu uso, vantagens e poder.
Logo depois, há o maior corte da história do cinema, que salta alguns milhares de anos e a arma primordial, um osso, é substituída por uma caneta. Essa cena também é cheia de interpretações, mas o que importa é o misticismo usado no final, mostrando um maldito monolito, que deve representar alguma coisa, mas você não sabe se é uma forma de vida super-evoluída ou um objeto de alguma forma de vida super-evoluída.
E então a história salta mais 18 meses e aí vem a minha parte preferida do filme, devido à sua crítica. Somos apresentados à um grupo de astronautas, indo em direção à Marte a bordo de uma espeaçonave controlada pelo super computador HAL 9000.
O HAL 9000, de acordo com o que eu li é uma crítica à IBM, o que até faz sentido (É só você voltar uma letra no alfabeto na sigla da empresa e você terá HAL). No entanto, não sobre críticas só à empresa, mas a escravidão dos seres humanos por robôs.
O HAL controla toda a espaçonave, do grupo de cinco astronautas, apenas 2 permanecem acordados, os outros são mantidos em estado de hibernação por que só serão úteis após chegar em Júpiter, ou seja, o ser humano nem é tão útil assim, aliás, o ser humano passa a ser cada vez menos humano.
O astronauta principal da missão recebe uma vídeo chamada de seus pais, desejando-lhe feliz aniversário e ele reage com total apatia. O outro astronauta perde uma partida de xadrez e também não expressa a menor reação. Não dá nem pra dizer que eles estão entediados, por que os indivíduos não expressam o menor sinal de emoção, nem quando seus companheiros de viagem morrem ou são abandonados no espaço.
O engraçado é que no único momento em que algum sentimento é expressado é no momento em que o computador é desligado.
Ou seja, não deixamos de ser humanos, só deixamos de nos importar com humanos, afinal, de que servem eles, afinal? Propvavelmente na história de 2001 não servem nem para a reprodução. Provavelmente os bebês nasciam perfeitos, de incubadoras artificais, simulando úteros ou alguma outra piração desumana e ridícula, mas que, temo eu, pode virar realidade e muitas pessoas iriam amar.
A partir daí o filme vira uma bagunça subjetiva, mas nem por isso vira um filme ruim. Pelo contrário, essa é a parte mais "espiritual" do filme, digamos assim. Nessa parte, ao meu ver, são explorados temas científicos (como viagem interdimensionais, buracos de minhoca e vida extraterrestre) e temas espirituais (como a vida após a morte, ressureição e até mesmo Deus, por que não?) e como tudo isso pode conviver muito bem e como tudo converge em um único ponto.
O ponto da criação.
Provavelmente eu viajei muito nas minhas interpretações desse filme, mas eu acho que é assim, cada um pensa algo diferente sobre esse épico do cinema e todos estão certos, por que 2001 não é 2+2=4.
Até mais.
2001 é uma viagem. Sim, uma viagem, daquelas bem loucas, mas não do tipo que é necessário usar drogas ou algo assim. É uma daquelas viagens bem loucas de ideias que você tem com seus amigos em alguma tarde enfadonha e quente de verão, após um dia cansativo na escola.
O cansaço, o abatimento, o tédio e a liberdade de poder dizer qualquer coisa para seus amigos faz com que ideias absurdas, loucas, idiotas e geniais apareceram.
Foi provavelmente dessa forma que surgiu 2001, de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke, que escreveu o livro, que já está na minha lista de leitura, só vou terminar um livrinho que to lendo aqui (muito bom por sinal e já to preparando um post pra ele) e aí já vou ler.
Tudo começa com um plano que tem uma interpretação muito espiritual e até maneira, mas isso varia de pessoa pra pessoa e aí começa o "Nascimento da humanidade".
Nessa parte do filme eu já percebi a genialidade do filme, ao mostrar em uma sequência quase ingênua a olho nu, a descoberta, por um macaco, da sua primeira arma e seu uso, vantagens e poder.
Logo depois, há o maior corte da história do cinema, que salta alguns milhares de anos e a arma primordial, um osso, é substituída por uma caneta. Essa cena também é cheia de interpretações, mas o que importa é o misticismo usado no final, mostrando um maldito monolito, que deve representar alguma coisa, mas você não sabe se é uma forma de vida super-evoluída ou um objeto de alguma forma de vida super-evoluída.
E então a história salta mais 18 meses e aí vem a minha parte preferida do filme, devido à sua crítica. Somos apresentados à um grupo de astronautas, indo em direção à Marte a bordo de uma espeaçonave controlada pelo super computador HAL 9000.
O HAL 9000, de acordo com o que eu li é uma crítica à IBM, o que até faz sentido (É só você voltar uma letra no alfabeto na sigla da empresa e você terá HAL). No entanto, não sobre críticas só à empresa, mas a escravidão dos seres humanos por robôs.
O HAL controla toda a espaçonave, do grupo de cinco astronautas, apenas 2 permanecem acordados, os outros são mantidos em estado de hibernação por que só serão úteis após chegar em Júpiter, ou seja, o ser humano nem é tão útil assim, aliás, o ser humano passa a ser cada vez menos humano.
O astronauta principal da missão recebe uma vídeo chamada de seus pais, desejando-lhe feliz aniversário e ele reage com total apatia. O outro astronauta perde uma partida de xadrez e também não expressa a menor reação. Não dá nem pra dizer que eles estão entediados, por que os indivíduos não expressam o menor sinal de emoção, nem quando seus companheiros de viagem morrem ou são abandonados no espaço.
O engraçado é que no único momento em que algum sentimento é expressado é no momento em que o computador é desligado.
Ou seja, não deixamos de ser humanos, só deixamos de nos importar com humanos, afinal, de que servem eles, afinal? Propvavelmente na história de 2001 não servem nem para a reprodução. Provavelmente os bebês nasciam perfeitos, de incubadoras artificais, simulando úteros ou alguma outra piração desumana e ridícula, mas que, temo eu, pode virar realidade e muitas pessoas iriam amar.
A partir daí o filme vira uma bagunça subjetiva, mas nem por isso vira um filme ruim. Pelo contrário, essa é a parte mais "espiritual" do filme, digamos assim. Nessa parte, ao meu ver, são explorados temas científicos (como viagem interdimensionais, buracos de minhoca e vida extraterrestre) e temas espirituais (como a vida após a morte, ressureição e até mesmo Deus, por que não?) e como tudo isso pode conviver muito bem e como tudo converge em um único ponto.
O ponto da criação.
Provavelmente eu viajei muito nas minhas interpretações desse filme, mas eu acho que é assim, cada um pensa algo diferente sobre esse épico do cinema e todos estão certos, por que 2001 não é 2+2=4.
Até mais.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Dica cinematográfica: Argo
Posted on 10 abril by Felipe
Tá certo, este filme já tá velho, eu sei... Mas é que eu to planejando falar dele aqui, mas só hoje criei coragem!
Argo é um filme vencedor do Oscar, dirigido pelo Ben Affleck, baseado em fatos reais, inspirado em um livro escrito pelo ex-agente da CIA Antonio J. Mendez e em um artigo publicado na revista Wired, contando como a CIA conseguiu tirar u grupo de americanos do Teerã, em plena crise dos reféns no Irã, uma crise diplomática entre o Irã e os EUA, onde 55 americanos foram feitos reféns, alguns até foram mortos, durante a revolução iraniana.
Acontece que a CIA havia ajudado em um golpe de estado no Irã, estragando todo um sistema diplomático que havia sido implantado no país e aí a população iraniana se enfureceu e em um tremendo ato de imbecilidade invadiram a embaixada americana do país, destruíram tudo e sequestraram um monte de americanos, que foram mantidos como reféns.
No entanto, 6 (acho que foram 6) americanos conseguiram se esconder na embaixada canadense.
Em um tremendo ato de ousadia e coragem, o então agente Tony Mendez decide resgatar todos eles, criando um falso filme de ficção científica chamado Argo, com produção, diretor, roteiro e até obras de arte para exibição e indo até o Irã, com a desculpa de que diversas cenas serão filmadas lá.
O cara arranja passaportes, identidades e ocupações cinematográficas para os reféns americanos, que se passam por canadenses e, contrariando até as ordens de seus superiores, ele resgata os cretinos que estavam se escondendo.
Isso foi uma tremenda operação na época e foi mantida em sigilo, tanto que o Canadá ficou com o mérito do resgate e o ódio dos iranianos.
Engraçado que os EUA cometeram tantas burradas de lá pra cá, que mesmo após mais de 30 anos, os iranianos continuam odiando a cueca do Canadá, ao invés do amável país da América do Norte.
Agora a parte técnica. O Ben Affleck é um ótimo diretor. A fotografia é muito boa, a trilha sonora e todo o modo como a câmera vai filmando as ações, de uma maneira muito limpa, mas que ainda te deixa com uma leve confusão gostosa na cabeça.
Sem contar que o roteiro te mantém ligado no filme do começo ao fim, é muito bom e quando acaba você fica querendo mais e mais e mais.
Enfim, Argo é um filmasso e merece ser assistido e re-assistido por todos que gostam de um bom filme com bastante tensão.
Argo é um filme vencedor do Oscar, dirigido pelo Ben Affleck, baseado em fatos reais, inspirado em um livro escrito pelo ex-agente da CIA Antonio J. Mendez e em um artigo publicado na revista Wired, contando como a CIA conseguiu tirar u grupo de americanos do Teerã, em plena crise dos reféns no Irã, uma crise diplomática entre o Irã e os EUA, onde 55 americanos foram feitos reféns, alguns até foram mortos, durante a revolução iraniana.
Acontece que a CIA havia ajudado em um golpe de estado no Irã, estragando todo um sistema diplomático que havia sido implantado no país e aí a população iraniana se enfureceu e em um tremendo ato de imbecilidade invadiram a embaixada americana do país, destruíram tudo e sequestraram um monte de americanos, que foram mantidos como reféns.
No entanto, 6 (acho que foram 6) americanos conseguiram se esconder na embaixada canadense.
Em um tremendo ato de ousadia e coragem, o então agente Tony Mendez decide resgatar todos eles, criando um falso filme de ficção científica chamado Argo, com produção, diretor, roteiro e até obras de arte para exibição e indo até o Irã, com a desculpa de que diversas cenas serão filmadas lá.
O cara arranja passaportes, identidades e ocupações cinematográficas para os reféns americanos, que se passam por canadenses e, contrariando até as ordens de seus superiores, ele resgata os cretinos que estavam se escondendo.
Isso foi uma tremenda operação na época e foi mantida em sigilo, tanto que o Canadá ficou com o mérito do resgate e o ódio dos iranianos.
Engraçado que os EUA cometeram tantas burradas de lá pra cá, que mesmo após mais de 30 anos, os iranianos continuam odiando a cueca do Canadá, ao invés do amável país da América do Norte.
Agora a parte técnica. O Ben Affleck é um ótimo diretor. A fotografia é muito boa, a trilha sonora e todo o modo como a câmera vai filmando as ações, de uma maneira muito limpa, mas que ainda te deixa com uma leve confusão gostosa na cabeça.
Sem contar que o roteiro te mantém ligado no filme do começo ao fim, é muito bom e quando acaba você fica querendo mais e mais e mais.
Enfim, Argo é um filmasso e merece ser assistido e re-assistido por todos que gostam de um bom filme com bastante tensão.
Gato Filosófico #19
Posted on 10 abril by Felipe
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Dica musical: "Strange Pleasures" de Still Corners
Posted on 08 abril by Felipe
Still Corners é um duo britânico formado em 2007, como ideia do profutor musical Greg Hughes e a vocalista Tessa Murray. O som deles é voltado pro indie pop, com umas pegadas bem eletrônicas, lembrando um pouco o MGMT às vezes e outras cantoras pop indies em suas melhores fases.
No entanto, ao contrário de outras bandas e tal, esse duo ainda está no começo da carreira, "Strange Pleasures" é seu segundo CD e conta com ótimas músicas.
O duo faz um som legal de ser ouvido e talvez você escute eles em alguma baladinha indie da sua cidade, se tiver alguma na sua cidade na minha não tem! Droga!!!
Eu ouvi Berlin Lovers no Youtube, através do clipe da música e logo pensei que valeria a pena ouvir mais da banda. Aí eu ouvi o primeiro CD deles, que tem uma pegada mais introvertida, com músicas ótimas, só que mais voltadas à vertente ambient da música eletrônica, o que não é um ponto negativo.
Depois decidi ouvir o segundo CD e aí virei fã. As músicas são mais dançantes, ainda com um pé no ambient, só que com batidas mais rápidas e uns toques eletrônicos pegajosos.
E não adianta falar que algumas músicas são chatas, elas são tão curtas, que mesmo as chatas se tornam legais de ouvir. E as boas deixam com aquele gostinho de quero mais nos ouvidos.
Enfim, vale a pena ouvir e re-ouvir Still Corners.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Gato Filosófico #18
Posted on 03 abril by Felipe
Dica musical: Jimi Hendrix "People, Hell and Angels"
Posted on 03 abril by Felipe
Jimi Hendrix já morreu. Mas o cara trabalhava tanto que até hoje, 33 anos após a sua morte, continuam sendo lançados CD's com músicas inéditas suas.
"People, Hell and Angels" é um exemplo disso, lançado no dia 5 de Março desse ano, contém 13 músicas inéditas e muito boas, diga-se de passagem.
Algumas pessoas, como o meu irmão, ousam dizer que existem guitarristas por aí que são melhores que o Jimi, mas esse cara, esse guitarrista lendário reinventou a guitarra, um instrumento tão simples e ao mesmo tempo tão essencial para a música.
Mas o que seria da música sem Jimi Hendrix? Hoje em dia, pouco se fala dele e fala-se muito de Renato Russo, Beatles, John Lennon e Kurt Cobain, no entanto é o Jimi Hendrix que ocupa o trono sagrado do rock.
É o Jimi Hendrix que foi proclamado pelos melhores rockeiros, artistas, críticos e revistas especializadas como o deus do rock.
Tá certo, se você procurar na internet, achará muitos vídeos de guitarristas que tocam 500 notas por segundo, mas esses caras apenas tocam suas guitarras, eles não a manuseiam como Jimi fazia.
Quem assistiu a um show de Jimi Hendrix ao vivo, disse que sentia uma energia transcendental percorrer seus ouvidos.
De fato, é só procurar alguma apresentação do Jimi ao vivo que você poderá sentir que o cara não tocava apenas guitarra, ele a tranformava em parte integrante de seu corpo, de sua alma aliás. Os solos que ele fazia no palco eram improvisados e mesmo assim não eram só uma sequência de notas difíceis, eram solos, mas que se tranformavam em música. Eram solos dançantes, sensíveis, interessantes, que nos fazem pensar, dançar, meditar, sonhar, enfim, solos únicos que nos fazem sentir um mix de sensações incríveis, entrando em nossos ouvidos e tocando nossas almas.
No entanto, esse gênio já morreu. E morreu cedo. Em uma época que a informação demorava a chegar para os que viviam longe dos grandes centros urbanos dos anos 60. Uma época que vivia sendo aterrorizada pela guerra. Um época onde as pessoas construíam abrigos no fundo de suas casas em fazendas. E exatamente por viver em uma época assim, Jimi deixou um legado musical muito importante, mas breve. Bandas relativamente novas e com menos história tem mais tempo de músicas do que todos os CD's de Jimi juntos. No entanto nenhuma dessas bandas são tão genias quanto o próprio deus do rock.
"People, Hell and Angels" serve para nos deixar com um gostinho de quero mais, serve para nos deliciarmos com ótima música, serve para nos fazer sentir inveja de nossos avós e pais que puderam pisar no planeta Terra na mesma época que o deus vivo do rock desceu dos céus para nos agraciar com seus solos maravilhosos de guitarra.
"People, Hell and Angels" é um ótimo CD, mas não é perfeito, pois ao final de suas 13 maravilhosas músicas nos faz sentir tristes.
Muito tristes.
Ficamos tristes por saber que o deus do rock já nos abandonou e só poderemos vê-lo novamente ao vivo, quando concluirmos a nossa caminhada por aqui.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Gato Filosófico #17
Posted on 02 abril by Felipe
Dica musical: Hadouken! - Every weekend
Posted on 02 abril by Felipe
Hadouken! é uma banda do Reino Unido que toca um gênero bem peculiar, uma espécie de rock com new wave, mas que foi mudando ao longo dos anos.
Eu ouço eles desde o primeiro CD deles, quando ainda tinham alguns riffs pesados de guitarra e uns toques de músicas eletrônicas no meio das músicas, além de vários palavrões.
Isso foi há alguns bons anos e agora o Hadouken! mudou.
Os membros cresceram, a banda começou a tocar em festas de música eletrônica e raves por todo o mundo, além de mudar a sua sonoridade.
Agora quase não dá pra ouvir os riffs pesados de guitarra, o que mais se escuta são sintetizadores e batidas agitadas que lembram músicas dubstep.
Mas o Hadouken! não é uma banda que pode ser generalizada, eles nunca puderam ser generalizados.
Eles estão sim mais "eletrônicos" do que antes, mas isso não quer dizer que eles tenham piorado.
Esse album pode não ser o seu melhor album, mas ainda tem muitas músicas boas e que ficam grudadas na sua cabeça por um bom tempo, ou seja, vale a pena ouvir.
Então, fica a dica! ;)
Eu ouço eles desde o primeiro CD deles, quando ainda tinham alguns riffs pesados de guitarra e uns toques de músicas eletrônicas no meio das músicas, além de vários palavrões.
Isso foi há alguns bons anos e agora o Hadouken! mudou.
Os membros cresceram, a banda começou a tocar em festas de música eletrônica e raves por todo o mundo, além de mudar a sua sonoridade.
Agora quase não dá pra ouvir os riffs pesados de guitarra, o que mais se escuta são sintetizadores e batidas agitadas que lembram músicas dubstep.
Mas o Hadouken! não é uma banda que pode ser generalizada, eles nunca puderam ser generalizados.
Eles estão sim mais "eletrônicos" do que antes, mas isso não quer dizer que eles tenham piorado.
Esse album pode não ser o seu melhor album, mas ainda tem muitas músicas boas e que ficam grudadas na sua cabeça por um bom tempo, ou seja, vale a pena ouvir.
Então, fica a dica! ;)
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Gato filosófico #16
Posted on 01 abril by Felipe
Post literário: Lolita
Posted on 01 abril by Felipe
Eu não gosto de falar de coisas que não gosto no blog, por que não gosto de fazer propaganda negativa para os outros, mas um livro é diferente de um filme, por que você não perde "apenas" uma ou duas horas da sua vida, mas dias inteiros.
É por isso que o post de hoje é só um "post literário" e não uma dica literária, por que esse livro é ruim.
Lolita conta a péssima história de um pedófilo sortudo que corre atrás de meninas nojentinhas de 12 ou 13 anos e acaba se dando bem com uma metidinha vagabunda de algum canto obscuro dos EUA.
Humbert Humbert é um típico anti-herói, mas ele não esta sozinho... Todos são anti-heróis nesse livro. Sua ex-namorada dos 13 anos, sua ex-mulher, sua nova mulher caipira e até mesmo a, suposta, pobre Lolita.
Suposta pobre, por que Lolita não é nenhuma santa e se você acha, como eu achava, que vai ficar com dó dela ou algo assim, mude de ideia meu amigo.
A menina é tão chata, irritante, fresca e metida que você acaba ficando com raiva dela e mal pode esperar para o momento em que ela se dê mal na história.
E no final, ela nem se dá tão mal assim.
E o cretino do Humbert Humbert... É um personagem tão ruim, tão sem carisma, que depois de 50 páginas lidas, você nem nota mais a presença dele. É como se ele fosse um narrador inexistente, ou algo assim... Um elemento sem importância para a história, um zero à esquerda, como ele realmente é.
Enfim, não compre esse livro, nem leia, nem cogite lê-lo algum dia e se você vê-lo algum dia na livraria, rasgue-o para mim, por que, infelizmente, ele estará na sessão dos best-sellers de sempre.
É por isso que o post de hoje é só um "post literário" e não uma dica literária, por que esse livro é ruim.
Lolita conta a péssima história de um pedófilo sortudo que corre atrás de meninas nojentinhas de 12 ou 13 anos e acaba se dando bem com uma metidinha vagabunda de algum canto obscuro dos EUA.
Humbert Humbert é um típico anti-herói, mas ele não esta sozinho... Todos são anti-heróis nesse livro. Sua ex-namorada dos 13 anos, sua ex-mulher, sua nova mulher caipira e até mesmo a, suposta, pobre Lolita.
Suposta pobre, por que Lolita não é nenhuma santa e se você acha, como eu achava, que vai ficar com dó dela ou algo assim, mude de ideia meu amigo.
A menina é tão chata, irritante, fresca e metida que você acaba ficando com raiva dela e mal pode esperar para o momento em que ela se dê mal na história.
E no final, ela nem se dá tão mal assim.
E o cretino do Humbert Humbert... É um personagem tão ruim, tão sem carisma, que depois de 50 páginas lidas, você nem nota mais a presença dele. É como se ele fosse um narrador inexistente, ou algo assim... Um elemento sem importância para a história, um zero à esquerda, como ele realmente é.
Enfim, não compre esse livro, nem leia, nem cogite lê-lo algum dia e se você vê-lo algum dia na livraria, rasgue-o para mim, por que, infelizmente, ele estará na sessão dos best-sellers de sempre.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Dica cinematográfica: La Robe Du Soir
Posted on 27 março by Felipe
Esse é um filme francês de 2009, que conta a história de Juliette, uma menina de 12 anos que, como todas as pessoas nessa idade, começa a perceber e a se confundir quanto a sua sexualidade e comete coisas no mínimo embaraçosas para ela e a sua família.
Erroneamente esse filme é classificado como um filme com temática lésbica, mas há pessoas, como eu, que discordam disso, visto que ele é mais um drama psicológico e como tal filme do gênero é aberto à várias interpretações.
Juliette tem 12 anos, vive com sua mãe e seus dois irmãos em um bairro de classe média de alguma cidade de Paris. Como ela não é rica, acaba "herdando" as roupas de seu irmão mais velho, o que a fez se vestir como um menino sempre e a deixa envergonhada quando ela usa roupas mais femininas, com decotes, babados, etc...
Aliado à isso está o fato dela ser muito tímida, o que acaba afastando os garotos. Já a sua professora de francês é totalmente o contrário.
A mulher tem 30 anos, é independente, bonita (?) - apesar de eu discordar nesse ponto - e desinibida, deixando todos os alunos gamados nela, inclusive o garoto mais popular e idiota da classe, Antoine.
Inclusive, a professora dá aulas particular à Antoine, por que ele é burro mesmo, e Juliette começa a desenvolver estranhos sentimentos, que ficam confusos até mesmo para quem está assistindo, por que não chega a ser uma obscessão, nem a ser ciúmes, afinal, não fica claro de quem Juliette gosta ou o que ela quer de verdade.
Provavelmente, Juliette só queria ser como sua professora, bonita, desinibida e desejada por todos os garotos da escola.
Mas o filme é bem ambiguo nesse quesito e deixa essa questão livre a interpretações, mas o final dá a entender que Juliette supera os seus problemas e fica de bem com a vida, pelo menos eu prefiro pensar assim.
Já a parte técnica do filme não deixa dúvidas: É muito boa!
A fotografia é ótima, é muito bem filmado e as locações são um colírio para os olhos.
Enfim, se você quer assistir à um ótimo filme nesse feriado, alugue "La Robe du Soir" ou fique ligado no iSat, talvez o canal reprise o filme esses dias...
Até mais.
Erroneamente esse filme é classificado como um filme com temática lésbica, mas há pessoas, como eu, que discordam disso, visto que ele é mais um drama psicológico e como tal filme do gênero é aberto à várias interpretações.
Juliette tem 12 anos, vive com sua mãe e seus dois irmãos em um bairro de classe média de alguma cidade de Paris. Como ela não é rica, acaba "herdando" as roupas de seu irmão mais velho, o que a fez se vestir como um menino sempre e a deixa envergonhada quando ela usa roupas mais femininas, com decotes, babados, etc...
Aliado à isso está o fato dela ser muito tímida, o que acaba afastando os garotos. Já a sua professora de francês é totalmente o contrário.
A mulher tem 30 anos, é independente, bonita (?) - apesar de eu discordar nesse ponto - e desinibida, deixando todos os alunos gamados nela, inclusive o garoto mais popular e idiota da classe, Antoine.
Inclusive, a professora dá aulas particular à Antoine, por que ele é burro mesmo, e Juliette começa a desenvolver estranhos sentimentos, que ficam confusos até mesmo para quem está assistindo, por que não chega a ser uma obscessão, nem a ser ciúmes, afinal, não fica claro de quem Juliette gosta ou o que ela quer de verdade.
Provavelmente, Juliette só queria ser como sua professora, bonita, desinibida e desejada por todos os garotos da escola.
Mas o filme é bem ambiguo nesse quesito e deixa essa questão livre a interpretações, mas o final dá a entender que Juliette supera os seus problemas e fica de bem com a vida, pelo menos eu prefiro pensar assim.
Já a parte técnica do filme não deixa dúvidas: É muito boa!
A fotografia é ótima, é muito bem filmado e as locações são um colírio para os olhos.
Enfim, se você quer assistir à um ótimo filme nesse feriado, alugue "La Robe du Soir" ou fique ligado no iSat, talvez o canal reprise o filme esses dias...
Até mais.
Gato Filosófico #15
Posted on 27 março by Felipe
segunda-feira, 25 de março de 2013
Gato Filosófico #14
Posted on 25 março by Felipe
domingo, 24 de março de 2013
Gato Filosófico #13
Posted on 24 março by Felipe
sábado, 23 de março de 2013
Dica musical: The Strokes-Comedown Machine
Posted on 23 março by Felipe
The Strokes é uma banda que deu uma puta sorte na vida. Isso é fato, afinal eles não são tão bons assim como todos os pseudo-indies dizem, mas, ainda assim, seus CD's valem a pena serem ouvidos.
Tem sempre umas 4 ou 5 músicas que vão ficar tocando no seu iPod por algumas semanas e você não vai conseguir odiá-los por muito tempo. Enfim, eles são únicos.
Não são mais indie, tampouco são rock, mas sim, pertencem à alguma vertente ainda não criada da música, sei lá... Só sei que eles são legais. Ouvir as músicas deles é algo legal de ser feito.
Desde o lançamento de "One Way Trigger" os Strokes voltaram a serem assuntos de longas páginas em fóruns e páginas do facebook. Só por que seus pseudo-indies fãs não gostaram da música, que por sinal, é foda pra caralho!
Mas isso não vem ao caso, o que vem ao caso é de que os Strokes não são aquela mesma banda bêbada de antes, não são mais 5 playboys de Nova Yorque brincando de fazer música.
Eles são uma banda agora e bandas mudam sua sonoridade com frequência e isso é bom. Serve para eles crescerem e também para ganhar novos fãs.
O novo CD dos Strokes é assim, é diferente dos outros, mas isso não é ruim, por que mesmo diferentes as músicas estão boas.
Enfim, eu gostei do novo CD dos Strokes e o melhor, você também pode gostar, é só clicar aqui.
Tem sempre umas 4 ou 5 músicas que vão ficar tocando no seu iPod por algumas semanas e você não vai conseguir odiá-los por muito tempo. Enfim, eles são únicos.
Não são mais indie, tampouco são rock, mas sim, pertencem à alguma vertente ainda não criada da música, sei lá... Só sei que eles são legais. Ouvir as músicas deles é algo legal de ser feito.
Desde o lançamento de "One Way Trigger" os Strokes voltaram a serem assuntos de longas páginas em fóruns e páginas do facebook. Só por que seus pseudo-indies fãs não gostaram da música, que por sinal, é foda pra caralho!
Mas isso não vem ao caso, o que vem ao caso é de que os Strokes não são aquela mesma banda bêbada de antes, não são mais 5 playboys de Nova Yorque brincando de fazer música.
Eles são uma banda agora e bandas mudam sua sonoridade com frequência e isso é bom. Serve para eles crescerem e também para ganhar novos fãs.
O novo CD dos Strokes é assim, é diferente dos outros, mas isso não é ruim, por que mesmo diferentes as músicas estão boas.
Enfim, eu gostei do novo CD dos Strokes e o melhor, você também pode gostar, é só clicar aqui.
Gato filosófico #12
Posted on 23 março by Felipe
terça-feira, 19 de março de 2013
Dica literária: Nineteen-Twenty one
Posted on 19 março by Felipe
Hoje eu vou indicar um manhwa (ou será mangá mesmo?) que acabei de ler.
É coreano, feito por um dos melhores artistas digitais da atualidade que é o Zhena, o mesmo autor de Girls of Wild's uma das melhores hq's digitais da atualidade, se não a melhor.
O Zhena é um artista que faz quadrinhos para a internet e eu acho que ele ganha dinheiro com isso sim, sabe com propagandas no seu site, essas coisas, além de que alguns de seus trabalhos, como o Nineteen-Twenty -one foi publicado por uma editora em um livro em formato hq, o que é muito legal.
No entanto, eu acho difícil alguma editora trazer as ótimas histórias desse cara pra cá, pro Brasil.
Mesmo assim, vale a pena ler. Mesmo que você demore uns dois meses pra achar tempo de terminar de lê-las por completo, como eu.
Nineteen-Twenty one conta a história de uma garota de 21 anos que, por causa de um acidente de carro, ainda não passou no teste nacional da Coréia do sul pra entrar em uma faculdade.
No sintervalos do cursinho que ela faz, ela vai pra uma rua muito bonita e cheia de flores alimentar uns gatos de ruas e é numa dessas saidinhas dela que a menina conhece um bonito rapaz de 19 anos, que ia lá na rua todos os dias para brincar com os gatos.
Os dois acabam desenvolvendo uma certa relação mútua, mas não revelada, devido ao elemento em comum para os dois que são os gatos. Além dos problemas com a decisão do que fazer para o futuro, que nenhum dos dois sabe, eles ainda tem que lidar com os inimigos dos gatos e com a relação que cresce entre eles.
Essa história é um romance, com gatos, garotos bonitos típicos de mangá e uma protagonista bobinha, mas é uma história encantadora.
Não é nenhum crepúsculo da vida, não! É uma história boa de verdade, com gatos engraçados, personganes cativantes e, eu não sei se sou só eu por causa do período de vida que estou passando, de fácil identificação com os questionamentos deles sobre a vida.
Enfim, ótima indicação!
É coreano, feito por um dos melhores artistas digitais da atualidade que é o Zhena, o mesmo autor de Girls of Wild's uma das melhores hq's digitais da atualidade, se não a melhor.
O Zhena é um artista que faz quadrinhos para a internet e eu acho que ele ganha dinheiro com isso sim, sabe com propagandas no seu site, essas coisas, além de que alguns de seus trabalhos, como o Nineteen-Twenty -one foi publicado por uma editora em um livro em formato hq, o que é muito legal.
No entanto, eu acho difícil alguma editora trazer as ótimas histórias desse cara pra cá, pro Brasil.
Mesmo assim, vale a pena ler. Mesmo que você demore uns dois meses pra achar tempo de terminar de lê-las por completo, como eu.
Nineteen-Twenty one conta a história de uma garota de 21 anos que, por causa de um acidente de carro, ainda não passou no teste nacional da Coréia do sul pra entrar em uma faculdade.
No sintervalos do cursinho que ela faz, ela vai pra uma rua muito bonita e cheia de flores alimentar uns gatos de ruas e é numa dessas saidinhas dela que a menina conhece um bonito rapaz de 19 anos, que ia lá na rua todos os dias para brincar com os gatos.
Os dois acabam desenvolvendo uma certa relação mútua, mas não revelada, devido ao elemento em comum para os dois que são os gatos. Além dos problemas com a decisão do que fazer para o futuro, que nenhum dos dois sabe, eles ainda tem que lidar com os inimigos dos gatos e com a relação que cresce entre eles.
Essa história é um romance, com gatos, garotos bonitos típicos de mangá e uma protagonista bobinha, mas é uma história encantadora.
Não é nenhum crepúsculo da vida, não! É uma história boa de verdade, com gatos engraçados, personganes cativantes e, eu não sei se sou só eu por causa do período de vida que estou passando, de fácil identificação com os questionamentos deles sobre a vida.
Enfim, ótima indicação!
Gato filosófico #11
Posted on 19 março by Felipe
domingo, 17 de março de 2013
Gato filosófico #10
Posted on 17 março by Felipe
sábado, 16 de março de 2013
Dica televisiva: Baccano!
Posted on 16 março by Felipe
Hoje trago uma dica televisiva, televisiva por que é de um anime, mas você provavelmente não vai vê-lo na tv, mas isso não importa, o que importa é que hoje vou indicar o anime "Baccano!" de Ryohgo Narita, o mesmo criador de Durarara!!
Este é um ótimo anime, afinal, não poderia esperar-se menos do criador de Durarara!!, que é um dos melhores animes de todos os tempos.
Baccano! tem uma história bem diversificado, tudo gira em torno de um trem, onde se encontram diversos tipos de criminosos, imortais, monstros e pessoas normais que deram o azar de estar no lugar errado, na hora errada.
Esse é o estilo de história de Ryohgo Narita, cheia de personagens, situações bizarras e muita ação.
Aliás, boa ação nisso, a série é cheia de sangue e assassinatos, o que me deixou um pouco assustado no começo, visto de Durarara!! não tem tanta violência assim.
Mas, enfim, é um ótimo anime, com uma ótima história, bons personagens e uma boa arte.
Vale muito a pena assistir.
Este é um ótimo anime, afinal, não poderia esperar-se menos do criador de Durarara!!, que é um dos melhores animes de todos os tempos.
Baccano! tem uma história bem diversificado, tudo gira em torno de um trem, onde se encontram diversos tipos de criminosos, imortais, monstros e pessoas normais que deram o azar de estar no lugar errado, na hora errada.
Esse é o estilo de história de Ryohgo Narita, cheia de personagens, situações bizarras e muita ação.
Aliás, boa ação nisso, a série é cheia de sangue e assassinatos, o que me deixou um pouco assustado no começo, visto de Durarara!! não tem tanta violência assim.
Mas, enfim, é um ótimo anime, com uma ótima história, bons personagens e uma boa arte.
Vale muito a pena assistir.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Gato filosófico #9
Posted on 15 março by Felipe
terça-feira, 12 de março de 2013
Gato filosófico #8
Posted on 12 março by Felipe
segunda-feira, 11 de março de 2013
Gato filosófico #7
Posted on 11 março by Felipe
sábado, 9 de março de 2013
Gato filosófico #6
Posted on 09 março by Felipe
Dica cinematográfica: Samurai X
Posted on 09 março by Felipe
Eu não assisti o anime, tampouco li o mangá, então não sou um fã de Samurai X, mas esse filme é demais, pelo menos para um leigo no assunto, como eu.
Assisti esse filme, mais por que a capa me chamou a atenção. O cara que interpreta o Kenshin tá muito parecido com o personagem do mangá, não só nas roupas, mas no cabelo, na expressão facial, etc...
Mais um vez, digo isso como um leigo, que já deu umas olhadas no mangá e tal, mas nunca leu um volume inteiro de Samurai X, então para o fã talvez não esteja nem um pouco parecido, mas para um fã de cultura japonesa em geral, ficou muito similar e isso é um ponto forte para o filme.
Esse filme conta a história de Kenshin Himura, um ex-samurai que vive na era Meiji, lutou ao lado do exército durante a guerra civil que fez o Japão entrar numa era era, transformando-o de um país tradicional por excelência em um país mais ocidentalizado, ou pelo menos era o que queriam alguns líderes japoneses. Nessa época, os samurais perderam seus empregos, pois não era mais necessário o uso de espadas e o jeito de "fazer a justiça com as próprias mãos" havia se transformado em um crime, para tudo era necessário provas e a intervenção policial para resolver os problemas.
Nesse cenário, apareceu Kenshin Himura, um andarilho, que num passado nem tão distante (apenas 10 anos) lutou na guerra civil, ao lado daqueles que queriam uma nova era para o Japão. No entanto, ele é consumido pela culpa de ter matado tantas pessoas e jura nunca mais matar ninguém, apesar de ter sido conhecido como "O retalhador" no passado.
Para que ele não mate ninguém, Kenshin usa uma katana com a lamina invertida, assim todo grande adversário que ele enfrenta, acaba sendo ainda mais forte, visto que um golpe em sua katana, pode se virar contra ele, machucando-o.
Após 10 anos, Kenshin volta a Kyoto (se não me engano) e lá ele faz novas amizades e, infelizmente, encontra inimigos do passado que voltam a assombrar a sua vida.
Bem, a história é basicamente essa, Kenshin volta, luta, é preso, etc... São as crônicas de um espadachim que busca redenção na era Meiji, uma era onde os valores tradicionais, que os samurais tanto valorizavam começam a perder forças e a serem rapidamente ignorados, visto que todos precisam de dinheiro e fazem tudo por alguns trocados a mais.
No entanto, além de história, esse filme tem uma ótima fotografia, as imagens são colírios para os olhos. Não só por que os atores são bonitos (Temos que admitir, asiáticos são fodas até nisso), mas também por causa dos efeitos, das cenas muito bem ensaiadas, os locais muito bem projetados, sem contar os efeitos especiais como flores de cerejeira caindo no meio das batalhas e sendo jogadas na frente da câmera quando os personagens se movimentos e as gotas de água da chuva que saltam das roupas e dos cabelos deles, ao mais leve movimento corporal.
Sem contar a trilha sonora, que dá um todo um ar de épico a esse maravilhoso filme.
É impressionante a qualidade técnica.
Muito recomendado Samurai X, live action de 2012, já está na minha lista de filmes favoritos.
Assisti esse filme, mais por que a capa me chamou a atenção. O cara que interpreta o Kenshin tá muito parecido com o personagem do mangá, não só nas roupas, mas no cabelo, na expressão facial, etc...
Mais um vez, digo isso como um leigo, que já deu umas olhadas no mangá e tal, mas nunca leu um volume inteiro de Samurai X, então para o fã talvez não esteja nem um pouco parecido, mas para um fã de cultura japonesa em geral, ficou muito similar e isso é um ponto forte para o filme.
Esse filme conta a história de Kenshin Himura, um ex-samurai que vive na era Meiji, lutou ao lado do exército durante a guerra civil que fez o Japão entrar numa era era, transformando-o de um país tradicional por excelência em um país mais ocidentalizado, ou pelo menos era o que queriam alguns líderes japoneses. Nessa época, os samurais perderam seus empregos, pois não era mais necessário o uso de espadas e o jeito de "fazer a justiça com as próprias mãos" havia se transformado em um crime, para tudo era necessário provas e a intervenção policial para resolver os problemas.
Nesse cenário, apareceu Kenshin Himura, um andarilho, que num passado nem tão distante (apenas 10 anos) lutou na guerra civil, ao lado daqueles que queriam uma nova era para o Japão. No entanto, ele é consumido pela culpa de ter matado tantas pessoas e jura nunca mais matar ninguém, apesar de ter sido conhecido como "O retalhador" no passado.
Para que ele não mate ninguém, Kenshin usa uma katana com a lamina invertida, assim todo grande adversário que ele enfrenta, acaba sendo ainda mais forte, visto que um golpe em sua katana, pode se virar contra ele, machucando-o.
Após 10 anos, Kenshin volta a Kyoto (se não me engano) e lá ele faz novas amizades e, infelizmente, encontra inimigos do passado que voltam a assombrar a sua vida.
Bem, a história é basicamente essa, Kenshin volta, luta, é preso, etc... São as crônicas de um espadachim que busca redenção na era Meiji, uma era onde os valores tradicionais, que os samurais tanto valorizavam começam a perder forças e a serem rapidamente ignorados, visto que todos precisam de dinheiro e fazem tudo por alguns trocados a mais.
No entanto, além de história, esse filme tem uma ótima fotografia, as imagens são colírios para os olhos. Não só por que os atores são bonitos (Temos que admitir, asiáticos são fodas até nisso), mas também por causa dos efeitos, das cenas muito bem ensaiadas, os locais muito bem projetados, sem contar os efeitos especiais como flores de cerejeira caindo no meio das batalhas e sendo jogadas na frente da câmera quando os personagens se movimentos e as gotas de água da chuva que saltam das roupas e dos cabelos deles, ao mais leve movimento corporal.
Sem contar a trilha sonora, que dá um todo um ar de épico a esse maravilhoso filme.
É impressionante a qualidade técnica.
Muito recomendado Samurai X, live action de 2012, já está na minha lista de filmes favoritos.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Gato filosófico #5
Posted on 08 março by Felipe
quinta-feira, 7 de março de 2013
Dica musical: "water" de Blood Red Shoes
Posted on 07 março by Felipe
Não, eu não sou um indie super vidrado em músicas e tal, tanto é que eu só fico sabendo que uma banda lançou CD novo uns 3 meses depois, mas e daí? O importante é ouvir, gostar e ajudar a banda!
Por isso, decidi fazer essa dica musical (Esse ano terão muitas, pois tem umas bandas muito boas que vão lançar CD's novos esse ano, como o Wavves e o Bring Me The Horizon \o/).
A dica é o EP Water do duo britânico Blood Red Shoes.
O último CD deles, devo confessar, não achei grande coisa, é bom, mas não é tão bom quanto o primeiro, tem umas músicas mais lentas e chatinhas e eu prefiro um rock mais pesado, agressivo, agitado, dançante, sabe?
Mas no último CD tem músicas boas pra quando você estiver em depressão, após ter levado aquele fora da garota do colégio, após aquela noite fracassada na festa da república... Então, tem músicas boas pra esses momentos.
Mas o estilo deles é mais agitado, mais agressivo, mais rock e é esse o estilo que eles recuperam com esse EP.
E dá pra ouvir inteiro no soundcloud da banda, afinal são só três músicas! =/
Deixa com um gostinho de quero mais nos ouvidos... -___-
Water EP by bloodredshoes
Por isso, decidi fazer essa dica musical (Esse ano terão muitas, pois tem umas bandas muito boas que vão lançar CD's novos esse ano, como o Wavves e o Bring Me The Horizon \o/).
A dica é o EP Water do duo britânico Blood Red Shoes.
O último CD deles, devo confessar, não achei grande coisa, é bom, mas não é tão bom quanto o primeiro, tem umas músicas mais lentas e chatinhas e eu prefiro um rock mais pesado, agressivo, agitado, dançante, sabe?
Mas no último CD tem músicas boas pra quando você estiver em depressão, após ter levado aquele fora da garota do colégio, após aquela noite fracassada na festa da república... Então, tem músicas boas pra esses momentos.
Mas o estilo deles é mais agitado, mais agressivo, mais rock e é esse o estilo que eles recuperam com esse EP.
E dá pra ouvir inteiro no soundcloud da banda, afinal são só três músicas! =/
Deixa com um gostinho de quero mais nos ouvidos... -___-
Water EP by bloodredshoes
Gato filosófico #4
Posted on 07 março by Felipe
Mais um pouco de filosofia pra você... Hoje comecei a escrever alguns contos... Estçao fluindo naturalmente, é tão bom quando isso acontece.
=)
=)
quarta-feira, 6 de março de 2013
Gato filosófico #3
Posted on 06 março by Felipe
terça-feira, 5 de março de 2013
Gato Filosófico #2
Posted on 05 março by Felipe
segunda-feira, 4 de março de 2013
Dica literária: A metamorfose
Posted on 04 março by Felipe
Eu não disse que não iria parar com os posts normais? Pois é, já voltei, com uma dica de um ótimo livro que li ontem.
A metamorfose é um desses livros que de tanto que você já ouviu falar, nem se interessa mais... Afinal, nós vemos esse livro em apostilas na escola, em listas dos melhores livros de todos os tempos, em filmes, em músicas, em games até!
Tudo isso me afastou um pouco desse livro por um bom tempo, mas na sexta, estava eu sem nada pra ler. Decidi pegar esse livro e comecei a devorá-lo.
Devorá-lo não seria a palavra certa, pois é meio repugnante o seu conteúdo, pelo menos se você ter uma imaginação fértil como a minha.
O livro conta a história de Gregório Samsa, um caixeiro viajante que um dia acorda e se vê tranformado em uma barata!
Na verdade o livro não especifica se é barata ou não, mas tudo dá a entender que é uma barata.
E assim o livro começa e continua com Gregório escondido em seu quarto, sua família o mantendo escondido dos olhares dos outros humanos e tudo bem em uma casa normal com pessoas normais que decidem acolher uma barata em um quarto.
Tudo mais do que normal, não é?
Aí fica o ponto forte da obra: O surrealismo absurdo que fica brigando com a realidade e a história flui como uma simples história normal. Como se o fato de Gregório ter se transformado em um inseto do dia pra noite não fosse algo fora do comum, digno de uma odisséia dos dias modernos em busca de respostas.
Não! As pessoas são ocupadas demais, endividadas demais, retraídas demais para fazerem tal ação.
Tudo corre de forma tão natural que chega até a angustiar em alguns momentos e de repente você se vê rindo diante do absurdo.
Eu não sei se o classificaria como uma das melhores obras de todos os tempos, mas com certeza é um livro bom que merece ser lido.
A metamorfose é um desses livros que de tanto que você já ouviu falar, nem se interessa mais... Afinal, nós vemos esse livro em apostilas na escola, em listas dos melhores livros de todos os tempos, em filmes, em músicas, em games até!
Tudo isso me afastou um pouco desse livro por um bom tempo, mas na sexta, estava eu sem nada pra ler. Decidi pegar esse livro e comecei a devorá-lo.
Devorá-lo não seria a palavra certa, pois é meio repugnante o seu conteúdo, pelo menos se você ter uma imaginação fértil como a minha.
O livro conta a história de Gregório Samsa, um caixeiro viajante que um dia acorda e se vê tranformado em uma barata!
Na verdade o livro não especifica se é barata ou não, mas tudo dá a entender que é uma barata.
E assim o livro começa e continua com Gregório escondido em seu quarto, sua família o mantendo escondido dos olhares dos outros humanos e tudo bem em uma casa normal com pessoas normais que decidem acolher uma barata em um quarto.
Tudo mais do que normal, não é?
Aí fica o ponto forte da obra: O surrealismo absurdo que fica brigando com a realidade e a história flui como uma simples história normal. Como se o fato de Gregório ter se transformado em um inseto do dia pra noite não fosse algo fora do comum, digno de uma odisséia dos dias modernos em busca de respostas.
Não! As pessoas são ocupadas demais, endividadas demais, retraídas demais para fazerem tal ação.
Tudo corre de forma tão natural que chega até a angustiar em alguns momentos e de repente você se vê rindo diante do absurdo.
Eu não sei se o classificaria como uma das melhores obras de todos os tempos, mas com certeza é um livro bom que merece ser lido.
Gato filosófico #1
Posted on 04 março by Felipe
Vou começar a postar aqui no blog minha série de rascunhos filosóficos que já venho postando a um tempo em diversos sites, como o tumblr e o flickr.
As postagens normais (filosóficas, ordinárias, pessoais e etc...) não vai parar, só vão intercalar aleatoriamente entre os gatos filosóficos e elas.
Bem, por hoje é isso aí, o primeiro gato filosófico de todos!
"You don't need to be in everyone's face to appreciate what you do."
Frase do Alex Turner!
As postagens normais (filosóficas, ordinárias, pessoais e etc...) não vai parar, só vão intercalar aleatoriamente entre os gatos filosóficos e elas.
Bem, por hoje é isso aí, o primeiro gato filosófico de todos!
"You don't need to be in everyone's face to appreciate what you do."
Frase do Alex Turner!
sábado, 2 de março de 2013
Por que misantropo, Toringa?
Posted on 02 março by Felipe
Essa pergunta foi feita por amiga minha...
Na hora não consegui responder á ela direito, portanto decidi fazer esse post...
Primeiro: Eu não me considero um total misantropo, só meio misantropo, afinal não tenho aversão total à humanidade, só à uns 40% dela... Esses 40% compreendem os arrogantes, milionários cretinos, hipócritas, militantes de causas perdidas, desnecessárias e idiotas, além dos criminosos de alto escalão, serial killers, assassinos sangue-frio e corruptos.
Esses 40% da humanidade, apesar de serem a minoria, são os que aparecem na TV, são o que são idolatrados por revistas de fofocas, são os que preenchem as colunas sociais dos jornais e são os que me enchem de raiva e fazem muitas pessoas pensarem que o mundo tá perdido.
Mas não tá perdido, afinal as pessoas más são minorias e sempre serão, no entanto, já dizia meu pai: "Mais faz barulho uma única árvore caindo no meio da mata do que toda a floresta amazônica crescendo em torno dela!".
Por isso não sou totalmente misantropo.
Mas por que ser misantropo, afinal?
Por que mesmo as pessoas boas sendo maioria, ainda existem pessoas ruins e o pior é que são elas que ficam as melhores fatias do bolo da vida.
São elas que têm dinheiro, sucesso, popularidade, amigos, namorados (as), etc...
E quando eu penso no quanto isso é errado, no quanto o mundo poderia ser melhor sem essas pessoas, começo a ficar deprimido e sei que fico meio misantropo, odiando o mundo em que temos que viver, dividindo-o com esse tipo de pessoa.
Um misantropo não é o tipo de pessoa que se concentra nos fatos ruins do dia-a-dia, como desastres naturais, corrupção e o materialismo desmedido das celebridades.
Um misantropo prefere nem ficar sabendo dessas coisas, no entanto, vivemos em um mundo globalizade e vira e mexe você se depara com notícias ruins.
E um misantropo é alguém com uma sensibilidade grande o bastante para ser fortemente afetado por esse tipo de notícia, o que o deixa muito triste.
Fora que misantropos são muito afetados por experiências negativas.
Boas também, mas as negativas são as que marcam de verdade as nossas almas. É só você se perguntar quantas coisas boas você se lembra dos últimos cinco anos e quantas coisas ruins você lembra?
Naturalmente as coisas ruins são as que mais nos marcam, por que são com elas que aprendemos.
Mas os misantropos não se conformam com isso. Eles aprendem sim, mas também ficam traumatizados com isso.
E é por essas e outras que eles acabam levando uma vida mais reclusa, sempre com um pé atrás em relação aos outros.
Afinal qualquer fora de uma garota, qualquer briga com um moleque na escola, qualquer espécie de bullying sofrido já causa um enorme rombo em sua alma que dificilmente será recuperado, mesmo que ele conheã outra garota, faça novos amigos e se mude de cidade.
Misantropos têm uma forte tendência a se lembrarem fortemente de seus fantasmas do passado.
Isso é uma outra característica que se encaixa em mim.
Eu prefiro ficar no meu quarto, desenhando e escrevendo do que me arriscar a levar um fora de uma garota e ser zuado por caras mais fortes, mais bonitos, mais descolados, mais altos e melhores do que eu.
Aliás, eu prefiro nem pensar muito nisso.
Prefiro tentar acreditar que é tudo uma ilusão... "Nós vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Todo o resto é só uma ilusão", dizia o personagem principal do meu filme favorito, o excelente "A arte da conquista".
Eu tento acreditar nisso, toda vez que eu saio da faculdade e vejo os grupinhos se formando, as garotas tão lindas e os caras tão maneiros, com seus sorriso forçados, os apelidos non-sense e a organização da bebedeira do fim de semana, penso em como eles estão se iludindo, em como nada disso é real, em como a vida é uma enorme ilusão.
Mas eu mesmo não acredito nisso. Só tento mesmo... Talvez sejam as coxas de fora das meninas ou seus decotes ousados. Ou talvez as vantagens que um cara com vida social leva sobre os outros, como conhecer gente nova, ter um emprego maneiro, dirigir um carro, morar sozinho...
Eu não consigo acreditar que tudo é ilusão.
E mesmo que for, é uma ilusão muito longa para ser ignorada.
Mesmo assim, ainda sou um misantropo... Ou meio misantropo, eu não sei... Mas isso não quer dizer que eu não possa ter amigos ou viver com a minha família e tal... Só quer dizer que eu não fico fazendo amizade com todo mundo, não fico chamando todas de "amor", nem tirando fotos engraçadas pra postar no facebook com frases ridículas do tipo "Amizade é para sempre" ou "Junto com a galera, todos os problemas de desfazem", esse tipo de coisa idiota de gente cretina que faz um milhão de amizades em um dia, no dia dia seguinte quebra todos esses vínculos de amizade que foram supostamente construídos em um dia e no terceiro dia já faz um milhão de amizade novas de novo, prontas para serem desfeitas no dia seguinte.
Misantropos não são assim. Misantropos têm poucos amigos, mas os poucos amigos que eles têm são amigos de verdade, amigos pra vida inteira mesmo. Na verdade, eles nem se consideram amigos pra vida toda, mas é por isso que eles acabam sendo amigos pra vida toda.
Eu fiz amizades assim no colegial, foi muito bom. Nem falo muito com eles por facebook ou coisa e tal, mas sempre que volto pra cidade onde morava, dou uma passada na casa deles, sem avisar, nem nada, só pra ver como eles estão. Às vezes eles nem estão, mas vale a tentativa pra depois poder puxar assunto com eles caso estejam online na internet... São amizades que não rola estranhamento se a gente fica sem se ver por meses a fio. Somos amigos, simplesmente.
Já li que misantropos selecionam suas amizades, como se isso fosse ruim ou anti-natural, todo mundo seleciona suas amizades só que pelos motivos errados, como por exemplo o modo como aquele lá se veste, ou anda, ou fala... Misantropos selecionam amizades pelas músicas que certa pessoa escuta, os livros que lê (se lê), o modo como pensa... Enfim, misantropos fazem amizades apenas com pessoas que eles sabem que vão gostar e mesmo assim dificilmente puxam assunto com outras pessoas, se puxam é por que a pessoa tá usando uma camiseta de uma banda legal ou lendo um livro maneiro, esse tipo de coisa...
Misantropos só fazem amizades que eles sabem que vão durar e isso talvez aconteça por que nenhum misantropo que passar por brigas infantis e desentendimentos por causa de gosto musical ou literário, nem draminhas adolescentes ímbecis, por que afinal, essas coisas são um pé no saco.
Ou não... sei lá...
O que eu sei é que a humanidade tem mais membros bons do que ruins e que eu prefiro ficar sozinho do que arriscar a ser desiludido novamente, como tantas vezes fui no passado.
É mais fácil viver assim.
Na hora não consegui responder á ela direito, portanto decidi fazer esse post...
Primeiro: Eu não me considero um total misantropo, só meio misantropo, afinal não tenho aversão total à humanidade, só à uns 40% dela... Esses 40% compreendem os arrogantes, milionários cretinos, hipócritas, militantes de causas perdidas, desnecessárias e idiotas, além dos criminosos de alto escalão, serial killers, assassinos sangue-frio e corruptos.
Esses 40% da humanidade, apesar de serem a minoria, são os que aparecem na TV, são o que são idolatrados por revistas de fofocas, são os que preenchem as colunas sociais dos jornais e são os que me enchem de raiva e fazem muitas pessoas pensarem que o mundo tá perdido.
Mas não tá perdido, afinal as pessoas más são minorias e sempre serão, no entanto, já dizia meu pai: "Mais faz barulho uma única árvore caindo no meio da mata do que toda a floresta amazônica crescendo em torno dela!".
Por isso não sou totalmente misantropo.
Mas por que ser misantropo, afinal?
Por que mesmo as pessoas boas sendo maioria, ainda existem pessoas ruins e o pior é que são elas que ficam as melhores fatias do bolo da vida.
São elas que têm dinheiro, sucesso, popularidade, amigos, namorados (as), etc...
E quando eu penso no quanto isso é errado, no quanto o mundo poderia ser melhor sem essas pessoas, começo a ficar deprimido e sei que fico meio misantropo, odiando o mundo em que temos que viver, dividindo-o com esse tipo de pessoa.
Um misantropo não é o tipo de pessoa que se concentra nos fatos ruins do dia-a-dia, como desastres naturais, corrupção e o materialismo desmedido das celebridades.
Um misantropo prefere nem ficar sabendo dessas coisas, no entanto, vivemos em um mundo globalizade e vira e mexe você se depara com notícias ruins.
E um misantropo é alguém com uma sensibilidade grande o bastante para ser fortemente afetado por esse tipo de notícia, o que o deixa muito triste.
Fora que misantropos são muito afetados por experiências negativas.
Boas também, mas as negativas são as que marcam de verdade as nossas almas. É só você se perguntar quantas coisas boas você se lembra dos últimos cinco anos e quantas coisas ruins você lembra?
Naturalmente as coisas ruins são as que mais nos marcam, por que são com elas que aprendemos.
Mas os misantropos não se conformam com isso. Eles aprendem sim, mas também ficam traumatizados com isso.
E é por essas e outras que eles acabam levando uma vida mais reclusa, sempre com um pé atrás em relação aos outros.
Afinal qualquer fora de uma garota, qualquer briga com um moleque na escola, qualquer espécie de bullying sofrido já causa um enorme rombo em sua alma que dificilmente será recuperado, mesmo que ele conheã outra garota, faça novos amigos e se mude de cidade.
Misantropos têm uma forte tendência a se lembrarem fortemente de seus fantasmas do passado.
Isso é uma outra característica que se encaixa em mim.
Eu prefiro ficar no meu quarto, desenhando e escrevendo do que me arriscar a levar um fora de uma garota e ser zuado por caras mais fortes, mais bonitos, mais descolados, mais altos e melhores do que eu.
Aliás, eu prefiro nem pensar muito nisso.
Prefiro tentar acreditar que é tudo uma ilusão... "Nós vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Todo o resto é só uma ilusão", dizia o personagem principal do meu filme favorito, o excelente "A arte da conquista".
Eu tento acreditar nisso, toda vez que eu saio da faculdade e vejo os grupinhos se formando, as garotas tão lindas e os caras tão maneiros, com seus sorriso forçados, os apelidos non-sense e a organização da bebedeira do fim de semana, penso em como eles estão se iludindo, em como nada disso é real, em como a vida é uma enorme ilusão.
Mas eu mesmo não acredito nisso. Só tento mesmo... Talvez sejam as coxas de fora das meninas ou seus decotes ousados. Ou talvez as vantagens que um cara com vida social leva sobre os outros, como conhecer gente nova, ter um emprego maneiro, dirigir um carro, morar sozinho...
Eu não consigo acreditar que tudo é ilusão.
E mesmo que for, é uma ilusão muito longa para ser ignorada.
Mesmo assim, ainda sou um misantropo... Ou meio misantropo, eu não sei... Mas isso não quer dizer que eu não possa ter amigos ou viver com a minha família e tal... Só quer dizer que eu não fico fazendo amizade com todo mundo, não fico chamando todas de "amor", nem tirando fotos engraçadas pra postar no facebook com frases ridículas do tipo "Amizade é para sempre" ou "Junto com a galera, todos os problemas de desfazem", esse tipo de coisa idiota de gente cretina que faz um milhão de amizades em um dia, no dia dia seguinte quebra todos esses vínculos de amizade que foram supostamente construídos em um dia e no terceiro dia já faz um milhão de amizade novas de novo, prontas para serem desfeitas no dia seguinte.
Misantropos não são assim. Misantropos têm poucos amigos, mas os poucos amigos que eles têm são amigos de verdade, amigos pra vida inteira mesmo. Na verdade, eles nem se consideram amigos pra vida toda, mas é por isso que eles acabam sendo amigos pra vida toda.
Eu fiz amizades assim no colegial, foi muito bom. Nem falo muito com eles por facebook ou coisa e tal, mas sempre que volto pra cidade onde morava, dou uma passada na casa deles, sem avisar, nem nada, só pra ver como eles estão. Às vezes eles nem estão, mas vale a tentativa pra depois poder puxar assunto com eles caso estejam online na internet... São amizades que não rola estranhamento se a gente fica sem se ver por meses a fio. Somos amigos, simplesmente.
Já li que misantropos selecionam suas amizades, como se isso fosse ruim ou anti-natural, todo mundo seleciona suas amizades só que pelos motivos errados, como por exemplo o modo como aquele lá se veste, ou anda, ou fala... Misantropos selecionam amizades pelas músicas que certa pessoa escuta, os livros que lê (se lê), o modo como pensa... Enfim, misantropos fazem amizades apenas com pessoas que eles sabem que vão gostar e mesmo assim dificilmente puxam assunto com outras pessoas, se puxam é por que a pessoa tá usando uma camiseta de uma banda legal ou lendo um livro maneiro, esse tipo de coisa...
Misantropos só fazem amizades que eles sabem que vão durar e isso talvez aconteça por que nenhum misantropo que passar por brigas infantis e desentendimentos por causa de gosto musical ou literário, nem draminhas adolescentes ímbecis, por que afinal, essas coisas são um pé no saco.
Ou não... sei lá...
O que eu sei é que a humanidade tem mais membros bons do que ruins e que eu prefiro ficar sozinho do que arriscar a ser desiludido novamente, como tantas vezes fui no passado.
É mais fácil viver assim.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Dica literária: O Grande Gatsby
Posted on 01 março by Felipe
Hoje decidi postar a dica de um grande livro, que conta a grande história do grande Gatsby aos olhos do grande Nick.
A história conta os fatos ocorridos no verão em que Nick Carraway (O personagem principal) passou no West Egg, para onde ele havia acabado de se mudar.
Seu vizinho é um jovem muito rico chamado Gatsby, que dá grandiosas festas todas as noites.
Nick é convidado para uma dessas festas e logo se torna amigo de Gatsby, os dois meio que se conheceram na guerra. Na verdade, lutaram juntos uma vez.
Apesar de não se rico, Nick conhece pessoas muito ricas, como Tom Buchanan, um CRETINASSO milionário que trai a esposa com uma gorda, mulher de um velho, dono de uma garagem.
A esposa de Tom, Daisy, se apresenta ao leitor como uma pobre coitada, que amava a filha e servia apenas como um enfeite para acompanhar Tom em algumas festas, além de saber dos casos extraconjugais do marido e não fazer nada a respeito.
No entanto, não precisa sentir muita dó dela não. No final é revelado o nível de cretinisse da mulher.
Nick também começa a sair com Jordan, uma jogadora de golfe de família abastada e metida como o quê!
Bem, só por isso já dá pra perceber o quão odioso esse livro é.
Cheio de glamour, gente metida, ricassos arrogantes, infiéis e medíocres.
No entanto, o trunfo desse livro está no final.
Aliás, é só pelo final que esse livro está sendo indicado aqui.
Eu li por aí que o Fitzgerald era um cara que idolatrava a vida glamurosa de Nova yorque dos anos 20, mas não dá pra acreditar, por que o final guarda uma das maiores críticas aos ricos miseráveis que desgraçam esse belo planeta de Deus que eu já li em algum livro.
É sério, nos últimos capítulos o leitor se vê preso à desolação de Nick, ao descobrir o quão vazia é a vida dessas pessoas que viviam cercadas de glamour, festas, bebedeiras e pseudo-alegria.
Não vou contar o final pra não estragar o prazer de quem vai lê-lo, mas posso garantir pra você: É épico!
A história conta os fatos ocorridos no verão em que Nick Carraway (O personagem principal) passou no West Egg, para onde ele havia acabado de se mudar.
Seu vizinho é um jovem muito rico chamado Gatsby, que dá grandiosas festas todas as noites.
Nick é convidado para uma dessas festas e logo se torna amigo de Gatsby, os dois meio que se conheceram na guerra. Na verdade, lutaram juntos uma vez.
Apesar de não se rico, Nick conhece pessoas muito ricas, como Tom Buchanan, um CRETINASSO milionário que trai a esposa com uma gorda, mulher de um velho, dono de uma garagem.
A esposa de Tom, Daisy, se apresenta ao leitor como uma pobre coitada, que amava a filha e servia apenas como um enfeite para acompanhar Tom em algumas festas, além de saber dos casos extraconjugais do marido e não fazer nada a respeito.
No entanto, não precisa sentir muita dó dela não. No final é revelado o nível de cretinisse da mulher.
Nick também começa a sair com Jordan, uma jogadora de golfe de família abastada e metida como o quê!
Bem, só por isso já dá pra perceber o quão odioso esse livro é.
Cheio de glamour, gente metida, ricassos arrogantes, infiéis e medíocres.
No entanto, o trunfo desse livro está no final.
Aliás, é só pelo final que esse livro está sendo indicado aqui.
Eu li por aí que o Fitzgerald era um cara que idolatrava a vida glamurosa de Nova yorque dos anos 20, mas não dá pra acreditar, por que o final guarda uma das maiores críticas aos ricos miseráveis que desgraçam esse belo planeta de Deus que eu já li em algum livro.
É sério, nos últimos capítulos o leitor se vê preso à desolação de Nick, ao descobrir o quão vazia é a vida dessas pessoas que viviam cercadas de glamour, festas, bebedeiras e pseudo-alegria.
Não vou contar o final pra não estragar o prazer de quem vai lê-lo, mas posso garantir pra você: É épico!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Desenhos #2
Posted on 28 fevereiro by Felipe
E o nome desse desenho é "Autumn 2".
Talvez eu crie uma série no estilo "Summertime" só que para o outono.
Eu estou gostando de desenhos árvores ressecadas com poucas folhas avermelhadas nos galhos e caindo.
Mais uma vez usei aquarela e dessa vez fiz com bastante paciência... Acho que eu podia ter passado mais umas camadas na tiara da Jehnny, mas fora isso, tá bem do jeito que eu pensei que seria essa ilustração... Acho que vou colocá-la em algum futuro volume de Toringa.
Até o próximo desenho... Ou post, tanto faz.
Talvez eu crie uma série no estilo "Summertime" só que para o outono.
Eu estou gostando de desenhos árvores ressecadas com poucas folhas avermelhadas nos galhos e caindo.
Mais uma vez usei aquarela e dessa vez fiz com bastante paciência... Acho que eu podia ter passado mais umas camadas na tiara da Jehnny, mas fora isso, tá bem do jeito que eu pensei que seria essa ilustração... Acho que vou colocá-la em algum futuro volume de Toringa.
Até o próximo desenho... Ou post, tanto faz.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O último dia do papa
Posted on 27 fevereiro by Felipe
Eu não estou certo se a igreja católica têm todas as respostas para o mundo. Nem se ela é a igreja que irá salvar a todos no final.
No entanto, eu sou católico e tenho que cumprir minha obrigação como católico e postar os meus humildes agradecimentos ao papa Benedito XVI.
Sim, agradecimentos. Claro que ele não fez nada que mudasse a minha vida diretamente em todo o tempo que ele esteve lá, mas o simples fato dele estar lá. Representando a minha igreja e a minha fé, já é uma das maiores ajudas que um cristão católico pode receber.
A igreja não seria grande coisa sem ele.
Afinal o papa não é mágico, não é Deus, alguns nem chegam a se tornarem santos. Ele não precisa nem ser inspiracional ou mesmo sábio, por que a simples presença de um papa é o que nós, católicos precisamos.
Por que um papa representa uma promessa. A promessa feita pelo Senhor Encarnada, uma promessa de uma liderança visível, de carne e osso que vai durar para todo o sempre, começando com um simples pescador a mais de dois mil anos atrás e sendo mantida até hoje por homens que se esforçam ao máximo para liderarem os seus fiéis.
É por isso que o homem mais importante de toda a Europa merece o seu respeito, mesmo se você não for católico, mesmo se você não acredita em Deus, por que qualquer um de nós, meros pecadores de pouca, ou quase nenhuma fé, não conseguiríamos viver um minuto na pele dele.
Deus te abençoe.
No entanto, eu sou católico e tenho que cumprir minha obrigação como católico e postar os meus humildes agradecimentos ao papa Benedito XVI.
Sim, agradecimentos. Claro que ele não fez nada que mudasse a minha vida diretamente em todo o tempo que ele esteve lá, mas o simples fato dele estar lá. Representando a minha igreja e a minha fé, já é uma das maiores ajudas que um cristão católico pode receber.
A igreja não seria grande coisa sem ele.
Afinal o papa não é mágico, não é Deus, alguns nem chegam a se tornarem santos. Ele não precisa nem ser inspiracional ou mesmo sábio, por que a simples presença de um papa é o que nós, católicos precisamos.
Por que um papa representa uma promessa. A promessa feita pelo Senhor Encarnada, uma promessa de uma liderança visível, de carne e osso que vai durar para todo o sempre, começando com um simples pescador a mais de dois mil anos atrás e sendo mantida até hoje por homens que se esforçam ao máximo para liderarem os seus fiéis.
É por isso que o homem mais importante de toda a Europa merece o seu respeito, mesmo se você não for católico, mesmo se você não acredita em Deus, por que qualquer um de nós, meros pecadores de pouca, ou quase nenhuma fé, não conseguiríamos viver um minuto na pele dele.
Deus te abençoe.
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