terça-feira, 5 de novembro de 2013

Dica cinematográfica: Tese sobre um homicídio



"Tese sobre um homicídio" é um filme espanhol de suspense do ano de 2013 e conta a história de um professor de criminologia de uma faculdade de direito que se vê envolvido em um homicídio que ocorreu no estacionamento da faculdade onde leciona, após vários anos longe de casos de polícia e como está há muito tempo longe do ramo, todos duvidam de sua opiniões, mas ele corre atrás da verdade, através de um raciocínio lógico prático e frio.

Me interessei pelo filme quando vi sua capa e logo assisti-o, mas não sabia que enfrentaria um filme de duas horas e como se isso não bastasse, o filme é lento em diversos momentos e abusa de cenas de sexo.

No entanto, isso não o classifica como um filme ruim, se não não estaria aqui.

Tese sobre um homicídio é um filme que consegue te prender em diversos momentos e conta com um final surpreendente, cheio de reviravoltas e, por que não, decepções?

3 pontos

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dica cinematográfica: La Grande Bellezza



Neste filme desse ano, a história gira em torno de Jep Gambardella, um escritor decadente de um livro apenas, mas que se tornou famoso por causa dele e por esse mesmo motivo vive, muito bem, de seu trabalho de jornalista, em uma casa luxuosa, visitando palácios, ao lado de pessoas igualmente ricas, mas igualmente decadentes.

Jep vive cercado de luxo, beleza, palácios, nobres, artistas famosos, políticos e até criminosos, em festas deslumbrantes, alegres e agitadas, dormindo quando Roma acorda e acordando pouco antes de Roma dormir.

No entanto, apesar de tanta ostentação e aparente beleza, Jep é solitário, sombrio e melancólico, sempre preso a memórias de sua juventude quando estava descobrindo o amor e sua carreira ainda não tinha deslanchando.

O filme provoca reflexões em quem assiste sobre arte, a vida contemporânea e a sociedade em que vivemos, invejando aqueles que podem viver de maneira luxuosa, quando nem eles tem a vida que queriam ter.

Se já não bastasse o roteiro ser muito bom, ainda tem a ótima direção, principalmente a fotografia do filme, que é muito boa, destacando a beleza já existente em todos os cenários onde Jep vai e intensificando-a, provocando ainda mesma a sensação de que Jep está, na verdade, reclamando de barriga cheia, ou talvez não, se você pensar em alguns pontos de sua história.

Enfim, recomendo esse filme que pode cansar (devido à sua duração), mas se você já assistiu outros filmes que eu indiquei, irá terminar de assisti-lo satisfeito com a película que acabara de ver.

4 pontos

domingo, 3 de novembro de 2013

Dica literária: O cavaleiro das trevas

O-Cavaleiro-das-Trevas"Batman: O cavaleiro das trevas" é uma HQ de 1986, escrita e desenhada por Frank Miller, contando a história de um Batman aposentado, que se vê atormentado pelos fantasmas do seu passado e precisa voltar a combater o crime, pois já não aguenta mais as coisas como estão em Gotham.

Na história, Bruce Wayne tem 55 anos, está longe da vigilância do crime há 10 anos e devido à onde de violência dominando Gotham e uma crise que atingiu todos os heróis da Liga da Justiça, forçando-os a viverem escondidos, decide voltar a combater o crime e para isso, ele veste sua capa e volta às ruas, movido mais por uma vingança guiada pela morte de Robin do que pela sede de justiça e por esse motivo, ele acaba sendo perseguido pela mídia e pela polícia, já que seus métodos de combate ao crime se tornam menos convencionais e mais sombrios, com requintes de crueldade, chamando a atenção de todos os seus antigos inimigos, como o Coringa e o Duas-Caras e até de seus antigos amigos, como o Superman.

Essa história é um conto sombrio fechado sobre Batman, não faz parte do universo definitivo da DC Comics, mas nem por isso deixa de ser influente. Foi com essa HQ e Watchman, publicada no mesmo ano e Maus de Art Spielgelman, que os quadrinhos deixaram ser "coisa de criança" e começaram a virar coisa séria, envolvendo temáticas puramente adultas, linguajar mais violento e banal, além de contar com análises psicológicas e sociológicas profundas (o que pode ter começado como uma simples piada nessa HQ, mas foi levada a sério) em outras HQ's.

Se você ler essa HQ hoje irá notar o tamanho da influência dela, já que muitos elementos contidos nela são utilizados até hoje por outros autores e editoras.

Sem contar a arte de frank Miller que é muito boa, bem detalhada e num estilo noir muito bonito e ao mesmo tempo sombrio, o que é um colírio para os olhos.

Enfim, indico essa obra de arte e dou à ela um selo supernova, devido à sua qualidade e influência no mundo do entretenimento.

black hole

sábado, 2 de novembro de 2013

Dica musical: "I have lost all desire for feelings" do Perfect Pussy

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Depois dos lordes do noise rock aparecerem por aqui no post logo abaixo deste, é a vez de um bebê do noise rock ser indicado aqui no blog: Perfect Pussy.

Mais uma banda hipster do Brooklyn pra encher o saco, mas a diferença é que essa banda é verdadeiramente noise-rock.

Os vocais são distorcidos, as guitarras são sujas, as letras têm um levada punk, radical, anárquica e feminista e o baixo nem se ouve. O único instrumento que se salva é a bateria, que se mantém clara, mas ao mesmo barulhenta, devido à agressividade que ela impões nas canções do grupo.

A banda só tem uma demo lançada numa página do bandcamp e alguns vídeos no Youtube de apresentações ao vivo, é só procurar que você irá achar as músicas deles interessantes.

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dica musical: "Fetch" por Melt Banana

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Depois de ficar sem lançar uma única música durante cinco anos, a banda japonesa Melt Banana, a (provavelmente) mais influente banda de noise-rock de todos os tempos volta a destruir nossos ouvidos com mais esse excelente álbum.

Fetch é um álbum difícil de ouvir, na verdade Melt Banana é uma banda difícil de ser ouvida, simplesmente por eles tocarem noise-rock, que, como o nome já indica, é um rock muito, mas muito barulhento.

Suas músicas são muito distorcidas, abusando de elementos elétricos e eletrônicos, utilizando aparelhos dos mais variados para criar sons e com esses sons melodias, que podem agradar a muitos, ou não.

No entanto, engana-se quem pensa que Melt Banana é uma banda experimentalista. Talvez para quem quiser começar a ouvir desde o começo, possa soar experimental, mas logo verá que essa banda sempre teve uma ideia do que queria ser e do que seu som deveria soar.

Fetch não é uma mudança no som da banda, muito pelo contrário, é só uma afirmação do que o som da banda verdadeiramente é, e por consequência do que o noise-rock é capaz de ser e como deve ser; mas isso não é ruim, pois a banda mostra que consegue fazer algo novo, utilizando o mesmo, como por exemplo o uso de autotune em algumas partes da música ou a inclusão de sons "naturais" como cri-cri's de grilos.

Enfim, Fetch não é só um bom álbum de noise-rock, é um dos melhores álbuns do ano e que irá ficar preso nos meus ouvidos por muito, muito tempo.

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domingo, 27 de outubro de 2013

Dica televisiva: Kino no Tabi

Kino no Tabi é um anime de 2003, que conta a história de Kino, uma viajante que pilota uma motorrad falante chamada Hermes. O único objetivo de Kino é viajar pelo mundo, afim de conhecer todos os países.
Essa é a premissa do anime, mas não pense que Kino vive no mesmo mundo que o nosso. No mundo de Kino, países estão mais para feudos, pois são pequenos, além da história parecer se passar numa espécie de mundo pós-apocalíptico, onde os países nãos e comunicam com os outros e a informação demora para correr, a não ser entre os viajantes, já que Kino sempre fala que outros viajantes conheceram tal país e recomendaram, ou não, ela passar por ele.
Com uma premissa simples o anime não parece ser grande coisa, mas surpreende em alguns episódios, mais especificamente os últimos, onde Kino conhece países que fazem você sentir uma pontada de tristeza no coração, com histórias realmente cativantes.
Em cada país que Kino passa, ela se esforça para conhecer a história desse país, seus costumes e origens, mas ela nem sempre consegue tirar uma conclusão, se gostou ou não do que viu.
Quanto à parte técnica, esse anime pode assustar os desavisados, mas já digo, é de 2003, ou seja, a qualidade é ruim, a imagem não é boa, nem a animação, mas isso é algo que você se acostuma e a concentração acaba voltada às histórias.
Com uma pegada mais filosófico, Kino no Tabi pode cansar muita gente, mesmo contando com apenas 13 episódios, mas você não vai se arrepender se resolver se arriscar a assistir esse anime antigo, que pode te surpreender com as histórias contadas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dica musical: "Too weird to live, too rare to die!" do Panic! At The Disco

O Panic! At The Disco lançou um novo CD após o péssimo "Vices and virtues" e dessa vez a banda se tornou completamente uma banda pop e nem é necessário chamá-la de Panic! At The Disco, por que poderia ser apenas um projeto solo do Brandon e o CD continuaria igual.
Aliás, do Panic! mesmo só o primeiro CD, por que nem o segundo, ainda contando com a formação original salva.
Após um ótimo primeiro CD, um ruim segundo CD, tentando mudar a sonoridade, uma quebra no grupo, diminuindo pela metade seus integrante e um péssimo terceiro CD, com uma levada pop melódica, perdida e forçada, o Panic! volta com um CD que é capaz de agradar os ouvidos.
Não é um CD como o primeiro, uma obra-prima, algo inédito e revitalizante, muito pelo contrário, é um CD pop, mas o que salva nesse CD é que o Panic! decidiu assumir com tudo esse gênero e deixou de lado as ambições, os vocais exagerados (que funcionaram no primeiro CD, mas se perderam nos outros), a temática teatral que já não dava certo desde o segundo CD, assumindo uma posição neutra no mundo da música, sendo apenas um duo pop.
Mas não um pop ruim e meloso, um pop dançante, agitado, cheio de toques eletrônicos, o que os aproxima ainda mais da música eletrônica do que suas origens musicais, fazendo desse CD algo gostoso de ouvir. Um pop legal, que te deixa com vontade de dançar, fácil de ouvir.
As letras são bem inspiradas, com boas linhas, bem montadas. As melodias, bem arranjadas, como eu já disse dançantes e eletrônicas. Tudo isso faz com que esse CD seja digno de ser indicado para qualquer um ouvir, por que é um bom CD.
No entanto, para gostar desse CD é necessário esquecer o que o Panic! já foi um dia. Ouvindo as músicas do primeiro CD não tem como não se desapontar sabendo que tanto talento acabou se transformando num pop feijão com arroz.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dica musical: "Young New England" do Transit

Transit é uma banda estadunidense de pop punk formada em 2006, ativa até hoje.
Young New England é o terceiro CD deles e o primeiro que eu escuto.
Apesar de ser uma banda pop punk, mais pelo fato de estarem na Rise Records, gravadora que lança bandas mais pop punk ou hardcore, a sonoridade deles é mais puxada para o alternativo indie, com boas linhas de baixo, uso constante de materiais acústicos, como violões e partes de suas canções cantadas por todos os integrantes sem um som sequer, dando aquela sensação de um grupo de pessoas cantando num estúdio fechado, sozinhos.
Eu gostei do som deles por ser bem melódico, com uma levada animada e até um pouco nostálgica, abusando daquela boa e velha energia juvenil que impera nas bandas atuais, principalmente aquelas da Rise Records que são voltadas ao pop punk.
O álbum é animado, te deixa com vontade de dançar e cantar as músicas junto com o vocalista e levantam o seu astral.
Enfim, escutem as 13 faixas de "Young New England" e me diga o que achou nos comentários.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Por que bandas não devem mudar?

Ou melhor, por que bandas não deveriam mudar tanto? Musicalmente falando claro.
Para ilustrar esse post nada melhor do que a banda que mais muda seu estilo musical da atualidade, os malditos Arctic Monkeys.
Tudo começou quando essa banda começou a tocar seu rock sujo, desapegado e post-punk lá nos subúrbios de Sheffield, Inglaterra.
Em poucos meses viraram uma sensação entre os jovens do mundo inteiro que cantavam "Fluorescent Adolescent" com seus amigos em festas ou "When the sun goes down" enquanto andavam de bicicleta, assistindo a um belíssimo pôr-do-sol.
Mas, anos depois, eles decidem lançar Humbug, um CD difícil de ouvir, com uma mudança drástica não só no visual da banda, mas nas músicas também.
Muitos fãs deixaram de ser fãs dessa banda e outros começaram a gritar aos quatro cantos do mundo: "Eles cresceram, amadureceram e mudaram! É isso que as pessoas fazem!"
Se só isso não bastasse, a mídia especializada também adotou o mesmo bordão e não bastou muito tempo para que todas as bandas do mundo começassem a pensar assim e decidirem mudar drasticamente seus estilos musicais, entrando numa odiável onda de experimentalismo barato de onde saem algumas coisas boas, mas quando você está começando a curtir o novo som da banda, eles mudam de novo e de novo e de novo e assim sucessivamente.
Falo isso por que essa semana saiu um novo CD do Best Coast, um EP com 7 músicas. Para quem não conhece, o Best Coast é uma dupla californiana que tinha uma sonoridade rock com uma pegada mais noise e junto com bandas como Wavves eles criaram uma onda de noise-rock muito legal.
No entanto, o segundo CD da banda já não era assim, não tinha mais aquela pegada noise, com aparelhos lo-fi, eles conseguiram arcar com uma produção melhor e lançaram um CD totalmente diferente do primeiro, com uma levada mais nostálgica e melódica. O interessante é que isso funcionou! O som ficou legal e divertido de ouvir.
Mas com esse novo EP, eles chegaram a um meio termo ruim entre o primeiro e o segundo, com músicas longas, cansativas, partes lo-fi, partes hi-fi, partes nostálgicas, partes dançantes non-sense. Enfim, uma bagunça chata de se escutar.
Com isso eles levantaram uma pergunta que todos se perguntam: "Por que bandas devem mudar?"
O consenso atual é de que bandas devem mudar, por que seus integrantes amadurecem e mudam. Sim, as pessoas mudam, não há problema nisso, no entanto, por que mudar tão radicalmente o estilo musical?
Por que mudar de noise-rock/lo fi music para pop-rock melódico e cansativo? Ou um indie-rock sentimental?
Bandas como The Black Keys sempre foram blues-rock e ninguém nunca se enjoou deles, muito pelo contrário, apenas gostam ainda mais deles.
Claro que há uma enorme diferença entre o primeiro e o último CD da banda, mas essa diferença está apenas na qualidade das músicas.
E aliás, é muito mais chato e ruim para a própria banda mudar do que se comprometer com um estilo musical, por que as bandas caem no experimentalismo barato, beirando a falta de criatividade, com letras e músicas cada vez mais simples, como é o caso de muitas bandas.
O problema não é na mudança da banda, mas na radicalidade adotada nessas bandas, aliás muitas deles mudam, mas continuam boas, como o Cage The Elephant, mas não é uma mudança radical, eu diria que nem é uma mudança, é uma melhora.
Melhora nas influências, na qualidade sonora, nas letras, mas sem nunca abandonar o estilo que eles se comprometem a tocar desde o primeiro CD, por que nenhuma banda começa do nada, simplesmente. Uma banda começa quando um grupo de amigos se reúne e decide tocar rock n' roll e eles deveriam tocar rock n' roll eternamente.
Por que rock n' roll é vida.
O que essas bandas que mudam drasticamente o estilo musical é negar a própria vida.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dica cinematográfica: A espuma dos dias

"A espuma dos dias" é um filme francês, que conta uma história de amor entre Collin e Chloé.
Mas não é apenas um filme de amor, um romance bobo, é um filme muito mais engraçado do que você pode pensar, um filme surrealista ao extremo, cheio de exageros, situações bizarras e diálogos malucos.
No filme, Collin decide se apaixonar e acaba se apaixonando por Chloé. Os dois se casam, mas logo ela descobre que tem uma doença incurável: Uma nenúfar está crescendo em seu pulmão.
A saúde dela vai se esvaindo, assim como o dinheiro de Collin, seus amigos e as cores do filme, que começa colorido, jovial, engraçado e vai perdendo o colorido aos poucos e quando você menos percebe já está em preto e branco, melancólico e, mesmo assim, engraçado.
Engraçado por que não há como não rir das situações bizarras, exageradas e amalucadas do filme.
Enfim, é um filme muito legal, com uma ótima fotografia e com uma abordagem interessante e ousada, afinal não é todo mundo que vai gostar de assistí-lo, até por que são mais de duas horas de um filme louco, bizarro e engraçado, mas nem tanto.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Dica musical: "Melophobia" do Cage The Elephant

Mudar é algo perigoso. No entanto é necessário.
Com artistas não é diferente. Você tem que assumir dois caminhos: O da mudança ou o da morte, por que só assim você será lembrado pelo estilo que assumiu.
No entanto, mudar é algo perigoso para artistas, por que eles podem cair no puro experimentalismo e nunca achar um estilo próprio ou então a mudança pode demonstrar o quão profissional esse artista é.
O Cage The Elephant sempre teve a intenção de ser uma banda de rock puro, com altas influências grunge, mas sem perder aquele fôlego que um bom e jovem rock n' roll pode te dar, acompanhando aquela raiva adolescente, os sonhos utópicos e o desejo de mudar o mundo.
Por dois CD's eles fizeram isso e fizeram rápido demais.
E talvez eles perceberam que tinham que mudar um pouco, dar uma variada, sacumé, né?
Eu não gosto disso, mas com o Cage The Elephant deu certo e eles assumiram um lado ainda mais alegre, animado e maduro, com novas sonoridades, influências e muita ousadia, afinal Melophobia não é um CD fácil de se ouvir, assim como os outros CD's da banda não são.
Mesmo assim é um CD muito bom, com aquela boa energia do Cage The Elephant, vocais ainda mais excitantes, até bagunçados, novos instrumentos musicais nas músicas, as boas e velhas guitarras distorcidas e o ótimo barulho, aquela anarquia gostosa que será transformada em ótimas apresentações ao vivo, que é o grande trunfo do Cage The Elphant.
Enfim, esse CD está masi que recomendado e concorre a um lugar na lista de melhores do ano.

domingo, 20 de outubro de 2013

Dica literária: Saga

Saga é uma HQ de sci-fi da editora Image Comics, que se encontra, atualmente, no 14º volume ou algo assim.
Ela conta a história de um casal alienígena de raças diferentes, que disputam uma guerra intergalática e por esse motivo, os dois não deveriam ter se envolvido, mas não só tem um affair juntos, como também têm uma filha. Por essas e outros, os dois decidem fugir, sem destino, apenas para proteger sua filha.
Essa história é escrita por Brian K. Vaughan, um renomado escritor de HQ's que escreveu a ótima (ou não) Y: The Last Man, no entanto, ele também é conhecido por fazer finais horríveis, então você nunca pode esperar algo de bom vindo das HQ's dele.
Mesmo assim, vale a pena por que ele escreve muito bem, é só notar as falas, com termos fantasiosos brilhantes e tiradas inteligentes, além dele ser muito bom ao escrever sci-fi, um gênio do gênero.
Sem contar a arte de Fiona Staples, que não é uma coisa de outro mundo, mas é muito boa, principalmente por que ela faz tudo através de meios digitais, então ela se encaixa perfeitamente numa tela de pc ou numa revista, com ótimas cores e efeitos incríveis.
A HQ ainda está em publicação e eu geralmente não indico HQ's em andamento, por que não dá pra se avaliar uma obra-prima por um pedaço, devemos avaliar o todo. Saga não é uma obra-prima, mas é uma ótima HQ, com uma história cativante e arte chamativa.
Vale a pena ler, por enquanto.

Dica cinematográfica: Meu malvado favorito 2

Assisti o Meu Malvado Favorito 2.
É um filme legal, o primeiro, mas o segundo, como todo filme que não deveria ser uma continuação e acaba virando uma continuação devido ao sucesso, perde um pouco da graça do primeiro.
Aquela coisa de transformar o vilão no personagem principal, fazê-lo ganhar fé no mundo, esperança nas pessoas e tal, através de suas filhas adotivas foi algo bem legal no primeiro, uma inovação que não se via há muito tempo nos cinemas.
No entanto, no segundo, o Gru já não é malvadão, já não tem mais tanta graça, como aquele seu amigo que sempre te faz rir, mas que acaba se rendendo às responsabilidades da vida e deixa de ser o engraçadão da turma. Sendo assim, os momentos engraçados caem pra cima dos minions, que só fazem crianças rirem mesmo.
Sem contar a chatice que é colocar uma das filhas do Gru para se apaixonar pelo bonitão e depois levar um fora e o garoto nem aparece mais no filme. Totalmente inútil e sem-graça, por que? Só pro Gru dizer que meninos não prestam.
Mesmo assim, o filme traz uma mensagem interessante: A de uma família completa, com pai e mãe e como cada um é importante para a criação das crianças.
Algo raríssimo de se ver num filme hoje em dia, mesmo que seja um filme para crianças e por esse motivo, o filme já merece ser indicado.

sábado, 19 de outubro de 2013

Dica cinematográfica: The way way back (2013)

Mais um filme do gênero "Coming-of-age" no blog.
Dessa vez, contando a história de um adolescente de 14 anos, que sai numa viagemd e verão com  seu padrasto idiota, a filha dele e sua mãe, após um anos do divórcio dos pais.
O filme começa com a pergunta feita pelo padrasto ao menino: "Numa escala de 0 à 10, quanto você se daria?"
O garoto recebe um três do padrasto.
E de certa forma, os momentos mais marcantes do filme se desenrolam com base nessa escala, baseada em cada um dos personagens, no quanto cada um acha que tiraria na escala, ou melhor, no quanto cada ums e valoriza.
E o garoto começa a perceber isso no momento em que arranja um emprego de verão num parque aquático, gerenciado por Owen, um extravagante homem de meia idade que não pensa duas vezes antes de fazer algo e é deixado de forma implícita no filme que ele vê alguma espécie de potencial no garoto principal ou se vê no menino, quanto ele tinha 14 anos.
Enfim, esse filme é uma boa surpresa, com boas atuações, trilha sonora com bandas independentes, daquele jeito que todo mundo gosta, além de ser um draminha leve, na levada de "The Kings of Summer", "The art of getting by" e "Se enlouquecer não apaixone".


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dica cinematográfica: Ookami Kodomo no Ame to Yuki

Essa é uma história de amor dos pais por seus filhos.
Ookami Kodomo no Ame to Yuki é um filme japonês de animação de 2012, que conta a história de Hana, um estudante universitário que se apaixona por um lobisomem, mas não um lobisomem no estilo crepúsculo, um lobisomem que se transforma somente nas noites de lua cheia, mas que não perde a consciência e não a ataca.
Por se gostarem mutuamente, os dois decidem morar juntos e logo Hana engravida, duas vezes. Na segunda vez, Ookami sai para caçar um pássaro para fazer um ensopado para a mulher, assim como fizera na primeira gravidez, a fim de ajudá-la a recuperar as energias e tal. No entanto, ele acaba morrendo e à partir daí Hana têm que se virar para criar os dois filhos, mudando-se para outra casa e depois acompanhando o crescimento das suas crianças-lobo e também deixando-os seguir o caminho que eles quisessem escolher, como desejara seu marido.
Ookami Kodomo no Ame to Yuki é uma bela história, além de ser um ótimo filme, com uma ótima trilha sonora e uma animação soberba, muito bela, bem viva e que flui naturalmente, com leveza, do jeito como todo bom anime deveria ser.
O único ponto fraco é que a história corresponde à treze anos na história dos personagens e os acontecimentos do último ano são meio forçados e tornam o filme um pouco cansativo, no entanto isso não atrapalha o filme como um todo, que é muito bom.
Interessante que mesmo que o pai não estivesse presente, ele sempre marcou sua presença no filme e também na formação dos personagens, permeando todas as escolhas importantes que faziam.
Enfim, recomendo muito esse filme.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dica teelvisiva: Yojouhan Shinwa Taikei

Ou "The Tatami Galaxy" se você for estranho, é um anime de 2010, baseado em uma ligth novel de mesmo nome que conta a história de Watashi, um estudante do segundo ano da faculdade, que vive uma vida medíocre, imaginando se ele tivesse feito escolhas diferentes, tudo teria mudado.
Numa bela noite, ele se encontra com um misterioso homem, auto proclamado deus do matrimônio, que diz que ele estava destinado a ter uma relação amorosa com uma menina chamada Akashi e o único empecilho no caminho seria Ozu, seu amigo de faculdade.
À partir daí, Watashi fica preso num loop, onde ele sempre começa no primeiro dia da faculdade, escolhendo um clube diferente cada vez e terminando dois anos depois, com ele se achando um fracassado, convencido de que conhecer Ozu foi a pior coisa que já lhe acontecera e imaginando se ele tivesse escolhido outro clube, sua vida estaria melhor.
No entanto, a vida dele não melhora e no último episódio é feito uma descoberta que uma velha senhora do anime já o havia alertado, desde o primeiro episódio.
Yojouhan Shinwa Taikei é um desses animes que se preocupa mais com a arte do que com a história em si, mas que pelo fato de ser baseado em uma light novel acaba tenho uma história superior à muitos animes inspirados em mangás, o que é uma ótima coisa.
A light novel teria inspirado cinco episódios, os outros 6 episódios são livremente criados pelos roteiristas do estúdio Mad House.
Com ótimas colagens, texturas, patterns, characters designs e uma animação leve e fluída, Yojouhan Shinwa Taikei é um colírio para os olhos, além de contar com uma ótima trilha sonora.
A história pode ser confusa, e é, mas ao termino da série, tudo é esclarecido, as respostas são dadas e o telespectador fica satisfeito e contente com o final.
Recomendado: Yojouhan Shinwa Taikei.

sábado, 12 de outubro de 2013

Dica cinematográfica: Dragon Ball Z: Battle of Gods

Dragon Ball Z: Battle of Gods é mais um filme inspirado na série de mangá Dragon Ball, criado em 2013, 17 anos depois do último filme ser lançado nos cinemas japoneses.
O filme conta a história de Grand Bills, o deus da destruição e seu plane de encontrar o deus super-sayajin, durante o dia do aniversário da Bulma.
Envolto em uma aura de mistério e super excitação por parte de todos que acompanhavam as aventuras de Goku e companhia, seja na Band ou na TV Globinho no final dos anos 90 e anos 2000, esse filme chega para matar a saudade de muitos fãs e encher de lágrimas nostálgicas os olhos de todos os fãs desse incrível anime.
Obviamente não dá pra esperar um filme a-lá-Hollywood, com uma super história e tal, até por que todo o filme corre bem rápido, o que dá a impressão dele não ter sido bem planejado, mas o caso é que todos os filmes de anime são assim.
Sem contar que só de ver novamente esses heróis nas telonas já um deleite para os olhos, além das cenas de batalha que são muito bem feitas, cheia de detalhes e as inovações tecnológicas que só acrescentam qualidade ao filme.
Não é à toa o comentário de alguns fãs dizendo que esse é o melhor filme do ano (por que é), além do fato de ter sido o mais aguardado.
Enfim, recomendo demais DBZ:Battle of Gods, além de qualificá-lo com o selo "Super Nova", a estrela máxima desse blog, representando os filmes, as músicas, as séries e os livros que viraram lendas, que deixaram de ser simples elementos de entretenimento e entraram para a história, para os nossos corações e para a vida.
DBZ é vida!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dica cinematográfica: Se7en

Se7en é um filme dos anos 90, muito aclamado pela crítica, que conta a história de um detetive inexperiente e um em vias da aposentadoria, envolvidos no caso de um serial killer que mata de 7 formas diferentes, baseado nos pecados capitais.
Esse filme é tido como "um dos filmes mais assustadores da história", mas não faz jus ao título.
Calma, eu não vou falar mal dele, afinal nesse blog não se fala mal de nada, se não o título das postagens não seriam dicas, com raras exceções.
Esse é um bom filme, mas não chega a ser assustador, é um suspense muito bem montado, com ótimas provocações e atuações, além de uma história soberba.
No entanto, esse filme, desde o começo aponta para algo, ele quer mostrar, falar ou provar alguma coisa, incluindo temas filosóficos e questões que a humanidade nunca foi capaz de responder ou que mudam suas respostas com o passar das eras, nota-se a referência à livros antigos da Idade Medieval a livros modernos do século passado, lembrando que esse filme também é do século passado. Com tantas referências e colocando em cheque questões sem resposta ou com respostas não satisfatórias, o final não poderia ser diferente.
O final não responde a nada. Na verdade, esse filme tem um típico final "WTF?", mas não um final que deixa com raiva e confuso, mas um final que faz você pensar "Por que? Pra quê? Como?" incessantemente, até que você percebe que não vale a pena.
Algumas coisas simplesmente devem ser deixadas de lado.
E ao mesmo tempo que o filme não responde a nenhuma das questões filosóficas postas em cheque, você percebe que há uma certa genialidade no roteiro. Ao final do filme você não sabe quem realmente venceu... Não sabe se foram os vilões ou os mocinhos, se foi o bem ou mal.
Se você está passando por uma crise existencial não assista esse filme, mas se você está de bem com suas crenças, com seu estilo de vida, sua vida e sua visão de mundo, assista à "Se7en", por que vale muito a pena.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Dica musical: "Dysnomia" do Dawn of Midi

"Disnomya" por Dawn of Midi, ou DOM se você preferir é um CD difícil de ser classificado.
Confesso que não conhecia a banda até ouvir esse excelente trabalho de estúdio, mas estou certo de que Dawn of Midi é uma banda difícil de se classificar.
Pra começar, eles tocam um estilo musical pouco difundido hoje em dia... o excelentíssimo Jazz, meus senhores e senhoras.
Por si só isso já é uma surpresa, mas eles não se atem ao jazz comum que nós vemos em filmes antigos, com uma cantora com voz potente na frente e uns caras atrás ou um trompetista agraciando os seus ouvidos com seus solos maravilhosamente bem elaborados.
Dawn of Midi resolve modelar o jazz a sua forma, criando uma mistura de influências musicais e ousadia artística que fica difícil de entender a que eles querem realmente pertencer.
Tem indie aí, tem pop, tem uma certa sensação claustrofóbica de bandas rock de garagem, mas ainda assim é jazz.
Tudo isso se mistura em suas influências e transparece sobre as músicas.
A capa do disco já é um convite à uma experiência sonora diferente, nova, ousada... atraente.
Se eu não me engano, fazem parte do Dawn of Midi três amigos, todos eles são descendentes de árabes (repito, se não estou enganado), o que é só uma curiosidade, mas o fato de serem só três caras, um tocando contra baixo, outro na percussão e o último no teclado impressiona, por que não parece uma combinação normal, a não ser que você toque jazz, mas no caso, não parece normal, por que o estilo não é um jazz simplório, fácil, arroz-com-feijão, típico de filmes antigos.
É um jazz novo, que se revitaliza com as influências claras e a usabilidade de novos recursos, como por exemplo, samples eletrônicos, fades, enfim... Coisas novas no mundo musical.
Portanto, escutem Dawn of Midi, talvez você não engula na primeira vez, mas ouça de novo, dessa vez deitado na cama, de madrugada, enquanto chove lá fora e se mesmo assim você não gostar, ouça mais uma vez, bem alto, enquanto você admira a excitante vida sexual dos caramujos de jardim.
Dawn of Midi é pra qualquer momento.


domingo, 29 de setembro de 2013

Dica cinematográfica: Truque de mestre

Truque de mestre é um filme policial/investigação/ação do tipo que eu gosto.
Esse filme conta a história de um grupo de mágicos, que são unidos por alguma razão misteriosa por um milionário, mas que começam a fazer truques exagerados demais, como, por exemplo, roubar um banco.
Eu gosto desse tipo de filme, por que é interessante ver investigações, saber como é entrar dentro de mentes espertas e estar sempre um passo à frente. É algo excitante de se ver.
Como todo filme desse gênero, essa história tem que ter reviravoltas e a maioria delas se encontram no meio das mágicas em que eles apresentam e o telespectador fica sempre querendo saber.
Interessante também é o fato de que essa história foi feita para dividir opiniões. Alguns irão ficar do lado dos policais, outros irão querer ficar do lado dos mágicos pilantras.
No entanto, o final, até um pouco confuso e arrastado, deixa todos com uma pulga atrás da orelha e você já não sabe mais quem você gosta e quem você não gosta.
Mesmo assim, é um bom filme para se divertir e abrir a sua mente.


sábado, 28 de setembro de 2013

Dica cinematográfica: The Kings of Summer

Hoje uma dica cinematográfica de um filme recente.
O nome do filme é "The Kings of Summer" e conta a história de Joe Toy, uma garoto de 15 anos (acho), que não aguenta mais viver sozinho com seu pai autoritário. Sua mãe falecera e sua irmã faz faculdade em outra cidade. Quando seu amigo Patrick briga com os pais, que não são ruins, mas parecem insistir em parecer uns bobocas, os dois decidem se mudar para uma floresta. Junto com o esquisitão da escola, Biaggio, os meninos aprendem a arranjar sua própria comida, abrigo, a se proteger dos perigos da selva e a crescer também, mesmo que inesperadamente.
Quando eu vi os comentários desse filme fiquei animado e ao assisti-lo fiquei com a impressão de que os elogios não são exagerados.
No começo fiquei meio receoso de como esse filme se desenvolveria, mas só por que eu achava que seria mais uma história de adolescentes, com problemas para encarar as responsabilidades que começam a vir no final da adolescência e com um final trágico.
Eu não sabia que se tratava de uma comédia dramática, com um clima juvenil gostoso, um pouco nostálgico, o que dá um tom realista ao filme, pois mesmo que os personagens não tenham conversas existenciais com finais silenciosos e sérios, você sente como se aquelas reações inesperadas (risadas e piadas bobas) fossem reais, por que esse seria o final de um conversa existencial com um amigo seu na adolescência.
Enfim, esse filme lança um novo olhar sobre o gênero "Coming-of-age", que é o gênero que engloba esses filmes de adolescentes no final da fase mais chata da vida. Um olhar bem-humorado, com toques trágicos, mas bem mais coerente com a realidade do que muitos filmes que vemos por aí.
Mais que recomendado.

 Agora vou começar um sistema de pontos para os filmes, séries, livros e músicas também. Cinco estrelas é ótimo e zero estrelas é o pior. O melhor é que aqueles filmes, séries, livros ou músicas que são bons mesmo eu não vou dar só cinco estrelas, eles terão uma qualificação superior que é uma surpresa por enquanto.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Dica musical: "Mechanical Bull" do Kings of Leon

A volta dos que não foram.
Após muitas especulações obre um suposto fim de banda, um cancelamento de uma turnê e problemas pessoas, o Kings of Leon voltam com um delicioso album.
Mechanical Bull não é uma obra-prima, mas é aquilo que sempre gostamos de ouvir no Kings of Leon
: Canções feitas pra curtir!
Canções perfeitas para a noite, para se admirar o céu estrelado através dos vidros gelados de um ônibus chacolante, porém silencioso em seu interior. Músicas feitas para momentos.
Parece que é disso que esse álbum é feito: Momentos.
Cada música parece se enquadrar em algum momento da vida de seus compositores e por que não dos ouvintes?
Gostando ou não, você deveria ouvir esse CD... Quem sabe uma das músicas não se encaixa no momento em que você está?
De preferência escute esse CD de madrugada, deitado na cama, com os olhos virados para o céu noturno escuro, iluminado pela beleza dos raios lunares e ninguém mais te incomodando. Ninguém para te mandar abaixar o volume, ninguém para entrar no seu quarto no meio da contemplação musical, ninguém para te tirar esses momentos.
Por que afinal, é disso que se trata a vida: Momentos.

domingo, 15 de setembro de 2013

Dica cinematográfica: Túmulo dos vagalumes

Essa é a história mais triste de todos os tempos.
Seita é um adolescente cujo pai desapareceu. Setsuko é sua irmã mais nova. Os dois vivem no Japão no meio da segunda guerra mundial, vivendo em uma região litorânea, alvo frequente dos ataques aéreos. Em um desses ataques a mãe deles morre e a partir daí, os dois têm que aprender a se virar.
A primeira frase do filme é uma data: 21 de Setembro de 1945. Essa foi a data em que Seita morreu.
À partir daí a história é contada através de flashbacks do seu fantasma, que caminha junto com o da sua irmã.
Você já sabe que o filme vai ser horrível. Já sabe que o final dos dois.
No entanto, esse filme mostra que o pior de tudo não é a morte. A morte acaba sendo algo fácil de se conviver quando a conhece. É a fuga dela, a busca pela vida que é difícil, triste, árdua e horrível de verdade.
Já sabia que esse filme era triste, mas não tanto. Não esperava que ele fosse capaz de me fazer ter vontade de chorar.
E ainda é uma animação, conta com toda a maestria que só os japoneses têm de criar personagens animados tão vivos e cheios de personalidade que você fica com a sensação de que eles são reais.
E o fato de saber que eles não são reais pouco ajuda na hora de segurar as lágrimas.
Sério, é muito triste.
Toda a trajetória dos dois, a união deles, o esforço que o irmão faz para esconder a morte da mãe da irmã, a humilhação pela qual os dois passam, a fraqueza da menina perante tudo isso e até mesmo a impossiblidade de quem quer ajudá-los, mas não pode, por que são tempos de guerra e em tempos assim, achar uma simples flor no campo é difícil.
O final trágico dos dois é iminente e claro, mesmo se não estivesse implícito no começo do filme.
Assistir durante mais de uma hora e meia a tortura que é para os dois ter que lutar para conseguir se manter vivos e ainda sorrir a maior parte do tempo dói. Toca no fundo do seu coração e te faz pensar por horas e horas nessa história, mesmo após o filme já ter acabado.
Eu ainda não me recuperei.
E mesmo assim, após todo o sofrimento e as coisas ruins que eles tiveram que passar, a última cena mostra um vislumbre de que, afinal, o fim dessa história é feliz.
Afinal, eles finalmente estavam bem, mesmo que sem vida.

Dica cinematográfica: Man of steel

Eu gosto muito do Superman. Aliás só existem dois super-heróis que realmente me chamam a atenção e, se a grana sobrasse, eu seria mais fã, comprando um monte de hq's, camisetas, canecas e tals... Esses dois são o Batman e o Superman.
Não é por que eles são da DC não, é por que o pano de fundo da história de cada um me atrai mais do que nas outras histórias de super-heróis. Eles não são politizados como o X-Men (os quais eu nunca gostei muito por causa desse negócio de que todo mundo iria odiar pessoas com poderes e tals, sempre achei isso um absurdo, por que todo mundo iria adorar pessoas com super-poderes), nem contam a história de um cara com problemas de raiva, nem sobre um arrogante milionário super inteligente, nem sobre um nerd que ganha poderes de um animal genéticamente modificado.
As duas histórias têm em comum o fato de não se tratarem de super-heróis, por que o Batman não tem super-poderes e o Superman nem é humano, é um ET. Os dois têm um pano de fundo interessante, como o Batman ser orfão e ter que viver sozinho, arcar com isso e o Superman também ser orfão, mas ele foi adotado por uma família que o amava de verdade e nunca escondeu o passado dele. Talvez isso explique a personalidade dos dois, pois o Batman é um cara mais frio, que não mata, mas que mesmo assim é calculista, racional e um pouco paranóico, por não confiar em muitas pessoas, um herói que se esconde por trás de uma máscara justamente para que ninguém o veja.
Já o Superman é o contrário. Ele sempre foi amado. Ele sempre soube que era diferente, que vinha de outro lugar e tudo o que ele podia fazer era imaginar, mas sem perder o seu porto seguro, que eram seus pais. E talvez por isso, o Superman seja um herói sem máscara, um herói que confia nos seres humanos, um herói com fé.
Nesse filme, como sempre, acompanhamos o início da jornada de Clark Kent na busca do seu passado e se tornando um super-herói, como sempre é feito num filme do Superman, só que não.
Claro que nesse filme é mostrado um Superman inexperiente, confuso e em busca do seu passado, mas tudo isso é mostrado de uma forma diferente e mais inteligente que nos outros filmes desse herói.
Nesse filme ele ainda não têm plena confiança na raça humana, ainda não é AQUELE herói sem a máscara. Ele ainda está aprendendo a ser o homem de aço. Sua fé na raça humana ainda está se desenvolvendo e por isso ele é um pouco mais frio que o Superman que estamos acostumados a ver, mas esse não é um ponto negativo, pois no final, ele se dá o luxo até de mandar um sorriso malandro para o general.
Quanto aos detalhes técnicos, nem preciso dizer que os efeitos são ótimos. Diferente do Batman, os filmes do Superman devem ter mais lutas, mais socos, chutes, raios, vôos e a direção do Zack Snider caiu como uma luva, pois só ele mesmo pra deixar o filme em um clima tão agitado e movimentado como se você estivesse dentro de um video-game.
E eu acho que o Christopher Nolan ajudou um pouco a aumentar as dimensões das lutas, que envolvem naves alienígenas, caças, prédios, enfim... Tudo que o Superman tem direito.
Melhor que isso, só um encontro do homem de aço com o cavaleiro das trevas.
Só que seria melhor se fosse com o Christian Bale.

sábado, 14 de setembro de 2013

Dica literária: Pavor Espaciar

Faz um tempo que ando acompanhando o trabalho do Gustavo Duarte. Devo confessar que não comprei nenhum dos seus trabalhos, mas admiro o cara pelo artista que ele é.
Simplesmente, Gustavo Duarte é o artista com o traço mais firme do Brasil na atualidade. Basta ver as fotos do seu instagram e admirar os rascunhos, sempre belos, tão belos que você pensa que nem precisa de nanquim ou pintura, já podem ser enviados daquele jeito pra gráfica.
Agora ele lançou, através do projeto Graphic MSP, a versão graphic novel do Chico Bento.
Nessa graphic novel, o Chico Bento e seu primo, Zé Lelé são abduzidos por alienígenas em uma tranquila noite na Vila Abóbrinha.
Nessa história, diferente das outras que o Gustavo Duarte lançou, há falas, mas a maior parte da história é contada sem balões, nem onomatopéias e mesmo alguns quadros que têm falas, deixam a sensação de que estão ali desnecessariamente.
Não é uma história muito engraçada, devo confessar, mas é uma HQ muito boa, com um traço, simplesmente perfeito e simples.
Também não deixa aquela lágrima nostálgica como a versão da Turma da Mônica dos Caffagi, mas ainda assim vale a pena comprá-al, só para admirar o traço, para lembrar um pouco do Chico Bento e completar a coleção de Graphic MSP's.

domingo, 8 de setembro de 2013

Dica televisiva: Hannibal

Esse ano estreou nos EUA uma série inspirada no livro Red Dragon, que inspirou a série de filmes do assassino serial Hannibal Lecter.
Com um clima de suspense, mistério e muitas metáforas e significados variados, essa série é estrelada pelo melhor ator dinamarquês desse século: Mads Mikkelsen, o qual eu já indiquei no blog com o filme "A caçada".
Essa série funciona mais como um prelúdio, conta a história antes dela se tornar história, antes do Hannibal Lecter ser um assassino serial, perseguido por Will Graham.
Will também aparece na série, como um cara perturbado, mas que no fundo, se parece em muito com o futuro assassino.
Como eu já disse, essa série contém muitas metáforas e analogias, elementos que acabam por ser o forte, mas também o fraco da série, pois ao mesmo tempo que algumas se encaixam brilhantemente nas cenas e te deixam com um sorriso no rosto, ao conhecer expressão tão genial, outras são terrivelmente colocadas no texto, com o único propósito de, supostamente, enriquecê-lo, mas que acaba falhando em causar qualquer tipo de reação, que não a do estranhamento.
No entanto, a série é ótima, com uma bela fotografia, falas brilhantes e um bom desenvolvimento de personagens.
 Então, fica a dica: Hannibal.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Dica musical: "AM" do Arctic Monkeys

Pois é, os meninos de Sheffield estão de volta. Arctic Monkeys, a banda que eu odeio amar lançou um disco novo, chamado "AM", uma abreviação, uma imposição do seu ser, uma radiofrequência, uma madrugada... Tanto faz...
E u gostaria que esses caras lançassem um disco lixo. Sério... Só para que os fãs do Arctic Monkeys parassem de ser tão fanáticos! O fandom do Arctic Monkeys é provavelmente o fandom mais chato, irritante e imbecil de todos os fandoms que povoam a bendita internet.
No entanto, não dá... O Arctic Monkeys não consegue lançar um álbum lixo... Pelo menos, por enquanto.
"AM" é um ótimo disco.
No entanto não é perfeito e como eu sei que esse álbum só irá receber críticas positivas, vou falar do por que desse álbum não ser perfeito.
O Arctic Monkeys não tem mais uma identidade.
Quando eles começaram eram uma banda de indie rock, a melhor de todas, até que lançaram Humbug, um álbum introvertido, quase como um sussurro nos ouvidos de Alexa Chung, um sussurro sensual, porém chato para quem não era Alexa Chung ou não queria o Alex Turner no meio das pernas.
Depois veio Suck It And See, novo estilo, jaquetas de couro, olhares blasé, canções românticas, rock n' roll, mas difícil de classificar, já não era mais indie rock. Já não era mais Arctic Monkeys.
Então sai "R U Mine?", single do novo CD, rock n' roll com pegada anos 70, pré-heavy metal, Black Sabbath, jaquetas de couro, calças apertadas, botas, topetes, olhar de mau.
E então sai "AM", backing vocals de R&B, Black Sabbath, hip hop, jaquetas de couro, bebedeiras, caras de mau, teclados, bateria eletrônica, mainstream... Original... Mais difícil ainda de classificar.
Para fãs antigos é um choque. Fãs que conheceram os meninos de Sheffield quando eles eram só meninos é difícil engolir o que os homens prodígios de Sheffield andam fazendo de novo.
No entanto isso não incomoda tanta quanto ter que ouvir que todas as bandas têm que evoluir, que isso é amadurecer, entre outros clichês aplicáveis aos Arctic Monkeys.
Por que o que aconteceu com essa banda foi que eles se perderam. Desde Humbug eles entraram numa espécie de túnel escuro, onde não conseguem mais se reconhecer quando se olham no espelho. A carta de amor de Alex Turner para Alexa foi apenas o começo de uma crise de identidade da qual a banda ainda não conseguiu se recuperar.
Isso não é amadurecer, é o contrário disso.
No entanto, mesmo uma crise de identidade se encaixa nas mãos dos Arctic Monkeys e isso só mostra o quanto eles são talentosos... Ou sortudos.
De uam forma ou de outra, a verdade é que eles não se encontram mais musicalmente falando e talvez essa acabe sendo a identidade deles, assim como acabou sendo a do Black Flag. Uma banda que desliza por todos os estilos musicais, falhando e acertando, sendo apenas uma boa banda da sua época, mas provavelmente entrando na história como uma das maiores.
Quem sabe daqui a vinte ou trinta anos, os jovens entrem numa loja de discos ou na sessão gêneros do iTunes e vejam um disco do Arctic Monkeys em cada sessão ou prateleira.
Isso pode ser bom... ou não.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Dica musical: "Right thoughts, rights words, right action" do Franz Ferdinand

Mais um disco do Franz Ferdinand, depois de muito tempo sem nada de novo.
Franz Ferdinand é provavelmente o pai das bandas que estragam suas músicas no meio. Começam bem, você curte e tal, até que chega no refrão ou lá pelos 2 minutos, hora em que geralmente começa o solo (ou bridge,chame do que quiser) e aí as músicas despencam vários quilômetros de profundidade no seu gosto musical... Isso sempre acontece comigo.
O que não faz o Franz Ferdinand uma das minhas bandas preferidas, no entanto sempre gostei deles, talvez pelo ritmo deles, a simplicidade das suas músicas e o objetivo de sempre fazer algo divertido, dançante e alegre ao mesmo tempo.
Ou seja, a levada do Franz Ferdinand faz você gostar deles, mas não a ponto de esperar um novo CD a cada ano.
Talvez pela falta de antecipação é que eu gostei dessa album, que não impressiona, mas também não decepciona. É um álbum gostoso de se ouvir, um álbum que te faz sorrir, dançar, bater o pé no chão e cantar os refrões com o vocalista.
Não é um álbum que irá acompanhar você nos seus fones de ouvido por meses ou anos, mas é um álbum que irá te fazer sorrir por alguns dias, até ser lentamente esquecido, para ser lembrado meses ou anos depois, com um sorriso nostálgico no rosto e batidas de pé no chão de algum lugar gelado do seu quarto.

domingo, 1 de setembro de 2013

dica musical: "The silver gymnasium" do Okervill River

Okervill River é uma banda que eu não conhecia. Vi um vídeo deles fazendo alguns shows pelos EUA em Open Mic Nights tocanda a música "Down Down the deep river" e fique encantado com o som deles.
É muito legal essa música.
No entanto, era só uma música de um CD com 12 faixas, então fiquei meio receoso, até por que eu havia escutado seus últimos CD's e não são lá grande coisa.
Esperei o lançamento desse CD e eis que me surpreendo muito ao ouví-lo, simplesmente por que é fantástico!
Esse CD contém canções incríveis, muito legais e com uma levada indie alegre que é impossível não te deixar com um sorriso de orelha a orelha até o final do CD.
Nenhuma das faixas decepciona e isso é o melhor desse CD, ele mantém o ritmo alegre e divertido do começo ao fim.
Algumas letras podem até não ser alegres, a maioria te faz pensar, mas isso não abaixa o astral das músicas, que tem uma sonoridade muito divertida e agradável de ouvir.
Enfim, recomendo "The silver gymnasium" do Okervill River.