quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dica Cinematográfica: Battle Royale

Indicando mais um clássico aqui.
Assisti esse filme hoje, já tinha ouvido falar do mangá e também já sabia mais ou menos como era a história e hoje não aguentei a curiosidade e decidi assistir o filme.
Battle Royale é um filme japonês de 2000, inspirado no livro de mesmo nome que se tornou um dos livros mais vendidos e controversos do Japão na época.
Conta a história de um Japão em uma realidade paralela a esta em que não existe um governo japonês (propriamente dito), mas um conjunto de países que formou um único país asiático, completamente totalitário e que, cansado da rebeldia juvenil, aprova o "Ato Battle Royale", onde uma classe é escolhida, dentre todas do pais, todos os anos e é levada à uma localidade aleatória. Um professor da classe é eleito como uma espécie de "mentor" que fica na ilha o tempo todo, passando instruções e relatórios de como anda a situação da classe. Na ilha, os estudantes são forçado a participar de um jogo, cujo objetivo é que todos os alunos morram, até que reste somente um, dentro de três dias. Se em três dias restar mais de um aluno, todos morrem.
Essa é a sinopse, que também é a mesma do livro e do mangá, são todos iguais com algumas diferenças, já que tanto no livro, quanto no mangá, é dada masi atenção para diversos personagens, mostrando seu passado, etc...
O filme é muito bom! Os japoneses são mesmo mestres em fazer filmes de horror, com muito sangue jorrando, tensão psicológica, gritos, essas coisas que fazem um filme de horro marcante. E esse é marcante.
Não é a toa que é um clássico japonês e também um dos filmes mais influentes de sempre. Aliás, foi desse filme que saiu a inspiração para Jogos Vorazes, por que a ideia é basicamente a mesma: Jovens sendo forçados a se matarem em um evento anual organizado pelo governo de seu país.
No entanto esse filme não é só violência, pois tem seu lado psicológico, que até que é bem explorado, mostrando o lado ruim da humanidade, que reside dentro de cada um de nós.
Enfim, essa é a dica de hoje: "Battle Royale" de Kinji Fukasaku, adaptação do livro de mesmo nome de Koushun Takami.

domingo, 23 de junho de 2013

Um post tardio sobre as manifestações

Eu sei que você está pensando como eu demorei pra postar algo sobre as manifestações e que já nem adianta mais eu postar nada, mas você enganado!
Antes de comentar sobre algo eu sempre espero a poeira abaixar pra poder estudar bem sobre alguma coisa. Não dá pra você analisar a história antes dela acontecer ou enquanto ela está acontecendo, por quer pode haver reviravoltas e todas aquelas coisas legais no clímax.
Eu acho que nós estamos no clímax dessas manifestações agora!
O preço da passagem de ônibus abaixou. Os vinte centavos a mais se foram.
Tá, mas e daí? Não era pelos vinte centavos mesmo essas manifestações, eram?
Não! Essas manifestações eram pelo nosso país. Eram para que esse país possa finalmente sair da lama em que ele está mergulhado desde que foi descoberto.
Mas e agora? Pelo que vamos lutar exatamente? Por que mesmo quando ainda haviam vinte centavos a mais nas passagens de ônibus tinham pessoas que estavam lá nos protestos só pra fazer bagunça! Não era nem pra fazer número, mas pra fazer bagunça! Bater em uns policiais, dar fim naquelas vodkas da festa da república do ano retrasado, criando coquetéis molotov, dar uma de bonzão na frente das minas da facul, encoxar umas "milf's", enfim... Só tava lá por que não tinha nada melhor pra fazer.
O governo voltou atrás, está com medo e agora, mais do que antes, é hora de continuarmos com os protestos pra mostrar que o governo tem que dar muitos passos para trás.
Não é hora de dispersão, nem de pensar em parar, é hora de começar a organizar as ideias, hora de colocar tudo no papel, medir as prioridades, reivindicar o que é mais urgente, na medida do possível e elaborar leis para isso.
É hora de levar essas leis pro congresso, criar campanhas na internet, angariar votos, assinaturas, criar sites, arranjar apoio de todas as classes e fazê-las leis populares.
Uma lei de iniciativa popular é um projeto de lei que pode ser apresentada pela população, sem passar nas mãos de nenhum parlamentar, no entanto, esse projeto ainda tem que ser submetido aos mesmos processos judiciários que qualquer lei tem que passar. No entanto, um projeto de lei popular, ao ser apresentado, tem que ter no mínimo as assinaturas de 1% do número total de eleitores, distribuídos em, pelo menos, 5 estados e com isso a pressão já está formado e desaprovar um projeto assim é assinar a sentença de morte.
Agora está mais do que na hora do povo elaborar leis que criem um número máximo de parlamentares (Só de deputados são 513, não tem como o povo acompanhar o que acontece por lá, por que é muita gente pra tomar conta), um teto salarial para eles e que invistam mais dinheiro em educação e saúde também, que são alguns dos pilares fundamentais de uma sociedade.
Por que só fazer barulho não vai resolver muita coisa. É importante, mas não é a solução!

Dica musical: "The Wack Album" por The Lonely Island

The Lonely Island é um grupo humorístico de rap dos EUA, mais especificamente de Nova Yorque que ganhou notoriedade com o CD "Incredibad" e suas sketches para o programa Saturday Night Live.
Os três participaram do programa por muito tempo, dois deles fizeram filmes (sem muito sucesso) e ano passado saíram do programa, apesar de Akiva Schaffer continuar trabalhando no SNL como escritor.
Com a saída dos programa e uns filmes sem sucesso no currículo esse novo CD pode parecer uma tentativa frustrada de querer voltar ao auge do The Lonely Island lá em 2007 quando os vídeos deles pra internet fizeram muito sucesso... Só que não.
Nesse CD o The Lonely Island volta com muito mais criatividade e piadas variadas, incluindo piadas inteligentes e piadas ruins, até humor pastelão, tudo através de rimas bem boladas e um repertório musical invejável.
É sério! Eu duvido você achar um CD de rap com uam variação de sons tão grandes como o desses caras, desde de batidas pesadas e eletrônicas, até toques sujos, lentos e que lembram um pouco o estilo musical do Tyler, The Creator, indo até músicas com uma sonoridade variada e interessante, incluindo baterias, violões, flautas, ukelekes e outros instrumentos musicais no mínimo incomuns para a cena hip hop atual.
E é nessa variedade que se esconde o trunfo desse CD, pois a maioria das piadas, apesar de engraçadas, não são nada demais, mas a variedade sonora é que chama a atenção e as letras acabam ficando como segundo plano.
No entanto, elas também surpreendem.
Não por que elas são inteligentes, ácidas e irônicas, mas por que em determinados momentos, seja em um verso ou numa estrofe inteira, eles acabam despertando uma ideia nova ou uma crítica esquecida, o que é muito bom e deixa o CD todo ainda mais interessante.
Portanto, vale a pena ouvir o novo CD do The Lonely Island e que muitos outros venham por aí!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dica cinematográfica: "Psicose"

Hoje a dica é bem antiga, mas é um filme que eu ainda não tinha assistido, apesar de ser um clássico dos clássicos e que vale muito a pena assistir.
O filme é de Alfred Hitchcock e talvez seja o seu filme mais famoso. É desse filme a famosa cena da faca no banheiro e aquela música sinistra do Bernard Herrmann.
Mas, provavelmente por ser tão famoso e falado no mundo todo, esse filme não desperte tanto interesse assim, ao menos não em mim. Sabe quando você ouve falar tanto de algo que acaba ficando de saco cheio? Então, é mais ou menos assim.
No entanto, o filme é realmente digno de tantos prêmios e reconhecimento crítico, por que é muito bom.
Hitchcock é um gênio por trás das câmeras, todas as cenas fluem naturalmente e nada é forçado. É o típico filme que cumpre a promessa do cinema, retratar a realidade, mesmo que ficção, por que você se envolve nas cenas. O modo como é filmado propicia essa sensação, de modo que você nem percebe que na verdade tudo está sendo encenado e filmado. É realmente um mergulho em uma realidade diferente.
No entanto o grande trunfo é da história e nesse caso os méritos não vão para Hitchcock, mas para Robert Bloch, que escreveu o livro, antes dos direitos serem comprados por Hitchcock e ele proibir sua circulação no mercado para que ninguém soubesse do final.
O filme começa com Marion, uma jovem secretária de uma agência de imóveis que recebe um pagamento de um cliente, 40 mil dólares em dinheiro, e como ela não é burra, nem nada, pega esse dinheiro e foge.
Após dois dias na estrada, ser alvo das suspeitas de um policial e trocar de carro, ela para em um hotel de beira de estrada. Um lugarzinho vazio e bem simples, que quase não recebe pessoas por que não fica na rodovia principal. Lá, ela conhece Norman Bates, o jovem dono do local e eles conversam por um tempo, até que ela decide tomar banho e vai para seu quarto.
No banheiro, ocorre uma das cenas mais icônicas do cinema, aquela da faca e Marion morre. Após isso, é mostrada a casa onde Norman morava com a mãe, nos fundos do terreno e ele saí desesperado para cobrir os rastros do assassinato cometido por sua doente mãe.
No entanto, num mundo de psicóticos, nem tudo é o que parece ser e a verdade só é revelada no final do filme.
Palmas para Robert Bloch, até mais palmas para ele do que para Hitchcock, por que a história que ele criou é fenomenal.
E essa é a dica de hoje: "Psicose" de Alfred Hitchcock, com história original de Robert Bloch.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dica musical: "Holy Fire" do Foals

Nunca fui muito fã do Foals. Baixei o primeiro CD logo quando lançou e naquela época eles não tinham uma base fiéis de fãs, só um monte de gente dizendo como eles eram legais e tal... Naquela época não existiam os hipsters, bem... pelo menos não do jeito como existe hoje.
Enfim, esse já é o terceiro CD deles. Sou tão pouco fã que nem sabia que eles tinham lançado um segundo.
Como eu já disse, nunca fui muito fã e, portanto, não acho esse CD uma obra-prima, porém, é um CD bem legal de se ouvir.
Claro que só na primeira metade, depois o CD fica completamente chato e entediante, com aquelas músicas lentas e irritantes que tinham marcado a sonoridade do primeiro CD do Foals. Um sonoridade bem deprimente diga-se por sinal.
Mas esse CD tem músicas boas, como Inhaler, que tem uma pegada meio agressiva e bem diversificada, na sonoridade e My Number, que é uma mera baladinha com pegada pop dançante, mas que funciona no intuito de agradar os ouvidos.
Enfim, "Holy Fire" não é nada demais, definitivamente não é um dos melhores CD's do ano, mas vale a pena ouvir a primeira metade dele, que é bem legal.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Dica musical: "Omens" do 3OH!3

A última vez que ouvi algo do 3OH!3 eu estava no segundo colegial, achava que era uma dessas bandinhas pop sem futuro e sem-graça quando vi as primeiras imagens, uma foto de uma velha usando a camiseta deles, enfim, não me entusiasmei, mas logo que ouvi as primeiras músicas, fiquei impressionado.
Eles tinham uma sonoridade legal e eu gostei do duo.
No entanto, não durou no meu pc as músicas deles. Cresci, meus amigos do colegial sumiram e eu nunca mais ouvi uma música sequer do 3OH!3.
Agora eles lançaram esse CD aí, o "Omens", que eu ouvi e estou ouvindo ainda no Spotify.
A sonoridade parece mais eletrônica do que eu me lembro, parecendo mais com aquelas músicas de academia, com vocais editados em algum programa qualquer e cheio de efeitos espaciais e aquelas coisas exageradas de músicas de academia, sabe?
Não me parece tão legal.
No entanto, ainda assim, por algum motivo eu gostei. Tem umas músicas com um certo ar nostálgico, até melancólico, mas sem perder a animação. Outras tem um ar mais "FESTA DURO" e algumas tem um ar mais agressivo, com palavrões e você consegue imaginar o vocalista dando socos no ar em algum futuro videoclipe, mas essas são as que menos atraem.
Enfim, "Omens" não é um forte candidato à uma lista de melhores CD's do ano, mas algumas de suas músicas entrariam fácil em uma lista de melhores músicas, até por que eles têm esse estilo engraçado e agressivo de ser, que de certa forma encanta. Só mesmo a sonoridade muito voltada à música eletrônica que estraga um pouco, mesmo assim vale a pena ouvir.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dica musical: "Don't Forget Who You Are" do Miles Kane

O segundo álbum do Miles Kane, um inglesinho que nutre um estilo bem Beatles, só que infinitamente melhor que os garotos de Liverpool.
Esse é o melhor amigo dos caras do Arctic Monkeys e esse mês ele lançou seu novo CD "Don't Forget Who You Are".
Esse CD é bem mais "rock n' roll" do que o seu primeiro, que têm umas músicas com umas pegadas mais pop, provavelmente por quer na época do seu primeiro CD o Miles estava saindo de uma banda de rock e queria experimentar algo diferente. Deu certo.
Nesse CD, me parece, ele quis voltar às origens, deixando as guitarras transparecerem mais, com boas batidas de bateria e umas melodias mais "arcaicas" digamos.
Melodias que remontam à um rock mais próximo do blues, uma ou duas músicas parecem até ter uma sonoridade próxima de um rock sulista,  voltado ao country.
Mas não se engane, é completamente rock n' roll e isso é muito, muito bom!
Miles Kane me surpreendeu com esse CD que vale muito a pena ser ouvido.


Dica Musical: "Python" do Surfer Blood

Eu lembro que Surfer Blood foi uma das primeiras bandas que eu coloquei no meu primeiro celular (primeiro com player de músicas MP3, o que eu tive antes desse não tocava música nenhuma, só uns toquezinhos bestas de pipipi tututu) lá em 2010.
Acho que pode-se dizer que foi com eles que eu fiquei fissurado em músicas indie e a partir daí comecei a procurar bandas que ninguém mais ouvia e descobri um mundo novo e melhor do que esse de música eletrônica, rap e rock modinha.
Surfer Blood é uma banda da Flórida, de uma cidade de praia (Palm Beach), então eles tocam um rock alternativo, voltado ao rock surfista dos anos 70 ou 80, sei lá... Remete à bandas antigas.
Só que eles são muito influenciados por diferentes estilos musicais, como o reggae e músicas africanas, usando percussão, tambores e outros instrumentos não tão convencionais ao rock em suas músicas.
Em Pythons eles abusam menos desses elementos e suas músicas acabaram perdendo um pouco da variedade do primeiro CD, mas nem por isso é um CD ruim.
Muito pelo contrário, vale a pena ouví-lo várias vezes e ficar com algumas músicas na cabeça por muitos dias, por que eu tenho certeza que você se sentirá mais feliz após ouví-los.
Enfim, essa é a dica do dia: Sufer Blood.
Lembrando que essa banda é BEM nova e tem um grande futuro pela frente se continuarem assim.

domingo, 2 de junho de 2013

Dica musical: "Slow Summits" dos The Pastels

The Pastels é uma banda de Glasgow, Escócia e é formada por um designer gráfico e uma bibliotecária, com alguns outros membros não principais que tocam diversos instrumentos.
O som deles é classificado como indie-pop e é do estilo bem alegrinho, fofinho, bonitinho, romanticozinho e todos os "inhos" mais que você puder imaginar, mas isso acaba não sendo uma coisa ruim, ao menos não para eles, por que eles têm uma sonoridade muito legal e interessante.
A maioria de suas músicas são lentas e apenas duas nesse álbum valem realmente a pena, mas é exatamente essas duas que merecem serem ouvidas e re-ouvidas e re-re-ouvidas e assim por diante, eternamente, até o fim dos mundos planetários dos multiversos de sempre criados por Deus.
Para poupar seu tempo vou dizer quais são essas duas músicas: "Check your heart" que é mais rápida no CD todo, bem alegre e divertida, chega até a ser engraçado, com uma letra fofinha, bonitnha, alegrinha e todas as "inhas" possíveis.
E a segunda música é "Illuminum song", que é um bônus nesse CD e é a segunda que vale a pena, talvez até a mais legal. É meio lentinha, melancólica, mas é perfeita para esses dias frios e chuvosos que, pelo menos eu, estou vivendo. Não tão frios quanto eu queria, mas pelo menos dá pra colocar uma blusa e sair de casa admirando as poças de água.
Enfim, essa é a dica de hoje: "Slow Summits" dos The Pastels

quinta-feira, 30 de maio de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Gato Filosófico #28

Fiquei um bom tempo sem postar coisas aqui, mas eu não morri, só saí da faculdade.
É... Eu sai da faculdade, assinei a papelada da desistência, é mais fácil do que eu pensei.
Quando eu cheguei lá, achei que tinha outro nome, tipo "cancelar a matrícula" ou algo assim, mas não... Era desistência...
Nome horrível esse... Desistência... Deixa as coisas muito piores do que eu pensava, mas não foi ruim, não... Foi legal, bem tranquilo e tal.
Bem... O post de hoje é isso aí, falow moçada!

domingo, 19 de maio de 2013

Dica literária: Sunny de Matsumoto Taiyo

Sunny é um novo mangá que mal foi lançado, mas já tá fazendo bastante sucesso por aí.
O mangá conta a história de várias pessoas que moram em um orfanato. Cada capítulo se foca em um personagem, com exceção dos últimos dois capítulos do primeiro volume (O único lançado até agora) que se foca em Haruo, o jovem mais problamático do orfanato.
Não existe uma história central a ser seguida, ou melhor, existem várias histórias centrais, cada uma seguindo seu próprio rumo e direção.
O nome do mangá vem do carro que existe no orfanato, um Sunny antigo que não funciona mais e onde os adultos não entram.
Para quem não conhece Matsumoto Taiyo é o criador de Tekkonkrinkeet, conhecido aqui no Brasil como Preto e Branco, que gerou um dos melhores filmes de animação já feitos na história dos filmes de animação.
A série só tem um volume lançado e eu acho que não é publicada em forma de capítulos com períodicidade quinzenal, mensal ou semanal. Acho que é lançada direto no formato de livro.
Sendo um trabalho de Matsumoto Taiyo o trunfo de Sunny não reside exatamente no traço, que é meio bagunçado, mas bem estilizado. O trunfo está na forma como as histórias são contadas. Como são muitos personagens, é difícil falar exatamente qual a história, mas o que prevalece em todas é a dose certa de melancolia e sabedoria que elas contém, provocando arrepios no leitor e um leve sorriso involuntário, sem contar na pitadinha de humor entre uma história é outra.
Enfim, a dica de hoje é essa: "Sunny" de Matsumoto Taiyo.
Procurem em sites de mangá internacionais para ler, já que ainda não tem no Brasil, nem mesmo em scan.

sábado, 18 de maio de 2013

Dica musical: "Modern Vampires of the city" do Vampire Weekend

Para você que não conhece música, Vampire Weekend é uma banda de Nove Yorque, responsável não só pelas músicas mais divertidas e alegres dos últimos anos, mas por trazer a tona uma certa imagem do hypster nova-yorquino.
Vampire Weekend é hyspter. Hypster pra caramba, mas isso não é ruim. Ao menos não pra eles.
Por que ao contrário das outras bandas hypsters de NY, eles não são deprimentes, amantes de sintetizadores e posers frescos.
Eles são legais.
São mesmo, ao menos no som. O Vampire Weekend sempre criou músicas com um sonoridade no mínimo original, com riffs de guitarra pegajosos e uma alegria que transcendia as letras, quase sem sentido da banda.
E agora eles lançaram esse novo CD aí, "Modern Vampires of The City" continua com a mesmo fórmula dos antigos CD's, músicas alegres, com riffs pegajosos e letras quase sem sentido, mas estranhamente eles não conseguem cair na mesmice que muitas bandas caem.
Talvez por que o Vampire Weekend já seja bem original. Provavelmente por que nenhuma banda ousou tentar copiar a fórmula de músicas alegres que eles criam. Mas com certeza, por que qualquer um sente uma injeção de ânimo ao ouvir as músicas deles.
Essa é a dica de hoje: Vampire Weekend.
:3

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dica musical: "Random Access Memories" do Daft Punk

"Random Access Memories" é o quarto album de estúdio do duo francês que revolucionou o curso da música eletrônica mundial.
Daft Punk criou verdadeiras pérolas musicais, o que os fazem uma das figuras mais icônicas desse seleto mundo musical.
Eles ficaram 8 anos sem lançar algum material inédito e esse ano, com o lançamento desse álbum, envolto em mistério, encheu de expectativas muitas pessoas, fazendo desse álbum um dos lançamentos mais "hypados" da história.
Tudo começou com um genial riff de guitarra, lembrando a época das discotecas dos anos 70 lançado durante um intervalo do SuperBowl. Não passava de alguns segundos, mas foram segundos que fizeram qualquer um querer se mexer na frente do computador ao ouví-los na Youtube, alguns dias depois.
Depois foi lançado uma espécie de prévia de um videoclipe para a mesma música, compilando no final todas as participações especiais contidas no álbum.
E enfim, a música foi lançada no iTunes. "Get Lucky" foi um sucesso imediato, alcançando a posição #1 logo nas primeiras horas, após o lançamento.
E finalmente o álbum foi lançado. Para aqueles que esperavam um disco revolucionário de música eletrônica, algo que irá mudar toda a história da música daqui em diante, sosseguem o facho. Essa nunca foi a intenção do Daft Punk, desde que o site oficial do CD foi lançado, eles fizeram questão de dizer que só queriam voltar no tempo, nada de criar algo novo, revolucionário, apenas algo belo, voltar no tempo e repaginar uma velha fórmula.
E deu certo.
Random Access Memories faz as discotecas parecerem até lugares legais. Faz de todo aquele som brega e chato dos anos 70 parecer divertido, acompanhado das características batidas eletrônicas do dua francês.
É por isso que Random Access Memories merece ser ouvido, é por isso que ele recebe destaque na cena musical. Não pela sua inovação, não por chamar o mundo musical para uma revolução ou algo assim. Mas por pegar algo antigo e fazê-lo legal de novo. Simplesmente isso, ser legal.
=3

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Dica literária: Franny e Zooey

"Franny e Zooey" é um díptico, duas obras que se completam. Um conto e uma novela publicados inicialmente na revista The New Yorker, onde Salinger tinha um contrato de exclusividade sobre seus contos.
Neste livro há duas histórias centradas, a primeira em Franny, a caçula da família Glass e a segunda em Zooey, o menino mais novo da família. Os dois já estão adultos na história e como seus irmãos acabaram virando precocemente adultos, cultos e super inteligentes, em parte pela influência forçada dos irmãos mais velhos, Seymour e Buddy, que os forçavam a ler clássicos da literatura e obras filosóficas e religiosas desde crianças.
Assim como o resto da família, Franny e Zooey são problemáticos. Os dois vivem em conflitos existenciais, querem que tudo seja perfeito, do modo como foram forçados a acreditar que o mundo deveria ser quando crianças e assim seguem na fase adulta. No entanto, o mundo não é como eles esperam que seja e esse é o motivo deles entrarem em depressão e ficarem perdidos na vida.
Zooey acaba lidando com isso mais fácil do que Franny, no entanto, de uma forma destruída e pessimista, o que não o faz ser uma pessoa simpática para os outros.
Já Franny, pela pouca idade, encontra-se enfrentando esses problemas existenciais pela primeira vez, mas pelo modo como o livro termina, ela acaba encontrando a resposta tão óbvia para seus problemas, que Seymour já havia encontrado há muito tempo.
Aliás, de acordo com uma frase soltada por Bessy, a mãe dos Glasses, parece que somente Seymour, Walt (um dos filhos gêmeos da família e que more na guerra) e Booboo (a filha mais velha, casada e com um filho vivendo em Connecticut) encontraram essa resposta óbvia e se acostumaram a ela de uma forma natural e que os possibilitou serem felizes. No entanto, isso acaba se contradizendo ao lembrarmos que Seymour suicidou-se com um tiro na cabeça.
Enfim, Franny e Zooey foi um dos últimos livros publicados dando continuidade a saga da família Glass e eu já comecei a ler um livro fan made com contos não compilados de Salinger e pelo que eu vi, nesse livro contém o último conto da família Glass, o que dá um fim à saga dessa família tão carismática e interessante, explicando por que Seymour suicidou-se.
Essa é a dica de hoje: "Franny e Zooey".

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dica cinematográfica: Acossado

Este é, com certeza, um dos melhores filmes que já assisti na minha vida. Talvez o melhor que já assisti esse ano!
Sério, "Acossado" é muito bom. O filme é de 1960 e conta a história de Michel Poiccard, um malandro que acaba de sair da cadeia e já rouba um carro. Aí ele é pego em flagrante e começa a fugir da polícia, até que o motor começa a parar e ele entra com o carro em um pequeno bosque, onde um policial o persegue e Michel o mata com um tiro. Para fugir, Michel resolve ir para Paris, onde ele pretende reaver o dinheiro emprestado para outros malandros, todos seus amigos e ver se consegue se dar bem com algumas mulheres, em especial Patrícia, uma americana que acabou fazendo Michel se apaixonar.
O filme é de Jean-Luc Godard, se você gosta de cinema, ao menos um pouco, já deve ter ouvido falar dele, um dos principais nomes da Nouvelle Vague, ao lado de Truffaut, Alain Renais, entre outros.
O filme foi criado alguns anos depois do lançamento de "Juventude Transviada" e recebeu influência desse filme, afinal, Michel é um típico rebelde, o cara não para de fumar, tem um ar descolado, às vezes arrogante, fala com total naturalidade ao lado das mulheres, despindo-as com os olhos, mas sem parecer tarado, tem uma queda por carros americanos e comete crimes sem se importar com as consequências.
No entanto, o rebelde de Godard tem um ar mais clássico, nada de jaquetas de couro, botas e calças jeans. Michel está sempre de terno, com sapato, calça e camisa social, acompanhado sempre de uma bela gravata.
Sem contar que Michel não é um completo idiota, só mais um rostinho bonito. Ele também não chega a ser um intelectual, mas digamos que ele bebeu muito da água da vida e adquiriu um ar de filósofo profundo e encantador.
Essa irregularidade na imagem do rebelde deixa o personagem ainda mais simpático, conquistador e descolado, o que o fez entrar na minha lista de personagens prediletos.
Claro, o crime não compensa e o filme não poderia ter um final feliz, mesmo assim não deixa de surpreender e te deixar com vontade de assistir mais das malandragens de Michel, se fosse possível claro.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Dica cinematográfica: O primeiro dia do resto da tua vida

Hoje terminei de assistir um dos filmes mais legais que já vi.
"O primeiro dia do resto da tua vida" é um filme francês de 2008 que conta a história de uma família, visto de diferentes pontos de vista e épocas da história, começando em 1988, com a morte do cachorro da família e culminando em 2000, com o conhecimento da vida de um novo membro.
O filme é dramático, mas todos os eventos são passados como se fosse apenas mais um dia na vida de cada membro da família. É apenas mostrado a rotina de cada um e como todos eles vão lidando com o envelhecimento e amadurecendo com o tempo, cometendo os mesmos erros que seus antepassados ou consertando eles.
Enfim, essa é a dica de hoje, um ótimo filme que vai compensar o tempo que eu fiquei sem postar por aqui.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dica literária: O apanhador no campo de centeio

Essa dica é para os carajosos.
O apanhador no campo de centeio é meu livro favorito. O personagem principal é pra lá de complexo e o modo como Salinger escreve é genial.
Mas é preciso cautela para lê-lo.
O apanhador no campo de centeio é famoso entre os teóricos de conspiração e investigadores de cenas criminais, por dois famosos fatos: O assassino de John Lennon estava lendo este livro quando matou o ídolo. Ele ia se matar, mas decidiu matar o John.
Outro fato é que o quase-assassino de Ronald Reagan (Esse não conseguiu cumprir o crime) também estava lendo o livro quando tentou cometer o crime.
Não me surpreenderia se centenas de jovens estivessem lendo esse livro antes de cometerem suícidio.
O apanhador no campo de centeio é deprimente como o inferno.
Mas mesmo assim, é muito bom.
Talvez seja o jeito de Salinger escrever, que eu acho genial. Mas também acho que possa ser pelo personagem principal: Holden Caulfield.
Ele é tido como um ícone da rebeldia juvenil, com razão, no entanto, ele não é o típico otário das escolas, que bagunça no fundo da sala, nem o emo depressivo e virgem que se corta no banheiro, ele tá mais para um cara normal do que para um esterótipo qualquer.
Holden é o que eu chamo de "adolescente de classe média de verdade", ele sai com garotas, se diverte, dá uns beijos, uns amassos, é virgem, fuma, bebe e está perdido no mundo.
Ele não sabe o que fazer da vida e eu acho que é aí que as pessoas se identificam com ele. Por mais que um cara de 15 anos diga o que quer ser quando crescer ou como ele se imagina com 10 anos, ele não tá ligando muito pra isso.
Na verdade, ninguém está realmente se importando com isso, ou melhor, se importa, mas não quer se importar. Crescer é um saco, todo mundo sabe disso, ninguém quer trabalhar oito horas por dia, viver com um salário medíocre, viver cercado de sorrisos falsos e vidas vazias.
Ninguém quer isso.
Mas nós sustentamos uma imagem de pessoas moldadas, acostumadas com o mundo em que vivemos, mas por dentro temos raiva e queremos viver em outro lugar, de outro modo, fazendo algo qualquer que não isso. E é isso que os adolescentes buscam, viver de outro jeito, escapar dessa tortura moldada pela sociedade, pelo sistema capitalista e pelo maldito governo que quer crescer a economia, sem parar.
Não tem um fim para essas coisas, mas a nossa vida sim.
E é aí que o Holden fica perdido e todo adolescente normal também... Ou não, talvez nem todo adolescente normal, eu sei que eu fico assim. Eu estou assim.
É fácil se identificar com Holden, mas é exatamente por ele nos mostar esse lado obscuro que cada um guarda dentro de si, que O apanhador no campo de centeio é perigoso, por que ele desperta cada ponto negativo do seu espírito e traz a tona com tudo e quanto mais você demora pra ler, mais deprimido você fica e não sabe realmente o por que.
Só agora, a terceira ou quarta vez que eu leio o livro é que percebi isso.
De fato, eu to deprimido pra caramba, mas não é culpa de O apanhador no campo de centeio, é culpa desse mundo maldito em que vivemos presos.
Na minha opinião é exagerado o livro ser banido por ter conteúdo obsceno ou algo assim, esse livro parece um conta da carochinha perto de "O Cortiço", por exemplo e aliás, nem tem tantos relatos sexuais no livro, até por que Holden é virgem. Ele só fala uns palavrões e fala umas coisas meio obscenas, mas não não é nada explícito ou que atrapalha a leitura, são só coisas de adolescente, dá até pra deixar os pais lerem.
Só pra te colocar a par da história: Holden acabou de ser expulso de mais um colégio particular. É quase Natal e ele só pode voltar para casa na quarta-feira, mas ele fica de saco cheio de todos os cretinos que ele tem que suportar na escola, por isso faz as malas e foge.
Ele sai do colégio com o bolso cheio de dinheiro, até aí ele já conversou sobre a vida com um professor, já filosofou um monte sobre um perdedor espinhento do seu dormitório e xingou um monte um musculoso que divide o quarto com ele.
Depois o livro acaba virando um relato em primeira pessoa de alguns dias na vida de Holden Caulfield, onde ele se encontra com freiras, com a mãe de um cretino do seu colégio, com uma puta, briga com um cafetão, paquera umas meninas, sai com uma garota cretina, mas que tem um bumbum bonito, com um professor, mais uma penca de pessoas e por fim a sua irmã, a única pessoa que parece não ser uma tremenda cretina nesse mundo.
É aí que pega, Holden consegue achar cretinice pra todo lado e fica odiando todo mundo, menos a sua irmã, mas se você for analisar as pessoas com quem vivemos, ninguém é do jeito como gostaríamos que fossem e isso deprime bastante o leitor, pelo menos me deprime.
O final até parece meio forçado, mas surpreende e se você ler outras obras de Salinger (Só contos, por que ele só escreveu esse livro) perceberá que esse é o seu estilo; um final perturbador, aberto, surpreendente e fantástico.
Então, essa é a dica de hoje: O apanhador no campo de centeio, mas fica o alerta, esse livro é deprimente pra caramba. Fica por sua conta e risco.
Spoiler: A última linha do livro é: "Nunca conte nada a ninguém. Se você o fizer, começará a sentir falta de todos"

sábado, 4 de maio de 2013